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05 junho, 2009

Festival Ecos da Terra - Celorico de Basto, em Agosto


Só tem bandas portuguesas, mas são uma espécie de Selecção A do que de melhor se faz por cá com as músicas de raízes tradicionais (sejam elas portuguesas ou não). E isso é muito bom! O Festival Multicultural de Música Tradicional de Celorico de Basto, ou, resumindo, Festival Ecos da Terra, decorre nos dias 21 e 22 de Agosto, na Quinta do Prado, e inclui concertos, no primeiro dia, dos Roncos do Diabo, Semente, Uxu Kalhus e Mu (na foto, de Hugo Lima), enquanto no segundo actuam os Mosca Tosca, Pé na Terra, Djamboonda e OliveTree (aka OliveTree Dance). Segundo os seus organizadores, o festival tem como «objectivo a divulgação de novos conceitos à região de Basto e dar a conhecer o que de bom tem a nossa terra, desde a beleza paisagística, passando pela gastronomia, ao artesanato e claro as maravilhosas gentes de Basto. Conceitos esses que vão desde a música, passam pela dança e teatro, aos usos e costumes, à arte, aos produtos tradicionais e à conservação da natureza. Em termos musicais, é de nosso interesse promover a música tradicional portuguesa, assim como as mais variadas músicas do mundo. Gostaríamos também de poder oferecer ao público, várias demonstrações/workshops de vários instrumentos e danças, pois o festival irá ter a duração de 2 dias (dia/noite). O local onde o festival terá lugar será ao ar livre numa bonita quinta no centro da bonita vila de Celorico de Basto».

Mais informações, aqui.

09 maio, 2008

Festival Portugal a Rufar - Até ao Fim do Mês, no Seixal


O festival já começou no passado fim-de-semana (e, por entre feriados e afazeres vários, deixei passar a data inaugural... Mas não se perdeu tudo: até ao final deste mês e ao princípio do próximo (dia 1 de Junho), a edição deste ano do Festival Portugal a Rufar decorre na nova sede do Tocá Rufar (Parque Industrial do Seixal) e inclui ainda concertos dos WOK - Ritmo Avassalador (cujo novo espectáculo, ao qual assisti no Teatro Mundial, é uma maravilha absoluta; na foto), hoje, dia 9; didgeridoo, o duo Stoyan Yankoulov & Elitsa Todorova (Bulgária) e os portuenses Olivetree, dia 10; Hugo Menezes e Tucanas, dia 16; Djamboonda, dia 17; Baltazar Molina e Nação Vira-Lata, dia 23; Noite Batuko e Bomba d'África, dia 24; o grande percussionista brasileiro Naná Vasconcelos, dia 30; Nélson Sobral e Wolfgang Haffner (Alemanha), dia 31; e o encerramento com o desfile de 1400 Tocadores de Percussão, dia 1 de Junho. E, embora não haja concertos, os domingos são todos dedicados a workshops, artesanato e outras actividades. Segundo o press-release do festival, como sempre organizado pelo Tocá Rufar,«esta quarta edição do Portugal a Rufar insiste na promoção dos instrumentos e dos estilos desta linhagem musical e na divulgação de novas formações artisticas em seu redor». Mais informações aqui.

11 dezembro, 2006

O Etnias É Um Festival Tão Bonito!


Montes de gente, boa música em todo o lado, uma festa pegada, sorrisos que nunca mais acabam e uma simpatia imensa... A quarta edição do Festival Etnias terminou na madrugada de sábado para domingo depois de excelentes concertos e sempre, em todos os momentos, com muita coisa para ver, ouvir e contar. Alguns desses momentos, já a seguir...

Momento 1: Osga, anfitrião como há poucos, dá as boas-vindas com o seu didgeridoo a servir de tapete voador aos delírios vocais de Beat, puto de Braga com escola hip-hop que usa as suas cordas vocais (vocal beat box ou, se se quiser, caixa-de-ritmos vocal que tem ecos distantes no scat do jazz ou no canto konokol indiano) para disparar mil sons, mil músicas - do tema da «Floribela» ao «Seven Nation Army» dos White Stripes -, mil ritmos, scratch e estalinhos de língua. Um espanto! A seguir, os fabulosos 3ple-D (na foto) incendiaram o Contagiarte com uma festa pegada de didgeridoos e percussões (com destaque para um estranhíssimo instrumento, o hang, que está entre as steel-drums de Trinidad e Tobago e uma... cataplana). Magia, transe, drones infinitos, ritmo e movimento... Para, logo a seguir, Osga pôr toda a gente aos saltos com uma das suas já míticas DJ-folk-sessions, mais parecendo o chão do Contagiarte uma cama-elástica (literalmente!). Eram quase seis da manhã quando saí de lá, cansado mas feliz...

Momento 2: Início de festa com uma estupenda banda que é necessário conhecer com urgência: os Comcordas, três rapazes de Alcains, em guitarra-ritmo, guitarra-solo e guitarra-baixo, todas acústicas, a viajarem pelo reportório de Django Reinhardt, mas com marcas pessoalíssimas: pequenas invenções deliciosas, uma pulsão funk por vezes, um «approach» quase rock outras, e sempre com um swing raro em músicos portugueses... Disco com eles já! A seguir, não vi os Terrae... O Osga - malandro! - pediu-me para pôr música no rés-do-chão e eu lá estive a fazer de DJ para algumas pessoas que dançaram quando passei temas mais folk mas que ficaram muito quietinhas quando aquilo era mais árabe ou africano ou cubano. Mas dessa hora e meia atrás dos pratos guardo um momento especial: o espanto com que foi recebido o «Clocks» dos Coldplay em ritmo salsa. Depois, os Roncos do Diabo estiveram, mais uma vez, magníficos, afinadíssimos, com uma misteriosa pulsão ancestral (terão mesmo feito um pacto faustiano qualquer?) a puxá-los para o interior da Terra. Ah, gaitas do Demo!!! E, ahhh!!!!, percussionista dos Infernos!!!... A festa terminou no rés-do-chão com os Roncos em alegre jam-session com outros músicos em gaitas aladas e tambores em chamas e com a muito boa folk escolhida pelo camarada Luís Rei que pôs toda a gente a dançar. Eram quase seis da manhã quando saí de lá, mais cansado mas ainda mais feliz...

Momento 3: Na ultima noite saí do Contagiarte à uma e meia da manhã - derreado de cansaço mas estupidamente feliz - depois de ter visto parte do espectáculo dos Djamboonda e das suas bailarinas. Bailarinas que dançam fabulosamente bem e comunicam facilmente com o público; e muito bons músicos: dois deles em djembés e outros dois em tambores vários, baterias artesanais, tudo a disparar ritmos africanos, ancestrais, pulsantes de calor e cor e uma estranha harmonia que parece habitar aquele espaço do Porto quando o Etnias acontece. Uma harmonia também visível nos vídeos bem escolhidos que ocuparam a sala chill-out durante estes dias, vídeos em que árabes e espanhóis, indianos e africanos, tocam todos uns com os outros; vídeos em que danças de distantes lugares do mundo se assemelham tanto entre si que o arrepio só não acontece a quem é completamente insensível... E uma harmonia que se sente entre toda a equipa do Contagiarte, uma fabulosa equipa a quem agradeço a hospitalidade com que me receberam. Um grande Obrigado ao Osga e à Rute, à Ana e ao Rui, às senhoras da cozinha (ai, as sopas!!!, ai as tripas com cominhos, canela e pimenta!!!) e ao Thomas (ai, a sopa de peixe!!!)... Era uma e meia da manhã, dizia, e o Luís Rei e eu fizemo-nos à estrada a caminho de Lisboa e a espantar o sono inventando letras alternativas para temas folk-tecno balcânicos...

27 novembro, 2006

Festival Etnias - Em Dezembro no Contagiarte


O melhor espaço nocturno do Porto, o Contagiarte, recebe nos dias 7, 8 e 9 de Dezembro mais uma edição do Festival Etnias, marco maior desta casa que nasceu a 11 de Dezembro de 2003 e que já acolheu «centenas de eventos, para cima de um milhar de artistas e muito, muito público». Uma casa onde é habitual ouvirem-se sons de todo o mundo - folk, tango, reggae e ska, world-ambient... até heavy-metal de desvairadas proveniências - e onde o Etnias, agora em quarta edição, cai sempre que nem uma luva.

O Festival Etnias apresenta, no dia 7, o Beat Box Show (Beat e Osga, este músico dos Mu, DJ no Contagiarte e programador do Festival) e os holandeses 3ple-D (dois didgeridoos na boca de Lies Beijerinck e Michiel Teijgeler, e tablas, cajon, congas e outras percussões nas mãos de Terence Samson). No dia 8 há espaço para o jazz manouche à Django Reinhardt (o genial guitarrista de jazz cigano, belga mas francês de adopção e com menos dedos do que seria suposto) dos albicastrenses Comcordas (António Preto na guitarra-solo, Gil Duarte na guitarra-ritmo e Gonçalo Rafael no baixo acústico), os portuenses Terrae (duo de música e dança constituído por Marc e Diana) e os lisboetas festivos e incendiários Roncos do Diabo (isto é, os ex-Gaitafolia, isto é bis, os gaiteiros André Ventura, Mário Estanislau, João Ventura e Victor Félix, e o percussionista Tiago Pereira). E no dia 9, para fim de festa, há danças africanas com as bailarinas dos Djamboonda (Teresa Pinto e Eva Azevedo) e um espectáculo dos próprios Djamboonda (na foto), grupo da Tábua que vai a África buscar os ritmos, a cor e o sabor das suas actuações (os Djamboonda são agora formados por cinco percussionistas com raízes em Portugal, Cabo Verde, Angola e Guiné–Bissau: Gueladjo Sané, Kula, Paulo Rodrigues, Dez e Tito Silva). Todas as noites há também sessões de DJs até às tantas da manhã. Mais informações, aqui.