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14 novembro, 2012

Live Freedom - Concerto Pela Amnistia Internacional

É importante ir e celebrar! O comunicado da Amnistia Internacional: «É já no próximo dia 12 de dezembro de 2012 que a Amnistia Internacional Portugal vai ligar-se à música num espetáculo que promete ser memorável! Temos bilhetes, em número limitado, a preço especial para os nossos membros e apoiantes. Aurea, Deolinda (na foto) e David Fonseca vão aliar-se à equipa das Manhãs da Rádio Comercial (Pedro Ribeiro, Ricardo Araújo Pereira, Vanda Miranda e Vasco Palmeirim) para dar voz pelos direitos humanos e, sobretudo, aos cinco casos da Maratona de Cartas deste ano. O concerto vai decorrer em Lisboa, no Teatro Tivoli BBVA, às 21h30 do dia 12-12-12. Os bilhetes custam 8 euros e vão estar à venda nos locais habituais, a partir de hoje, 14 de novembro. Mas, para os nossos membros e apoiantes haverá, em exclusivo, 100 bilhetes com o preço especial de 6 euros. Como deverá proceder para conseguir o seu bilhete a este preço? 1) Até ao dia 20 de novembro escreva um email para reservas.livefreedom@gmail.com com o seu nome completo e número de bilhete de identidade/cartão do cidadão. 2) Caso seja um dos 100 primeiros a enviar o email, receberá a confirmação de que pode levantar o bilhete na sede da Ticketline ou no Teatro Tivoli BBVA (mediante identificação) até ao dia 2 de dezembro. Sede da Ticketline = Av. Elias Garcia, 137, 3º, 1050-099 Lisboa (de 2ª a 6ª feira das 11h00 às 20h00, Sábados, Domingos e Feriados das 13h00 às 20h00) Teatro Tivoli BBVA = Av. da Liberdade, n.º 182 a 188, 1250-146 Lisboa (de 3ª feira a sábado, das 13h00 às 20h00) Nota: O desconto aplica-se exclusivamente a membros e apoiantes da Amnistia Internacional Portugal.»

30 janeiro, 2012

Colectânea de Textos no jornal "i" - XXVII


Carecas, dreadlocks e carapinhas...

Há muitos anos, a televisão portuguesa (que nessa altura se resumia à RTP) passava o famoso anúncio do Restaurador Olex: "Um branco de carapinha e um preto de cabeleira loira não fica bem nem é natural". Mensagem devedora de um país fechado e obscurantista, onde a ditadura, o colonialismo e o racismo deixavam a sua marca até na publicidade dirigida aos homens que ficavam com cabelos brancos - e, veja-se só a ironia, no caso dos cabelos... os pretos eram melhores e mais saudáveis que os brancos! -, a verdade é que ainda hoje muita gente recorda a frase e a repete nas mais variadas situações. Isto vem a propósito de três discos recentes de malta branca, portuguesa, toda com nomes estrangeirados e uma música deveras cafrealizada. E, ainda por cima, três excelentes discos que merecem toda a atenção e carinho. Primeiro, "Hats & Chairs", dos Soaked Lamb (tradução livre: Ensopado de Borrego), um magnífico álbum de blues do mais negro que há, mas também com as doses certas de country, folk, jazz, surpresa e divertimento para que não seja apenas mais um mero (embora magnífico) disco de blues. Depois, a surpresa que é o EP de estreia e homónimo de Frankie Chavez (na foto), um homem de belíssima voz (entre Paul McCartney e John Lennon, ou vice-versa), mas cujas influências maiores são também Ben Harper e Jimi Hendrix. E, por último, "Seek Your Truth", de Freddy Locks, cada vez mais fiel às raízes do reggae e às suas mensagens. E, como se sabe, no reggae isso é sempre o mais importante.


Há (muita) música portuguesa nas rádios

A Lei da Rádio, que impôs a obrigatoriedade de uma percentagem considerável de música portuguesa nas rádios nacionais - e locais e regionais -, apesar de na sua base estar uma permissa contestável, tem de facto contribuído para uma muito maior divulgação de música nacional, muitas vezes nova e de, voltamos a repeti-lo, também muitas vezes de inegável qualidade. E isso é bom, principalmente quando é uma realidade, desde há muitos anos e devido à "ditadura" das playlists, o descréscimo do número de programas de autor dedicados à música portuguesa. Mas ainda os há, desde o incontornável "Portugália" (Antena 3), de Henrique Amaro, até a programas de rádios universitárias - "Santos da Casa" (RUC), de Fausto da Silva e Nuno Ávila; "Português Suave" (RUM), de José Reis; "H(À) Escuta"(RUA), de Leila Leiras... - ou o "Portugal Rebelde", de António Manuel Almeida, que é transmitido pela Douro FM. Um programa que lançou agora uma excelente colectânea homónima que toma o pulso a muita da música portuguesa actual e é um espelho perfeito de como a nossa música, em 2010 (ou só um bocadinho antes), está a viver um ano de ouro! Em "Portugal Rebelde", o disco, ouve-se um novo tema dos veteranos Trabalhadores do Comércio mas tudo o resto é de grupos e artistas bastante recentes, muitos deles a cantar em português - Diabo na Cruz, Os Golpes, Os Tornados, Márcia (na foto), Ludo, Feromona - e também, e muito bem, em inglês - A Jigsaw, Minta, Noiserv, Partisan Seed - ou, no caso do instrumental de M-Pex, a levar a guitarra portuguesa e o fado para um futuro radioso. Edição feita fora das esferas habituais da indústria discográfica - majors ou independentes - e com o apoio de estruturas locais, este é mais um belo exemplo de amor à música portuguesa e a quem a faz. Devia haver mais discos assim.




Músicos de sete ofícios

Este ano só comprei dois livros na Feira do Livro: "Diário da Bicicleta", de David Byrne, e "As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizza Boy", novela gráfica com argumento de Filipe Melo (na foto). Ainda estive para comprar um terceiro, "Os Livros Que Devoraram o Meu Pai", de Afonso Cruz, mas havia tanta gente na área da Leya que adiei a aquisição para um futuro breve. E só depois reparei numa coincidência curiosa: todos estes livros têm músicos como autores. E músicos que não são só músicos e escritores: Byrne - formado numa escola de artes, no que foi e é uma tradição de muito rock anglo-saxónico (os seus Talking Heads, assim como os Doors, Velvet Underground, Pink Floyd ou Roxy Music saíram de escolas de design, artes plásticas ou cinema) - é também escritor, fotógrafo, realizador de cinema, editor... E, de regresso aos outros dois casos, Filipe Melo é pianista de jazz, realizador de cinema ("I'll See You In My Dreams", "Um Mundo Catita") e professor; enquanto Afonso Cruz é guitarrista dos Soaked Lamb, escritor, ilustrador e realizador de filmes de animação. Mas não estão sós como "novos homens do renascimento e músicos dos sete ofícios" na música portuguesa: relembre-se o caso do artista plástico João Paulo Feliciano, agora a tocar no Real Combo Lisbonense, que financiou a gravação do álbum dos Tina & Top Ten com o dinheiro de uma exposição sua no CCB (o disco era a banda-sonora da exposição). E outros: David Fonseca (também fotógrafo e realizador de clips), Tó Trips (dos Dead Combo; designer) ou Manuel João Vieira (cantor, pintor, actor e candidato à Presidência da República).




As guitarras portuguesas que se abrem ao mundo

O que é que une o jovem, mas já carismático, intérprete de guitarra portuguesa Ricardo Parreira, o novo grupo de "world music made in Portugal" Atma (na foto a capa do álbum de estreia) e os imediatamente bi-consagrados Deolinda? Passe a frase feita, aparentemente nada. Mas, ouvindo-se os três recentíssimos álbuns destes artistas, há muito mais a uni-los do que a separá-los. Vamos por partes... Parreira, depois de "Nas Veias de Uma Guitarra", um álbum em parceria com o mítico Fernando Alvim (o "viola" que acompanhou Carlos Paredes) em que homenageava mestres da guitarra portuguesa como Carlos Paredes, Artur Paredes ou Armandinho, editou agora um lindíssimo disco em que liberta a guitarra portuguesa dos jugos do fado e em que, muitas vezes, vai em busca de uma música tradicional rural - corridinhos, saias, romances, viras, um tema da Galiza... - em que a guitarra dialoga, emocionalmente, com outros instrumentos e outras vozes. O álbum chama-se "Cancionário" e é já um dos melhores deste ano. Os Atma, se bem que sem a mesma centelha de génio, vão ainda mais longe geograficamente no álbum "Com a Mesma Alma", e unem uma guitarra portuguesa quase ominipresente ao fado mas também à África moura e à África negra, às Índias orientais e ocidentais, ao flamenco e a outras topologias ciganas... E, finalmente, os Deolinda - sem guitarra portuguesa mesmo que ela se consiga imaginar lá muitas vezes, por entre as filigranas das outras cordas - assinam um segundo álbum, "Dois Selos e Um Carimbo", em que mais uma vez a música portuguesa (seja dos fados, das marchas ou do.... "Bellevue" dos GNR) abraça o mundo.

(Textos publicados no jornal "i" em Maio de 2010)

07 fevereiro, 2011

Colectânea de Textos no jornal "i" - XXII


Promessas, apostas e certezas de 2010
Publicado em 07 de Janeiro de 2010

Os críticos e jornalistas de música deveriam ter desistido de fazer apostas para o que de importante virá a seguir ("the next big thing", em inglês) desde que Jon Landau - célebre jornalista norte-americano - viu "o futuro do rock'n'roll e o futuro chama-se... Bruce Springsteen". Não que Landau estivesse errado, longe disso!, mas porque foi o único que acertou (totalista entre milhões de apostadores) numa infindável roda da sorte que só raras vezes, demasiado raras, acerta na mosca. Mesmo assim, arriscamos: o futuro próximo, imediato, urgente, da música portuguesa passa pelos blues renovados dos Nobody's Bizness (primeiro álbum de estúdio quase a sair); pela música tradicional portuguesa moída nos crivos das electrónicas dos Charanga; pela pop inteligente e livre dos peixe:avião; por um novo grupo de Castelo Branco, Ninho, que secretamente reinventa a tradição; pelos açorianos Bandarra (na foto), que, assombrados por alguns cantores de Abril, ainda acreditam numa música de intervenção (nas palavras e na própria música em si); pelos Anaquim, de Coimbra, que fazem a ponte, de modo particularmente inteligente, entre Sérgio Godinho, os Virgem Suta e um eventual e utópico indie rock islando-canadiano; e pelos Orelha Negra, veteranos da cena fusionista lisboeta (Cool Hipnoise e suas margens), com canções que são clássicos instantâneos da soul, do funk e do disco. Certezas absolutas: os novos álbuns do fadista Ricardo Ribeiro e dos revolucionários - cada uns à sua maneira - Deolinda e Gaiteiros de Lisboa (*).




3 pistas... mas muitos caminhos
Publicado em 14 de Janeiro de 2010

Henrique Amaro, há muitos anos o maior divulgador radiofónico de música portuguesa - e também responsável por várias colectâneas de música nacional (e brasileira), pelos "unpluggeds" da Antena 3, por álbuns de homenagem (nomeadamente, a Adriano Correia de Oliveira) e pela direcção artística da editora Optimus Discos - reincidiu agora numa outra excelente ideia: o segundo volume do "3 Pistas". É simples: cada banda ou artista dispõe apenas de três canais de gravação (podem usar três microfones ou um microfone e duas vias para instrumentos, por exemplo), e cada um deles interpreta um tema seu e uma versão. E o resultado deste segundo volume, tal como do primeiro, é um desfilar infindável de boas surpresas: do consagrado Sérgio Godinho a interpretar "Heat de Verão" (com letra dele, mas oferecida originalmente ao Gomo) aos d3ö a desconstruírem "Rehab", de Amy Winehouse, ou aos Noiserv a fazerem uma excelente versão de "Where Is My Mind", dos Pixies. Mas o mais curioso deste segundo "3 Pistas" é que a maior parte das versões são de temas de artistas e bandas portuguesas: os Linda Martini (na foto, de Paulo Leal) reinterpretam Fernando Tordo, Paulo Praça homenageia os GNR, Tiago Guillul e Margarida Pinto os Heróis do Mar, os Cindy Kat vão aos Sétima Legião e Os Pontos Negros atiram-se a... Armando Gama. A música portuguesa está a virar-se para o seu interior, redescobrindo-o e reinventando-o. E isso é um bom sinal.




A música portuguesa será exportável?
Publicado em 21 de Janeiro de 2010

O último número da revista "Ticketline" incluía uma reportagem com os Moonspell em digressão pelo Leste da Europa. E dava conta de como esta banda de metal portuguesa é acarinhada e respeitada por lá. Como em muitos outros países. Mas é um caso raro de exportação de sucesso de música portuguesa (ou, se se preferir, de música feita por portugueses). No passado, são poucos os exemplos de nomes portugueses que conseguiram saltar as fronteiras do rectângulo: Amália (claro!), mas também Luís Piçarra - que actuou em todo o mundo e vendeu muitos milhares de discos no estrangeiro (diz-se que um milhão de exemplares, só da sua versão de "Coimbra" em francês, "Avril au Portugal") -, o Duo Ouro Negro e os Madredeus. Mais recentemente, Dulce Pontes, Mísia e Mariza (e outros fadistas, incluindo desvios como os Deolinda) levaram o fado a todo o lado. No estrangeiro, aliás, o fado ainda é sinónimo de toda a música tradicional portuguesa, não havendo casos de sucesso (à excepção dos Dazkarieh, que juntam à tradição uma boa dose de distorção rock) de artistas ou grupos de música tradicional de inspiração rural. Noutros pequenos nichos de mercado - Fonzie, Rafael Toral, Les Baton Rouge, Blasted Mechanism, Parkinsons, Wray Gunn (na foto) e poucos mais -, os portugueses são igualmente bem aceites. Mas a pop/rock mainstream nunca o conseguiu. Segunda pergunta (subsidiária da do título): para quando a criação de uma estrutura oficial de apoio à promoção, divulgação e exportação da nossa música?

(*) - Infelizmente, mais de um ano depois da publicação deste texto, o álbum dos Gaiteiros de Lisboa continua sem ser editado. Quando o será?

23 julho, 2010

Festa do "Avante!" - Programa Completo dos Palcos Principais


O site do PCP já divulgou a programação musical completa dos palcos principais da edição deste ano da Festa do "Avante!", que se realiza mais uma vez na Quinta da Atalaia (Amora/Seixal), de 3 a 5 de Setembro:

"Artistas da Festa do «Avante!» 2010

A Naifa
A vontade de continuar sobrepôs-se à dor da perda e uma nova Naifa nasceu no espectáculo de homenagem a João Aguardela no CCB. Com Luís Varatojo, Sandra Baptista no baixo e Samuel Palitos na bateria, a semente deixada pelo João foi lançada de novo à terra e volta a dar frutos. O trabalho dum grupo marcado pela criação de um repertório totalmente original.
http://www.anaifa.com/

Abrunhosa & Comité Caviar
Três anos depois de «Luz», Pedro Abrunhosa regressa – e parte para longe! Um disco que corresponde à sua necessidade de mudança e de quebrar rotinas. Vieram João Bessa e o Comité Caviar (teclados e órgão, guitarras, baixo, bateria e percussão, piano e coros).
Mudou ainda mais no som: jazz, funky de raízes fundas, lado a lado com os seus mestres na canção europeia, tudo acrescenta com o som do rock de tónica americana e, sobretudo - qualidade.
http://www.abrunhosa.com
http://www.myspace.com/abrunhosa

Adriana
Adriana, formada no Conservatório com apenas 16 anos, não parou de aprender. Universidade em Lisboa, experiência em Paris e uma bolsa para Boston. Na América formou-se com distinção e, depois, o que realmente importava: a escrita, íntima, pessoal, cuidada. Lança o seu álbum de estreia. Faz quase tudo: canta e toca, mas também assina as letras, as composições e os arranjos. Em palco, ainda se revela mais: a expressão viva de um corpo que também canta.
http://www.adriana.com.pt


Ana Laíns
Ana Laíns construiu-se nos concursos da televisão, da rádio, nas colectividades. Em 1999 sagrou-se vencedora da Grande Noite do Fado. Depois, os Casinos, Estoril, Figueira, Espinho, Póvoa. E também musicais. Na bagagem de todas essas viagens – estava o piano: «Tem estado sempre presente na minha vida. Mas a música portuguesa sempre foi a maior paixão, o Fado, a música tradicional. Adoro a liberdade de poder cantá-los acompanhada apenas pelo piano.”
http://www.myspace.com/analains

António Chaínho
com Isabel de Noronha e Pedro Moutinho
O reconhecimento internacional das suas sempre surpreendentes apresentações, levam António Chaínho a ser considerado entre os melhores 50 instrumentistas da world music pela revista Songlines. Depois do Brasil e de África, a guitarra portuguesa do Mestre António Chainho viaja até à Índia. Em LISGOA, o projecto que nasceu desta viagem, o desafio é surpreender novamente o público, ligando à guitarra portuguesa sonoridades de instrumentos indianos reunindo diversos músicos em palco e a que se junta uma segunda parte dedicada ao Fado com as vozes de Isabel Noronha e Pedro Moutinho,
http://www.antoniochainho.com

Baile Popular
“Eu e o João Monge somos amigos de infância. Desta vez fomos directamente à fonte das palavras. O Povo Alentejano tem um cantar único e próprio que define um país único. A paisagem do sul cruza-se neste Baile Popular com universos que vão desde o Nordeste brasileiro, até à roulotte estacionada algures no deserto americano. O Zé Emídio, o Luís Espinho, o Paulo Ribeiro, o João Paulo são as vozes, o Mário Delgado, o Alexandre Frazão, o Miguel Amado e eu, armamos o resto do baile. Peguem na mão de quem amam e venham. Dancemos e cantemos este Baile Popular.” João Gil
http://www.myspace.com/bailepopular

Bernardo Sassetti Trio
“Muito do que hoje sei devo-o a este trio, ao Carlos Barretto – irreverente como poucos, sempre em constante diálogo com os outros, “astrológico” – e ao Alexandre Frazão – simultaneamente pela força e subtileza das sonoridades da sua bateria e pela energia que dá à dinâmica deste trio.
Conhecemo-nos bem.” Bernardo Sassetti
http://www.oncproducoes.com/musicos/sassetti/trio.html

Brigada Victor Jara
“Quando aconteceu a primeira Festa do Avante! a Brigada Victor Jara lançava, já, vozes e instrumentos. O nosso primeiro Palco foi levantado no Jamor por mãos militantes, as mesmas que fazem o Partido. Estávamos em 1977 e, desde então, foram raros os Setembros em que não marcámos encontro. A Brigada considera cada ano a Festa a data de um calendário novo, herdeiro das velhas tradições festivas populares. É o momento em que o Verão se despede e a luta reacende desejos de um mundo melhor.” Manuel Rocha
http://brigadavictorjara.blogspot.com/

Bunnyranch
Os Bunnyranch surgem no ano de 2001 em Coimbra e lançam o primeiro registo discográfico em 2002. Em 2004, o primeiro longa duração, uma digressão nacional. Em 2005 representam Portugal no Eurosonic, na Holanda, e vão a Espanha, França e Grã-Bretanha. No ano seguinte, a banda é alvo do galardoado documentário Rockumentário, de Sandra Castiço. Em Fevereiro de 2010 editam o seu mais recente álbum If you missed the last train.
http://www.myspace.com/bunnyranchspace

CACIQUE’97
De Portugal e Moçambique, CACIQUE’97 é um colectivo de afrobeat dez músicos de conhecidos bandas funk, reggae e afro. Uma banda sonora global, dos novos tempos, sem perder o lado reivindicativo e de promoção da consciência social característica do afrobeat. Recentemente lançaram o seu segundo videoclip, Sr.Diplomata, e têm a agenda preenchida com concertos e festivais na área do world music .
http://www.myspace.com/cacique97

Camba Tango
Fundado em 2006, em Buenos Aires, este novo grupo de tango depressa se destacou na cena musical argentina, brindado com os prémios Carlos Gardel. Tocaram no Centro de Convenções do Parque Norte, tal como nas milongas mais populares milongas porteñas. Em 2007 encerram o Festival “A Guitarra: da Renascença ao Rock” e, em 2009, realizaram uma tournée pelo Japão, Singapura e Tailândia. A sua digressão europeia de 2010 conta, com o apoio do governo argentino no âmbito de um prémio pela divulgação do tango.
http://www.cambatango.com

Catarina dos Santos
Catarina dos Santos nasceu no Barreiro, em 1977. Desde pequena viveu a música portuguesa, de Angola, Cabo Verde, do Brasil. Estuda Pintura e Cerâmica na Universidade de Lisboa, música no Conservatório, jazz no Hot. Prossegue nos Estados Unidos e no Brasil onde grava os seus primeiros discos. Faz um trabalho de pesquisa no Nordeste do Brasil. Em Agosto de 2009 lança o Balanço do Mar em Lisboa e é convidada para participar no CCB ao lado de Seun Kuti e Branford Marsalis. Catarina vive entre Nova Iorque, Recife, Brasil e Lisboa.
http://www.myspace.com/catarinadossantos

Claud
Claud iniciou a sua carreira a solo em 2006 com o Contradições, a que se seguiu Pensamento, ambos considerados disco Antena 1. O cruzamento entre os instrumentos tradicionais como a braguesa, a gaita de foles, o adufe as caixas, com os sons tecnológicos e a voz grave e quente de Claud, dão uma cor inconfundível a uma presença diferente.
http://www.claudmusic.com

Dany Silva e Celina Pereira
Nascido na Cidade da Praia, Dany Silva vive em Portugal desde 1961. A música acabou por triunfar sobre o engenheiro agrário e deu um dos mais relevantes músicos da cena cabo-verdeano. Com uma vasta discografia e um longo historial de colaboração com músicos portugueses, largamente contribuiu para o encontro entre as duas sonoridades, traduzido no recente lançamento de dois novos álbuns.

Celina Pereira igualmente se fixou em Portugal há vários anos, mantendo um empenho particular na preservação das antigas tradições musicais e poéticas cabo-verdeanas em risco de desaparecimento (o seu último trabalho é pensado para a área da educação intercultural e resulta de um extenso trabalho de investigação).
http://www.danysilva.com
http://www.celinapereira.com

Dazkarieh
Após um caminho de dez anos de vida, os Dazkarieh conseguiram criar um som inconfundível. É o som do passado pelos instrumentos antigos e acústicos e é o som do presente que se ecoa quando se transforma em distorção pura. É a tradição portuguesa, mas também uma tradição dos nossos dias que provocam uma explosão sonora, ainda que plena de intimismo.
http://www.myspace.com/dazkarieh

Demian Cabaud Quarteto com Leo Genovese
O mais recente CD do contrabaixista Demian Cabaud, Ruínas, mostra-nos várias facetas deste músico argentino, que vindo dos EUA há já 5 anos, se integrou com naturalidade na cena jazzística portuguesa. Este grupo, um quarteto sem instrumento harmónico, interpretará melodias escritas por Demian completando-se com a presença em algumas das faixas do pianista Leo Genovese.
http://www.myspace.com/demiancabaud

Deolinda
E surgiu a Deolinda (na foto), que é fictícia. Até certo ponto, embora por vezes ganhe corpo e assuma a forma da cantora Ana Bacalhau. Hoje em dia já seria fútil evocar o entusiasmo que o quarteto da cantatriz Ana, das guitarras dos irmãos Martins e do contrabaixista Zé Pedro Leitão suscitaram antes e depois da publicação do primeiro álbum, Canção ao lado. Passaram-se dois anos. Ultrapassaram as salas pequenas, as salas maiores, concertos, festivais, multidões ao ar livre. E a seguir para os teatros, rádios e televisões de outros países.
http://www.deolinda.com.pt/

Diabo na Cruz
Diabo na Cruz faz a ponte entre duas margens que viveram separadas: música moderna portuguesa e música popular portuguesa. Cinco músicos com temas que são do mais fresco e entusiasmante que se fez por cá nos últimos anos. Os Diabo na Cruz recuaram ao tempo em que a música tradicional era rainha e juntaram-lhe a atitude do século XXI.
http://www.myspace.com/diabonacruz

Dias da Raiva
Os Dias da Raiva fazem parte de uma série de bandas com relevância em Portugal de há mais de uma década. O que une este cinco elementos nesta espécie de “super grupo” é uma urgência na música e nas palavras: "Vamos despojar-nos de tudo o que é supérfluo para nos concentrarmos apenas na força da energia pura rápida curta e sem vírgulas. Bem vindos aos dias de raiva".
http://www.myspace.com/osdiasderaiva

Eina
Uma palavra de ressonância obreira, EINA (ferramenta, em catalão) é o nome que os membros dos Inadaptats escolheram para uma nova fase: “Aqueles que pensavam que a idade é o antídoto para o pensamento revolucionário escrevem – enganaram-se connosco. Voltamos com as intenções mais subversivas do que nunca, com o explosivo mais eficaz: os livros”. E A Arte da Guerra é o titulo do primero álbum, baseado na obra célebre do teórico militar chinês Sun Tzu. Para adaptação musical, os EINA gravaram catorze temas. Um CD-Livro e um espectáculo com Sun-Tzu, mas agora ao som do metal, do hip-hop e do punk da era Inadaptats.
http://www.myspace.com/einappcc

Expensive Soul
Passaram-se quatro anos desde “Alma Cara” e o amadurecimento estético é notório no 3º disco dos Expensive Soul. O single de avanço, O Amor É Mágico, tomou rapidamente de assalto as principais rádios portuguesas e renovou o interesse do público. O título “Utopia” tem tudo a ver com as canções já que segundo os autores “relatam um mundo nosso ou imaginado por nós para atingirmos a perfeição. Utopia, né?!”
http://www.expensivesoul.com/

La Rumbé
La Rumbé nasce do underground barcelonês em 2003. É um grupo poeticamente transgressor, que junta de maneira natural a rumba, o rock, as músicas tradicionais. Seis anos tocando, nos quais abriram concertos de lendas vivas como Los Patriarcas de la Rumba, em salas como L'Auditori ou Luz de Gas em Barcelona, Sala Sol, ou Boca del Lobo em Madrid. Em festivais em Espanha e Itália. Também tocaram na prisão de La Trinitat, em Barcelona. Em Itália e na Suécia. Desde Janeiro de 2008, a Fratelos Tour levou-os a mais de 90 sítios em toda a Espanha – e chegaram a Lisboa!
http://www.myspace.com/larumbe

Luísa Basto
Luísa Basto celebra "40 anos a cantar o Povo e a Liberdade". Nasceu no Alentejo, em Vale de Vargo, à beira de Serpa. Estudou canto e música, licenciando-se em 1973 no Instituto Musical Pedagógico do Estado em Moscovo. Regista canções com palavras de nomes como Eugénio de Andrade, José Gomes Ferreira, Manuel da Fonseca, Ary dos Santos, Florbela Espanca. O seu trabalho discográfico "Alentejo" é um hino de amor à terra e suas gentes. O seu último CD com poemas de António Henrique inclui temas musicais de João Fernando (autor/compositor de eleição de Luísa), José Alberto, Manuel Gomes e Fernando Gomes. Luísa Basto estará na Festa do Avante! acompanhada pela Big Band Loureiros e Grupo Scala.

Monte Lunai
Os Monte Lunai lançaram em 2009 o álbum In Temporal com excelente acolhimento. É um disco feito por músicos muito diferentes, pegando em tradições de diversos países, transformando sonoridades actuais e muito próprias. Constituído por instrumentos pouco comuns, o grupo dedica-se à revitalização de temas e danças de diversas regiões do mundo: a música francesa, alemã, portuguesa, irlandesa, grega, bretã, galega entre outras!
http://www.montelunai.com

MUXIMA
Janita, Filipa Pais, Ritinha Lobo, Yami

Muxima é o nome que dá vida ao álbum de homenagem ao Duo Ouro Negro e que assinala os 50 anos do seu início, um dos projectos musicais mais carismáticos da década de 60 em Portugal. Hoje, são quatro músicos lusófonos: os portugueses Janita Salomé e Filipa Pais, bem como a cabo-verdiana Ritinha Lobo e o angolano Yami, os quais emprestam as suas vozes aos mais emblemáticos temas dos Duo Ouro Negro. O nome surge exactamente porque muxima é a palavra angolana para “coração”, e as músicas dos Duo Ouro Negro estão guardadas no coração de muitos portugueses.

Orquestra de Jazz de Matosinhos
com Kurt Rosenwinkel
O guitarrista norte-americano Kurt Rosenwinkel é o solista convidado da Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM) no concerto da Festa do Avante!. Rosenwinkel é tido como um seguidor de músicos como Metheny ou Scofield, mas conseguiu já impor a sua linguagem própria. Com este concerto, a OJM reforça a aposta na política de ligação a grandes instrumentistas, com quem partilha projectos que têm trazido a Portugal nomes como Chris Cheek, Lee Konitz, Dee Dee Bridgewater ou a compositora Maria Schneider.
http://www.ojm.pt

Peste & Sida
Os Peste & Sida iniciam a sua carreira em 1986. Em 1991, o grupo começou a a ter uma actividade paralela sob o nome de Despe e Siga e em 95 dá-se a separação. Um dos fundadores, João San Payo, convicto de que os Peste & Sida têm futuro, passou à reconstrução. Em Outubro de 2002, a Universal lança a compilação A Verdadeira História dos Peste & Sida e em 2003 concretiza-se a reactivação com um espectáculo que esgota a lotação do Santiago Alquimista. Em 2004 sai o quinto álbum dos Peste & Sida com o título Tóxico. A banda tem novidades, os espectáculos sucedem-se e reafirma-se com o grande grupo punk da cena portuguesa.
http://www.myspace.com/pestesida

Ricardo Pinheiro Sexteto
Neste concerto, que conta com a participação de Mário Laginha, João Paulo Esteves da Silva, Alexandre Frazão, Demian Cabaud e Pedro Moreira, o Sexteto do guitarrista Ricardo Pinheiro irá apresentar ao vivo o disco Open Letter. Composto por música e arranjos da autoria do guitarrista, este trabalho combina todo um conjunto de influências que se funde na perfeição com a personalidade dos músicos envolvidos.
http://www.myspace.com/ricardofutrepinheiro

Roberto Pla All Stars
Roberto Pla - o «Rei dos timbales» - nascido em Barranquilla, na Colômbia, transformou-se numa lenda entre os percussionistas do seu país, o que acabou por o integrar na famosa La Tradición, que o traz para Europa em 1987, fixando-se em Londres onde se transforma num verdadeiro «guru» do som latino-americano no Velho Continente. Participa em numerosas gravações, bandas sonoras e montagens teatrais, com Joe Strummer ou Kate Bush. A sua formação habitual, os All Stars Latin Ensemble (com o qual se apresentará na Festa) inclui seis percussionistas, quatro sopros, teclados e dança.
http://roberto-pla.150m.com/


Sebastião Antunes e Quadrilha
A Quadrilha liderada por Sebastião Antunes vai na Festa viajar ao longo dos seus seis CDs. Este o concerto que será como habitualmente efusivo, interventivo e com uma energia contagiante. Mas não só. Depois de décadas a liderar projectos colectivos, eis que este músico surge também a solo: Cá Dentro… Sebastião Antunes tece este casulo de música do qual se soltam doze canções que têm de ser ouvidas.
http://www.quadrilha.net/

Stonebones & Badspaghetti
Os Stonebones & Badspaghetti são a única banda de bluegrass em Portugal. Nasceram no início de 2009, como consequência de sessões improvisadas em casa de Bryan Marovich, estudante americano que vivia em Portugal e entusiasta deste estilo de música da América popular das montanhas Apalaches. Cedo construíram um forte núcleo de fans ao qual se juntam outros músicos, hoje uma banda única no panorama nacional.
http://www.myspace.com/stonebonesandbadspaghetti

The Flawed Cowboys
Vieram da Austrália e da Irlanda. Tocam tudo o que faz da música irlandesa, galesa, norte-americana um padrão da qualidade e da sensibilidade dos instrumentos acústicos, do banjo à harmónica, do contra-baixo ao dobro. Mick Daly, Frankie Lane, Chad Dughi e Damian Evans também cantam, com aquela harmonia vocal que não se sabe se nasce dos instrumentos ou são eles que dela nascem. E que se ouve na Irlanda, nos Apalaches – na Festa.
http://www.nodepression.com/profile/ChadDughi

http://www.myspace.com/frankielaneireland

Tim e Companheiros de Aventura
No seu novo espectáculo Tim apresenta para além dos seus originais belíssimas canções de outros compositores compostas e partilhadas pelos seus Companheiros de Aventura: Rui Veloso, Mário Laginha, Celeste Rodrigues e Vitorino estão presentes em palco, em temas únicos e inesquecíveis. Uma Festa! Este CD é o registo dos encontros casuais de Tim com alguns convidados muito especiais na Fábrica do Braço de Prata e no Museu do Oriente. Noites inesquecíveis, Companheiros de Aventura é a junção de várias correntes e gerações, a sensibilidade e a segurança de cada um dos convidados, uma mistura fina e poderosa. Companheiros de Aventura é um trabalho de amor, amizade, partilha e muita aventura.
http://www.musica.iol.pt/noticias/tim-novo-disco-solo-companheiros-de-av...

Tornados
Os Tornados, uma das mais desconcertantes bandas a surgirem do panorama nacional. Agora que, definitivamente, se assumem com a definitiva designação, actualizam o rock’n’roll e o surf da década de 60. Twist do Contrabando, editado em 2009, foi só um dos 10 melhores álbuns do ano da revista Blitz.
http://www.myspace.com/ostornados

US&THEM
A Festa do Avante! terá este ano, o prazer de saborear rock‘n’roll ao som duma banda entusiasmante e plena de energia que – como tantos outros grandes grupos nacionais – chega do Norte: os US&THEM. Com o seu primeiro EP lançado no início de 2010, Highway 19, assume as influências dos tempos áureos do rock.
http://www.myspace.com/usnthemband"


Fonte: http://pcp.pt/node/245004

06 agosto, 2009

Sons do Atlântico com Deolinda, Sara Tavares e Caravan Palace


O Sons do Atlântico - que tem como cenário o promontório da Sra. da Rocha, em Lagoa, Algarve - arranca hoje, dia 6, com concertos de Danae (Portugal/Cabo Verde) e Deolinda (Portugal). Nos dois dias seguintes do festival sobem ao palco, dia 7, os Kilema (Madagáscar) e Sara Tavares (Portugal/Cabo Verde) e, no dia 8, Dites 34 (França), Caravan Palace (França; na foto, de Sebastien Bartoli), havendo ainda uma sessão de DJ por Raquel Bulha, com José Carlos Fernandes a acompanhar com desenhos e pinturas em tempo real.

07 outubro, 2008

Deolinda, Kimmo Pohjonen, Varttina e Cristóbal Repetto em Concertos Próximos


Os portugueses Deolinda, as finlandesas Varttina (na foto), o igualmente finlandês Kimmo Pohjonen - com o seu projecto Kluster - e um dos nomes mais importantes do novo tango, Cristóbal Repetto, têm todos concertos e digressões marcados para Portugal nas próximas semanas, com organização da Sons em Trânsito. É (para) ver:

Deolinda

17 Outubro - Teatro Aveirense, Aveiro
18 Outubro - Aula Magna, Lisboa
23 Outubro - Teatro José Lúcio da Silva, Leiria
05 Novembro - CAEP, Portalegre
13 Dezembro - Casa das Artes, Famalicão


Kimmo Pohjonen "Kluster"

30 Outubro - Teatro Aveirense, Aveiro
01 Novembro - Fundação Oriente, Lisboa
02 Novembro - Casa da Música, Porto


Varttina

02 Novembro - Casa da Música, Porto


Cristóbal Repetto

03 Novembro - Culturgest, Lisboa

14 agosto, 2008

Festival Músicas do Mar - Agora, Os Detalhes...


Da programação completa do Festival Músicas do Mar, que decorre na Póvoa de Varzim de 28 a 30 de Agosto, já o Raízes e Antenas tinha dado notícia. Aqui em baixo segue agora tudo o que precisa de saber sobre os artistas presentes no Músicas do Mar, através dos textos oficiais de apresentação do festival (escritos, com muita honra, pelo locatário deste blog):

FESTIVAL MÚSICAS DO MAR
28, 29 e 30 de AGOSTO 2008



Serra-lhe Aí!!! & Ivan Costa (Rias Baixas) - Galiza

28 de Agosto | 18h00 | Ruas da Cidade
29 de Agosto | 18h00 | Ruas da Cidade

São galegos e festivos, gostam de copos e principalmente de acordeões, mas também de gaitas-de-foles, de cantares tradicionais, de sanfonas e de pandeiretas. Tocam em salões, teatros, tabernas ou ao ar livre com a mesma alegria e o mesmo empenho, e, com o seu Komando Katania, juntam-se a dezenas de amigos para jams inacreditáveis e bailes eternos. Os Serra-lhe Aí!!! são Lola de Ribeira (percussões e voz), Pablo Ces (bombo, charrasco e voz), Manolo Maseda (acordeão e voz), Roberto Grandal (acordeão e programações) e Pablo López (flauta). O seu recente álbum «Ar de Foles» foi gravado ao vivo em finais de 2007. Ivan Costa é um dos gaiteiros mais importantes da Galiza. A gaita não foi sempre, como é hoje, reconhecida como o instrumento representativo da Galiza.

http://www.ghastaspista.com/avrego.php
http://www.serralheai.com/


Nobody's Bizness (Lisboa) - Portugal

28 de Agosto | 21h00 | Diana Bar

Os blues foram gerados nas margens do Niger e nasceram no delta do Mississippi, mas vá-se lá saber que marés os trouxeram, também crescem naturalmente ao lado do Tejo, com um grupo de portugueses a cantá-los e a tocá-los com alma, com verdade, com um arrepio nas vozes, nas cordas, nas peles... Os Nobody's Bizness cantam e tocam blues antigos, da linhagem de Robert Johnson, Bessie Smith, Skip James, Big Bill Broonzy ou Sonny Boy Williamson e é preciso vê-los ao vivo para se perceber o sentimento com que o cantam e com que o tocam. Petra (voz), Luís Ferreira (guitarra), Catman (voz, harmónica e piano), Pedro Ferreira (guitarra e coros), Luís Oliveira (baixo e coros) e Isaac Achega (bateria e percussões) têm até agora um único álbum, naturalmente gravado ao vivo, «Nobody's Bizness Ao Vivo Na Capela da Misericórdia - Sines 2005», editado em 2006 pela You Are Not Stealing Records.

http://www.myspace.com/nobodysbiznessband

Dele Sosimi Afrobeat Orchestra (Lagos) – Nigéria/Reino Unido

28 de Agosto | 22h00 | Passeio Alegre

Antigo companheiro do inventor do afro-beat Fela Kuti, o teclista e cantor nigeriano Dele Sosimi é um dos mais respeitados transportadores do seu legado. Na Dele Sosimi Afrobeat Orchestra, os ensinamentos do mestre Kuti estão sempre presentes, nesta música riquíssima de referências feita de high-life nigeriano, linhas de baixo funk, teclados soul, secções de metais jazz, influências latino-americanas e poderosas percussões africanas. Dele Sosimi entrou para os Egypt 80, banda acompanhante de Fela Kuti, em 1979, com quem gravou e tocou ao vivo durante alguns anos. Em 1986, Dele torna-se o director musical da banda de Femi Kuti (filho de Fela), a Positive Force, ao mesmo tempo que trabalha com um grupo de afro-jazz. Grava, entretanto, o álbum «Made In Nigeria», em duo com o fagotista francês Alex Ouzounoff. Em 1995, Dele Sosimi abandona a Positive Force e instala-se em Londres, onde começa a desenvolver a música do seu projecto pessoal Dele Sosimi Afrobeat Orchestra, com o qual editou até agora os álbuns «Turbulent Times» (2002) e «Identity» (2007). E, nos últimos anos, colaborou ou esteve envolvido com outros artistas e grupos como o poeta Ikwnga, o Wahala Project, a Antibalas Afrobeat Orchestra, The African Jazz Explosion All Stars ou Lucky Ranku & The African All Stars. Na sua Afrobeat Orchestra, Dele Sosimi é acompanhado por Kunle Olofinjana (bateria), Angela Alhucema (percussão), Phil Dawson (guitarra), Kunle Olasoju (guitarra), Femi Elias (baixo), Thomas Allan (trompete), Eric Rohner (saxofone), Justin Thurgur (trombone), Maro Doucoure (coros), Eki Gbinigie (coros), Patrick Zambonin (baixo), Maurizio Ravalico (percussão) e Emmanuel Gyebi (baixo).

http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=52858369


Deolinda (Lisboa) - Portugal

29 de Agosto | 21h00 | Diana Bar

Diz-se «os» Deolinda ou «a» Deolinda?... Diz-se os Deolinda porque é o nome da banda, claro, mas também a Deolinda porque - como noutros casos em que o o grupo se confunde com quem está ali à frente ou o cantor com a personagem que encarna (Debbie Harry era a Blondie nos Blondie; David Bowie foi Ziggy Stardust em certa altura da sua carreira...) - a cantora Ana Bacalhau é, nos Deolinda, tão Deolinda que na Deolinda se transforma. Confuso?... Não é, basta ver um espectáculo do grupo para se perceber como o universo Deolinda acaba por fazer sentido. Um universo em que fados e marchas de Lisboa, alusões a Madredeus ou a José Afonso, rancheras mexicanas, sambas brasileiros e rembetikas gregas, laivos de Pascal Comelade e Penguin Cafe Orchestra, muitas vezes com muito disto tudo tudo junto, se transforma num espectáculo alegre, divertido, irónico, enternecedor. Os Deolinda são Ana Bacalhau (voz), Pedro da Silva Martins (composição, textos, guitarra clássica e voz), Zé Pedro Leitão (contrabaixo e voz) e Luís José Martins (guitarra clássica e voz). O seu álbum de estreia, «Canção ao Lado», foi editado em Abril de 2008.

http://www.myspace.com/deolindalisboa


Dengue Fever (Los Angeles) – EUA/Camboja

29 de Agosto | 22h00 | Passeio Alegre

Imagine-se que, um dia qualquer, seria possível ouvir as músicas cantadas em khmer (língua oficial do Camboja) e os rocks passados pela personagem interpretada por Robin Williams no «Bom-Dia Vietname», num mundo em paz e em que as duas partes anteriormente em conflito fariam música em conjunto. Mas o mais estranho disto é que esse dia já chegou: os Dengue Fever (na foto) são uma banda de Los Angeles que reúne músicos norte-americanos e cambojanos e a música que fazem – cantada em khmer e em inglês – tanto passa por versões de temas cambojanos dos anos 60 como, quando compõem originais, pelos musicais de Bollywood e por revisitações e reinvenções de rocks de outros tempos: o surf, o garage, o psicadelismo, o funk original... numa mistura que, em concerto, extravasa em muito a curiosidade exótica e se transforma numa animadíssima festa. Formados pela cantora cambojana Chhom Nimol e por Zac Holtzman (guitarra e voz), Ethan Holtzman (órgão Farfisa), Senon Williams (baixo), Paul Smith (bateria) e David Ralicke (saxofone), os Dengue Fever editaram até agora os álbuns «Dengue Fever» (2003), «Escape From Dragon House» (2005) e «Venus On Earth» (2008) e participaram nas bandas-sonoras de filmes e séries de televisão como «City of Ghosts», «Must Love Dogs», «Broken Flowers» e «Weeds».

http://www.myspace.com/denguefevermusic


Alamaailman Vasarat (Helsínquia) - Finlândia

29 de Agosto | 23h15 | Passeio Alegre

Delirantes, doidos varridos, iconoclastas, geniozinhos incompreendidos, absolutamente irracionais, punks furiosos... Já houve tantas tentativas de categorização da música dos finlandeses Alamaailman Vasarat que o melhor mesmo é vê-los ao vivo e tentar descortinar, enfim!, que música é esta que inclui free-jazz, klezmer, ska, speed-metal, música cigana dos Balcãs, rock progressivo, experimentalismo de vanguarda e ainda valsas e polkas improváveis, como se num momento qualquer do tempo e do espaço pudesse haver uma jam mítica entre os Naked City, a Fanfare Ciocarlia, os Metallica e o John Cage. Os Alamaailman Vasarat (cujo nome pode ser traduzido como Os Martelos do Submundo) nasceram em 1997, em Helsínquia, e desde então tocaram em todo o mundo (se bem que nunca no seu... interior) e editaram os álbuns «Vasaraasia» (2000), «Käärmelautakunta» (2003), «Kinaporin Kalifaatti» (em parceria com o cantor Tuomari Nurmio; 2005) e «Maahan» (2007), tendo também feito música para filmes (como «Elukka», de Tatu Pohjavirta) e peças de teatro. Os Alamaailman Vasarat são Jarno Sarkula (saxofones, clarinetes e flautas), Erno Haukkala (trombones e tuba), Miikka Huttunen (órgão, piano e melódica), Tuukka Helminen (violoncelo), Marko Manninen (violoncelo) e Teemu Hänninen (bateria e percussões).

http://www.myspace.com/alamaailmanvasaratofficial


Bailarico Sofisticado (Lisboa) - Portugal

29 de Agosto | 00h30 | Auditório ao Ar Livre do Passeio Alegre
30 de Agosto | 00h30 | Auditório ao Ar Livre do Passeio Alegre

São três rapazes de Lisboa – Bruno Barros, Pedro Marques e Vítor Junqueira – com um bom gosto musical apuradíssimo e coleccionadores compulsivos de muitas e desvairadas músicas. Nos seus arrasadores e inesquecíveis sets de DJ – seja em grandes espaços abertos como os encerramentos do FMM de Sines ou o Músicas do Mar seja em espaços mais reduzidos como o Left, o Lounge ou o Europa, em Lisboa, e em muitos outros locais por onde a sua arte já passou -, o trio costuma cruzar, e sempre com imenso saber, rock'n'roll, surf music, funk, punk, reggae, ska, afro-beat, baile funk, música balcânica e tudo o mais que acabe por fazer sentido. Uma festa interminável.

http://www.myspace.com/bailaricosofisticado


Farra Fanfarra (Lisboa) – Portugal/Itália/França

30 de Agosto | 18h00 | Ruas da cidade

São de Lisboa, mas os seus músicos vêm de vários lugares do mundo e a música que fazem também. Os Farra Fanfarra servem-nos um cocktail absolutamente dançante de ska, música balcânica, swing, música revolucionária italiana, com circo e muita folia à mistura. Os Farra Fanfarra são: Stefano (mestre de cerimónias), Tânia Lopes (percussão), Hélder Silva (percussão), Joana Soares (percussão), Pedro Santos
(percussão), Sérgio «The Spasher» (percussão), Rodrigo Fernandes (tuba), Pedro Pereira (sousafone), Vinicius «Slide Man» (trombone), Francisco Amorim (trombone), Luís Barrocas (saxofone), André Marques (saxofone), Jörg Demel (saxofone), José Lencastre (saxofone), Pedro Heitor (saxofone), Matthieu Ehrlacher (saxofone), Carlo Coppadoro (trompete), Luís Vicente (trompete), Sandro Félix (trompete), Gonçalo (trompete), Luís (trompete), Nuno Reis (trompete), Biris (acordeão) e Helen (acordeão).

http://www.myspace.com/farrafanfarra


Aron Ottignon (Wellington) – Nova Zelândia

30 de Agosto | 21h00 | Diana Bar

Depois de um concerto inesquecível no FMM de Sines com o seu grupo Aronas, o pianista neo-zelandês Aron (de nome completo, e sonante, Aron Cabernet Ottignon) regressa a Portugal para um concerto em solo absoluto. Um concerto em que se pode esperar, saída dos dedos geniais de Aron, uma música em que ecos de Bach, Rachmaninov e Chopin convivem alegremente com memórias de Thelonious Monk, Bill Evans e Duke Ellington e estas com influências mais bizarras num pianista de formação clássica e uma paixão absoluta pelo jazz como Jimi Hendrix, o punk ou a música maori do seu país de origem. Com apenas onze anos, Aron ganhou o prémio de «Melhor Pianista de Jazz Neo-Zelandês Sub-25» e, em 2003, quando vivia em Sydney, na Austrália, venceu o prémio «Jovem Músico de Jazz do Ano». O seu álbum «Culture Tunnels» foi nomeado na categoria de «melhor álbum de jazz» dos prémios ARIA e a revista «Observer Music Monthly» nomeou-o, juntamente com cinco outros músicos, como «o futuro do jazz». Devido a um cada vez mais preenchido calendário de concertos na Europa e Estados Unidos, Aron vive actualmente em Londres, onde continua a trabalhar a solo, com a sua banda ou com a sua irmã, a cantora Holly O (Holly Ottignon).

http://www.myspace.com/thescorpiondog


Rosapaeda (Bari) - Itália

30 de Agosto | 22h00 | Passeio Alegre

Na linha da frente da renovação da música tradicional italiana - e cruzando formas musicais internas como a tarantela, a pizzica ou velhas canções napolitanas com muitas outras músicas exteriores, do flamenco e da música árabe à música latino-americana, ao rock, ao reggae e ao jazz -, a extraordinária cantora Rosapaeda tem feito um percurso pessoalíssimo na procura de uma música que é ao mesmo profundamente italiana e universal. Durante os anos 80, Rosapaeda fez parte da primeira banda reggae italiana, Different Stylee, mas a partir de 1993 lança-se a solo com um reportório que inclui temas tradicionais e canções originais compostas pelo seu companheiro Eddi Romano. Em 1999 é editado o seu primeiro álbum, «Facce», enquanto o segundo «In Forma di Rosa» (2001) lhe valeu um single de sucesso mundial, «Ta Travudia», que remisturado por Rootsman fez parte de inúmeras compilações (nomeadamente «Bucovina 1», de DJ Shantel). O seu álbum mais recente, «Mater Heart Folk», foi editado em 2007 e é um belíssimo espelho da música aberta a muitas influências de Rosapaeda. Ao vivo, Rosapaeda é acompanhada por Eddi Romano (piano e acordeão), Cesare Dell'Anna (trompete), Domenico Lopez (guitarra clássica), Lorenzo Spina (percussões), Stefano Valenzano (baixo) e Renato Cafagna (bateria).

http://www.rosapaeda.it/


Hoba Hoba Spirit (Casablanca) - Marrocos

30 de Agosto | 23h15 | Passeio Alegre

Com dez anos de existência, os marroquinos Hoba Hoba Spirit são os naturais prolongadores de grupos como os Aisha Kandisha's Jarring Effects, os Gnawa Diffusion e outros pioneiros da fusão de música gnawa com rock, reggae e outras formas musicais exteriores ao Norte de África. Fazendo uma mistura consistente de gnawa, rai e châabi com punk, funk, reggae e baladas rock – um estilo muito próprio a que eles chamam música «hayha» -, os Hoba Hoba Spirit nasceram em Casablanca, em 1998, pela mão de Reda Allali (voz e guitarra) e Aboubkar Zehouani (percussões e voz), aos quais se juntaria o irmão deste, Anouar (guitarras). Actualmente formados por Reda, Anouar e ainda Adil Hanine (bateria), Saâd Bouidi (baixo) e Othmane Hmimer (percussões), os Hoba Hoba Spirit são agora um fenómeno em rápido crescimento de popularidade em vários países magrebinos e europeus, tendo editado até agora os álbuns «Hoba Hoba Spirit» (2003), «Blad Schizophrene» (2005), «Trabando» (2007) e o recente «El Gouddam» (2008). Em 2007, os Hoba Hoba Spirit deram 60 concertos em sete países diferentes. E, em 2008, estreiam-se em Portugal no Músicas do Mar.

http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=64205227

05 agosto, 2008

Festival Bons Sons - Há Festa na Aldeia!


A aldeia de Cem Soldos, perto de Tomar, recebe nos dias 22, 23 e 24 de Agosto mais uma edição do Festival Bons Sons e com um cartaz de respeito, que faz justiça ao nome do festival: os brasileiros Pedra Branca, Munchen, Galandum Galundaina, Kumpa'nia Al-gazarra e o djing de Suuh & Pin Up Piracy (dia 22), Duo Sellium, Power Trio, o projecto musical e performativo «Sem Título Até Hoje...», O'QueStrada, Deolinda (na foto, de Menina Limão), Tora Tora Big Band com Rão Kyao e os DJs Athletic Cocktail (dia 23), Bombos de Lavacolhos, Grupo de Pauliteiros de Palaçoulo, Roncos do Diabo, Brigada Victor Jara e DJ Rubi Tocha (dia 24). O festival inclui ainda uma feira de marroquinarias, exposições e música para crianças, entre outras actividades. Mais informações, aqui.

04 agosto, 2008

Viana do Castelo Recebe o Festival M.U.N.D.O.


Mais Umas Noites De Ócio (ou, em sigla reveladora, M.U.N.D.O.) é um novo festival que vai ocupar as noites de 14 e 15 de Agosto em Viana do Castelo, com um programa alargado de, digamos, world music criada e produzida em Portugal. Junto segue o texto de apresentação do festival:

«Sendo um festival de músicas do mundo, pretende ir além da tradicional abordagem étnica, procurando antes a mescla patente em fenómenos musicais oriundos dos mais diversos pontos do planeta que reflectem uma nova urbanidade no quadro desta nossa aldeia global. Portanto, sem pré-requisitos quanto a origens geográficas, mas com exigências na latência de uma nova musicalidade global.

Como que a prová-lo, neste primeiro cartaz, essa globalidade é encontrada exclusivamente no território português. No angolano kuduro produzido em Lisboa que está a conquistar os maiores festivais da Europa, leia-se Buraka Som Sistema. Nas paisagens musicais que os Dead Combo desenham de Alfama ao Velho Oeste. Na revisitação da guitarra portuguesa e de um certo fado que A Naifa (na foto) faz à luz de electrónicas recentes…

E neste particular, numa diversificada paleta que a novíssima música portuguesa está a assumir e que é urgente (re)conhecer. Para além dos Buraka Som Sistema, cabe aqui o furor balcânico/magrebino/jamaicano/africano da fanfarra Kumpania Algazarra, o drum ‘n’ bass a batuques e didgeridoo dos Olive Tree Dance, os ritmos e danças africanos dos Madandza, o regresso da canção popular portuguesa pelos Deolinda e canção pop polvilhada a mundo dos regressados Madame Godard.

No capítulo do djing, o M.U.N.D.O apresenta uma selecção espelho destas diversidades e contágios musicais: Raquel Bulha (Antena 3), Balkan Beats, Selecta Xibata e AeroSoul.


Para além da música, o festival inclui workshops de dança e uma mostra-exposição, a decorrer nos mesmos dias dos concertos, e duas sessões de cinema ao ar livre que se realizam a 11 e 13 de Agosto.

O festival Mais Umas Noites De Ócio realiza-se dentro das muralhas do Castelo de Santiago da Barra, no centro da cidade, encostado à foz do rio Lima e com capacidade para cerca de cinco mil pessoas. Por esta altura, a região de Viana do Castelo é, ela própria, exemplo de multiplicidade étnica e cultural com a afluência de centenas de milhares de turistas nacionais e estrangeiros, emigrantes e imigrantes.


Dia 14

Buraka Som Sistema

www.myspace.com/burakasomsistema

Kumpania Algazarra

www.kumpaniaalgazarra.com, www.myspace.com/kumpaniaalgazarra

Olive Tree Dance

www.olivetreedance.com, www.myspace.com/olivetreedance

Madandza

www.myspace.com/madandza


dj’s:

Raquel Bulha (dj set. Antena 3)

Balkan Beats (dj set)



Dia 15

A Naifa

www.anaifa.com, www.myspace.com/anaifa

Dead Combo

www.deadcombo.net, www.myspace.com/deadcombo

Deolinda

www.myspace.com/deolindalisboa

Madame Godard;

www.madamegodard.com, www.myspace.com/madamegodard


dj´s:

Selecta Xibata (live act)

Aerosoul (live act)


www.mundodafabrica.com

www.myspace.com/festivalmundo


Castelo de Santiago da Barra

Abertura de portas às 20h00

Preços

1 dia: 15 €

2 dias: 20 €



Actividades paralelas:


Cinema ao ar livre

Anfiteatro do Jardim Marginal, 22h00


Dia 11

Buena Vista Social Club, de Wim Wenders


Dia 13

Fados, de Carlos Saura



Dias 14 e 15

Workshops de dança

(africana, oriental, balcânica e folclórica)

Anfiteatro do Jardim Marginal, 17h00


Dias 14 e 15

Projecto Viana-Conakry

(exposição-mostra da expedição que uniu as duas cidades)

Castelo de Santiago da Barra, a partir das 20h00


M.U.N.D.O.

Mais Umas Noites De Ócio


www.mundodafabrica.com

www.myspace.com/festivalmundo».

31 julho, 2008

Músicas do Mar - Com Dele Sosimi, Dengue Fever, Alamaailman Vasarat e Hoba Hoba Spirit


A segunda edição do Festival Músicas do Mar vai decorrer na Póvoa de Varzim nos dias 28, 29 e 30 de Agosto e apresenta um cartaz rico e variadíssimo. Presentes na festa estão os galegos Serra-lhe Aí!!! & Ivan Costa (dias 28 e 29), os blues maravilhosos dos lisboetas Nobody's Bizness (dia 28), o antigo companheiro de Fela Kuti nos Egypt 80 Dele Sosimi com a sua Afrobeat Orchestra (Nigéria/Reino Unido; dia 28), o fado renovado e divertidíssimo dos lisboetas Deolinda (dia 29), a pop sixties e exótica dos Dengue Fever (Estados Unidos/Camboja; dia 29), a loucura multi (ou anti?) géneros dos finlandeses Alamaailman Vasarat (na foto; dia 29), a festa interminável do grande Bailarico Sofisticado (dias 29 e 30), o cocktail dançante dos também lisboetas Farra Fanfarra (dia 30), o jazz inteligente e elegante do neo-zelandês Aron Ottignon (aka Aronas, dia 30), a folk aberta a muitas outras músicas da italiana Rosapaeda (dia 30) e o shaabi e o gnawa misturados com o rock, o reggae e o funk dos marroquinos Hoba Hoba Spirit. Um belíssimo programa!

02 julho, 2008

Med de Loulé - Um Festival Cada Vez Mais Interactivo


Uma nota prévia: os meus dois computadores, coitados, estão há muito tempo semi-mortos, em estado de coma ou naquele limiar de luz em que os doentes terminais pensam estar a rever os parentes há muito falecidos. E este texto, coitado, está a sair assim, boião de soro aqui, injecção de morfina ali, extrema-unção acolá. Mas, se este computador que estou a usar agora que e ainda resiste à força de algálias e cadeira de rodas... morrer mesmo durante este texto terá cumprido a sua função: um pequeno texto sobre o Festival Med, que - ao contrário dos meus computadores - está cada vez mais vivo, activo e interactivo. Uma interacção admirável entre o espaço (acolhedor, caseiro, branco, quente...) e as pessoas que o ocupam, os actores e os visitantes do festival (o Cupido que distribui amor com um sorriso, o carteiro das «love letters» personalizadas, as duas bruxinhas deliciosas...), os artesãos e os compradores (ali é possível comprar, por exemplo, didgeridoos, qarqabas ou bilhas musicais e... aprender na hora a tocá-los), os músicos e a assistência. E aqui era possível dar variadíssimos exemplos de interactividade mas ficamo-nos por apenas dois ou três: a simpatia e encanto do enormíssimo Solomon Burke que, do alto do seu trono real, junta muita gente do público à sua volta, no palco, e depois oferta rosas vermelhas às senhoras; o fabuloso quadro pintado durante o ainda mais fabuloso concerto - o melhor de todo o festival! - de Muchachito Bombo Infierno (o quadro está na foto em cima; de Mira/Câmara Municipal de Loulé), que é logo a seguir vendido por 600 euros; a comunhão entre o palco e a «plateia» durante o concerto de Jimmy Cliff, um concerto em que as boas vibrações passavam rapidamente da audição para o olfacto e vice-versa.

Música, e muito boa, houve ainda mais: a surpresa que foi La Shica ao vivo (mais verdadeira e orgânica que em disco); a festa interminável, irresistível e inteligentíssima dos Balkan Beat Box; a continuação de festa com o jazz manouche, swing e charleston com pinceladas electro dos Caravan Palace; o som mestiço de Roy Paci & Aretuska (ele um incrivelmente bom trompetista e nada mau a cantar em italiano e espanhol); os cada vez melhores a dominar o palco e a apelar ao coro e ao riso Deolinda; a pop inteligentíssima e elegante dos Zita Swoon; o concerto - mais uma vez lindíssimo, tocante e meigo - de Amadou & Mariam; muitas músicas globais postas ao serviço de uma mensagem de paz em The Idan Raichel Project; e a voz maravilhosa e sofrida de Concha Buika (num concerto em que o flamenco vai a África e ao jazz). Menos conseguidas, nos palcos principais, foram as prestações de Ana Moura (apesar da qualidade da voz e da excelência do alinhamento, Ana Moura continua a ser mais cantora que... fadista), dos Café Tacuba (que têm, sente-se infelizmente agora, mais passado que futuro) e Les Tambours du Bronx (que, embora sejam realmente espectaculares e sonoramente rimbombantes, devem quase tudo aos Test Dept e aos Einsturzende Neubauten do início). Mais uma nota: não vi os Zuco 103 (por muita gente apontados como os autores de um dos melhores concertos do festival), concentrado que estava numa sessão de DJ para a qual fui convidado à última hora, substituindo a minha amiga Raquel Bulha (as melhoras, Raquel!).

Nos palcos secundários, o destaque vai para os INP.A.C.TO (com uma proposta musical interessantíssima, apesar de as vozes terem que ser mais trabalhadas), os Batukalgarve (marimbas e outras percussões ao serviço de standards de jazz, temas clássicos e músicas de bandas-sonoras, sempre com o divertimento na mira), os Velha Gaiteira (que estão a chegar ao nível dos «primos» Roncos do Diabo), Freddy Locks e The Most Wanted (tanto ele como eles com um reggae aberto a muitas outras músicas e duas propostas que devem ser seguidas com imensa atenção). Uma nota final e derradeira: o festival Med foi, mais uma vez, muitíssimo bom e será recordado por todos quantos lá estiveram. Há mais gente, mais música, mais coisas a acontecer. E isso é bom!! Mas já não é assim tão bom quando, como na noite de sábado, se deixou entrar no recinto muito mais gente do que aquela que o recinto comporta de uma forma fluida, organizada e saudável. É a única nota a rever.

18 junho, 2008

Os DeVotchKa Vão a Faro (e Não Vão Sozinhos)


Veja-se só que belo programa de festas: Faro dá as boas-vindas ao Verão com um conjunto de concertos, exposições e outros eventos de se lhes tirar o chapéu (ou pôr, se o Sol queimar demais, pelo menos durante a parte da tarde). Dia 21 de Junho, e a partir das 18h00, nos claustros do Museu Municipal, actuam três dos mais inventivos, divertidos e excitantes grupos portugueses da actualidade: Deolinda, O'QueStrada e Ela Não É Francesa Ele Não É Espanhol. Já no Palco da Sé, à noite, os concertos vão mais ao rock - embora com desvios saudáveis - e ficam por conta da portuguesa Rita Redshoes, dos norte-americanos DeVotchKa (senhores de uma sonoridade em que o klezmer, o cabaret, o vaudeville, os mariachis e a música cigana dos Balcãs convive com a folk e o rock; na foto) e os igualmente norte-americanos Hercules & Love Affair; encerrando-se a noite com uma sessão de DJ de Rui Pregal da Cunha (antigo vocalista dos Heróis do Mar e Kick Out The Jams). Actividades circenses a cargo do Chapitô e a inauguração de várias exposições - de Bill Viola e James Turrell no Museu Municipal de Faro, de Jorge Martins na Galeria Municipal de Arte Trem e a colectiva «Articulações na Fábrica da Cerveja completam a programação desta festa que leva o nome Allgarve Inaugura - o arranque de uma série de concertos que, ao longo deste Verão, irão incluir nomes como Caetano Veloso, Lou Reed, Paolo Conte ou Waterboys.

19 maio, 2008

Med de Loulé - O Programa Completo


Bem, completo, completo ainda não é. Faltam os artistas e grupos dos palcos secundários, mas os dos dois palcos principais do Festival Med de Loulé - organizado pela Câmara Municipal de Loulé e programado pelo Sons em Trânsito - já são todos conhecidos: de 25 a 29 de Junho, a zona histórica de Loulé recebe concertos de La Shica (Espanha), Balkan Beat Box (Israel/Estados Unidos) e Caravan Palace (França), dia 25; Roy Paci & Aretuska (Itália), Jimmy Cliff (Jamaica) e Muchachito Bombo Infierno (Espanha), dia 26; Deolinda (Portugal), Zita Swoon (Bélgica), Zuco 103 (Brasil/Holanda) e Solomon Burke (Estados Unidos), dia 27; Master Musicians of Jajouka (Marrocos), Ana Moura (Portugal), Amadou & Mariam (Mali) e Café Tacuba (na foto; México), dia 28; The Idan Raichel Project (Israel), Konono nº1 (Congo) e Les Tambours du Bronx (França), dia 29. Uma programação variadíssima que passa pela world, claro!, mas também pelo rock, o reggae, a soul... Para além dos palcos da Cerca e da Matriz - os dois que recebem os 17 nomes referidos - haverá mais três palcos, onde decorrerão outros 23 concertos e sessões de DJing. Artesanato, gastronomia, teatro e artes plásticas são, como habitualmente, também uma presença assegurada nesta quinta edição do Med de Loulé. Irresistível!

13 maio, 2008

Festival Med de Loulé - Amadou & Mariam, Deolinda e Solomon Burke juntam-se a Balkan Beat Box


Dos Balkan Beat Box já se sabia, mas sabem-se agora mais três nomes que fazem parte do Festival Med de Loulé, que decorre de 25 a 29 de Junho: o do grande mestre da soul music Solomon Burke (na foto) e o do fabuloso casal de malianos Amadou & Mariam, para além dos nossos Deolinda (ver calendário no post que lhes é dedicado, algumas páginas abaixo, neste blog). Segundo um comunicado da Pure.Ativism, «esta iniciativa, promovida e organizada pela Câmara Municipal de Loulé, já na 5ª edição, visa divulgar a cultura dos países mediterrânicos e do mundo, proporcionando o contacto com as várias manifestações culturais, com especial relevo para a música... Em termos musicais, este festival aposta claramente na divulgação de artistas e conceito “world music”, tendo como critério base a excelência dos projectos musicais e a manifestação das suas origens. Durante cinco dias, o Med apresenta mais de 40 nomes, entre bandas e DJs, num cartaz que integra ritmos de Espanha, Itália, Marrocos, Portugal, Jamaica, Mali, entre muitos outros países... Mais do que uma mostra musical, este festival pretende ser um palco para outras manifestações culturais, afirmando-se como uma janela para o mundo, um local onde se podem conviver de perto com outras culturas, experienciar hábitos diferentes e provar os “sabores mediterrânicos”. De 25 a 29 de Junho, Loulé veste-se de cores quentes e, pelas ruas, será possível assistir a teatro e animação de rua, demonstrações originais de artes plásticas, provar iguarias gastronómicas».

16 abril, 2008

Deolinda - Cantar a Tristeza, Rindo!


O álbum de estreia dos Deolinda (na foto, de Mário Pires, da Retorta), «Canção ao Lado», está prestes a ser editado. E, a propósito do projecto e do álbum, o texto que se pode ler a seguir é o «press-release» oficial de lançamento do disco, que o grupo me pediu para fazer. Convite a que acedi, com muita honra...

Há uma longa série de clichés associados ao fado. Por exemplo, o fado tem que ter guitarra portuguesa. Os Deolinda não usam guitarra portuguesa. Ou, o fado tem que ser sisudo, sério, compenetrado, fatalista e triste. Os Deolinda não são nada disso. Ou ainda, o fado não pode ser dançado. E dança-se com os Deolinda. Ou, para terminar, a fadista tem que vestir de preto, como se estivesse no seu próprio funeral. Ana Bacalhau, a voz dos Deolinda (a Deolinda, ela própria?), veste roupas garridas, alegres, coloridas.

Mas os Deolinda são... fado, apesar disso tudo, e são muito mais que fado, por causa disso tudo e de tudo o mais que a sua música contém. Uma música que vai à música popular portuguesa - um universo que aqui abarca José Afonso e António Variações, Sérgio Godinho, Madredeus e os «muito mais que fadistas» Amália Rodrigues e Alfredo Marceneiro - e vai ainda à rembetika grega, à música ranchera mexicana, ao samba, à música havaiana, ao jazz e à pop, numa confluência original e rara de músicas-irmãs ou primas umas das outras e que, nos Deolinda, fazem todo o sentido.

Nos Deolinda, a música e as letras (geralmente de um humor fino, mordaz, por vezes absurdo, de outras surrealista, mas também capazes de fazer lembrar a pena de José Afonso, como em «Clandestino») são, em todas as canções, de Pedro da Silva Martins, guitarrista do grupo que, juntamente com o irmão - e igualmente guitarrista dos Deolinda - Luís José Martins, tinha antes feito parte dos Bicho de 7 Cabeças. Há dois anos, convidaram a prima Ana Bacalhau, então vocalista dos Lupanar, a cantar algumas das primeiras canções compostas para um novo projecto, ainda sem nome. E foi com ela - e com o contrabaixista Zé Pedro Leitão, também dos Lupanar, que se juntou ao projecto logo de seguida - que o conceito Deolinda começou a tomar forma. Um conceito que, com o desmembramento das duas bandas anteriores (Lupanar e Bicho de 7 Cabeças) nesse ano de 2006 e a vontade dos quatro em abraçar um projecto novo e original, cristalizou nos Deolinda.

Dois anos - e vários concertos memoráveis depois -, os Deolinda lançam agora o seu álbum de estreia, «Canção ao Lado», com catorze temas originais gravados pelos quatro nos estúdios Valentim de Carvalho, em Paço de Arcos, com produção do grupo e de Nélson Carvalho. No álbum participam ainda o percussionista João Lobo (pandeiro em «Garçonete da Casa de Fado») e muitos amigos dos Deolinda - Mitó Mendes (A Naifa), Norberto Lobo (Norman/Munchen), Mariana Ricardo (ex-Pinhead Society/Munchen), Joana Sá (também ex-Pinhead Society, agora nos Power Trio, ao lado de Luís José Martins), Gonçalo Tocha, Didio Pestana (ambos ex-Lupanar), Artur Serra e Carlos Penedo (ambos ex-Bicho de 7 Cabeças), entre outros - nos coros de «Movimento Perpétuo Associativo» e «Garçonete da Casa de Fado». Um grupo de amigos que se estende ao autor de banda-desenhada João Fazenda, que ilustrou o disco, e a Catherine Villeret e (mais uma vez) Gonçalo Tocha, que realizaram o divertidíssimo e surreal teledisco de «Fado Toninho», o primeiro single retirado de «Canção ao Lado».

O álbum «Canção ao Lado» é editado dia 21 de Abril, numa parceria da Sons em Trânsito com a iPlay.


Os Deolinda são:

Ana Bacalhau (voz)

Pedro da Silva Martins (composição, textos, guitarra clássica e voz)

Zé Pedro Leitão (contrabaixo e voz)

Luís José Martins (guitarra clássica, ukelele, cavaco, guitalele, viola braguesa e voz)



Alinhamento de «Canção ao Lado»:

1 - «Mal Por Mal»
2 - «Fado Toninho»
3 - «Não Sei Falar de Amor»
4 - «Contado Ninguém Acredita»
5 - «Eu Tenho Um Melro»
6 - «Movimento Perpétuo Associativo»
7 - «O Fado Não É Mau»
8 - «Lisboa Não É a Cidade Perfeita»
9 - «Fon-Fon-Fon»
10 - «Fado Castigo»
11 - «Ai Rapaz»
12 - «Canção ao Lado»
13 - «Garçonete da Casa de Fado»
14 - «Clandestino»

Próximos concertos:

25 de Abril: Festival de Música "Sirenes" Estarreja, Aveiro
26 de Abril: Showcase - Fnac Coimbra
27 de Abril: Showcase - Fnac Viseu
29 de Abril: Showcase - Fnac Chiado Lisboa
30 de Abril: Showcase - Fnac Colombo Lisboa
7 de Maio: Concerto de Lançamento - Cinema S. Jorge - Lisboa
9 de Maio: Valado de Frades
10 de Maio: Centro Cultural Vila Flor- Guimarães
17 de Maio: Centro Cultural de Ílhavo
24 de Maio: Centro de Artes de Sines
30 de Maio: Salão Brazil - Coimbra
31 de Maio: Passos Manuel - Porto
27 de Junho: Festival MED - Loulé
28 de Junho: Galeria do Desassossego - Beja
12 de Julho - Festas do Almonda - Torres Novas
19 de Julho: Teatro Municipal da Guarda
31 de Julho: Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha
1 de Agosto - Tavira
9 de Agosto: Festival Sudoeste - Zambujeira do Mar
23 de Agosto: Festival Bons Sons - Tomar

Myspace:

http://www.myspace.com/deolindalisboa

01 abril, 2008

Festival S.I.R.E.N.E.S. - Sonoridades Singulares


Há um novo festival no horizonte: o Festival S.I.R.E.N.E.S., que pretende ser itinerante mas, para já, tem a sua primeira apresentação marcada para o Cine-Teatro de Estarreja, dias 25 e 26 de Abril, datas escolhidas a dedo pelo seu simbolismo. O festival «quer ser uma mostra de sonoridades singulares no panorama musical» e a sigla S.I.R.E.N.E.S. significa «Soluções Irreverentes Revelam Ao Espectador Novos Estilos Sonoros». Do elenco do festival constam Jorge Cruz (o ex-Superego, agora com um novo disco a solo, «Poeira»), os Deolinda (em tempo de lançamento do seu álbum de estreia, «Canção ao Lado») e as Tucanas (também com álbum de estreia fresquinho, «Maria Café»), todos no primeiro dia, e Couple Coffee (com JP Simões como convidado) e Jacinta (na foto; a interpretar temas do seu álbum «Convexo», dedicado ao reportório de José Afonso), no segundo dia. Integrada no festival está também a exposição «A Cor do Som Português», com fotografias de Jorge Neto. Mais informações aqui e aqui.

19 março, 2008

Sky Fest - Entre a Terra e o Céu


Felizmente, o circuito de concertos e festivais dedicados à chamada world music está cada vez mais alargado. Desta vez, e novamente via Crónicas da Terra, chega a notícia de um novo festival, o Sky Fest, que inclui concertos de jazz, blues e world music, no Casino de Lisboa, com variadíssimos artistas e grupos nacionais e estrangeiros. A programação, bastante interessante, é como segue: 7 de Abril - Olissipo Eléctrico (jazz fusão) e Rosa Negra (world music); 8 de Abril - Jazz Me Brown (jazz) e O'QueStrada (fado ska), 9 de Abril - Dâna (world music) e The Soaked Lamb (blues); 10de Abril - James Cotton (blues), Madame Godard (jazz fusão) e Nancy Vieira (world music); 11 de Abril - Gonzalo Rubalcaba e Jacinta (jazz), Sweet Vandals (jazz fusão) e Lady G Brown & Dr.Bastard (electro world music); 12 de Abril - Estrella Morente (world music; na foto), Sara Valente (jazz) e Deolinda (world music); 13 de Abril - Canto da Terra (world music) e Tango Crash (electro world music). O festival inclui também exposições e projecção de telediscos. Mais informações aqui.

28 fevereiro, 2008

Donna Maria, M-PeX e Novembro - Ou Como Passar Tangentes ao Fado


De Amália Rodrigues a Carlos do Carmo - nomes que agora já ninguém se atreveria a não associar imediatamente ao fado -, dos Madredeus a Paulo Bragança, dos Ovelha Negra a Lula Pena, de Liana aos Sal, d'A Naifa* aos Fado em Si Bemol, de Cristina Branco aos Deolinda**, muitos são os artistas e grupos que, em alturas variadas e em contextos diferentes, têm levado o fado para alguns desvios saudáveis e territórios que não são exclusivos do fado. Nos últimos meses, três álbuns voltam a colocar a questão: pode o fado fundir-se com outras músicas? E como?... As respostas vêm dos Donna Maria, de M-PeX e dos Novembro (na imagem, desenhada por Miguel Filipe, cantor e guitarrista dos próprios Novembro).


DONNA MARIA
«MÚSICA PARA SER HUMANO»
EMI Music Portugal

É uma pena, mas não consigo gostar da música dos Donna Maria. Não tinha gostado no primeiro álbum, «Tudo É Para Sempre», e continuo a não gostar no segundo, o recente «Música Para Ser Humano», apesar de haver neste um peso menor das electrónicas - embora as electrónicas por lá continuem bem presentes - e um recurso maior a instrumentos acústicos, mais caminhos sonoros percorridos, um alargado leque de convidados de luxo (Rui Veloso, Luís Represas, Rão Kyao, Raquel Tavares, Júlio Pereira, Ricardo Parreira na guitarra portuguesa...). Mas muitas das canções do álbum continuam a soar demasiado a pompa e circunstância, a um artificialismo qualquer, a uma mistura de Madredeus com Gotan Project, sem grandes acrescentos de originalidade a essa fórmula. E é pena porque, se a voz de Marisa Pinto nem sempre se sente à vontade em algumas canções, há outras em que ela já voa livremente sobre as composições dos dois colegas de grupo - Miguel Ângelo Majer (samples, bateria e voz) e Ricardo Santos (piano acústico, sintetizadores e voz). E é pena porque o fado - e a música portuguesa em geral - precisava de um grande projecto de fusão do fado com as electrónicas, projecto que os Donna Maria não são e, infelizmente, ainda não existe. E é pena, finalmente, porque há no álbum alguns temas bastante bons, como o divertidíssimo «Zé Lisboa», onde ao fado se juntam a música brasileira e indiana, num exercício pop sem pudores, ou a bonita versão de «Pomba Branca», de Max. (5/10)



M-PEX
«PHADO»
This.co

M-PeX é o nome de um curiosíssimo projecto protagonizado, em solo absoluto, por Marco Miranda (guitarra portuguesa, guitarra clássica e programações). Um disco em que às bases electrónicas se junta uma guitarra portuguesa bastante bem tocada por Marco Miranda - ele também o compositor de todos os temas -, uma guitarra portuguesa que deve alguma coisa a Carlos Paredes (cf. em «Melodia da Saudade») mas, ainda mais, aos grandes mestres da guitarra de Lisboa, essencialmente a Armandinho. Tendo aprendido guitarra portuguesa com o seu avô, Luís Tomás Pinheiro, a quem o álbum «Phado» é dedicado, Miranda embrulha belíssimos ecos e memórias de fado - e de fados - em invólucros pouco usuais: o rock progressivo, o ambientalismo à Brian Eno, o drum'n'bass, o dub, o electro ou algumas invenções deliciosas (oiça-se o vocoder de «The Cloud's Whispering Song», a fazer lembrar os Air). Com a guitarra portuguesa usada em estado puro ou sujeita a transformações, cortes, distorções, manipulações, o que é estranho - e muito bom! - em «Phado» é que esta música nunca deixa, por uma vez que seja, de ser música portuguesa, mesmo quando as sonoridades de base estão muito longe daquilo que nós entendemos como «fado» ou como «música portuguesa». Uma excelente surpresa! (8/10)


NOVEMBRO
«À DERIVA»
Lisboa Records

Outra boa surpresa é o álbum de estreia dos Novembro, grupo liderado por Miguel Filipe - que compôs a totalidade dos temas do álbum «À Deriva», excepto «Algemas» e «Gastei Contigo as Palavras» -, que canta, toca guitarra portuguesa e guitarras acústicas e eléctricas, para além de ser o responsável pelas programações, e do qual também fazem parte Mark William Harding (bateria), Luís Aires (baixo eléctrico) e, só ao vivo, João Portela (guitarras), aos quais se juntaram em alguns temas do álbum Rodrigo Leão, Guto Pires e Tiago Lopes, entre outros. E uma boa surpresa porque, nos Novembro, conseguem coabitar muitas sonoridades que há alguns anos seria impensável conciliar: o fado, sim, mas também a abordagem desviante do fado encetada há vinte e tal anos por António Variações, aliados a um rock inteligente e fundo, que deve quase tudo ao movimento indie dos anos 80: os Joy Division, os Cocteau Twins, os Clan of Xymox, os Kitchens of Distinction... E, por aqui, já se pode ter uma ideia que os ambientes percorridos pelos Novembro estão, quase sempre, associados a conceitos como nostalgia, tristeza, saudade, ausência, desespero ou depressão. E isto tem tudo a ver com o fado, ou não tem? (7/10)

Notas:

* O terceiro álbum d'A Naifa, «Uma Inocente Inclinação Para o Mal», é editado no dia 31 de Março.

** O álbum de estreia dos Deolinda, «Canção ao Lado», está agora a ser finalizado nos estúdios Valentim de Carvalho, em Paço de Arcos, e sairá dentro de mês e meio. Amanhã, dia 29, os Deolinda dão o seu último concerto - no Auditório Carlos Paredes, em Benfica, Lisboa - antes da digressão de apresentação do álbum.

03 dezembro, 2007

Sons em Trânsito - Tratados de Pastelaria Regional (e Global)


A última - e absolutamente maravilhosa - edição do Festival Sons em Trânsito terminou às tantas da manhã de sábado (já domingo), com uma prova aberta de doçaria regional aveirense e com os bolos a desaparecerem em pouquíssimos minutos. Eu, que tinha ido comprar tabaco à Praça do Peixe depois do fim do concerto do Capossela, já só rapei, digamos, o fundo ao tacho. Mas não me importei porque, na sala ao lado, a Raquel Bulha passava óptima música para dançar enquanto o José Carlos Fernandes desenhava e aguarelava as músicas e os músicos que se ouviam. Um docinho completo. Como de outros doces se pode falar em relação aos concertos todos (todos!) do festival.

Na quarta-feira, o imenso bolo de noiva cigano, com toques de zimbro, de canela e de pinhões da Fanfare Ciocarlia, festa imensa que não durou três dias mas durou o tempo de um concerto fabuloso - com a Fanfare a ser acompanhada pela rainha Esma Redzepova (abençoada voz!), pela princesa Florentina Sandu, pelos pagens Kaloome (a fazer a ponte entre os ciganos do sul e os do norte) e o gato das botas altas Jony Iliev - e um «after-hours» na rua, com os metais da Fanfare a bombarem dança e boa disposição durante muito tempo! Na quinta, com as castanhas assadas lisboetas que são os Deolinda, a queimarem nas mãos de tão novas e quentes que são, acompanhadas por um vinho novo que é um fado virado do avesso, alegre, vivo, simples e cheio de sentido de humor (as aletrias, perdão, as letras por Ana são deliciosas!). E, falando em letras, e aletrias, e aliterações, e frases feitas - as melhores frases feitas da música portuguesa -, Sérgio Godinho deu um concerto extraordinário, em que os inventivos e frescos arranjos de Nuno Rafael se estendem a canções novas (o «Só Neste País», repete-se aqui neste blog, devia ser o hino nacional) e antigas (de «O Charlatão» a «Quatro Quadras Soltas» ou ao delicioso e doce «O Primeiro Gomo da Tangerina», iluminadas por um som novo e actualíssimo.

Já na sexta, o degustar começou em África, com a música dulcíssima, lindíssima, com um travozinho de bom grogue, do compositor, guitarrista e cantor cabo-verdiano Tcheka, uma música sentida e pessoal que não é devedora de muita da música cabo-verdiana que nós conhecemos; antes uma música nova e que há-de, se tudo correr bem, ser importantíssima - só foi pena o concerto ter sido demasiado curto e ter, por isso, «sabido a pouco». Depois, um autêntico ovo mole, um concentrado explosivo e calórico inesperado com a anglo-francesa Jane Birkin: ela não canta quase nada, mas a maneira como interpreta (principalmente, as canções de Serge Gainsbourg, seu grande amor e o principal homenageado neste concerro) são de uma doçura, de uma candura, de uma simplicidade e de uma simpatia que é quase impossível não nos deixarmos encantar por ela. E o rebuçado que foi «O Leãozinho», de Caetano Veloso, desfez-se-nos na boca... E no sábado, a grande surpresa: o canadiano Gonzales (na foto), aqui em registo piano solo, num espectáculo em que a música erudita (ele é um pianista muitíssimo bom, virtuoso e divertidíssimo!) está lá, evidente ou como referência - de Chopin a Satie - mas estão lá também o «Somewhere Over The Rainbow» e... os Queen, os Bee Gees, os Soft Cell! Um cientista de luvas brancas na arte de preparar crepes em que os ingredientes são completamente inesperados. E, para final de festa, e para descongestionar de tanto doce, a cozinha ora pesada ora picante ora exótica ora feita de inúmeras nuances do italiano Vinicio Capossela, um fabuloso mestre-cozinheiro que doseia com sabedoria os momentos mais calmos (há canções de amor, mesmo canções de amor!, que são de uma beleza infinda), o humor («Maraja»), a música épica dos peplums («Al Colosseo») e o terror («Brucia Troia»). E há teatro - Capossela é também um performer (momento mais alto: quando se senta ao piano, abre um guarda-chuva e toda a gente na plateia começa a estalar os dedos imitando o som das gotas) e projecções (com imagens e... legendas em óptimo português) e uma banda competentíssima (onde brilha Vincenzo Vasi num theremin mágico). Saí do Teatro Aveirense e de Aveiro completamente alambazado mas com imensa vontade de repetir as doses todas...