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16 julho, 2009

Paralelo Évora e Tom de Festa - Em Linha Com a LX Factory


É bom que haja sinergias destas: por estes dias, a LX Factory, em Lisboa (ver post mais abaixo), recebe um festival de world music que tem como protagonistas muitos dos nomes que também estão este fim-de-semana no festival Paralelo Évora e no já histórico Tom de Festa, em Tondela. Para ficar a saber o programa do Paralelo Évora:


«16 Jul 2009 22:30
Spok Frevo Orquestra (Brasil) Jardim do Granito UE, Évora

17 Jul 2009 17:30
Filme "Música, Moçambique!" Auditório da Fundação Eugénio de Almeida, Évora


17 Jul 2009 19:30
Performance "Parâmetros do Bem Estar" Palácio D. Manuel - Jardim Público, Évora

17 Jul 2009 22:30
Stewart Sukuma (Moçambique) Jardim do Granito UE, Évora

18 Jul 2009 9:30
Programação para a Infância Palácio D. Manuel - Jardim Público, Évora

18 Jul 2009 17:30
Filme "O meu amigo Mike ao trabalho" Auditório da Fundação Eugénio de Almeida, Évora

18 Jul 2009 19:30
Seminário "António Tavares apresenta Ópera Crioula" Palácio D. Manuel - Jardim do Granito, Évora

18 Jul 2009 22:30
Kasai Masai (Congo) Jardim do Granito UE, Évora

19 Jul 2009 17:00
Marcos Molina (Colômbia) Pálacio D. Manuel - Jardim Público, Évora

19 Jul 2009 17:30
Lançamento do Mapa Etnomusical com a presença dos autores Júlio Pereira e João Luís Oliva Palácio D. Manuel - Jardim Público, Évora

19 Jul 2009 17:30
Encerramento do Festival Palácio D. Manuel - Jardim do Público». Mais informações, aqui.

Para a programação do Tom de Festa, que já começou e que inclui ainda Chico César (na foto), Stewart Sukuma, Lamatumbá, Júlio Pereira, Bassekou Kouyate, Kasai Masai, Tocá Rufar, Dobet Gnahoré, Mundo Cão e Lafra: http://www.acert.pt/tomdefesta09/.

04 junho, 2009

Em Julho, Há World Music na LX Factory


É pena que coincida com o FMM de Sines, mas, para primeira edição, o cartaz do World Music Festival LX'09 - que decorre de 14 a 19 de Julho, com organização da Ler Devagar, na LX Factory (Alcântara), Lisboa - não é nada mau, não senhor! Vejamos: por esses dias actuam neste festival a SpokFrevo Orquestra (Brasil), Júlio Pereira (Portugal), Kasai Masai (Congo), Dobet Gnahoré (Costa do Marfim), Stewart Sukuma (Moçambique; na foto, de Werner Puntigam) e Bassekou Kouyate (Mali). Para além disso, o festival inclui lançamentos de livros e discos com os artistas, artes de rua, gastronomia dos países dos artistas participantes e uma «intervenção gráfica com base nas estátuas da cidade de Lisboa». Mais informações, aqui.

27 março, 2008

Angélique Kidjo, Sally Nyolo e Dobet Gnahoré - Vozes da Mãe-África


Vozes femininas africanas - e muito boas! - há-as às mãos cheias. E nem sequer vale a pena fazer aqui uma lista que justifique a afirmação. Mas nessa lista têm que ser incluídas, obrigatoriamente, as três cantoras de que se fala aqui hoje: Sally Nyolo, Dobet Gnahoré e a diva Angélique Kidjo (na foto).


ANGÉLIQUE KIDJO
«DJIN DJIN»
Razor & Tie

Nascida no Benim, mas há muito radicada em França e, posteriormente, nos Estados Unidos, Angélique Kidjo é um dos nomes mais bem conhecidos da música africana. Vencedora de vários Grammys, colaboradora de gente como o saxofonista Branford Marsalis, Carlos Santana (ambos presentes como convidados em «Djin Djin»), Dave Matthews Band ou Cassandra Wilson, fundadora da Batonga Foundation - organização que ajuda na escolarização de raparigas africanas -, Kidjo atinge no seu novo álbum «Djin Djin» um nível de estrelato, mais que merecido!, difícil de igualar. Como produtor tem o lendário Tony Visconti (que produziu alguns dos discos de maior sucesso de David Bowie, por exemplo). E ao seu lado, como convidados de luxo, estão os já referidos Branford Marsalis e Carlos Santana e também Alicia Keys, Joss Stone, Peter Gabriel, Amadou & Mariam - num tema lindíssimo, «Senamou (c'est l'amour)», que podia perfeitamente pertencer ao reportório do casal maliano -, Josh Groban, Ziggy Marley, Youssou N'Dour e Keziah Jones. O alinhamento do álbum inclui muitos originais compostos por Angélique Kidjo e pelo seu marido, o produtor e compositor Jean Hebrail, ou co-compostos com alguns dos convidados (como «Salala», com Peter Gabriel), mas também algumas versões surpreendentes como «Gimme Shelter» (dos Rolling Stones), «Pearls» (de Sade Adu) ou uma curiosíssima versão do «Bolero» de Ravel, aqui com letra cantada, baptizado como «Lonlon». E, musicalmente, tudo isto resulta como se esperaria pelo que antes ficou mais ou menos explícito: um álbum variadíssimo, com os pés bem assentes na música africana mas com um cosmopolitismo global digno de nota e de um bom-gosto irrepreensível (9/10).


SALLY NYOLO
«MÉMOIRE DU MONDE»
Cumbancha/Tumbao

Igualmente um nome de topo da música africana, a cantora camaronesa Sally Nyolo - que fez coros para o rocker francês Jacques Higelin e para Touré Kunda antes de integrar as famosíssimas Zap Mama, em 1993 - lançou-se numa profícua carreira a solo em 1996. Carreira que chega agora ao seu quinto álbum em nome próprio, este «Mémoire du Monde», um disco em que Sally continua a usar como base o bikutsi (ritmo tradicional dos Camarões) mas de uma forma viva e inventiva, misturando-o com reggae (como no tema de abertura, «Mamiwata»), jazz, rock, funk, blues e até o hip-hop (cf. em «Messima Remix», remisturado por Imhotep, do grupo rap francês IAM). Quase inteiramente composto por Sally Nyolo, cantado em eton (a sua língua-mãe), francês e inglês, usando muitos instrumentos eléctricos mas também instrumentos africanos (percussões, balafons...), «Mémoire du Monde» foi gravado em Yaoundé - a capital dos Camarões, onde Sally tem o seu estúdio, o mesmo que foi usado para a gravação de «Studio Cameroon», a sua colectânea de artistas camaroneses emergentes - e em Paris e nele colaboraram Sylvie Nawasadio (sua ex-companheira nas Zap Mama), o guitarrista Sylvain Marc (de Madagáscar) e um grupo de cantores pigmeus. «Mémoire du Monde» é um álbum que escorre África por todos os lados, ao mesmo tempo que contém variadíssimos elementos exteriores que nunca se sobrepõem à raiz - uma raiz firmemente plantada na (sua) terra pela compositora Sally Nyolo. (8/10)


DOBET GNAHORÉ
«NA AFRIKI»
Contrejour/Tumbao

A cantora marfinense Dobet Gnahoré - de que este blog falou aquando da sua passagem pelo Porto, integrada no projecto Acoustic Africa (ao lado de Habib Koité e Vusi Mahlasela) - é outro nome, justíssimo, a juntar a este rol. E embora menos conhecida do que as outras duas, a sua curta carreira é já suficientemente rica para que, mais cedo ou mais tarde, seja uma das mais «incontornáveis» cantoras africanas. Dona de uma voz fabulosa e poderosíssima, Dobet canta em várias línguas - dida e guéré (Costa do Marfim), wolof (Senegal), mandinga (Mali), xocha (África do Sul), fon (Benim), lingala (Congo) e árabe, para além de uma breve incursão na língua dos pigmeus -, numa declaração de amor absoluto à variedade linguística, cultural e musical da Mãe África. E a sua música - Dobet Gnahoré é também a principal compositora dos temas deste álbum, juntamente com o seu marido e guitarrista Colin Laroche de Féline - vai no mesmo sentido, integrando géneros que têm a sua origem em vários pontos do continente. E, embora as guitarras e os baixos eléctricos também por aqui andem, nunca se imaginaria que esta música pudesse ter outra origem que não África, uma África-bonsai concentrada na música de uma única cantora. O que até não será de estranhar se se pensar que Dobet cresceu na mítica comunidade artística Ki-Yi M'Bock (o pai de Dobet, percussionista, foi um dos fundadores da comunidade), nos subúrbios de Abidjan, onde viviam mais de cinquenta artistas africanos de diversas origens e nacionalidades. Vale bem a pena conhecê-la! (9/10)

14 maio, 2007

Acoustic Africa - Uma África Global na Casa da Música



O interessantíssimo projecto Acoustic Africa - que reúne o cantor e guitarista Habib Koité (do Mali), o cantor, guitarrista e compositor Vusi Mahlasela (da África do Sul) e a cantora Dobet Gnahoré (da Costa do Marfim; na foto) - apresenta-se em concerto no próximo sábado, dia 19, na Casa da Música, Porto. Experiência de fusão de músicas originárias de diferentes lugares - e géneros - do continente africano, mas também com pontes para os blues e o funk, mas sempre numa vertente acústica, o projecto nasceu do recentemente editado, através da Putumayo, álbum homónimo (que incluía participações destes três artistas e ainda de Eneida Marta, Rajery, Angélique Kidjo, Diogal, Faya Tess & Lokua Kanza, Laye Sow, Gabriela Mendes, Manecas Costa e Djélimady Tounkara). E o concerto na Casa da Música é uma oportunidade única de ver três artistas em conjunto que, individualmente, também justificariam um concerto em nome próprio: Habib Koité é um fabuloso guitarrista (da sua guitarra ele extrai sonoridades próximas das da kora e do n'goni, tornando a sua técnica pessoalíssima) que colaborou com Toumani Diabaté e lidera desde há alguns anos a banda Bamada; Vusi Mahlasela é um dos mais importantes cantores e compositores sul-africanos, com um longo historial no canto de intervenção política, sempre com os cantos tradicionais da sua Pretória natal como inspiração primeira do seu trabalho; e Dobet Gnahoré é uma fantástica nova cantora (tem apenas 24 anos), revelação absoluta da nova geração musical da Costa do Marfim. Mais informações aqui.