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07 agosto, 2008

Festa do «Avante!» - Com Vieux Farka Touré e Uma Homenagem a Woody Guthrie


Um concerto do maliano Vieux Farka Touré (filho de Ali Farka Touré), uma homenagem ao importantíssimo cantor, compositor e activista norte-americano Woody Guthrie (na foto) feita por Chad Dughi (Estados Unidos) e The Coal Porters (Estados Unidos) e o espectáculo conjunto dos Galandum Galundaina com os Toques do Caramulo são três dos momentos mais aguardados da Festa do «Avante!» deste ano, que decorre dias 5, 6 e 7 de Setembro na Quinta da Atalaia, Seixal. Mas ainda haverá muitos mais concertos para ver por lá: André Cabaço (Moçambique), André Fernandes Quarteto com Mário Laginha, Blues Big Band (Brasil), Big Band do Hot Clube de Portugal, Camané, Da Weasel, David Binney Quintet com Mark Turner (Estados Unidos), Eneida Marta (Guiné-Bissau), Fadomorse, Faith Gospel Choir, Grupo Moncada (Cuba), Júlio Pereira, Júlio Resende Quarteto, Krissy Mathews Blues Band (Inglaterra), Kumpa'nia Al-gazarra, Mind da Gap, Mu, Navegante (com os convidados especiais Ttukunak, do País Basco, Mimo Epifani, de Itália, Amélia Muge, João Afonso e Rui Júnior), Nuno Mindelis (Angola), Pedro Jóia, Skalibans, Tabanka Djaz (Guiné-Bissau), Terrakota, Tucanas, WrayGunn, X-Wife, Xaile e Xutos & Pontapés, entre muitos outros, e ainda uma «Grande Gala de Ópera» dedicada ao compositor Giuseppe Verdi. Mais informações, aqui.

15 agosto, 2007

Sons do Atlântico - A Rainha, os Plebeus e os Infantes



O Sons do Atlântico, no lindíssimo promontório de N.Sra. da Rocha, em Lagoa, é ainda um festival pequeno - em número de assistentes - mas já bastante consistente em termos artísticos e com argumentos suficientes para se impor como mais uma etapa incontornável no roteiro de festivais de Verão da chamada world music. E se, o ano passado, o alinhamento do festival foi mais arriscado e aventuroso - apostando em nomes como Mercan Dede e Mercedes Péon, ambos a assinar concertos de nível altíssimo -, o elenco deste ano, embora alinhando nomes mais consensuais, foi também de altíssima qualidade. A começar logo no primeiro dia, com uma Lura deslumbrante, «animal de palco», a arrancar coros e aplausos de uma plateia cheia, cativando muitos cabo-verdianos e toda a gente das outras nacionalidades. Uma Lura segura, dona de uma voz maravilhosa, boa dançarina, a distribuir bem pelo espectáculo coladeiras, mornas, batuques e funanás, apelando a canções do novo álbum (como o tema-título «M'Bem Di Fora», «Ponciana» ou o lindíssimo «Bida Mariadu») mas também a sucessos mais antigos, como a inevitável «canção de embalar» «Na Ri Na» ou «Vazulina». Foi Lura, sem dúvida, a rainha absoluta do festival. Na noite seguinte, os Macaco, plebeus da Catalunha e de outros lugares, deram outro concerto fabuloso, conquistando toda a gente com a sua garra, alegria, inventividade - uma inventividade imensa que lhes permite misturar como ninguém inúmeros géneros musicais, e de uma maneira que soa sempre consistente, madura, original... Pontos altos do concerto - no meio de muitos mais, entre os quais os coros e coreografias que arrancaram do público em muitos momentos do espectáculo - foram os diálogos do guitarrista, nessa altura no oud árabe, consigo próprio em ecrã, do percussionista, bis (consigo próprio em ecrã), e a banda toda unida numa batucada quando alguém desligou o gerador a meio de uma canção e deixou de haver electricidade no recinto. Outros plebeus em alta, estes irlandeses, os Kíla encerraram o festival com mais uma demonstração de profissionalismo enorme e assinando momentos de altíssima música, quando o bodhran dialogava em alta velocidade com o violino ou as uilleann pipes num molho de folk progressiva - e aqui, a palavra «progressiva» é mais que um elogio! - ou quando aos jigs e reels se juntavam, aqui e ali, alusões à música árabe, à música latino-americana ou quando, como no final, protagonizam uma espantosa aproximação aos espirituais zulus da África do Sul. E, se os concertos dos três cabeças-de-cartaz foram muito, muito bons, os músicos e cantores das «primeiras partes» cumpriram bem o papel de infantes, mais do que de pagens ou acólitos: a cantora guineense Eneida Marta (com um super-grupo pan-africano onde pontifica Ibrahima Galissá na kora) e os seus n'gumbés e tinas; o jovem grupo andaluz Cadencia - ao qual se augura um futuro brilhante! - e o seu flamenco enfeitado de muitas músicas; e os cada vez mais consistentes algarvios Marenostrum, ali reforçados por um quarteto de saxofones que levou a música do grupo para caminhos originais e inesperados. Haja festival!

08 agosto, 2007

Festival Sons do Atlântico - É Já Este Fim-de-Semana!



A edição deste ano do Festival Sons do Atlântico, que decorre em Porches, Lagoa, começa já na sexta-feira. E, para refrescar a memória, aqui fica novamente o programa do festival: dia 10 de Agosto há concertos da luso-cabo-verdiana Lura e da guineense Eneida Marta, dia 11 podemos assistir ao flamenco (e muito mais à volta) dos andaluzes Cadencia e ao concerto do grupo catalão, padrinho da designação deste blog, Macaco, e dia 12 aos espectáculos dos algarvios Marenostrum e dos irlandeses de música «celta» nada ortodoxa Kíla (na foto). O Raízes e Antenas vai lá estar e fica desde já prometida a respectiva reportagem para o início da próxima semana.

16 junho, 2007

Festival Sons do Atlântico - Com Lura, Macaco e Kíla



O Crónicas da Terra, do camarada Luís Rei, está cheio de novidades (passem por lá!). Uma das mais sumarentas é a que se relaciona com a edição deste ano do Festival Sons do Atlântico, em Porches, Lagoa, de 10 a 12 de Agosto. Segundo avança o CdT, a edição deste ano do festival conta com concertos da luso-cabo-verdiana Lura e da guineense Eneida Marta na primeira noite, o flamenco (e muito mais à volta) dos andaluzes Cadencia e do grupo catalão, padrinho da designação deste blog, Macaco (na foto; liderado pelo cantor homónimo) na segunda, e dos algarvios Marenostrum e dos irlandeses de música «celta» nada ortodoxa Kíla, na última noite. A exemplo do ano passado, deve poder contar-se com outros concertos, durante o dia, no recinto do festival - o promontório da capela de Nossa Senhora da Rocha - com bandas portuguesas, exposições, artesanato e muito boa gastronomia.

02 dezembro, 2006

Cantos na Maré - A Lusofonia da Galiza ao Brasil


A quarta edição do encontro de músicos e cantores lusófonos Cantos na Maré realiza-se este ano em Pontevedra (Auditorio do Pazo da Cultura), Galiza, no dia 16 de Dezembro. O Cantos na Maré terá desta vez como mote «Mulleres na Lusofonia» e como protagonistas as cantoras Uxía (Galiza; na foto), Dulce Pontes (Portugal), Eneida Marta (Guiné-Bissau), Luanda Cozetti (dos Couple Coffee; Brasil), Ugía Pedreira (dos Marful; Galiza) e Amélia Muge (Portugal/Moçambique), todas juntas em «cantos que están lonxe do patriarcal discurso musical e que logran reivindicar o recoñecemento do peso da tradición cultural feminina nestes territorios; esta ten un peso relevante tamén na nosa terra, por iso tentamos buscar eses mesmos referentes nos países de fala portuguesa».

O Cantos na Maré, cuja primeira edição decorreu em 2003, já apresentou espectáculos conjuntos de variadíssimos artistas lusófonos. Neles já participaram, para além de alguns nomes também presentes este ano, Chico César, Astra Harris, Jon Luz, Manecas Costa, Filipa Pais, Batuko Tabanka, Zezo Ribeiro, Vanessa Forhagian, João Afonso, Ana Firmino, Kimi Djabate, Zeca Medeiros, Maria João e Mário Laginha, Guadi Galego, Alberto Mvundi, Tcheka, Renata Rosa e NARF. A organização é da
Nordesía Produccións.