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04 maio, 2012

FMM de Sines -- Agora, os Portugueses (E Não Só)

Chegou agora a hora dos portugueses (mesmo que, em alguns casos, lado a lado com estrangeiros) no FMM de Sines 2012. O comunicado: «Cores da música portuguesa no FMM Sines 2012 As primeiras confirmações portuguesas da 14.ª edição do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo são a colaboração luso-grega de Amélia Muge e Michales Loukovikas, o duo rock Osso Vaidoso, o charme luso-brasileiro de Couple Coffee, a folk explosiva dos grupos Uxu Kalhus e Diabo a Sete e o projeto lisboeta de cruzamento de culturas Orquestra Todos. • AMÉLIA MUGE & MICHALES LOUKOVIKAS “PERIPLUS” (PORTUGAL / GRÉCIA) Amélia Muge, uma das grandes vozes e criadoras da música portuguesa, apresenta-se no FMM Sines 2012 com o projeto “Periplus – Deambulações Luso-gregas”, baseado no disco de 2012 com o mesmo nome realizado em parceria com o músico grego Michales Loukovikas. “Periplus” é uma viagem em torno das músicas e das poesias portuguesa, grega, mediterrânica e de povos de outras paragens com ligações históricas à cultura dos seus intervenientes. Em palco, Amélia e Michales terão a companhia de Nikos Paraoulakis (ney, viola), Miguel Tapadas (piano), António Quintino (contrabaixo), Manuel Maio (violino, bandolim), José Salgueiro (percussão) e Catarina Anacleto (violoncelo). • OSSO VAIDOSO (PORTUGAL) Osso Vaidoso junta Ana Deus na voz, Alexandre Soares nas guitarras e ambos nas composições. O rock português dos anos 80 e 90 foi onde os conhecemos primeiro: Ana nos Ban e depois nos Três Tristes Tigres e Alexandre nos GNR e depois também nos Tigres. Voltam a juntar-se em Osso Vaidoso, uma relação (essencialmente) a dois de que resultou “Animal”, um dos discos com melhor receção pela crítica em 2011. A canção, enquanto forma estética que vive da combinação de um poema, uma interpretação e um universo sonoro, é o território, quase sempre trabalhado com ferramentas minimalistas, em que os dois músicos se movem. • COUPLE COFFEE (PORTUGAL / BRASIL) Formado por dois músicos brasileiros a viver em Portugal, a cantora Luanda Cozetti e o baixista Norton Daiello, o projeto Couple Coffee tem vindo a enriquecer o panorama musical português com recriações de clássicos da música popular portuguesa, reapresentações do cancioneiro brasileiro e repertório novo. Estrearam-se em disco na formação de duo, com “Puro”, em 2005. Em formato de banda gravaram José Afonso (“Co’as Tamanquinhas do Zeca”, 2007), “Young and Lovely: 50 Anos de Bossa Nova” (2008) e originais seus e de autores convidados portugueses e brasileiros (“Quarto Grão”, 2010). O FMM recebe-os em quarteto, com a companhia de Ruca Rebordão na percussão e José Peixoto na guitarra. • UXU KALHUS (PORTUGAL) O grupo Uxu Kalhus nasceu em 2000 com o objetivo inicial de divulgar a música e as danças portuguesas. Identifica-se na área da folk, mas as suas fusões, com um universo de músicas tradicionais e não só, são cada vez mais livres e surpreendentes. O seu primeiro disco, “A Revolta dos Badalos”, foi lançado em 2006, e o segundo, “Transumâncias Groove”, em 2009. Atuaram mais de 600 vezes em formato de bailes e concertos no país e no estrangeiro. Lançaram em 2012 o seu terceiro disco, “Extravagante”. A formação que vem a Sines é composta por Joana Margaça (voz), Paulo Pereira (sopros), André Lourenço (teclas), Tó Zé (guitarras), Eddy Slap (baixo) e Luís Salgado (bateria). • ORQUESTRA TODOS (PORTUGAL) Nascida em Lisboa, em 2011, a Orquestra Todos junta músicos de todas as origens com o objetivo de inventar música nova. O alinhamento é composto por 14 músicos, portugueses e imigrantes, com mais de 10 países representados. O maestro é o italiano Mario Tronco, responsável por levantar em Roma a Orchestra di Piazza Vittorio, cujo conceito e concertos no Largo do Intendente, no contexto do Festival Todos – Caminhada de Culturas, inspiraram a criação deste projeto. A Orquestra Todos é hoje uma produção daquele festival e uma iniciativa da Academia de Produtores Culturais. Tem o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Câmara Municipal de Lisboa (GLEM - Gabinete Encruzilhada de Mundos). • DIABO A SETE (PORTUGAL) Septeto de músicos com origens diversas, Diabo a Sete faz folk potente onde o muito antigo e o muito moderno se conjugam. Nascido em Coimbra em 2003, estreou-se em disco em 2007, com “Parainfernália”. “TarAra”, o álbum que trazem a Sines, é um dos melhores de 2011 em Portugal e a subida a um ponto de vista mais progressivo e arrojado, centrado quase em exclusivo na produção de originais. O alinhamento é constituído por Celso Bento (flautas e gaita de foles), Eduardo Murta (baixo elétrico), Hugo Natal da Luz (percussões), Julieta Silva (voz, sanfona, concertina), Luísa Correia (guitarra acústica), Miguel Cardina (bateria) e Pedro Damasceno (cavaquinho, bandolim, concertina e flautas). O FESTIVAL O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo é o maior evento de “world music” realizado em Portugal. A sua 14.ª edição acontece nos próximos dias 19, 20, 21, 26, 27 e 28 de julho. Além dos artistas mencionados nesta nota, já está também confirmada a presença de Marc Ribot y Los Cubanos Postizos (EUA), Mari Boine (Noruega – Povo Sami), JuJu (Gâmbia / Reino Unido), Oumou Sangaré & Béla Fleck (Mali / EUA), Hugh Masekela (África do Sul), Otis Taylor Band (EUA), Gurrumul (Austrália – Cultura Aborígene), Fatoumata Diawara (Mali), Bombino (Níger – Cultura Tuaregue), Dhafer Youssef Quartet (Tunísia), L’Ensemble Rouge & Lotfi Bouchnak (França / Itália / Tunísia), Narasirato (Ilhas Salomão), Jupiter & Okwess International (R. D. Congo), Socalled (Canadá) e Astillero (Argentina). O FMM Sines 2012 é cofinanciado por fundos FEDER / União Europeia no âmbito do programa operacional INALENTEJO do QREN 2007-2013. Mais informações www.fmm.com.pt www.facebook.com/fmmsines»

03 fevereiro, 2009

A Festa dos Montes - Uma Monografia de Julieta Silva


Julieta Silva - que passou pelo GEFAC e, até há pouco tempo, pelos Chuchurumel, estando agora nos Diabo a Sete - é a autora de uma monografia sobre a Festa dos
 Montes
 (na foto, de Agostinho Sanches), que se realiza em Montes, concelho de Trancoso, no primeiro domingo do mês de Fevereiro. O livro é lançado esta semana, em Trancoso. E, para explicar o que é isto da Festa dos Montes, o melhor é deixar aqui o texto de apresentação do livro:

«A Festa dos Montes é um estudo etnomusicológico de Julieta Silva sobre a Festa do São Brás dos Montes [Montes, Trancoso]. Trata-se de um trabalho realizado no âmbito do Seminário Práticas Musicais Tradicionais em Portugal, sob a orientação da Doutora Maria do Rosário Pestana [Seminário integrado na Pós-Graduação em Estudos de Música Popular, com orientação científica da Doutora Salwa El-Shawan Castelo-Branco, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa].

A obra vai ser apresentada no dia 7 de Fevereiro [na véspera de mais uma edição da Festa do São Brás dos Montes], pelas 16h30, no Cine-Auditório Jacinto Ramos, em Trancoso. Será também apresentado o filme "A Batalha dos Montes", de Maria Lino e Zigud, sobre a mesma temática. O filme é uma edição Luzlinar.

O livro estará disponível, a partir da sua apresentação pública, através do sítio:
http://www.atrasdosbarrocos.com»

16 janeiro, 2009

Chuchurumel - Fecham-se as Portas do Castelo


É uma má notícia para a música portuguesa (só mitigada pelo facto de os dois membros do grupo continuarem de boa saúde e, sempre, com outros excelentes projectos musicais): os Chuchurumel - um dos mais importantes e criativos grupos na «reinvenção» da música tradicional portuguesa - chegaram ao fim. Num comunicado colocado na sua página do myspace, o grupo escreve: «Chuchurumel encontrou o ponto final. Cerca de cinco anos e meio volvidos desde o seu nascimento, chegou ao fim esta aventura de divulgação e promoção da música tradicional portuguesa. Para trás ficam dezenas de horas de recolhas, diversas oficinas de formação sobre instrumentos tradicionais portugueses, espectáculos originais criados para determinadas circunstâncias, centenas de concertos no país e no estrangeiro (do Jarmelo a Frádigas, do CCB à Casa da Música) e dois discos editados: "no castelo de Chuchurumel"(2005) e "Posta-Restante"(2007). Para a frente continuam as carreiras artísticas dos dois músicos do grupo: Julieta Silva integrada no grupo Diabo a Sete e César Prata com o seu novo projecto "trinta por uma linha", espectáculo e disco a apresentar em Maio de 2009. Para todos aqueles que ao longo destes anos nos apoiaram e acarinharam fica o nosso mais sincero bem-haja».

Obrigado nós e as maiores felicidades para os dois!!

27 maio, 2008

Adeus André Moutinho


Não o conhecia pessoalmente, mas troquei vários e-mails com ele e o André era, sem dúvida, um bom companheiro destas andanças das músicas tradicionais, das folques e das worldes. André Moutinho, do programa de rádio «Canto Nómada» - que se podia ouvir agora na Torres Novas FM e na Rádio Santiago de Guimarães - e do blog homónimo, faleceu subitamente, vítima de um ataque cardíaco, com apenas 32 anos. André Moutinho era também o técnico de som dos Diabo a Sete, que num e-mail a propósito da partida do amigo dizem: «Alguém nos lembrava que "Canto Nómada" era um título retirado de um livro de Bruce Chatwick, e que fazia referência à ideia de que as árvores, as pedras, os rios, cantavam. Parece-nos uma boa descrição daquilo que era o André: uma pessoa capaz de se dar no fluxo da vida». Para ele aqui fica a minha homenagem e, já, uma grande saudade.

11 abril, 2008

Festival Sons do Atlântico - Com Transglobal Underground, Oi Va Voi e... Mayra Andrade


Nem de propósito!! Depois da (óptima) notícia de Mayra Andrade ter vencido o Prémio Revelação dos BBC World Music Awards, eis que surge a confirmação do seu regresso a Portugal para um concerto no Festival Sons do Atlântico, que decorre dias 8, 9 e 10 de Agosto no promontório de N.Sra. da Rocha, em Lagoa, Algarve, e muito bem acompanhada! Num concentrado de excelentes propostas musicais, o Sons do Atlântico apresenta este ano concertos do cantor e compositor açoriano Zeca Medeiros e de Mayra Andrade (dia 8), dos jovens sevilhanos La Selva Sur e do importantíssimo colectivo fusionista anglo-indo-paquistanês Transglobal Underground (dia 9), da folk à portuguesa dos Diabo a Sete e do klezmer revisto à luz das novas músicas pelos Oi Va Voi (na foto). Estaremos lá, claro!

18 dezembro, 2007

Festival da Passagem d'Ano - Bailes Tradicionais (e Não Só) em Coimbra


O final de ano no Centro Norton de Matos, em Coimbra, não se vai resumir a um simples réveillon, sendo antes um autêntico festival de música e danças tradicionais que se estende por vários dias. Com organização da Tradballs e do Rodobalho, o Festival de Passagem d'Ano 2007-2008 decorre nos dias 28, 29, 30 e 31 de Dezembro (e, naturalmente, com entrada dia 1 de Janeiro dentro...) com muitos grupos a lançar o baile, workshops de danças e instrumentos musicais, cinema e farto convívio. Dia 28, o festival arranca à noite com uma «tertúlia trad» conduzida pelos Mosca Tosca (no Café Xuven). E, dia 29, já no Centro Norton de Matos, durante a tarde, há workshops de danças - bourrées, portuguesas, poitou e tango -, de instrumentos - concertina e adufe - e uma «tertúlia trad» com os belgas Triple-X, enquanto à noite passa o filme «11 Burros Caem no Estâmago vazio», de Tiago Pereira e há bailes/concertos com os Diabo a Sete (na foto; de Fábio Teixeira) e os Fol&ar. Dia 30 há mais workshops de danças - irlandesas, mazurka e «portuguesas d'arroba» (isto é, as danças «mandadas» pelos Alfa Arroba) -, de expressão dramática e de instrumentos - sanfona e gaita-de-foles - e uma «tertúlia trad» pelos Alfa Arroba, ficando para a noite o filme sobre o Andanças «Arritmia», de Tiago Pereira, e bailes/concertos com os Triple-X e os Bailebúrdia. Dia 31 aprende-se a bailar mais danças irlandesas, scottischs, danças ribatejanas, valsa mandada e danças de grupo, a tocar bandolim e acordeão e há uma «tertúlia trad» com Celina da Piedade, enquanto a noite de passagem d'ano fica por conta de mais um filme de Tiago Pereira, «Manda Adiante», e bailes/concertos pelos Alfa Arroba e Triple-X. Mais informações aqui e aqui.

26 setembro, 2007

Júlio Pereira, Diabo a Sete e Stockholm Lisboa Project - As Viagens da Música Portuguesa


Uma nova fornada de discos portugueses ocupa hoje o - agora recuperado depois de uma intensa época de festivais - espaço de «crítica» discográfica do Raízes e Antenas: o novo álbum de Júlio Pereira e os álbuns de estreia dos Diabo a Sete (na foto; de Santos Simões) e do Stockholm Lisboa Project. Todos a porem a música portuguesa - de raízes variadas - em diálogo com outras músicas.


JÚLIO PEREIRA
«GEOGRAFIAS»
Som Livre/Valentim de Carvalho

Júlio Pereira é um dos mais importantes músicos e compositores portugueses dos últimos trinta anos. Começando a sua carreira em grupos rock dos anos 60 e princípios de 70, torna-se depois presença constante nas gravações de alguns dos nomes incontornáveis da música popular portuguesa (José Afonso, Fausto...) e assina, já nos anos 80, um álbum genial de nome «Cavaquinho», em que recupera esse instrumento «perdido» do nosso património e para ele inventa (ou reinventa, através de versões pessoalíssimas de temas tradicionais) um novo lugar na hierarquia dos cordofones portugueses. E o mesmo faz com o bandolim no álbum «O Meu Bandolim». Bandolim que - muitos discos depois e uma fama que existe mais junto dos seus colegas de ofício, em Portugal e na Galiza, do que junto do grande público - é o instrumento central do seu novo álbum, «Geografias», mas com uma novidade absoluta na carreira de Júlio Pereira: neste álbum, Júlio Pereira - que geralmente grava quase todos os instrumentos dos seus discos - partilhou a gravação com outros dois músicos em permanência, Bernardo Couto (em guitarra portuguesa) e Miguel Veras (em viola acústica), e, a espaços, com Quico Serrano (sintetizadores e percussões) e três cantoras - Sara Tavares, Marisa Pinto e Isabel Dias - que no álbum têm a função mais de «instrumentistas da voz» do que propriamente de «vocalistas». E o álbum mostra, para além de um leque de soluções harmónicas muito mais aberto do que é normal nos discos de Pereira, uma música mais orgânica, mais verdadeira (de banda!) e - mercê de composições de Júlio Pereira especialmente inspiradas - a viajar entre a música portuguesa (seja o fado ou a música tradicional rural) e a música de outros lugares: o Magrebe, a África negra, o Brasil, o País Basco... E há no álbum uma luz, uma alegria e uma vivacidade que há muito não se ouviam em Júlio Pereira. É tudo bom? Não, há aqui e ali uns pós de sintetizadores - ora pomposos, ora apenas deslocados - que não faziam falta nenhuma. Mas não chegam para estragar o conjunto. (8/10)


DIABO A SETE
«PARAINFERNÁLIA»
Açor/Megamúsica

É uma coincidência feliz falar do (lindíssimo!, diga-se desde já) álbum de estreia dos Diabo a Sete a seguir ao novo álbum de Júlio Pereira. E é-o porque Pereira é, sem dúvida, uma influência decisiva na música deste grupo de Coimbra: tanto no uso dos cordofones como na sua abordagem à música tradicional portuguesa e na sua abertura a outras músicas. Mas essa influência, se bem que importante, é apenas um dos elementos da música feita pelos Diabo a Sete. Partindo muitas vezes do cancioneiro popular (Madeira, Trás-os-Montes, Alentejo, Algarve...) mas aventurando-se também em muitos temas originais mas de inspiração tradicional - quase todos de Pedro Damasceno (o homem dos cordofones e da concertina) -, os Diabo a Sete seguem depois por inúmeros caminhos que tanto os levam ao rock como ao reggae como à chamada «música celta» como às «danças europeias», mas sempre com um bom-gosto, uma leveza, uma facilidade (no bom sentido da palavra, isto é, no sentido de «naturalidade») e uma beleza genuínos. Peças fundamentais no som do grupo são, para além dos instrumentos tocados por Damasceno, a voz e a sanfona de Julieta Silva (ela também dos Chuchurumel), a gaita-de-foles de Celso Bento e uma secção rítmica rara neste tipo de projectos: o baixo eléctrico de Eduardo Murta e a bateria de Miguel Cardina, que se remetem quase sempre a uma posição discreta mas fundamental para a coesão do resultado final. E se não destaco aqui um ou outro tema, a razão é simples: porque este é um álbum para ouvir do princípio ao fim, sem pontos mortos ou temas menos interessantes. Um álbum importante. (8/10)


STOCKHOLM LISBOA PROJECT
«SOL»
Nomis Muzik

Aventura interessantíssima - se bem que resulte muito melhor na prática do que na teoria, e já vamos a essa questão -, o Stockholm Lisboa Project é essencialmente o projecto de um grupo de músicos amigos de dois países separados por milhares de quilómetros de distância: os portugueses Luís Peixoto (também dos Dazkarieh; em bandolim e bouzouki) e Sérgio Crisóstomo (ex-At-Tambur; em violino) e o sueco Simon Stalspets (em bandola e harmónica), aos quais se juntou numa fase posterior a fadista Liana. Do gosto comum em fazer música passou-se para a procura, não sistemática, de possíveis e eventuais pontos em comum entre a música portuguesa e a música sueca, de que são exemplos neste disco o original, mas com cheiro a corridinho algarvio, «Sol de Janeiro» com uma polska tradicional escandinava, ou exemplo ainda mais feliz, o «Fado do Ribatejo» com uma valsa, a «Hopers Vals». Mas são «filhos» quase únicos desta tentativa de ligação entre músicas tão distantes. E nisso, a «teoria» falha. Mas, agora a parte boa: se ouvirmos o álbum sem pensarmos nesta questão formal, se o ouvirmos pelo simples prazer de ouvir música, e boa música!, o álbum resulta espantosamente bem, com os instrumentos - e as músicas que eles transportam, sejam lá de onde for - a encaixarem-se na perfeição e a voz de Liana (muito boa cantora!), quando aparece e seja em fados ou não, a coroar com distinção esta música viva e solarenga, mesmo que por vezes melancólica. A propósito: «sol» quer dizer o mesmo em português e em sueco. (7/10)

27 agosto, 2007

Iberfolk - II Edição Confirmada na Sortelha



De regresso às lides - ainda com os bolsos cheios de areia algarvia e apenas por alguns dias antes de ir até à Póvoa de Varzim para o nóvel Músicas do Mar - aqui fica, com júbilo, a notícia da confirmação da realização do II Iberfolk, na Sortelha, aldeia próxima do Sabugal, nos dias 7, 8 e 9 de Setembro. Com um programa ainda aberto a sugestões de quem queira participar com actividades várias - «além das actividades planeadas deixaremos a cada um propor e realizar o que entender. Existirá, durante o festival, um placard onde cada um poderá indicar a hora e local da actividade que pretende realizar. Não há limites ao tipo e natureza de actividades, desde que a logística esteja assegurada. Fica na vossa mão fazer workshops, sessões de debate, percursos, projecção de filmes, o que quiserem. Sortelha e todos nós estaremos lá para participar. O lema é: "Constrói o festival"» -, mas já com o programa-base delineado e confirmado. Este: Dia 7, 15h00 - Escalada no castelo, 19h00 - Observação solar, 22h00 - Pé Na Terra, 23h30 - Projecção do documentário «Arritmia», de Tiago Pereira, 23h30 - Hora Do Conto I - Marco Luna, 24h00 - Ventos Da Líria (e ainda, após as 22h00 - Observação astronómica); dia 8, 15h00 - Escalada no castelo, 15h30 - Workshop de Danças Tradicionais I, 16h00 - Caminhada «À descoberta de moinhos de água», 17h00 - Workshop de Adufe, 17h00 - Workshop de Danças Tradicionais II, 19h00 - Workshop «Mergulhar no Corpo», com Sandra João, 19h00 - Workshop de Ioga, 21h00 - Adufeiras de Paúl, com participantes de Workshop de Adufe, 22h00 - Diabo A Sete (cujo excelente álbum de estreia, «Parainfernália», está na calha para crítica próxima; na foto), 23h30 - Projecção do documentário «11 burros caem num estômago vazio», de Tiago Pereira, 23h30 - Hora Do Conto II, com Marco Luna, 24h00 - Tor; dia 9, 15h00 - Escalada no castelo, 15h30 - Workshop de Danças Tradicionais III, 15h00 - Caminhada «Serra de Malcata», 19h00 - Teatro de Marionetas «Tobias», 17h30 - No Mazurka Band (Baile/Workshop/Animação), 21h30 - Hora Do Conto III, com Marco Luna, 22h00 - Mosca Tosca. Mais informações aqui.

27 março, 2007

Gaiteiros de Lisboa, José Medeiros, GEFAC - Jornadas de Cultura Popular em Coimbra



As XII Jornadas de Cultura Popular, organizadas pelo GEFAC, decorrem em Coimbra de 13 de Abril a 28 de Maio, segundo informa o rejuvenescido site Crónicas da Terra. As jornadas incluem vários concertos e um fórum de discussão, «A Música Tradicional Portuguesa – Velhos Trilhos, Novos Rumos». Entre os concertos já confirmados contam-se os dos Gaiteiros de Lisboa (13 de Abril, Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra), GEFAC (14 de Abril, Teatro Académico Gil Vicente), José Medeiros (na foto) e Mariana Abrunheiro (24 de Abril, Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra), Diabo a Sete (4 de Maio, Salão Brazil, Coimbra), Quarto Minguante (11 de Maio, Salão Brazil, Coimbra) e o pianista João Paulo Esteves da Silva com o percussionista Quiné (28 de Maio, Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra), estando por confirmar o das Segue-me À Capela previsto para 18 de Maio (Salão Brazil). Dois espectáculos teatrais pelo GEFAC - «A Água Dorme de Noite» (21 de Abril, Teatro-Cine de Pombal) e «Comédia do Verdadeiro Santo António que Livrou seu Pai da Morte em Lisboa» (30 de Abril a 2 de Maio, Teatro da Cerca de São Bernardo, Coimbra) e o fórum de discussão - dias 13 e 14 de Abril, com a presença de Mário Correia, Domingos Morais, Manuel Rocha, Sérgio Godinho, Júlio Pereira, Carlos Guerreiro e Julieta Silva, entre outros - completam o programa dos Encontros. Mais informações aqui.

23 março, 2007

Banda Larga - Cantos de Paixão em Itália



É uma espécie de super-grupo à portuguesa. César Prata (Chuchurumel), Julieta Silva (Chuchurumel e Diabo a Sete), Celso Bento, Luísa Correia (ambos também dos Diabo a Sete) e a actriz Dulce Silva formam os Banda Larga (na foto), nova banda de música tradicional portuguesa que vai participar no festival italiano Canti di Passione, que decorre de 25 de Março a 1 de Abril em Lecce. O projecto, formado de propósito para a ocasião, vai interpretar canções tradicionais portuguesas da Quaresma e da Páscoa (alvíssaras, martírios, xácaras, encomendações das almas...), de várias regiões do país. Para já, não há ideia de dar continuidade ao projecto ou gravar um disco, mas seria uma pena que se perdesse este conceito; ora veja-se só o alinhamento do concerto: «Santos Passos» (Penha Garcia), «Já lá gritam no Calvário» (Monsaraz), «Nome de Maria» (Zebreira), «Louvado no Sisso» (Penha Garcia), «Com grande peso da cruz» (Proença-a-Velha), «Encomendação das almas» (Idanha-a-Nova), Devoção das almas» (Oliveirinha - Aveiro), «Encomendação das almas» (Alcoutim), «O vos omnes»(Redondo), «Amava-os de um em um»(Salvaterra do Extremo), «As excelências da Virgem» (Alcoutim), «Indo a D. Silvana», «Aleluia»(Cambra - Vouzela), «Aleluia da Festa das Rosas» e «Já apareceu a Aleluia»(Idanha-a-Nova), interpretadas a vozes e com instrumentos próprios destas quadras religiosas como as matracas e zaclitracs e ainda sanfonas, viola, sinos e adufes. No festival participam também grupos e artistas de outros países do sul da Europa e da Bacia do Mediterrâneo - com destaque para a delegação italiana, claro - como os Al Qantarah, Ambrogio Sparagna, Antonio Melegari e Andrea Stefanizzi, Argalìo, Asteria, Calixtinus, o Coro bizantino Pankyprias Enosos Ieropsaltom “Ioannis Koukouzelis”, Coro della Confraternita di Santa Croce di Bonnanaro, Daskali se Kinisi, Ethnos, Famiglia Zimba, Fratelli De Prezzo e Ninfa Giannuzzi, entre outros.

15 setembro, 2006

Natacha Atlas no Porto (& O Folktulha)



A cantora belga de origem anglo-egípcia Natacha Atlas (na foto) faz uma rara incursão pelos palcos portugueses com um concerto, dia 28 de Setembro, na Casa da Música, Porto. Com uma carreira feita, essencialmente, do lado da fusão das músicas orientais (árabe e anglo-indiana com os Transglobal Underground) com as novas tecnologias dançantes do ocidente, a cantora promete, no entanto, um concerto predominantemente acústico para a Invicta, onde apresenta o seu novo álbum a solo «Mish Maoul». Com um percurso riquíssimo na música, em Natacha Atlas sempre coabitaram, facilmente, o cha'abi egípcio ou o bhangra indiano com a electrónica, o rock, o hip-hop, o reggae e o dub (Natacha Atlas trabalhou, para além dos Transglobal Underground, com outro alegre fusionista, Jah Wobble). Uma ocasião única. Mais informações aqui.

E, agora, algo de completamente diferente: o Folktulha - Festival de Música Ibérica da Casa da Tulha, que decorre em Cepelos, Vale de Cambra, nos dias 22, 23 e 24 de Setembro. Com concertos dos Chuchurumel e Diabo a Sete (dia 22), Paddy B & Celtic Express e Ginga (dia 23) e um outro, ainda por definir, na tarde de dia 24. Mais informações neste site.

18 julho, 2006

Iberfolk - A Vez do Sabugal


E mais um festival para a lista, que está a ficar cada vez mais longa e ainda bem... Este é o Iberfolk -Festival de Música Tradicional do Alto-Côa, que decorre no Sabugal (castelo e praia fluvial) de 27 a 30 de Julho e inclui concertos dos Chuchurumel e Diabo a Sete no dia 27, Galandum Galundaina (na foto) e Tradere no dia 28, Grallers de L’Acord, Fol&ar e Parasol no dia 29, Toque de Caixa e Dazkarieh no dia 30. O festival, gratuito, inclui ainda workshops (um deles com as Adufeiras de Monsanto), teatro, um festival paralelo de acordeão e realejo, passeios e gastronomia. Ver o blog http://transcundania.blogspot.com