Mostrar mensagens com a etiqueta Dites 34. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dites 34. Mostrar todas as mensagens

22 agosto, 2011

Arraiais do Mundo 2011 - Siga a Dança!


O Arraiais do Mundo regressa a Tavira para celebrar a música de dança popular e a mais funda tradição (através de filmes de Michel Giacometti e Tiago Pereira). Confira:

«ARRAIAIS DO MUNDO 2011 – DE 2 A 4 DE SETEMBRO
TAVIRA

Extravanca dá novas asas à música algarvia para dança. Entre performance, concerto
e baile, todos encontrarão uma dança à sua medida.

Há varias abordagens para trabalhar as tradições musicais e coreográficas hoje em dia.

No âmbito dos Arraiais do Mundo, a Associação PédeXumbo, em colaboração com a Câmara Municipal de Tavira, apresenta uma nova criação artística, resultado de uma residência franco-portuguesa a decorrer neste mês de Agosto: o projecto Extravanca! dedicado ao repertório algarvio. Juntamos músicos como os acordeonistas João Frade e Guy Giulani (Dites 34) e os bailarinos de dança contemporânea António Tavares e Inês Melo Campos.
Porque hoje a cultura popular evoluí sem esquecer as suas raízes, raízes captadas por muitos, como Michel Giacometti na série "Povo que Canta" ou mais recentemente Tiago Pereira na “Sinfonia Imaterial”.

PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL
Arraiais do mundo é um momento de questionamento sobre a cultura popular: música, dança e cinema que retratam tradições do Algarve, enquadrando-as no mundo. Pretendemos divulgar a noção de Património Cultural Imaterial e o trabalho que está a ser efectuado em todo o mundo após os incentivos da UNESCO para a sua preservação.

Durante três dias em Tavira, estão programados oficinas de dança, apresentação de filmes e concertos - bailes.

Programação: Extravanca (França/Portugal) - Dancing Strings (Portugal) - Sinfonia
Imaterial (Portugal) - O Povo que Canta (Portugal).

O Festival Arraiais do Mundo é organizado pela Associação PédeXumbo em parceria com a
Câmara Municipal de Tavira. É co-financiado pelo Algarve 21, QREN, União Europeia - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

Todas as informações em www.pedexumbo.com

ARRAIAIS DO MUNDO 2011 – DE 2 A 4 DE SETEMBRO
TAVIRA

PROGRAMAÇÃO

EXTRAVANCA | Sábado 3 de Setembro - 22 horas | Praça da Republica, Tavira.

Extravanca! apresenta acordeões com uma enorme maleabilidade, fazendo-os dançar ao som do corridinho, da estravanca, do baile mandado, das danças de roda, tudo com um cheirinho de jazz. Trabalhando o património musical e coreográfico de uma terra entre o mar e as montanhas, rica em influências cosmopolitas (lusas, gregas, romanas, árabes), o grupo francês Dites 34, o acordeonista português João Frade, o coreografo António Tavares e a bailarina Inês Campos Melo apresentam EXTRAVANCA!, uma leitura contemporânea das danças tradicionais do Algarve.
http://www.myspace.com/extravanca

Músicos – Dites 34 http://www.myspace.com/dites34 Anthony Jambon - guitarra; Guy Giuliano - acordeão; Pascal Seixas – Contrabaixo; Romain Cuoq - saxofone soprano; Ken Passouramin - percussões; João Frade - acordeão http://www.myspace.com/joaofradetrio
Bailarinos: António Tavares e Inês Campo Melo

DANCING STRINGS | Domingo 4 de Setembro - 22 horas | Praça da Republica, Tavira.

Dancing Strings permite questionar as diferenças que foram institucionalizadas entre cultura popular e arte no Século XX, juntando o requinte da música clássica com a alegria da música tradicional para baile. Os Dancing Strings embalam ao som vibrante e dinâmico dos instrumentos acústicos, envolvendo-nos numa dança de timbres e
ritmos com as suas melodias originais de mazurkas intimistas, valsas assimétricas, bourrées estonteantes, círculos swingados, polskas poderosas e muitas outras danças de origem europeia.
http://www.myspace.com/thedancingstrings

Músicos: Denys Stetsenko – violino; Luis Peixoto – bouzouki; Hugo Fernandes – violoncelo; Baltazar Molina - cajon e percussões; Monitora de dança: Marina Vasques.

SINFONIA IMATERIAL de Tiago Pereira (INATEL) | Sexta-feira 2 de Setembro 2011 –
17 horas | Biblioteca Municipal, Tavira.

Sinfonia Imaterial não pretende ser uma recolha exaustiva das práticas musicais e orais, mas antes um olhar diferente sobre a tradição e a etnografia. Os planos fixos da realização de Tiago Pereira tentam criar uma relação de proximidade entre o espectador e o artista, procurando gerar surpresa através de uma montagem que emparelha fragmentos de actuações de músicos oriundos de várias regiões portuguesas. O objectivo é, segundo o realizador, “gerar uma experiência cinematográfica completamente distinta de um documentário etnográfico”.

Trailer: http://vimeo.com/23687683

Todas as informações em www.pedexumbo.com

ARRAIAIS DO MUNDO 2011 – DE 2 A 4 DE SETEMBRO
TAVIRA

O POVO QUE CANTA de Michel Giacometti (RTP/TRADISOM/O Publico) | Sábado 3 e
Domingo 4 de Setembro – 21h15 | Praça da Republica, Tavira.

Os trabalhos de recolha de Michel Giacometti desenvolvidos em território nacional a partir da década de 60 permitiram o registo e a preservação do imaginário rural português, tantas vezes mais duro e árduo do que romântico. Beleza é o primeiro sentimento que podemos vivenciar mais profunda essência e tradição. As imagens e sons
capturados pelo etnomusicólogo francês são no mínimo arrepiantes, permitindo-nos conhecer a força, o carácter, a fibra, o espírito e vivências mais genuínas do povo português.

Programa da RTP 1970-72
Edição DVD 2011 Coordenação: Paulo Lima
Edição:Tradisom/RTP/Jornal “Público”»

19 agosto, 2011

Carmen Souza e J.P.Simões com Afonso Pais no Sines em Jazz


Um mês depois de mais um magnífico FMM de Sines, o Centro de Artes desta cidade vai acolher a edição 2011 do Sines em Jazz. O comunicado:

"O Auditório do Centro de Artes de Sines recebe, nos dias 26, 27 e 28 de Agosto, a quinta edição do Sines em Jazz, evento organizado pela Associação Pro Artes de Sines e pela Câmara Municipal de Sines.

Num programa de oito espectáculos de entrada gratuita, a vitalidade do jazz feito em Portugal volta a estar em evidência.

O festival começa no dia 26, sexta-feira, às 21h30, com um espectáculo pelo Miguel Amado Group. O baixista Miguel Amado lançou recentemente o CD "This is Home", composto na sua maioria por originais do próprio. É este novo repertório que apresenta ao vivo em Sines com o seu quinteto.

Segue-se-lhe a cantora Carmen Souza, às 22h30 (na foto). Nascida em Lisboa, em 1981, Carmen cresceu entre as culturas portuguesa e cabo-verdiana. A sua música absorve tanto essências das músicas e dos ritmos de Cabo Verde (coladeira, morna, batuque...) como aromas do jazz.

Às 23h30, sobe ao palco Extravanca!, um projecto de colaboração entre o acordeonista português João Frade e o quinteto francês Dites 34. Reunidos sob a direcção do contrabaixista Pascal Seixas, os seis músicos revisitam a rica música tradicional algarvia através do jazz.

O segundo dia de música, sábado, 27 de Agosto, começa às 21h30 com um concerto a solo pelo pianista Tiago Sousa. O espectáculo segue o repertório do disco “Walden Pond's Monk”, CD com edição internacional inspirado nas obras de Henry David Thoreau e nas suas ideias sobre o respeito pela liberdade e pela expressão infinita das potencialidades do Homem.

Às 22h30, é a vez do quarteto do pianista e compositor Diogo Vida. Depois de um período passado na cena jazz de Barcelona, este antigo acompanhante da cantora Jacinta apresenta em Sines repertório de “Alegria”, o seu primeiro álbum, composto essencialmente por temas originais, inscritos na tradição e diversidade do jazz contemporâneo.

No último concerto de sábado, às 23h30, Afonso Pais & JP Simões mostram o disco “Onde Mora o Mundo”. JP Simões, cantor, compositor e escritor, assina as letras. Afonso Pais, multi-instrumentista e compositor com formação musical na área do jazz, tratou da música, dos arranjos e da direcção musical. A canção brasileira e o cancioneiro norte-americano são as fontes inspiradoras.

Domingo, 28 de Agosto, arranca às 21h30 com o espectáculo Joel Xavier “Back to the Blues 20 Years After”. Nascido em Lisboa no dia 25 de Abril de 1974, Joel Xavier é considerado um dos mais prestigiados guitarristas mundiais, tendo já tocado com lendas da música como Toots Thielemans e Richard Galliano. Em 2011, comemora 20 anos de carreira regressando aos blues.

O último concerto do Sines em Jazz, às 22h45, é da responsabilidade do projecto Ibericae, uma colaboração entre o quarteto de Vasco Agostinho (professor da Escola das Artes de Sines e um dos mais prestigiados guitarristas portugueses) e o pianista catalão Albert Bover. Vai ouvir-se música original e improvisada de raiz jazzística.

O Sines em Jazz 2011 está integrado no Programa de Regeneração Urbana de Sines, co-financiado por fundos do FEDER / União Europeia, no âmbito do programa operacional INALENTEJO do QREN 2007-2013.

Reserve a sua entrada gratuita no balcão do Centro de Artes ou pelo telefone 269 860 080.

Informações detalhadas sobre o evento nos sites www.centrodeartesdesines.com.pt e www.sinesregenera.com"

01 agosto, 2011

ByonRitmos Volta à Praia do Baião


O Festival ByonRitmos regressa este ano à Praia Fluvial do Baião, nos dias 8 e 9 de Agosto. No cartaz estão os portugueses Capagrilos, Uxu Kalhus, Andarilhos e Kumpania Algazarra (na foto), os franceses Dites 34, os espanhóis Mala Herva e os italianos Scandill.


"FESTIVAL BYONRITMOS 2011

8 e 9 de Agosto na Praia Fluvial da Fraga em Baião

Entre natureza, dança, tradição e sustentabilidade.
Este ano o Festival da Diversidade tem logo uma boa surpresa, mudou-se para a Praia Fluvial da Fraga, Baião, um espaço envolto de uma paisagem magnífica.
Na sua sexta edição a programação conta, como sempre, com um leque internacional de participações, prometendo muita música, dança, oficinas diversas para crianças e adultos e o desfrutar de um local fantástico. Para além da programação de base, cartaz deste ano, a organização criou o espaço ByonARTES 11, onde se pretende acolher novos artistas (portugueses e estrangeiros) nas mais diferentes áreas artísticas enquadrados com a identidade que hoje este evento assume. O espaço Byonfeira, constitui uma das ofertas renovadas do evento, onde terá destaque a venda e promoção de produtos de artesanato e gastronomia que promovam o conceito de desenvolvimento sustentável.

O campismo será gratuito com o bilhete dos dois dias.

O Festival Byonritmos é uma organização conjunta da Associação Byonritmos e Câmara Municipal de Baião.

programa e todas as informações em:
www.byonritmos.com

PROGRAMA

BYONPALCO: DITES 34 e UXU KALHUS (dia 8) /ANDARILHOS e KUMPANIA ALGAZARRA (dia 9)

BYONDANÇA: CAPA GRILOS | SCANDILL | MALA HERVA | DANÇAS DE LESTE | DANÇAS E RITMOS CASTELHANOS | DANÇAS PORTUGUESAS | DANÇAS FRANCESAS | FORRÓ | DANÇAS GALEGAS | DANÇAS AFRICANAS

BYONMÚSICA: DIDGERIDOO | ACORDEÃO | RITMOS DE BAIÃO CAIXA E BOMBO | CORDOFONES TRADICIONAIS

BYONCRIANÇAS/ALTERNATIVAS: ORIGAMI | DANÇA CRIATIVA | BIODANÇA | MASSAGEM - UMA DANÇA AO RITMO DE 2 CORAÇÕES | DANÇA INCLUSIVA | PINTURA COLECTIVA | DANÇAS DO MUNDO | ABRAÇOTERAPIA | RELAXAMENTO | PASSEIOS PEDESTRES | CONTOS PARA SONHAR | ANIMAÇÃO ENRAIZARTE

BILHETES E INSCRIÇÕES
BYONPREÇÁRIO:

ADULTOS: 1 DIA 15 EUR | 2 DIAS 20 EUR
CRIANÇAS(até aos 12 anos): GRATUITO
BAIONENSES: GRATUITO (Mediante apresentação do Bilhete de Identidade)!

06 agosto, 2009

Sons do Atlântico com Deolinda, Sara Tavares e Caravan Palace


O Sons do Atlântico - que tem como cenário o promontório da Sra. da Rocha, em Lagoa, Algarve - arranca hoje, dia 6, com concertos de Danae (Portugal/Cabo Verde) e Deolinda (Portugal). Nos dois dias seguintes do festival sobem ao palco, dia 7, os Kilema (Madagáscar) e Sara Tavares (Portugal/Cabo Verde) e, no dia 8, Dites 34 (França), Caravan Palace (França; na foto, de Sebastien Bartoli), havendo ainda uma sessão de DJ por Raquel Bulha, com José Carlos Fernandes a acompanhar com desenhos e pinturas em tempo real.

26 junho, 2008

Festival Ollin Kan Estreia-se em Portugal (E Com Imensos Concertos)


O importante festival mexicano Ollin Kan tem agora uma extensão em Portugal, mais precisamente em Vila do Conde (e com ligações a Alcochete e Palmela), onde - entre 31 de Julho e 3 de Agosto - vai decorrer a primeira edição nacional deste evento que conta com concertos da Banda de Tlayacapan (México), Cheik Tidiane Seck (Mali), Paban das Baul (Índia; na foto), Cadência (Espanha), Dazkarieh e Mu (ambos de Portugal), entre muitos outros. O comunicado de apresentação prévia do festival, já a seguir:


«Pela primeira vez Portugal vai receber um dos mais importantes festivais do mundo. Entre 31 de Julho e 3 de Agosto, a cidade de Vila do Conde vai ser a anfitriã do Festival Ollin Kan.

Festival Internacional das Culturas em Resistência Ollin Kan" nasceu na cidade do México e tráz-nos a esperança e a fé em nós mesmos, no ser humano e no seu potencial criativo para materializar a beleza, a irmandade o respeito, a paz e a liberdade.

Este Festival move um mundo e nós movemo-nos através das suas latitudes e meridianos, com o impulso de vozes enigmáticas provenientes de terras longínquas e culturas milenares. Movemo-nos guiados por acordes musicais vindos de instrumentos, que com sábia paixão, foram criados pela consciência de povos que nunca antes estiveram tão próximos. Esta é uma das raras oportunidades para conhecer povos e culturas que sempre nos pareceram tão distantes.

O ritmo das percussões, os sons envolventes das cordas e as notas dos instrumentos de sopro, emanam de uma maravilhosa diversidade de instrumentos musicais lendários, cuja própria criação sintetiza a história da humanidade e a sua relação com a terra. Todos juntos viajamos desde as montanhas altas, às imponentes florestas das terras frias, passando pelas férteis planícies de pastores, até aos rios, lagos, mares, cruzando aldeias de pescadores, agricultores e caçadores, até às exuberantes selvas tropicais, passando pelos desertos… enfim por toda a TERRA!

Por tudo isto, pensamos que a música e o intercâmbio cultural vão permitir a todos os que se deslocarem a Vila do Conde possam sorrir, dançar, sonhar e reflectir... algo sem preço, sem bolsa de valores e que se traduz simplesmente em LIBERDADE!

Apresentação

(Breve história do Festival)

O Festival Internacional das Culturas em Resistência Ollin Kan é uma aproximação a um outro olhar, aquele que resistiu e defendeu as suas heranças e alternativas culturais, sendo um dos festivais mais importantes do mundo.

O Festival Ollin Kan é assim um encontro vigoroso entre os povos que nos brindam com músicas e danças provenientes de todos os continentes.

Sonoridades provenientes do mundo/espaço árabe, flamenco, do fado, da música celta, do reggae, da rumba, da salsa, dos sons jarochos, do Caribe, da música mandinga, do samba, da bossa nova, do tango, da música dos Balcãs e todas as expressões de raiz na sua forma mais pura e nas suas múltiplas fusões com o mundo moderno.

O Festival Ollin Kan tem 4 semanas de duração e oferece 39 cenários.

O crescimento deste festival nos últimos 3 anos foi de 600%, que se manifestou num alargamento da programação, dos palcos e cenários, no impacto dos media, na participação internacional e no público assistente.

Festival Ollin Kan 07 Cidade do México

Desde então, todos os anos, entre Abril e Maio, a Cidade do México converte-se no principal escaparate para a “Música do Mundo” de toda a América e numa plataforma para o desenvolvimento de mercados independentes e alternativos em torno das manifestações culturais internacionais. É também o ponto de partida para a consolidação de projectos entre o México e o resto do mundo.

Entre 26 de Abril e 20 de Maio de 2007 foi levado a cabo a 4ª edição do Festival (nesse ano dedicado a Portugal com a presença de oito grupos) e os resultados mostram-nos números que avaliam bem o crescimento do evento:

· 25 Dias de Festival;

· 269 Concertos;

· 43 Países;

· 70 Grupos internacionais;

· 35 Grupos mexicanos;

· 39 Palcos;

· 900 Mil assistentes.

O Festival Internacional das Culturas em Resistência Ollin Kan abre agora uma nova sede, localizada em Portugal.

Com o apoio da produtora independente Bartilotti Produções, este Festival sai pela primeira vez da Cidade do México e abre a sua primeira sede alternativa em território europeu.

É o início de um festival que se torna itinerante, levando consigo a mensagem do mundo alternativo a diversas cidades do Planeta.

O Festival Ollin Kan Portugal terá lugar de 31 de Julho a 2 Agosto de 2008, e vai dar início a uma importante programação de artistas mexicanos, indianos, africanos, venezuelanos, chineses, vietnamitas, franceses, espanhóis e portugueses.

A cidade de Vila do Conde será a sede deste primeiro Festival e os concertos irão realizar-se no Centro Histórico, junto ao Cais das Lavandeiras, com 2 palcos que funcionarão alternadamente das 18h00 à 01h00.

Nas mesmas datas, foram criadas extensões do Festival em Alcochete e Palmela, onde ocorrerão concertos que integram a programação cultural do Festival Ollin Kan Portugal, proporcionando ao público uma perspectiva musical multicultural.

EM TODOS OS LOCAIS OS CONCERTOS TÊM ENTRADA LIVRE

PROGRAMAÇÃO

Banda de Tlayacapan – México

Radaid – México

Pibo Marquez - Venezuela

Cheik Tidiane Seck – Mali

Paban das Baul – Índia

Costo Rico – Espanha

Cadência – Espanha

Xarnege – País Basco

Dites 34 – França

Dazkarieh - Portugal

Atlântida – Portugal

MU – Portugal

Batoto Yetu – Portugal/ PALOP

Galandum Galundaina – Portugal

Frei Fado d’el Rei – Portugal

Duo Huong Thanh et Guo Gan – Vietnam/ China

DJ Gringo da Parada – França».

14 julho, 2007

Festival do Trebilhadouro - Dar Vida a Uma Aldeia



Dias 27, 28 e 29 de Julho, na aldeia de Trebilhadouro, perto de Vale de Cambra, vai decorrer mais um Festival do Trebilhadouro, que visa devolver a vida a esta aldeia perdida. Teatro e música são o prato principal da ementa, com espectáculos dos Bombos de Sandiães, Danças Tradicionais de Moçambique, Quarto Minguante e Folkatrua (dia 27); Teatro do Elefante, Lúmen e os franceses Dites 34 (dia 28); Teatro Dom Roberto, Teatro Assombrado, Bailebúrdia e os russos Dobranotch, na foto (dia 29). Mas há mais: palhaços, danças africanas e europeias, yoga, modelagem em papel, contos tradicionais africanos e ateliers de expressão dramática.

Tudo num cenário lindíssimo, se bem que abandonado, assim descrito pela Rasgo, a cooperativa de teatro organizadora do festival: «Trebilhadouro é uma aldeia perdida nas encostas da Serra da Freita. Rodeada pela serra do Trebilhadouro e o Alto do Galinheiro, é zona de microclima, pois é abrigada dos ventos que sopram do Norte. Do alto destes montes avistam-se o mar e a ria de Aveiro, bem como outras cidades do Litoral, todo o Vale de Cambra e a Serra da Freita. É também aqui que nasce um ribeiro que desagua no rio Caima, cujas águas servem para regar os campos das aldeias vizinhas. O lugar de Trebilhadouro, de cujo nome ainda não se descobriram as origens, é bastante antigo; nas bases de dois canastros de pedra lavrada encontram-se gravadas datas do século passado, mas presume-se que esta aldeia tenha sido habitada em épocas mais remotas devido à sua altitude (cerca de "600 metros" acima do nível médio das águas do mar), e como é virada a Sul e abrigada a Norte é provável que antes da passagem dos povos Romanos por esta zona tenha habitado aqui algum núcleo Lusitano: lembramos que os povos Lusitanos se dedicavam à pastorícia; ora esta área é propícia a essa actividade, mas como não dispomos de documentos comprovativos desse facto deixaremos esse trabalho para outros estudiosos na matéria. Provavelmente é a única aldeia do concelho de Vale de Cambra onde a arquitectura tradicional da casa rural portuguesa ainda se mantém, à excepção de um palheiro que foi restaurado com blocos de cimento. Facto pouco significativo se comparado com outras aldeias, onde as “Maisons” proliferam desordenadamente. O ultimo melhoramento cá feito foi a recuperação do fontanário da aldeia que estava em ruínas em 1987, por Cristina Brás e Aníbal Augusto da Costa, no âmbito do curso de Cantaria que frequentavam no Porto, e com a colaboração da Junta de Freguesia de Rôge, recuperou-se o fontanário que marca o centro da aldeia. Rôge é uma freguesia muito antiga, conta na sua história as marcas de um passado muito rico, deixado pelos povos que a visitaram, desde os Lusitanos que nas montanhas habitaram, aos Mouros que lutaram contra os Romanos que por aqui estiveram e deixaram nesta freguesia pelo menos uma das suas pontes características chamada “Castelo”. Pelo século XVII foi erguido o cruzeiro de Rôge todo em pedra esculpida. Hoje é considerado Monumento Nacional. A igreja de Rôge também é rica em Cantaria. É incrível também, o registo escultórico lá existente,desde os esteios, que são feitos todos de pedra, alguns a recordarem menires; até aos trabalhos de cantaria registados em canastros e algumas casas. O aspecto humano não é tão risonho; até alguns anos a esta data, viviam a tia Maria e a tia Francelina, mãe e filha respectivamente, habitavam em Trebilhadouro: sem luz eléctrica. Sem telefone e nem sequer um caminho satisfatório com que possam comunicar com as aldeias vizinhas, estas duas senhoras sobreviviam à custa de umas ovelhas e umas hortas que cultivavam. Segundo nos contaram, em 1987 (Cristina Brás e Aníbal Costa), os mais novos começaram a fugir para Sandiães, Soutelo, Fuste e para outras aldeias onde existiam escolas primárias, electricidade, telefone e melhores vias de comunicação e condições de vida; foram as últimas pessoas a sair desta aldeia, depois da morte do Sr. Barbosa, que esteve no Brasil e quando para cá veio teve uma trombose que o paralisou, mas ainda fazia colheres de pau artesanalmente; a sua mulher e filha abandonaram Trebilhadouro talvez para sempre. Trebilhadouro, uma aldeia para o alerta para uma situação que afecta muitos monumentos de pedra e as sua raízes culturais, ou são preservados, ou perdem-se definitivamente na voragem dos tempos». Mais informações aqui.

05 fevereiro, 2007

Entrudanças - Oh Entrudo Uxu Kalheiro (e Não Só)


Época de folia, animação, excessos, liberdade, bom-humor, máscaras e muita música e dança, o Carnaval (ou se se quiser, o Entrudo) é desde há alguns anos o mote para mais uma iniciativa cíclica da Pé de Xumbo: o Entrudanças. Este ano, o Entrudanças decorre entre 17 e 19 de Fevereiro, na aldeia de Entradas, Castro Verde, com bailes e oficinas de danças tradicionais e, desta vez, com uma programação mais centrada na cultura alentejana. Em parceria com a Câmara Municipal de Castro Verde e a Junta de Freguesia de Entradas, a Pé de Xumbo preparou para este festival uma ementa composta por concertos/bailes/espectáculos com os Ganhões de Castro Verde, Vozes do Imaginário, No Mazurka Band, o duo de João Gentil e Luís Formiga, Uxu Kalhus (na foto, de Mário Pires, da Retorta) e os franceses Dites 34 (França); oficinas de danças europeias, portuguesas, tango, valsa, ritmos latinos, capoeira e brasileiras; oficinas de instrumentos/voz de acordeão, flauta de tamborileiro, cante alentejano no feminino pelas Camponesas de Castro Verde e modas campaniças; passeios de tractor, oficinas de gastronomia e, a condizer com a quadra, de fatos e máscaras de Carnaval. Mais informações aqui.

13 julho, 2006

Música no Castelo e Sons e Ruralidades - Festivais em Outros Formatos


Um é mais ambicioso, o outro é mais simples e discreto, mas é sempre interessante assistir ao nascimento de novos conceitos de festivais de música e ao alargar de fronteiras entre géneros musicais e até da música com outras actividades...

O 1º Festival Música no Castelo decorre amanhã e depois (dias 14 e 15) no Castelo de Montemor-o-Velho e, segundo refere o comunicado da organização, a Lado B, «o Festival Música no Castelo é descomprometido com um género musical ou com uma classificação musical mais generalista. Não se trata de um festival de world music. Nem de um festival de música urbana». E é por isso que nele cabem actuações, dia 14, dos Tchakare Kanyembe (Portugal/Moçambique), Lenine (Brasil), Antibalas Afrobeat Orchestra (Estados Unidos) e, em after-hours, dos DJs Marcos Cruz e Rui Murka, enquanto no dia 15 actuam os Chirgilchin (de Tuva - na foto), a enormíssima Laurie Anderson (Estados Unidos), e, para acabar a festa, os Micro Audio Waves (Portugal) e o DJ Morpheus (Israel/Bélgica). Ver o site www.musicanocastelo.pt

Outra direcção é tomada pelo Festival Sons e Ruralidades - dias 28, 29 e 30 de Julho, em Vimioso -, festival que pretende «alcançar a fusão entre a Natureza e a Ruralidade através da expressão artística conferida pela Música Tradicional, inserida no contexto etnográfico e ambiental que a vai criando e inovando ao longo dos tempos». O festival inclui concertos dos Dazkarieh, Dites 34, Cibo Mosari e Roncos do Diabo e muitas actividades paralelas: «oficinas de construção de instrumentos musicais direccionadas para crianças, oficinas de danças tradicionais portuguesas, europeias e "lhaços" de pauliteiros; aprendizagem e interpretação de alguns instrumentos musicais tradicionais do Nordeste Transmontano; palestras e tertúlias sobre etnografia e antropologia relacionadas com a música tradicional; e arraiais tradicionais». Ver os sites www.aepga.pt e www.aldeia.org