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06 junho, 2014
FMM de Sines - Todo o Festival!
Já está completo o cartaz do FMM de Sines deste ano. Mais em baixo seguem os horários. O comunicado:
«Volta ao mundo em Sines e Porto Covo durante nove dias de música e artes
O FMM Sines - Festival Músicas do Mundo, a maior celebração das músicas do mundo realizada em Portugal, volta a encher Sines de sons de todo o planeta entre 18 e 26 de julho. Será a 16.ª edição do festival, marcada pelo regresso do núcleo de Porto Covo, nos três primeiros dias, e por um programa intenso de concertos, animação de rua e iniciativas paralelas. Angélique Kidjo, Mulatu Astatke, Balkan Beat Box, Ibrahim Maalouf, Fatoumata Diawara & Roberto Fonseca, Kayhan Kalhor & Erdal Erzincan, Oliver Mtukudzi e Tigran (na foto) são alguns dos artistas em destaque.
• Uma viagem pelo mundo em dezenas de espetáculos e atuações musicais
Na programação de 2014 renova-se o pacto com o público, que desde 1999 parte para Sines à descoberta de música que nunca ouviu ou que raramente tem oportunidade de ouvir ao vivo. No atlas musical desta edição cabem espetáculos e atuações musicais de artistas de quatro continentes. O Irão, a Turquia, a Coreia do Sul, a Tanzânia, o Zimbabué, o Benim e São Tomé e Príncipe fazem a sua estreia no festival, elevando para uma centena o número de países e regiões que já passaram pelo mais aventureiro acontecimento musical português, sedeado no concelho portuário que viu nascer Vasco da Gama.
• O ano do regresso de Porto Covo
Nos locais de realização do festival, a principal notícia é o regresso do núcleo de Porto Covo, nos dias 18, 19 e 20 de julho, num palco montado no Largo Marquês de Pombal, uma das praças mais bonitas do Alentejo.
• Palco da praia num passeio marítimo renovado e mais música em espaço público
Outra diferença em relação às últimas edições vai ser notada no palco da praia, que terá este ano à sua disposição um passeio marítimo totalmente renovado, concluídas que estão as obras de requalificação da Av. Vasco da Gama. Também se reforça a presença do festival no espaço público, com mais animação de rua.
• Angélique Kidjo e Mulatu Astatke à frente de forte delegação africana
O festival de Sines sempre foi um palco especial para a divulgação das músicas de África. Em 2014, volta a sê-lo. Três figuras históricas da música do continente vão estar em Sines: a mais internacional estrela africana, Angélique Kidjo (Benim), a lenda do ethio-jazz Mulatu Astatke (Etiópia) e Oliver Mtukudzi, patriarca da música do Zimbabué. A cantautora maliana Fatoumata Diawara regressa ao festival num projeto com o pianista cubano Roberto Fonseca. Outro espetáculo africano a merecer grande expetativa é o dos tanzanianos Jagwa Music, que dão o concerto final no palco da praia. Também a não perder as presenças do guitarrista Teta (Madagáscar), da banda Mamar Kassey (Níger), e da dupla Debademba (Mali / Burkina Faso).
• A festa global de Balkan Beat Box
Formado por israelitas radicados em Nova Iorque, o grupo Balkan Beat Box ocupará um lugar de destaque na programação, cabendo-lhe encerrar o programa de concertos no Castelo. Esteticamente, situa-se na área das fusões de dança globais, onde também se enquadra a dupla sérvia de DJs ShazaLaKazoo, outro nome do alinhamento.
• O jazz aberto de Tigran e Ibrahim Maalouf
Dois dos músicos de jazz mais reconhecidos da atualidade vão marcar presença no festival. São ambos jovens e caracterizam-se por uma linguagem individual em que partem do jazz à conquista de novos territórios. São eles o pianista arménio Tigran, que volta a Sines com o seu trio, e o trompetista franco-libanês Ibrahim Maalouf, que aqui vem apresentar o seu disco “Illusions”.
• A maior representação asiática de sempre
Nunca o festival apresentou tanta e tão diversificada Ásia como em 2014. Da índia, chegam quatro espetáculos: Bachu Khan, cantor cigano do Rajastão, Jaipur Maharaja Brass Band, fanfarra também oriunda do Rajastão, o intérprete de sitar Niladri Kumar e o espetáculo ritual Mudiyett, inscrito no registo de Património Imaterial da Humanidade da UNESCO. A Coreia do Sul é representada pela banda de pós-rock Jambinai e a China pelo grupo de folk-rock mongol Ajinai.
• Médio Oriente para contemplar e dançar
A representação asiática prolonga-se pelo Médio Oriente. Dois dos mais prestigiados músicos instrumentais desta zona do mundo atuam este ano no FMM: o iraniano Kayhan Kalhor e o turco Erdal Erzincan. Outro iraniano, o percussionista Mohammad Reza Mortazavi, também irá estar presente. Ainda na música instrumental, ouviremos o Istiklal Trio, grupo israelita com influências turcas. Das fusões envolvendo músicos e estilos do mundo árabe, haverá duas propostas para dançar: o espetáculo “Fuck the DJ” do franco-tunisino Smadj e a dupla de DJs franceses Acid Arab, fusão de eletrónica com música árabe.
• Argentina e Colômbia maioritárias na delegação das Américas
A Colômbia, um dos mercados musicais mais dinâmicos do momento, volta ao festival com Cimarrón, expoente da música “llanera”, e os psicadélicos Meridian Brothers. Da Argentina chegam duas vozes femininas: La Yegros e Soema Montenegro. Do México ouviremos o projeto de fusão de rock com poesia índia Arreola+Carballo. O saxofonista Colin Stetson, americano radicado no Canadá, e a cantautora Mélissa Laveaux, canadiana de ascendência haitiana, completam a lista de artistas das Américas.
• Portugal do fado, do folclore, das fusões
São sete os espetáculos de música portuguesa programados para esta edição do festival: Custódio Castelo & Shina, Zé Perdigão “Sons Ibéricos”, Galandum Galundaina, Ai!, Júlio Pereira, Gisela João e The Soaked Lamb. A estes sete juntam-se as diversas formações da Escola das Artes do Alentejo Litoral e outros grupos que atuam em espaço público ao longo do festival.
• O regresso de uma lenda de S. Tomé e Príncipe
O Conjunto África Negra foi o grande embaixador da música de S. Tomé e Príncipe nos anos que se seguiram à independência. Ausente de Portugal desde o final dos anos 80, faz o seu regresso no palco do FMM Sines. De outro país de língua portuguesa, Angola, chega Nástio Mosquito, jovem músico e artista visual. Selma Uamusse, cantora moçambicana radicada em Portugal, vem a Porto Covo estrear repertório do disco que está a gravar. Mó Kalamity, cabo-verdiana a residir em Paris desde criança, será a voz do reggae nesta edição do FMM.
• Sons de uma Europa de cruzamentos
A Europa, os seus artistas, os seus produtores, as suas editoras, atravessam toda a programação do festival. Além das já citadas, há mais quatro presenças europeias de nota. Duas delas partem da música tradicional da Bretanha: KrisMenn / AleM fundem-na com o hip hop e o Astrakan Project leva-a a viajar pelo Oriente. Karolina Cicha & Bart Palyga são os embaixadores da Podláquia, região multiétnica e multilinguística da Polónia. Jungle By Night é uma orquestra de jovens músicos holandeses renovadores do afrobeat.
• Festival para além da música
Além dos concertos em palcos e espaço público, o festival oferece um programa de iniciativas paralelas em torno da música e das artes. Haverá ateliês para crianças e bebés, oficinas, ciclo de cinema documental, conversas com escritores e artistas, feira do disco e do livro, sessões de contos, exposição e biodanza. Logo no primeiro dia do festival, realiza-se em Porto Covo uma conferência com Alessandro Portelli, sobre a música dos novos migrantes. Informação completa sobre iniciativas paralelas a divulgar brevemente.
• Bilhetes para as noites no Castelo à venda
Os bilhetes estão já à venda na plataforma BilheteiraOnline.pt (online e circuito nacional de lojas). Mais perto do festival estarão à venda nos locais habituais em Sines. O bilhete para cada dia de concertos noturnos no Castelo, entre 22 e 26 de julho, custa € 10, sendo o custo do passe de € 35 até 30 de junho e de € 40 euros após 30 de junho. Em Porto Covo, no palco da Avenida da Praia, no Pátio das Artes e no concerto da tarde no Castelo não se paga bilhete. O bilhete para o concerto de Colin Stetson no auditório do Centro de Artes custa 5 euros (venda exclusiva no Centro).
• Transmissão de concertos via web
Para quem não puder deslocar-se a Sines, em 2014 o FMM iniciará a transmissão de alguns concertos em direto e em diferido em modalidade de “streaming pay per view”.
ALINHAMENTO DE ESPETÁCULOS
PORTO COVO
18 de julho (sexta)
17h30: JAIPUR MAHARAJA BRASS BAND (Rajastão - Índia) @ Ruas de Porto Covo
19h00: CUSTÓDIO CASTELO & SHINA (Portugal / França) @ Largo Marquês de Pombal
21h45: KRISMENN / ALEM (Bretanha - França) @ Largo Marquês de Pombal
23h15: BACHU KHAN (Rajastão - Índia) @ Largo Marquês de Pombal
19 de julho (sábado)
18h00: JAIPUR MAHARAJA BRASS BAND (Rajastão - Índia) @ Ruas de Porto Covo
19h00: ISTIKLAL TRIO (Israel) @ Largo Marquês de Pombal
21h45: KAYHAN KALHOR & ERDAL ERZINCAN (Irão / Anatólia - Turquia) @ Largo Marquês de Pombal
23h15: TETA (Madagáscar) @ Largo Marquês de Pombal
20 de julho (domingo)
19h00: KAROLINA CICHA & BART PAŁYGA (Polónia - Podláquia) @ Largo Marquês de Pombal
21h30: SELMA UAMUSSE (Moçambique) @ Largo Marquês de Pombal
23h00: CIMARRÓN (Colômbia) @ Largo Marquês de Pombal
SINES
21 de julho (segunda)
19h00: AI! (Portugal) @ Pátio das Artes
20h00: ASTRAKAN PROJECT (Bretanha - França) @ Pátio das Artes
22h00: COLIN STETSON (EUA / Canadá) @ Centro de Artes - Auditório *
23h30: MUDIYETT (Índia) @ Av. Vasco da Gama
22 de julho (terça)
19h00: ZÉ PERDIGÃO “SONS IBÉRICOS” (Portugal) @ Castelo
22h00: OLIVER MTUKUDZI & THE BLACK SPIRITS (Zimbabué) @ Castelo *
23h30: LA YEGROS (Argentina) @ Castelo *
01h00: DEBADEMBA (Burkina Faso / Mali) @ Castelo *
23 de julho (quarta)
19h00: ÁFRICA NEGRA (S. Tomé e Príncipe) @ Castelo
20h15: AJINAI (China) @ Av. Praia
21h45: IBRAHIM MAALOUF "ILLUSIONS" (Líbano / França) @ Castelo *
23h15: JAMBINAI (Coreia do Sul) @ Castelo *
00h45: MÉLISSA LAVEAUX (Canadá / Haiti) @ Castelo *
02h30: JUNGLE BY NIGHT (Holanda) @ Av. Praia
24 de julho (quinta)
19h00: GALANDUM GALUNDAINA (Portugal) @ Castelo
20h15: ARREOLA+CARBALLO (México) @ Av. Praia
21h45: MULATU ASTATKE (Etiópia) @ Castelo *
23h15: NÁSTIO MOSQUITO (Angola) @ Castelo *
00h45: MAMAR KASSEY (Níger) @ Castelo *
02h30: MERIDIAN BROTHERS (Colômbia) @ Av. Praia
04h00: NILADRI KUMAR (Índia) @ Av. Praia
25 de julho (sexta)
19h00: JÚLIO PEREIRA (Portugal) @ Castelo
20h15: MOHAMMAD REZA MORTAZAVI (Irão) @ Av. Praia
21h45: GISELA JOÃO (Portugal) @ Castelo *
23h15: SOEMA MONTENEGRO (Argentina) @ Castelo *
00h45: TIGRAN (Arménia / EUA) @ Castelo *
02h30: MÓ KALAMITY & THE WIZARDS (Cabo Verde / França) @ Av. Praia
04h15: SHAZALAKAZOO (Sérvia) @ Av. Praia
26 de julho (sábado)
19h00: THE SOAKED LAMB (Portugal) @ Castelo
20h15: SMADJ “FUCK THE DJ” (Tunísia / França / Marrocos / África do Sul) @ Av. Praia
21h45: FATOUMATA DIAWARA & ROBERTO FONSECA (Mali / Cuba) @ Castelo *
23h15: ANGÉLIQUE KIDJO (Benim) @ Castelo *
00h45: BALKAN BEAT BOX (Israel / EUA) @ Castelo *
02h45: JAGWA MUSIC (Tanzânia) @ Av. Praia
04h15: ACID ARAB (França / Mundo Árabe) @ Av. Praia
[*] Concertos com necessidade de aquisição de bilhete
A programação está sujeita a alteração.
Nota: A este alinhamento acrescem as iniciativas paralelas, os espetáculos por formações da Escola das Artes do Alentejo Litoral e outras atuações em espaço público a anunciar
Mais informações
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17 abril, 2014
Balkan Beat Box, Jagwa Music e Smadj no FMM de Sines
E, agora, a parte mais bailável do FMM 2014! O comunicado:
«Balkan Beat Box e muita música global
para dançar no FMM Sines 2014.
O grupo Balkan Beat Box (Israel / EUA; na foto) atua pela primeira vez no FMM Sines – Festival Músicas do Mundo na edição de 2014, que se realiza em Porto Covo e Sines entre 18 e 26 de julho. Também está confirmada a presença de ShazaLaKazoo (Sérvia), Jagwa Music (Tanzânia), Jungle By Night (Holanda), Meridian Brothers (Colômbia), Orange Hill (Colômbia), Smadj “Fuck the DJ” (Tunísia / França / Marrocos / África do Sul) e Acid Arab (França). Nestas confirmações o fio condutor é a dança, com propostas rítmicas que vão do afrobeat ao calipso.
Balkan Beat Box é uma banda nova-iorquina na linha das fusões globais, vocacionadas para grandes atuações ao vivo, de Gogol Bordello e Firewater. Os seus dois membros fundadores, aliás, atuaram nessas bandas: Ori Kaplan pertenceu aos Gogol Bordello e Tamir Muskat aos Firewater. São ambos imigrantes israelitas nos EUA e formaram os BBB em 2005. Mais tarde juntou-se o cantor, também israelita, Tomer Yosef. Musicalmente, a banda aposta numa base de ritmos mediterrânicos, fundida com estilos de todo o mundo, desde o hip hop ao ragga. As letras transmitem uma consciência política sobre problemas do séc. XXI, quase todos de natureza transnacional, como a sua música.
Sedeado em Belgrado, o projeto ShazaLaKazoo aposta na fusão da eletrónica com a música balcânica. Formado pela dupla Milan Djuric e Uros Petkovic, produz o estilo de dança “folkstep”, onde também encontram lugar ritmos sul-americanos, africanos e do Médio Oriente. Lançaram recentemente o seu terceiro álbum, “Monobrow”.
Dos subúrbios de Dar Es Salaam, capital da Tanzânia, país da África Oriental que faz a sua estreia no FMM Sines, chega o grupo Jagwa Music. Formado por oito membros, representa o estilo de música “mchiriku”, derivação de ritmos de transe populares. O poder da secção rítmica e a utilização de teclados Casio “low-cost” amplificados são dois dos seus elementos característicos. O disco que lançaram na editora Crammed, “Bongo Hotheads”, foi produzido por Werner Graebner e misturado por Vincent Kenis, conhecido pelo seu trabalho na série Congotronics.
Jungle by Night é um grupo de nove amigos de Amesterdão cuja proposta musical cruza o funk africano, nomeadamente na sua expressão afrobeat, ao jazz, ao rock e a outros estilos de múltiplas origens. Têm três álbuns gravados, o último dos quais, “The Hunt”, editado este ano. A qualidade do seu afrobeat já mereceu elogios de dois mestres do género, Tony Allen e Seun Kuti.
Os Meridian Brothers, de Bogotá, Colômbia, fazem música tropical com influências de rock psicadélico. Na sua paleta estão as cores da salsa, da cumbia, do vallenato e de outros ritmos quentes da região, trabalhados de forma pouco convencional pelo compositor Eblis Alvarez e o seu quinteto. Têm sete álbuns gravados desde a fundação do grupo, em 1998. O oitavo álbum, “Salvadora Robot” (Soundway / Staubgold Records), é lançado em junho.
Orange Hill é outra banda colombiana neste festival, embora de um território colombiano menos conhecido, o arquipélago de San Andrés, Providencia e Santa Catalina, junto à Nicarágua. Fundado no início dos anos 50 na sua formação original, é um agrupamento de calipso com uma mistura de músicos da velha guarda e da nova geração. Cantam no crioulo local, uma língua baseada no inglês dos primeiros colonizadores das ilhas.
Smadj “Fuck the DJ” é o projeto do alaudista franco-tunisino Jean-Pierre Smadja. O nome provocador, também título de um disco que lançou em 2012, é uma ironia à supremacia dos DJs em relação aos grupos de músicos nas pistas de dança. O seu repertório funde música eletrónica e acústica, com fusões de várias músicas tradicionais, sobretudo orientais, e um lado de improvisação. A sua banda inclui instrumentistas franceses e dois vocalistas com origens diferentes: o cantor marroquino Simo e o MC sul-africano Mo Laudi.
Finalmente, Acid Arab é um projeto criado por Guido Minisky e Hervé Carvalho, DJs residentes no clube parisiense Chez Moune. A dupla procura conciliar dois estilos de música de dança: o “house” das discotecas ocidentais e a música oriental ancestral, particularmente no estilo “dabke”. Editaram o disco “Acid Arab Collections” (Versatile) em 2013.
Outros grupos já confirmados
Além dos artistas descritos nesta nota, estão também já confirmados nesta edição do festival: Angélique Kidjo (Benim / EUA), Oliver Mtukudzi & The Black Wizards (Zimbabué), Fatoumata Diawara & Roberto Fonseca (Mali / Cuba), Mamar Kassey (Níger), Nástio Mosquito (Angola), Gisela João (Portugal), Júlio Pereira (Portugal), The Soaked Lamb (Portugal), Mó Kalamity & The Wizards (Cabo Verde / França), Kayhan Kalhor & Erdal Erzincan (Irão / Anatólia – Turquia), Mohammad Reza Mortazavi (Irão), Istiklal Trio (Israel), Jambinai (Coreia do Sul), Ajinai (China), Niladri Kumar (Índia), Mudiyett (Índia), Bachu Khan (Rajastão – Índia) e Jaipur Maharaja Brass Band (Rajastão – Índia).
Bilhetes
Os bilhetes para o FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2014 estão à venda na plataforma BilheteiraOnline.pt. Cada dia de concertos pagos (concertos noturnos no Castelo entre 22 e 26 de julho) custa € 10, sendo o custo do passe de € 35 até 30 de abril (após 30 de abril, o passe custa € 40).
Além destes concertos pagos, o FMM Sines oferece, como sempre, logo a partir do primeiro dia do festival, 18 de julho, um extenso programa de concertos gratuitos em vários períodos e palcos do festival.
Mais informações
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10 abril, 2014
Tanta Ásia no FMM de Sines!
O comunicado oficial diz tudo:
«Músicas do Mundo de Sines com maior representação asiática de sempre.
As músicas da Ásia vão deixar uma marca forte na 16.ª edição do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo, que se realiza em Sines e Porto Covo entre 18 e 26 de julho. Três países – o Irão, a Turquia e a Coreia do Sul – fazem a sua estreia no festival. A Índia reforça a presença no alinhamento com quatro espetáculos e a China regressa com uma proposta de folk cosmopolita.
Nesta representação asiática no FMM Sines 2014 estão em evidência os instrumentistas virtuosos.
O iraniano Kayhan Kalhor e o turco Erdal Erzincan são mestres, respetivamente, do instrumento de arco kamancheh e do cordofone baglama. Tocam em Sines como dupla, dando continuidade ao vivo a uma colaboração que já produziu dois discos editados pela etiqueta alemã ECM. Kayhan Kalhor, também conhecido pela sua participação nos projetos Ghazal e Silk Road Project, é um dos maiores embaixadores da música persa. Erdal Erzincan é um expoente da tradição do baglama da Anatólia. Une-os o caráter de tradicionalistas aventureiros e o gosto pela improvisação.
Do Irão chega outro instrumentista de primeira água: Mohammad Reza Mortazavi, um dos mais exímios criadores e intérpretes dos tambores de mão tradicionais persas, o tonbak e o daf. Sozinho em palco a criar variações sobre o ritmo 6/8, pilar da música persa, é capaz de pôr uma multidão a dançar com as suas linhas de percussão intrincadas. O seu disco mais recente, “Codex”, foi lançado em 2013.
O Istiklal Trio é formado por três instrumentistas israelitas apaixonados pelas músicas do Oriente Próximo: Ariel Qassis no qânun, Yaniv Taichman no ud e Noa Vax nas percussões. O repertório é composto por peças originais e por composições clássicas turcas que reinventam utilizando os recursos expressivos de outras músicas com que se cruzaram no seu percurso: a música clássica, o rock, os blues, a música árabe, a música indiana. Editaram um disco, homónimo, em 2011.
Para o quinteto sul-coreano Jambinai, os instrumentos tradicionais são ferramentas para criar um pós-rock pesado e experimental. Nas suas composições, a par da eletrónica, das guitarras elétricas e da bateria, encontramos objetos da tradição musical coreana como o instrumento de arco haegeum, o sopro piri e a cítara coreana, o geomungo. O seu álbum de estreia, “Difference”, teve edição internacional em 2014.
O grupo chinês Ajinai é outro projeto de modernização da tradição através de códigos do rock. Embora sedeado em Pequim, tem como referência a música da Mongólia Interior. O seu líder é Hugjiltu (antigo membro fundador da banda Hanggai), cantor na técnica gutural mongol (khoomei) e intérprete do instrumento de arco morin khuur. O repertório do grupo inclui composições próprias e versões experimentais de canções folclóricas mongóis.
O sitar, símbolo da música indiana, será trazido a Sines por um dos seus melhores intérpretes da nova geração, Niladri Kumar. Muito precoce – começou a aprender sitar aos 4 anos e tocou pela primeira vez em público aos 6 –, cresceu em Mumbai e tem feito uma carreira com muitas viagens pelo mundo. Cultiva o legado da música tradicional indiana, mas são frequentes as colaborações com artistas de outras áreas, como o jazz, a fusão e a eletrónica. Toca um sitar elétrico que ele próprio criou.
Um dos acontecimentos do FMM Sines será a performance de dança e teatro ritual Mudiyett, com origem no estado de Kerala, no sudoeste da Índia. Reconhecido pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade, fundado numa tradição oral que remonta ao século IX, este espetáculo de rua de caráter sagrado simboliza a vitória do bem sobre o mal e nele entram várias personagens da mitologia hindu, como Kali, Shiva e Narada. Envolve mais de uma dezena de artistas e possui uma forte componente visual, com máscaras, pintura corporal e elementos de fogo.
Do Rajastão, no noroeste desértico da Índia, chega o cantor Bachu Khan, pertencente à casta dos Langas, que durante séculos foram os músicos profissionais das famílias reais da região e mais tarde se dedicaram a tocar em casamentos, noivados e festas tradicionais. Representa a cultura cigana que da Índia se espalhou pelo mundo e conta com centenas de atuações internacionais com os seus grupos Maharaja, Musafir e Dil Mastana.
Outro aspeto da cultura cigana do Rajastão, as fanfarras, terá expressão em Sines através da Jaipur Maharaja Brass Band (na foto). Composta por sete músicos e uma bailarina, reúne a visão do diretor artístico, o tocador de tabla Rahis Bharti, ao talento e experiência dos tocadores de metais e percussões. Festiva e popular, toca ritmos clássicos e tradicionais do Rajastão, peças de folclore e melodias do cinema indiano.
Outros grupos já confirmados
Além dos artistas descritos nesta nota, estão também já confirmados nesta edição do festival: Angélique Kidjo (Benim / EUA), Oliver Mtukudzi & The Black Wizards (Zimbabué), Fatoumata Diawara & Roberto Fonseca (Mali / Cuba), Mamar Kassey (Níger), Nástio Mosquito (Angola), Gisela João (Portugal), Júlio Pereira (Portugal), The Soaked Lamb (Portugal) e Mó Kalamity & The Wizards (Cabo Verde / França).
Bilhetes
Os bilhetes para o FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2014 já estão à venda na plataforma BilheteiraOnline.pt. Cada dia de concertos pagos (concertos noturnos no Castelo entre 22 e 26 de julho) custa € 10, sendo o custo do passe de € 35 até 30 de abril (após 30 de abril, o passe custa € 40).
Além destes concertos pagos, o FMM Sines oferece, como sempre, logo a partir do primeiro dia do festival, 18 de julho, um extenso programa de concertos gratuitos em vários períodos e palcos do festival.
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27 março, 2014
Gisela João, Júlio Pereira e Nástio Mosquito no FMM de Sines
Mas não só... Para além de Gisela João (na foto), Júlio Pereira e Nástio Mosquito, também The Soaked Lamb e Mó Kalamity entram no rol. O comunicado:
«Primeiros artistas de língua portuguesa confirmados no FMM Sines
O angolano Nástio Mosquito e os portugueses Gisela João, Júlio Pereira e The Soaked Lamb são os primeiros artistas de língua portuguesa confirmados para a 16.ª edição do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo, que decorre entre 18 e 26 de julho em Sines e Porto Covo. Também está confirmada a presença em Sines da artista franco-cabo-verdiana Mó Kalamity, um dos nomes emergentes do “reggae roots” gaulês.
O angolano Nástio Mosquito é um dos mais estimulantes artistas africanos contemporâneos. Quando dizemos artistas, não falamos apenas de música. Nástio é cantor, poeta, performer e tem também um percurso ligado às artes plásticas, com exposições na Tate Modern, em Londres, e trabalhos expostos nos EUA, Brasil e Japão. O seu concerto em Sines acontece no ano da edição em Portugal do álbum duplo “Se Eu Fosse Angolano”, onde é autor de todas as letras e músicas. O álbum é uma "reflexão do que é a Angola plural onde o campo e a cidade se redefinem". Aborda o amor do artista pelo seu país, mas também temas universais, como a relações homem-mulher, as relações com os mais velhos e as relações com o dinheiro. "Um álbum maior" e "uma estreia gloriosa" foram as palavras usadas pelo jornalista Mário Rui Vieira (Expresso) para descrevê-lo.
Natural de Barcelos, Gisela João arrebatou os amantes do fado com o disco homónimo que lançou em 2013. Poucas vezes uma artista portuguesa conseguiu reunir tanta admiração em tão pouco tempo. Miguel Esteves Cardoso, no Público, chamou-lhe “a grande fadista do século XXI”. João Miguel Tavares, na Time Out, encontrou nela uma “amplitude emocional” que não ouvia desde Amália. Na revista Visão, Pedro Dias de Almeida escreveu que Gisela “concilia o mais autêntico e genuíno espírito do fado com a contemporaneidade de uma música urbana que continua a reinventar-se”. Capaz de interpretar com a mesma intensidade uma criação dramática e uma alegre peça de folclore, apresenta-se pela primeira vez ao vivo em Sines no FMM 2014.
O compositor, multi-instrumentista e produtor Júlio Pereira é um nome fundamental da música portuguesa. Tem 20 discos gravados em nome próprio e participou em cerca de 80 discos de outros artistas, incluindo José Afonso, Pete Seeger e The Chieftains. O público conhece-o sobretudo como o mestre do cavaquinho. O disco que lançou em 1981, intitulado “Cavaquinho”, foi um marco na música instrumental portuguesa e na modernização deste precioso cordofone que Portugal espalhou pelo mundo. Em 2013, publicou o livro / CD “Cavaquinho.pt” e constituiu uma associação / museu que visa preservar a história e promover a prática deste instrumento. É acompanhado ao vivo por Sandra Martins (violoncelo), Miguel Veras (viola) e Luís Peixoto (bouzouki).
The Soaked Lamb, nascidos em Lisboa em 2006, buscam inspiração na música americana da primeira metade do século XX. Tocam blues “com bocadinhos de swing, ragtime, boogie woogie” e fazem músicas atentas à contemporaneidade mas sem pressas, “como eram feitas há setenta ou oitenta anos”. O seu primeiro disco, “Homemade Blues”, de 2007, foi gravado aos domingos na casa de Afonso Cruz, onde se comia o ensopado de borrego que, traduzido para inglês, daria nome ao grupo, de que também fazem parte Miguel Lima, Mariana Lima, Gito Lima, Tiago Albuquerque e Vasco Condessa. Têm quatro discos gravados. Em Sines ouviremos sobretudo repertório do último, “Palhaços”, de 2013.
Nascida em Cabo Verde mas a viver em Paris desde criança, Mó Kalamity tem vindo a destacar-se na cena reggae roots francesa. Mulher num género dominado pelo sexo masculino, Mó é influenciada pelo reggae jamaicano e pela música afroamericana dos anos 60 e 70. A publicação Télérama encontra-lhe também "outra sensibilidade que acrescenta ao género graças aos seus arabescos vocais", marca da origem cabo-verdiana. Para a Mondomix, Mó Kalamity é autora de um “reggae roots militante e rebelde”. Na sua estreia em Sines vem acompanhada pela banda The Wizards, que formou em 2004. O disco “Freedom of the Soul”, o seu terceiro álbum, editado em 2013, será a base do repertório a apresentar neste concerto.
Bilhetes
Os bilhetes para o FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2014 já estão à venda na plataforma BilheteiraOnline.pt. Cada dia de concertos pagos (concertos noturnos no Castelo entre 22 e 26 de julho) custa € 10, sendo o custo do passe de € 35 até 30 de abril (após 30 de abril, o passe custa € 40).
Além destes concertos pagos, o FMM Sines oferece, como sempre, logo a partir do primeiro dia do festival, 18 de julho, um extenso programa de concertos gratuitos em vários períodos e palcos do festival.
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21 fevereiro, 2014
Angélique Kidjo no FMM de Sines, Gisela João no Med de Loulé
E, no mesmo dia, surgem as primeira confirmações de artistas e grupos agendados para a edição 2014 do FMM de Sines (Angélique Kidjo -- na foto --, Oliver Mtukudzi, Fatoumata Diawara com Roberto Fonseca e Mamar Kassey) e para o Med de Loulé (Gisela João). Primeiro, o comunicado do FMM:
«FMM Sines anuncia primeiros nomes programados para a edição de 2014
Estão confirmadas as primeiras presenças no maior evento de músicas do mundo realizado em Portugal: Angélique Kidjo (uma das grandes divas africanas), Oliver Mtukudzi (nome histórico da música do Zimbabué), a dupla Fatoumata Diawara e Roberto Fonseca (colaboração entre o Mali e Cuba) e a banda Mamar Kassey (música do coração do Sahel).
África, com uma incursão a Cuba, é a origem das primeiras confirmações do programa do FMM Sines - Festival Músicas do Mundo 2014, que decorre entre 18 e 26 de julho, em Sines e Porto Covo.
Nesta 16.ª edição do festival, Sines irá oferecer novamente um programa que convida a partir à descoberta da melhor música que se faz no planeta, sem fronteiras de géneros, nacionalidades ou culturas.
Angélique Kidjo, nascida no Benim e atualmente radicada em Nova Iorque, é uma das mais conceituadas cantautoras, ativistas e personalidades africanas. A BBC incluiu-a na lista de 50 personalidades do continente em 2011 e o Daily Telegraph descreveu-a como “a rainha incontestada da música africana”. A sua estreia em Sines vai ser feita com o disco “EVE”, lançado em janeiro de 2014, uma homenagem à sua mãe e às mulheres em geral. Angélique Kidjo é uma das artistas africanas mais premiadas, destacando-se no seu currículo a conquista do Grammy de Melhor Álbum Contemporâneo de World Music com “Djin Djin” (disco de 2007) e a nomeação do seu álbum seguinte, “Oyo”, de 2010, para o mesmo galardão. “EVE”, o disco que acaba de lançar, mereceu cinco estrelas da última edição da revista Songlines e também promete uma carreira muito bem-sucedida entre o público e a crítica.
O cantor e guitarrista Oliver “Tuku” Mtukudzi é um clássico da música africana. Nascido em 1952, vai estrear-se em Sines com uma carreira de quase cinco décadas atrás de si. Partilha com Thomas Mapfumo, músico com quem tocou nos anos 70, o estatuto de patriarca da música do Zimbabué. Ao longo da sua carreira prolífica, editou mais de meia centena de álbuns (mais de sessenta em algumas contagens), sendo o mais recente “Sarawoga”, lançado em 2012. O seu estilo musical – tão particular que os fãs o tratam como um género em si próprio, a “Tuku music” – produz canções com estruturas pop tocadas na guitarra acústica em que é exímio e em instrumentos tradicionais como o mbira e a marimba. Apresenta-se com a banda The Black Spirits, uma mistura de músicos veteranos e da nova geração.
A maliana Fatoumata Diawara deu um dos concertos mais memoráveis do FMM Sines 2012. Volta ao festival em 2014 num projeto de colaboração com o pianista cubano Roberto Fonseca que Sines será um dos primeiros palcos mundiais a receber. Fatoumata é uma das vozes da nova música maliana, inovadora dos ritmos e melodias do seu país, com um grande álbum, “Fatou”, editado em 2011. Roberto tem um percurso no jazz, nas músicas tradicionais cubanas e nos sons urbanos contemporâneos. No seu disco “YO”, também de 2012, lançou-se numa viagem pelas suas raízes africanas e pelas suas expressões em ambos os lados do Atlântico. Neste projeto, onde Fatoumata explora o seu desejo de ir mais além e Roberto encontra África na voz de uma das suas maiores cantoras, haverá ainda a presença de uma banda de cinco elementos onde estarão em força a percussão cubana e a elegância dos instrumentos de cordas malianos.
Mamar Kassey é uma banda que vai interessar os curiosos pela música do Sahel e do Sahara. Fundada em 1995 em Niamey, capital do Níger, é liderada por Yacouba Moumoni, cantor e intérprete de flauta “peul”. Atua em Sines na sequência do seu terceiro álbum, “Taboussizé-Niger”, lançado em 2013 pela editora bretã Innacor. Yacouba Moumoni é considerado o músico mais popular do Níger e a música de Mamar Kassey, moderna apesar de se manter fiel às tradições étnicas do país, tem um público considerável em toda a África Ocidental. “Taboussizé-Niger” integrou a seleção de melhores dos discos de 2013 em publicações como Les Inrocks, Mondomix e Folkroots.
Bilhetes
Os bilhetes para o FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2014 já estão à venda na plataforma BilheteiraOnline.pt. Cada dia de concertos pagos (concertos noturnos no Castelo entre 22 e 26 de julho) custa € 10, sendo o custo do passe de € 35 até 30 de abril (após 30 de abril, o passe custa € 40).
Além destes concertos pagos, o FMM Sines oferece, como sempre, logo a partir do primeiro dia do festival, 18 de julho, um extenso programa de concertos gratuitos em vários períodos e palcos do festival.
Mais informações
www.fmm.com.pt
www.facebook.com/fmmsines»
Já o MED de Loulé informa:
«GISELA JOÃO NA APRESENTAÇÃO DO 11ºFESTIVAL MED
A fadista Gisela João vai estar presente na Conferência de Imprensa de apresentação da 11ª edição do Festival MED, a ter lugar na próxima quarta-feira, 26 de fevereiro, pelas 16h30, na Sala do Atlético Sporting Clube, onde serão anunciados os primeiros nomes do cartaz.
Este ano, o Festival MED decorre nos dias 26, 27 e 28 de junho, na Zona Histórica de Loulé, e contará mais uma vez com um cartaz musical de luxo. Depois de ter arrebatado tudo e todos em 2013, a grande revelação da cena musical portuguesa, a jovem fadista Gisela João, é um dos nomes confirmados para o MED.
Integrado no roteiro dos principais festivais de World Music, para além de um alinhamento musical que traz a Portugal os melhores nomes das músicas do mundo, este festival passa também por uma fusão de manifestações culturais que vão desde a gastronomia às artes plásticas, animação de rua, artesanato, dança, workshops, e muito mais, com um claro objetivo de divulgar as várias culturas do mundo.
Sobre Gisela João
O disco de estreia de Gisela João é um marco na História do Fado contemporâneo. Sem desvios nem artifícios, parte duma formação tradicional e mergulha na sua génese, reencontra a sua autenticidade, questiona os seus excessos e maneirismos, para se tornar genuíno como nunca e apontar o seu futuro.
Nasceu em Barcelos, viveu seis anos no Porto e finalmente o canto impôs a sua vontade e levou-a para Lisboa.
Numa pequena casa “emprestada” na Mouraria debateu-se com o peso imenso da solidão, pensou várias vezes em desistir, mas resistiu. Conquistou o Sr. Vinho, a Tasca da Bela, a Mesa de Frades primeiro, para depois encher o Lux (primeiro num set do mago do pós-Dubstep, Nicolas Jaar e depois em nome próprio, a convite de Manuel Reis), e, mais recentemente, uma pequena legião de fãs esgotou o Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém duas semanas antes do espetáculo.
Chegara a hora de gravar o seu primeiro disco, esse grande desafio. Encontrou em Frederico Pereira o cúmplice ideal – iniciaram as gravações. Estávamos em fevereiro de 2013, certos do caminho que havia para percorrer mas longe de prever o que iria acontecer.
O disco sai a 1 de julho de 2013, duas semanas depois alcança o primeiro lugar no Top de vendas nacional e é considerado pela grande maioria com o mais importante disco de estreia de um artista português no século XXI.
Nesse mesmo ano é convidada a participar em alguns dos mais importantes festivais da cena musical portuguesa, entre os quais, Largos da Mouraria – Festas de Lisboa, Festa do Avante, Caixa Alfama, Debandada e Vodafone Mexefest e atua no Festival da Flandres, marcando desta forma a primeira apresentação do seu disco de estreia internacionalmente.
Depois de ter arrebatado tudo e todos em 2013, a grande revelação da cena musical portuguesa, a fadista Gisela João, deixou a sua marca em duas das mais prestigiadas salas do país: Casa da Música e CCB. Gisela João entrou em 2014 a mostrar, ao vivo, porque é que fez de 2013 um ano crucial para a história do Fado».
02 julho, 2013
FMM de Sines - Actividades Paralelas
O Clube Conguito vai actuar pela primeira vez no FMM de Sines (dia 25 de Julho, na Avenida da Praia), o que é para mim e para o Rodrigo Madeira uma enorme honra! Não admira, portanto, que a foto (cortesia António Pedro Ferreira) que encima este espaço seja nossa ;) Aqui vai o comunicado em que se dá conta dos outros sets de DJ e de muito mais que vai acontecer em Sines, para além dos concertos:
«FMM Sines 2013: Programa de 43 concertos complementado por iniciativas paralelas em diversas expressões artísticas
Além do maior programa de concertos da sua história, com 43 espetáculos repartidos pelos palcos do Castelo, Avenida Vasco da Gama e Centro de Artes de Sines, o FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2013 oferece um programa de iniciativas paralelas, que o complementam com atividades em várias expressões artísticas.
No dia 6 de julho, às 19h00, no Centro de Exposições do Centro de Artes de Sines, é inaugurada a exposição “Improvisos”, com fotografia de José M. Rodrigues, um dos grandes fotógrafos portugueses, Prémio Pessoa 1999. Nesta exposição está em destaque a vertente mais experimental do trabalho do autor, produzida maioritariamente nos anos 80, durante a permanência de José M. Rodrigues na Holanda. Depois da inauguração, a exposição estará patente todos os dias, entre as 14h00 e as 20h00.
Assinalando os 15 anos do festival, os cinco anos da escola e a inauguração da sua nova sede, a Escola das Artes do Alentejo Litoral (ex-Escola das Artes de Sines) organiza, entre 18 e 27 de julho, um festival dentro do festival (Escola das Artes em Festa), com dezenas de apresentações dos seus alunos e professores, numa demonstração da força do ensino da música em Sines e na região. Os concertos realizam-se, em vários horários (ao início e final da tarde) em dois palcos: o Palco das Artes, no Pátio das Artes (novo espaço ao ar livre, junto ao Centro de Artes de Sines), e o Palco do Bocage, no Largo Poeta Bocage (junto ao Castelo e à nova sede da escola). Programa detalhado em www.fmm.com.pt.
Como em edições anteriores, o FMM Sines proporciona às crianças dos 6 aos 12 anos a oportunidade de contactar com os artistas do festival em ateliês onde se conta, canta e toca, com as músicas e as culturas do mundo como mote. Este ano, os Ateliês para Crianças programados são os seguintes: Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba (18 de julho), Barbez (19 de julho), Baloji (20 de julho), Nathalie Natiembé (24 de julho), Extremadura Territorio Flamenco (25 de julho), Bomba Estéreo (26 de julho) e DaWangGang (27 de julho). Os ateliês têm lugar no auditório do Centro de Artes de Sines, às 11h00. Marcação no balcão do Centro (tel. 269 860 080)
No dia 21 de julho, às 18h30, no auditório do Centro de Artes de Sines, o Teatro do Mar apresenta o espetáculo teatral “A Lenda do Menino da Gralha”, uma história baseada numa lenda da freguesia de Porto Covo, com texto e encenação de Julieta Aurora Santos. Entrada livre, para todos os públicos.
Entre 18 e 24 de julho, no Centro de Artes de Sines, realizam-se sessões de contos com narradores orais portugueses e estrangeiros. Este ano, Contos de Tantos Mundos apresenta os narradores Helena Gravato (18 de julho, 16h00), Matia Losego (19 de julho, 16h00), Cantadinhas – Cláudia Fonseca e Miguel Marques (20 de julho, 16h00), Soledad Felloza (23 de julho, 16h30), Sing and Tell – Sofia Maul (24 de julho, 10h00) e Histórias de Saias – Cristina Taquelim e Cláudia Fonseca (15h30). As sessões destinam-se a todos os públicos, com exceção de Sing and Tell, para famílias com crianças dos 2 aos 6 anos.
Numa associação entre a Câmara Municipal de Sines, a livraria a das artes e a VGM, a Capela da Misericórdia acolhe, o longo de todo o festival, uma Feira do Livro e do Disco com as mais recentes novidades editoriais no mercado português e uma seleção de discos de músicas do mundo, clássicos e contemporâneos.
Na feira do livro, realizam-se, com o apoio da livraria a das artes, quatro Encontros com Escritores: Paulo Moreiras (20 de julho), Ana Margarida de Carvalho (25 de julho), Carlos Campaniço (26 de julho) e Afonso Cruz (27 de julho). Todas as sessões estão marcadas para as 17h00.
A figura de Amílcar Cabral é evocada no dia 22 de julho com a iniciativa “Amílcar Cabral é uma Arma”. Uma organização conjunta da Câmara Municipal de Sines, da Unipop e da Revista Imprópria, a iniciativa é composta por dois momentos. O primeiro momento começa às 14h30, no auditório do Centro de Artes, com a projeção do documentário “As Duas Faces da Guerra”, de Diana Andringa e Flora Gomes, seguida pela conversa “Amílcar Cabral, Modos de Usar”, com a presença de Chullage (Plataforma Gueto), Diana Andringa (realizadora), José Neves (historiador) e Marcos Cardão (historiador). O segundo momento da iniciativa acontece às 24h00, no Largo Poeta Bocage, com “spoken word” pelo artista cabo-verdiano Chullage.
No dia 24 de julho, às 17h00, no Centro de Artes de Sines, o Tamera – Peace Research Centre apresenta o seu projeto Escola Terra Nova, plataforma destinada “a reunir e distribuir conhecimento para uma nova forma de viver no planeta”.
A programação de Cinema está centrada nos últimos três dias do festival: dia 25 de julho, sessão dupla com a projeção de “Crónica Parisiense”, de Luís Miguel Correia, e “Incêndio”, de Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes; dia 26, apresentação do filme “Mama Goema: The Cape Town Beat in Five Movements”, da autoria de Sara Gouveia (Portugal), Calum MacNaughton (África do Sul) e Ángela Ramirez (Colômbia); dia 27, projeção de “The Upsetter: The Life and Music of Lee Scratch Perry”, filme de Ethan Higbee e Adam Bhala Lough. Todas as sessões têm lugar no auditório do Centro de Artes de Sines, às 15h30, com entrada livre.
No segundo fim-de-semana do FMM, como habitual, a programação de concertos é fechada no palco da Avenida Vasco da Gama com DJ Sets às 4h00: Riddim Culture Sound (24 de julho), Clube Conguito (25 de julho), Batida Balkanica (26 de julho) e Senhor Comendador & Sua Sobrinha (27 de julho).
O FMM Sines 2013, uma organização da Câmara Municipal de Sines, é cofinanciado pela Rede Urbana Mobilidade Inovação e Memória / Rede de Cidades do Litoral Alentejano, no âmbito do programa operacional INALENTEJO do QREN 2007-2013, com fundos FEDER / UE. Conta também com o apoio em mecenato da Galp Energia – Refinaria de Sines e Costa Alentejana - ERT Alentejo Litoral, entre outras empresas e entidades.
Mais informações
www.fmm.com.pt
www.facebook.com/fmmsines»
03 junho, 2013
FMM de Sines - O Programa Completo!
14 maio, 2013
Batida, Aline Frazão e Mu no FMM de Sines
23 abril, 2013
Femi Kuti, Bomba Estéreo e Ondatrópica Também em Sines
12 abril, 2013
FMM de Sines Anuncia Artistas Nacionais
27 março, 2013
Lo'Jo, Baloji e DakhaBrakha no FMM de Sines
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22 março, 2013
Pascoal, Taha e Gurtu Confirmados em Sines
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18 fevereiro, 2013
Resistência Maliana Invade FMM de Sines!
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17 julho, 2012
FMM: Staff Benda Bilili Substituem Gurrumul
A má notícia: o concerto de Gurrumul no FMM foi cancelado, devido a doença do cantor australiano. A boa notícia: os Staff Benda Bilili (na foto) são os substitutos.
«Staff Benda Bilili, um dos melhores grupos musicais de África, substitui Gurrumul em Sines
O grupo congolês Staff Benda Bilili regressa a Sines no dia 26 de julho, quinta-feira, no âmbito da 14.ª edição do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo, que se realiza entre 19 e 28 de julho.
Staff Benda Bilili, que deu um dos melhores concertos da história do festival, em 2010, volta à capital portuguesa das músicas do mundo na sequência do cancelamento do concerto do australiano Gurrumul, por motivo de doença.
Um dos maiores casos de sucesso da música africana dos últimos anos, o grupo Staff Benda Bilili nasceu em Kinshasa, República Democrática do Congo, e é formado por músicos deficientes motores que dormiam e ganhavam a vida na rua a cantar e tocar para os transeuntes.
Musicalmente, Staff Benda Bilili é uma mistura de ritmos tradicionais, funk e a versão local da rumba. Os músicos cantam, dançam e tocam em guitarras e instrumentos criados pelos próprios com os objetos que encontram na rua. As letras das suas músicas são verdadeiras crónicas da vida da capital congolesa.
O álbum de estreia do grupo, “ Très Très Fort” (Crammed), gravado no zoo de Kinshasa por Vincent Kenis, produtor de Konono n.º 1, Kasaï Allstars e de toda a série Congotronics, chegou ao 1.º lugar da World Music Charts Europe em maio de 2009, foi considerado o melhor desse ano pela fRoots e foi eleito o melhor álbum de “world music” de 2009 pela Mojo.
O prémio Womex, normalmente só entregue a músicos no final de uma longa carreira, foi-lhes atribuído em 2009 em reconhecimento do seu exemplo extraordinário de dedicação à música.
Em 2010, foi eleito o melhor grupo do ano nos prémios Songlines Music Awards.
Os Staff Benda Bilili acabam de gravar o seu novo álbum, intitulado “Bouger le Monde” (“Make the World Shake”), que será lançado em setembro, na Crammed Records, já sendo conhecido o seu primeiro single, “Osali Mabe”.
A presença dos Staff Benda Bilili obriga à alteração do alinhamento dos concertos da noite em que realiza, que passa a ser o seguinte:
Castelo | Quinta, 26 de julho
21h45 – ASTILLERO (Argentina)
23h15 – FATOUMATA DIAWARA (Mali)
00h45 – STAFF BENDA BILILI (R. D. Congo)»
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