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30 julho, 2013
Andanças 2013 - Os Bailes e os Concertos!
O Andanças 2013 decorre de 19 a 25 de Agosto em Póvoa e Meadas (Castelo de Vide) e já é conhecido o programa completo do festival. Aqui ficam, apenas, o conceito e a programação de bailes e concertos:
«Na programação Andanças’2013, o corpo é peça chave que se quer descobrir sob diferentes
âmbitos. Nos concertos, bailes, oficinas de danças ou oficinas instrumentos explora‐se o corpo
enquanto instrumento artístico, produtor de movimentos e de sons, que se transformam em
danças ou músicas. Nas oficinas de relaxamento e de aquecimento e nas danças sociais,
descobre‐se o corpo enquanto veículo de conexão com o Eu e ligação ao Outro. Por fim,
encontra‐se o Corpo sob o prisma da mente, no mundo das ideias, da imaginação, da
criatividade e da reflexão, com conversas, passeios, cinema ou oficinas criativas.
Os 7 dias Andanças são preenchidos por 52 concertos com 32 bandas, 90 bailes com 45 grupos
musicais, 8 espetáculos de teatro, circo e dança, 51 oficinas de aquecimento e relaxamento
com 13 propostas distintas , 105 oficinas de 71 tipos de dança, 14 oficinas de instrumentos, 17
espetáculos de animação de rua, 17 filmes no cinema ao ar livre, 8 conversas / palestras, 6
oficinas de gastronomia local, 47 oficinas criativas com 26 atividades diferentes, 24 visitas
culturais a 10 espaços distintos. Para os mais novos e entre as áreas referidas há 85 atividades
que lhes são especialmente direcionadas.
A grande extensão e variedade de propostas tem como objetivo oferecer um grande leque de
possibilidades aos participantes, criando um espaço de liberdade, para que cada um elabore o
seu próprio percurso, de acordo com os seus gostos e escolhas pessoais.
Contrariamente aos demais festivais, no Andanças não existem “cabeças de cartaz”. Em vez
disso, procura‐se dar igual visibilidade aos diferentes projetos, mantendo todos ao mesmo
nível, independentemente de serem os mais conhecidos, reputados, antigos ou amadores.
Na proposta deste ano, a música continua a fazer parte integrante da programação como
elemento essencial à movimentação dos corpos, às aproximações entre pessoas e à construção
de espaços de encontro e aprendizagem, numa dança que além de corpos dinamiza ideias. A
diversidade de públicos do Andanças e a multiplicidade de atividades, permitem a construção
de uma rede espessa e dinâmica de interações, que transformam o festival numa aldeia global.
O Andanças 2013 respira a Descoberta de um novo local e das novas experiências que a
programação quer partilhar nesta semana que não dorme.
CORPO - Bailes:
Amato Lusitano,
Anafaia,
Andrea Capezzuoli e Compagnia,
Aqui Há Baile,
Ba.fnu,
Baile das Histórias,
Baile de Forró,
Baile de Salsa e Cha Cha Cha,
Baile Lindy Hop,
Bogus,
Catraios d'Oliveira,
Chalo e Sunguila,
Contato e Improvisação,
D'nos Manera - Música Africana,
Decker – Parmenter,
Duo de Improvisação Trad,
Duo Skeller,
Eka,
Garric,
GiraSol,
Gurí,
Jam de Contato e Improvisação,
Karrossel,
Laefty Lo,
Las Çarandas,
Magmell,
Martina Quiere Bailar,
Mazedonia'n Blue,
Mosca Tosca,
Oio,
Origem Tradicional,
Os Irmandiños de Vincios,
Pej Quartet,
Projecto Forró de Lampião,
Recanto,
Scandìll,
Sesam Duo,
Sons Libres,
String Fling,
Toques do Caramulo,
Traballo,
Tribal Jâze,
Uma Coisa em Forma de Assim,
Zeca do Rolete,
Zigo
CORPO - Concertos:
Al-jiçç,
Albaluna,
Amato Lusitano,
Cabra Çega,
Charanga,
Concerto para Olhos Fechados,
CRASSH street 2.0,
Dilen,
Eka,
Ermelindas,
Estágio de alto rendimento e concerto de encerramento,
Joana Guerra,
Magmell,
Meditação com Gongo,
Mu (na foto, de Hugo Lima),
Nação ViraLata,
O Didgeridoo e as Suas Origens,
O Mundo do Didgeridoo,
Paraszta Pé,
PeSSoas,
Quarto Escuro,
Retimbrar,
Rondó da Carpideira,
Sukuru,
Tambor de Água,
Tanira,
Tanz Instanz,
Viagem Sonora com Instrumentos Ancestrais,
Winga Kan,
Xoán Curiel,
Yemadas»
Mais informações aqui: http://www.andancas.net/
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07 julho, 2011
Festival Celta de Viana do Castelo - Update!
Depois de Uxía, Mu, DJ Raquel Bulha, Tanira e Ogham já terem actuado no Festival Celta de Viana do Castelo está na altura -- e porque há vários acrescentos ao cartaz (incluindo uma sessão de DJ especialmente dedicada às sonoridades "celtas" por... António Pires) -- de dar conta do que ainda aí vem:
08 JULHO SEXTA-FEIRA | ASSEMBLY POINT [Coimbra/Ferrol/Cork; na foto]
www.myspace.com/assemblytrio
Luís Peixoto é um multi-instrumentista especializado en instrumentos de corda portugueses. Já trabalhou com grupos de renome internacional como Stockholm Lisboa Project ou Dazkarieh e participou da gravação de “Tirán”, o muito aclamado último álbum do gaiteiro galego Anxo Lorenzo. Luís Peixoto conta ainda inúmeras participações em espectáculos de alguns dos mais conceituados nomes da folk internacional tais como Kepa Junkera, Flook, Galandum Galundaina ou Quadrilha.
Fernando Barroso é também um multi-instrumentista especializado em instrumentos de corda com aplicação à música tradicional. Fundou várias bandas no panorama folk da Galiza e já colaborou com inúmeras formações e intérpretes de renome. Ministrando diversos cursos e workshops de instrumentos de corda, Fernando Barroso tem ainda lugar na formação dos colectivos Riobó e Coanhadeira.
Eoghan Neff é um violinista e musicólogo premiado internacionalmente. Já gravou e já andou em digressão com inúmeras produções do maior prestígio como Riverdance, The London Metropolitan Orchestra, NeffBros, ou Anxo Lorenzo. O seu último trabalho “Amalgamare” consiste numa improvisação livre na companhia de um monge organista da Abadia de Glenstal, Cyprian Love. Participou ainda na gravação da banda sonora original do oscarizado “The Eagle” de Kevin Mcdonald.
Quando a torre se começou a desmoronar, um português com o seu bandolim, um galego com o seu bouzouki e um irlandês com o seu violino, encontraram-se e, sem trocar palavra, começaram a tocar.
Resta esperar pelo muito aguardado álbum de estreia de Assembly Point, com lançamento agendado para o final do ano, e pelo privilégio de o poder escutar em primeira mão em Viana do Castelo.
09 JULHO SÁBADO
22h30 | ANXO LORENZO [Pontevedra]
www.anxolorenzo.com
Anxo Lorenzo é um artista que possui todas as qualidades para chegar à essência da sua própria música, moldá-la à vontade e criar novas formas.
O seu último álbum, "Tiran", é inspirado numa longa viagem musical que o levou a encontrar milhares de lugares e melodias que compartilhou com músicos de diferentes países. Pesa no entanto que esta viagem sempre começa e termina na Galiza.
Na sua extensa experiência como gaiteiro, Anxo Lorenzo tem colaborado em vários projectos de fusão musical com uma variedade enorme de estilos, da música electrónica ao jazz, rock, pop ou flamenco. Será assim possível afirmar que a sua gaita-de-foles é um instrumento sem fronteiras que parece não impor limites à sua experimentação.
Anxo Lorenzo visita Viana do Castelo com uma banda preenchida de músicos de renome e elevada experiência acumulada no campo da música tradicional e popular. Nada mais que Xosé Liz acompanhando no bouzouki, Álvaro Iglesias no baixo, Luis Peixoto no cavaquinho, bandolim e percussão e do carismático irlandês Eoghan Neff no violino.
23h55 | PÉ NA TERRA [Porto]
É sem medo de superstições que os Pé na Terra apresentam “13” ao vivo. Conquistando o seu espaço na nova música tradicional com apenas cinco anos de carreira, os Pé na Terra apostam tudo na desmitificação do número do azar num conceito intimamente ligado ao imaginário tradicional e às histórias dos nossos antepassados.
www.penaterra.com
Composto por 13 temas, o novo álbum dos Pé na Terra representa uma série de vivências que o grupo desfrutou durante os últimos dois anos de estrada, em Portugal ou no resto da Europa, dando origem a novas experiências e despertando novos caminhos musicais.
O grupo cruza temas tradicionais tais como o “Vira dos Seis” ou a “Farrapeira” com composições originais onde se denota a sua paixão pela inovação e a ingerência de outros géneros musicais como o rock mais progressivo.
Os Pé na Terra transportam para o palco uma folia contagiante governada por gaitas-de-foles efusivas, acordeões românticos e um ritmo de bateria que convida qualquer um a um pezinho de dança.
É através desta energia vibrante que os Pé na Terra nos levam para esse lugar místico e positivo onde a música é muito mais que números de sorte ou azar!
01h20 | BAILENDA [Penafiel]
Os Bailenda são um quarteto folk formado no Verão de 2009 dedicado à música tradicional portuguesa entre outras regiões ibéricas e com algumas incursões pelo folk bretão e irlandês.
www.myspace.com/bailenda
No espectáculo “Transfolka-te” são usados instrumentos como o bouzouki, o violino, a concertina, o bandolim, a sanfona, o rabel, a gaita-de-foles combinados com programações e electrónica ao vivo.
É de assinalar a confluência de vários géneros musicais que se devem às distintas origens dos elementos da banda, vindos do folclore, da música antiga, da música clássica, do rock e das linguagens mais experimentais da música contemporânea.
O reportório vocal, pleno de trovadorismo, situa-se entre os romances novelescos, as canções de embalar e as canções de trabalho. A nível instrumental são tocadas danças tradicionais, temas de origem medieval e composições próprias.
Ao vivo são usadas recolhas da tradição oral e projecção de imagens. As gravações de campo normalmente ilustram a região, cidade ou aldeia onde acontece o espectáculo. Deste modo, concretiza-se a relação entre as memórias das gentes com as paisagens sonoras locais numa inovadora percepção dos sons e da música.
Enquanto trabalham no seu cada vez mais ansiado álbum de estreia, os Bailenda compõem e interpretam a banda sonora de “Sabor de Despedida”, um documentário acerca do impacto da construção da barragem no Rio Sabor recentemente exibido na RTP.
AFTER HOURS | LUÍS REI [Crónicas da Terra]
cronicasdaterra.com
Luís Rei é um adepto das chamadas músicas do mundo e da folk desde o início dos anos noventa.
Assíduo frequentador de festivais da altura, como o Intercéltico do Porto, os Encontros de Tradição Europeia, as Cantigas do Maio, o Folk Tejo e o Festima, foi editor da Revista Voice e colaborador regular do Jornal O Independente e da Revista Visão.
Iniciou há já treze anos a conceituada webzine Crónicas da Terra, um espaço de reflexão e de divulgação musical das músicas do mundo e das suas múltiplas ramificações.
É também da sua iniciativa o programa de rádio Terra Pura com emissão semanal na Rádio Zero, Rádio Universitária do Minho, Rádio Universitária de Coimbra, entre outras.
10 JULHO DOMINGO | MANDRÁGORA [Porto]
www.myspace.com/mandragorafolk
Remontam a 1999 os primeiros encontros entre a música de Filipa Santos, Ricardo Lopes e Pedro Viana. Em 2000 o trio dá-se a conhecer como Mandrágora com a gravação de 3 temas que conquistam o 2º lugar nos prémios maqueta na categoria folk, seguindo-se a estreia ao vivo, já com Luís Martinho e Nuno Silva, no 1º Festival Intercéltico de Sendim.
Nos anos seguintes o grupo actua com diferentes formações um pouco por todo o país e também no estrangeiro tendo sido escolhida para representar Portugal no 2º Encontro Europeu de Jovens Músicos Tradicionais no Eurofolk 2002 em Parthenay, França.
O álbum “Mandrágora” é então editado em 2005 tendo sido muito bem recebido pela imprensa e comunidade on-line, vindo também a ser galardoado com o Prémio Carlos Paredes, atribuído anualmente ao melhor disco português de música instrumental não erudita.
Segue-se a entrada de Sérgio Calisto e mais tarde João Serrador. O quinteto começa a trabalhar no seu segundo álbum e posteriormente efectua uma residência musical em Langonnet, sobre a orientação de Jacky Molard, da qual resulta uma tournée na Região da Bretanha com os convidados Simone Alves e Guilhaume Le Guernne.
O lançamento do segundo álbum “Escarpa” recebe mais uma vez rasgados elogios da crítica especializada chegando mesmo a melhor do ano nas publicações A Trompa e Sopa de Pedra.
13 JULHO QUARTA-FEIRA | ALBALUNA [Lisboa]
www.myspace.com/albalunapt
Albaluna integra elementos de várias áreas do universo musical e tem como máxima a fusão de ambientes e paisagens, sendo a base a sonoridade folk.
Partindo de instrumentos tradicionais de diversas partes do mundo e conjugando-os com a evolução de outros mais recentes surgem novas interpretações de repertório nacional e internacional. A banda pretende divulgar um conceito que transporte o ouvinte para territórios perdidos no tempo.
O percurso dos Albaluna passa já por um vasto território. No último ano a banda percorreu o país de Norte a Sul, tendo actuado nas ilhas (Açores e Madeira) e contando também com algumas prestações internacionais em países como Itália, Lituânia e Alemanha. No seu momento actual fica sobretudo a promessa do lançamento do primeiro trabalho de originais da banda.
15 JULHO SEXTA-FEIRA | BELLÓNMACEIRAS [Corunha]
www.bellonmaceiras.com
O quinteto BellonMaceiras propõe uma nova forma de entendermos as músicas do mundo a partir da Galiza.
O projecto foi fundado em 2005, a partir da união musical do gaiteiro e sanfoneiro Daniel Bellón e do acordeonista Diego Maceiras. O seu profundo conhecimento da música tradicional da Galiza e a sua proximidade artística às culturas de outros países conferem-lhes a facilidade em misturar sem medo, fundindo ritmos e melodias de diferentes lugares na busca da identidade do grupo.
Mantendo-se sempre livres de quaisquer espartilhos estilísticos rígidos, é a contribuição musical de cada músico que marca o som particular do quinteto. Com total liberdade para interpretar composições próprias ou para dar a conhecer músicas de outros, sem preconceitos ou visões padrão que possam forçar o quinteto a seguir uma linha.
Estas são, sem dúvida, as principais características definidoras do quinteto BellónMaceiras: A fusão de estilos sem complexos e o virtuosismo e versatilidade de Daniel Bellón na gaita e saxofone, Diego Maceiras no acordeão, Juan Cabe na guitarra, Juan Tinaquero no baixo e Miguel Lamas na bateria.
Bom exemplo de tudo isto será o enorme êxito da sua participação no Festival de Cosquín, na Argentina, na concepção do espectáculo “A Viaxe”, em colaboração com Dulce Pontes e o pianista Juan Carlos Cambas.
16 JULHO SÁBADO
22h30 | GALANDUM GALUNDAINA [Miranda do Douro]
www.galandum.co.pt
Galandum Galundaina é um grupo de música tradicional mirandesa, criado com o objectivo de recolher, investigar e divulgar o património musical, as danças e a língua das terras de Miranda.
Em 15 anos de existência o grupo desenvolveu vários trabalhos. Para além da edição de três discos e um DVD ao vivo, também são de sua responsabilidade a padronização da gaita-de-foles mirandesa e a organização do Festival Itinerante de Cultura Tradicional "L Burro i l Gueiteiro".
Os álbuns editados têm tido uma excelente apreciação pela crítica especializada. Em 2010, para além da atribuição do Prémio Megafone, o álbum “Senhor Galandum” foi reconhecido pelos jornais Público e Blitz como um dos dez melhores álbuns nacionais.
Do roteiro do grupo fazem parte alguns dos mais importantes festivais de música tradicional e world music em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Cuba, Cabo Verde, Brasil, México e Malásia.
Ao longo dos últimos anos o grupo interessou-se pela construção de instrumentos musicais de raiz tradicional e actualmente grande parte dos instrumentos usados em concerto são da sua autoria. Desta forma, os Galandum Galundaina obtêm sonoridades e afinações que lhes conferem um estilo muito próprio.
Paulo Preto, Paulo Meirinhos, Alexandre Meirinhos e Manuel Meirinhos dedicam parte da sua vida a recolher, estudar e divulgar as mais diversas formas de música tradicional da pequena região do nordeste trasmontano, tentando dar um toque de modernidade aos seus trabalhos, sem jamais descorar os ritmos e timbres dos instrumentos e vozes.
O património cultural do nordeste trasmontano constitui de facto um elemento muito importante da identidade cultural local, uma fonte de riqueza e um factor de desenvolvimento. Miranda do Douro faz fronteira com Castela e Leão, regiões que comungam de uma cultura muito idêntica no que concerne à música e à etnografia, provando que a cultura não tem felizmente fronteiras.
23h55 | DAZKARIEH [Lisboa]
Após um caminho de dez anos de vida, os Dazkarieh conseguiram criar um som inconfundível.
www.dazkarieh.com
É o som do passado pelos instrumentos antigos e acústicos e é o som do presente que se ecoa quando se transforma em distorção pura. É a tradição portuguesa, mas também uma tradição dos nossos dias que provocam uma explosão sonora, ainda que plena de intimismo.
Quatro músicos em palco são o elo de ligação entre passado, presente e futuro. É uma viagem pelo imaginário sonoro de Portugal e do Mundo e uma energia avassaladora que não deixa ninguém indiferente.
“Hemisférios”, o quarto trabalho da banda, é um disco duplo em que num dos discos se encontram as suas composições originais e no outro temas da tradição oral Portuguesa tratados com a já inconfundível assinatura do grupo. O disco foi considerado pela crítica como o melhor do grupo até à data. A digressão que acompanhou o lançamento consistiu em mais de 50 concertos em importante salas e festivais de Portugal, Alemanha, Áustria, Polónia, Espanha e Malásia. Segue-se agora o “Ruído do Silencio” e a expectativa de um espectáculo vibrante em Viana do Castelo.
01h20 | CHARANGA [Lisboa]
A Charanga é o Francisco Gedeão, o Alberto Baltazar e o Quim Ezequiel. Conheceram-se no 14º Festival de Grupos Folclóricos de Freixo-de-Espada-à-Cinta e fundaram este projecto de música electrónica fortemente ligado às raízes da cultura popular portuguesa.
charangacharanga.net
Alberto tinha conseguido uma extraordinária máquina moderna de fazer música e viu em Francisco um companheiro com quem partilhar o segredo. Quando experimentavam o objecto avançado, Quim passava pelas redondezas com a sua gaita-de-fole, e, incontrolavelmente atraído pelos sons da máquina, deu consigo numa cave escura, longe de olhares críticos, com dois estranhos hipnotizados pelo processo criativo. Desde então tocam juntos, evangelizando o povo com a sua mensagem trans-temporal.
A Charanga é música e performance, portuguesa e internacional, moderna e antiga, revolucionária e tradicional, rural e cosmopolita, analógica e digital, festiva e introspectiva, orgânica e maquinal.
E, como não podia deixar de ser, a Charanga é e faz tudo isto segundo as lições do povo, que rima para recordar e representa para comunicar, materializando as suas actuações em espectáculos multidisciplinares que combinam a música com a performance e a ilustração visual videográfica.
AFTER HOURS | ANTÓNIO PIRES [Raízes e Antenas]
raizeseantenas.blogspot.com
António Pires trabalhou no jornal Blitz durante vinte anos tendo sido chefe de redacção durante doze. Publicou inúmeros textos no Se7e, Expresso, A Capital, Revista de Cinema, Face, Mini International e Autores.
Frequentou durante três anos o Curso de História da Faculdade de Letras de Lisboa e completou o Curso de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema. Tornou-se então jornalista freelancer e o distinto responsável pelo influente blogue Raízes e Antenas. Colabora ainda com as revistas Time Out Lisboa e Magazine.HD e com o Jornal i e é o autor dos livros «As Lendas do Quarteto 1111», "Raízes e Antenas - Mistérios e Maravilhas da World Music" e "Portugal - As Grandes Canções de Sempre".
António Pires celebra o seu aniversário em Viana do Castelo com algumas músicas do mundo celta exclusivamente seleccionadas para esta sessão de after hours.
17 JULHO DOMINGO | MARFUL [Corunha]
www.marful.info
Marful está muito perto de personificar o que de melhor que se podia passar à música galega na última década. Pelo menos é o que dizem os fãs do grupo.
O colectivo revolucionou a música galega, tendo-se inclusivamente convertido numa banda de culto entre a intelectualidade do seu país e arredores.
A música de Marful expressa ideias, proclama sentimentos, descreve paisagens, narra histórias. A música de Marful é uma exaltação à abstracção.
Por meio de dois aclamados trabalhos discográficos, os Marful situam-se no centro do panorama folk internacional, tendo actuado no Festival de Músicas do Mundo de Sines, Celtic Connections, Ortigueira e tendo sido o primeiro grupo a representar a Galiza no Womex, porventura a mais conceituada mostra de músicas do mundo da actualidade.
Com o seu primeiro disco, “Marful”, Ugia Pedreira na voz, Marcos Teira na guitarra, Pedro Pascual no acordeão e Pablo Pascual no clarinete devolvem á música galega as melodias e ritmos que invadiam os salões de baile nos anos 20 e 30 fazendo uso de arranjos cuidados e de uma postura em palco manifestamente irreverente.
O último álbum, “Manual de sedución”, encerra os salões de baile e concentra-se no cinema. Pasodobles, swings, mambos, valsas e quatro músicos que conhecem o real e o imaginário. Nem são emigrantes nem turistas. São quatro exploradores que sabem onde fica o ponto de partida da viagem mas não fazem a mínima ideia sobre onde ela possa terminar.
SESSÕES DE CINEMA DOCUMENTAL
9 e 16 JULHO | 22h | O TOQUE DA GAITA DE FOLES
de Luís Margalhau (Portugal, 2010, 22min)
doc100imagens.blogspot.com
É na oficina “Os Sons da Música”, situada no litoral Oeste, em Porto Rio, Concelho de Torres Vedras, que Mário Estanislau e Victor Félix dão vida e voz a gaitas-de-foles, sanfonas, cavaquinhos e bandolins.
Fomos beber da sabedoria de gente simples e acompanhamos o dia-a-dia de quem põe toda a sua alma, engenho e arte na criação e manutenção das gaitas-de-foles.
As imagens e os depoimentos espelham a relação dos artesãos com o fruto da sua criação e a cumplicidade que estabelecem com aquela peça artesanal que, depois de pronta, se transforma numa ferramenta inseparável do músico, num instrumento popular que enche de alegria ruas e palcos.
07 junho, 2011
Festival de Música Celta de Viana do Castelo (Ou o Eixo Portugal-Galiza)
Que belo programa! A edição de 2011 do Festival Celta de Viana do Castelo faz, de facto, a ponte perfeita entre o Minho e a Galiza, irmanando ainda mais as músicas dos dois lados da fronteira (uma fronteira que, como se sabe, é muito mais política que histórica, linguística ou cultural). O comunicado oficial:
"FESTIVAL DE MÚSICA CELTA | 2 - 17 JULHO | VIANA DO CASTELO | CAPITAL DA CULTURA DO EIXO ATLÂNTICO 2011
De 02 a 17 de Julho, paralelamente à já tradicional Feira do Livro de Viana do Castelo, este ano na sua 31ª edição dedicada à literatura luso-galaica, decorre o Festival de Música Celta no Jardim da Marina, que integra várias representações oriundas desta região transfronteiriça e que pretende, acima de tudo, afirmar o carácter actual e diverso das culturas de cariz tradicional. Este Festival de Música Celta conta com a presença de vários nomes de grande relevo na música de raízes desta região, bem como de algumas propostas em plano emergente que caminham a passos largos para a sua afirmação.
A voz inconfundível da galega Uxía inaugura o palco do festival no dia 2 de Julho, com a apresentação em primeira mão de “Meu Canto”. A tradição rejuvenescida dos Galandum Galundaina, a sonoridade mais modernista dos galegos Marful, a fusão galaico-portuguesa dos Assembly Point ou a energia emanada da banda de Anxo Lorenzo estão também entre os principais destaques da programação do festival.
PROGRAMAÇÃO
02 Jul | sáb | UXÍA (Galiza) + MU (Portugal)
03 Jul | dom | TANIRA (Portugal)
06 Jul | qua | OGHAM (Portugal)
08 Jul | sex | ASSEMBLY POINT (Portugal/Galiza/Irlanda)
09 Jul | sáb | ANXO LORENZO (Galiza) + BAILENDA (Portugal)
10 Jul | dom | MANDRÁGORA (Portugal)
13 Jul | qua | ALBALUNA (Portugal)
15 Jul | sex | BELLONMACEIRAS (Galiza)
16 Jul | sáb | GALANDUM GALUNDAINA (Portugal) + CHARANGA (Portugal)
17 Jul | dom | MARFUL (Galiza; na foto)
INFORMAÇÕES
local: Anfiteatro do Jardim da Marina | Avenida Marginal, Viana do Castelo | GPS: 41.692499, -8.825562
início dos espectáculos: 22h30 | entrada livre
organização: Câmara Municipal de Viana do Castelo | www.cm-viana-castelo.pt
produção: Núcleo de Apoio às Artes Musicais | www.naam.pt"
20 maio, 2011
Salva a Terra – Eco Festival com Velha Gaiteira, Uxu Kalhus e Uma Batalha de DJs Especial
O Salva a Terra - Eco Festival apresenta este ano (de 9 a 12 de Junho, em Salvaterra do Extremo, Idanha-a-Nova)) a sua segunda edição, com vários concertos, actividades paralelas -- muitas delas, naturalmente, de carácter ecologista, não fosse este um festival destinado a angariar fundos para o CERAS -- e com um encerramento muito especial: uma inédita batalha de DJs entre a radialista (e grande amiga) Raquel Bulha e o autor deste blog. Aqui vão o comunicado oficial e o programa completo de concertos e sessões:
"Salva a Terra – Eco Festival
Festival para angariação de fundos para o CERAS
Organizado pela Quercus e pelo grupo musical Velha Gaiteira, o Eco festival Salva a Terra irá realizar-se entre os dias 9 e 12 de Junho de 2011, em Salvaterra do Extremo (Idanha-a-Nova).Com este Eco Festival, pretende-se angariar fundos para o CERAS – Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco
2011 Segunda edição: o que mudou
Este é o segundo festival organizado pela Quercus - Castelo Branco e pela Velha Gaiteira, nesta edição, os organizadores decidiram levar o festival até ao mundo rural, desenvolvendo todas as actividades na Aldeia de Salvaterra do Extremo, permitindo assim aos participantes desfrutarem do património natural e humano de uma das mais emblemáticas e sensíveis aldeias da Beira Baixa e do Parque Natural do Tejo Internacional. Esta edição contará com o apoio do Município de Idanha-a-Nova, da Freguesia de Salvaterra do Extremo, da AFN (Autoridade Florestal Nacional) e de outros mecenas particulares.
Missão do Salva a Terra
A principal missão do Salva a Terra – Eco festival de Música pelo Ceras, é angariar fundos que permita aos voluntários do CERAS – Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco, continuar a desenvolver e melhorar o seu trabalho, através da aquisição melhores meios para recuperar um número crescente de animais selvagens.
A funcionar sobre uma base de trabalho voluntário desde 1999, o CERAS já recuperou mais de 1300 animais selvagens, tendo uma taxa de sucesso superior a 50%.
Pretendemos também incrementar os valores da solidariedade, da cooperação e do voluntariado, incutindo nos participantes uma consciencialização ambiental e solidária, tendo sempre como pano de fundo a conservação e defesa da vida silvestre.
Actividades previstas
Além dos concertos em diversos palcos (Igreja, palco Pôr-do-sol, e palco Terra) os participantes irão usufruir de conferências, percursos interpretativos na natureza, cinema documental, workshops temáticos nas áreas do ambiente, música e danças tradicionais.
Informações e inscrições:
www.quercus.pt
O Salva a Terra no Facebook
http://www.facebook.com/Salva.a.Terra
De 9 a 12 de Junho esperamos por todos em Salvaterra do Extremo, Idanha-a-Nova, Beira Baixa!"
PROGRAMA:
Dia 9
22h00 - Xícara (na foto)
00h15 - Pé na Terra
02h15 - DJ Rosmanix
Dia 10
18h00 - DIDGEnBASS
19h00 - Sabão Macaco
22h00 - Charanga
00h15 - Uxu Kalhus
02h15 - DJ Zeek & Trasgo
Dia 11
18h00 - Ninho
19h00 - Frankie Chavez
22h00 - Sebastião Antunes
00h15 - Velha Gaiteira
02h15 - DJ Battle Raquel Bulha vs António Pires
Etiquetas:
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DJ Rosmanix,
DJ Zeek i Trasgo,
Pé na Terra,
Raquel Bulha,
Sabão Macaco,
Salva a Terra,
Uxu Kalhus,
Velha Gaiteira,
Xícara
06 março, 2011
Colectânea de Textos no jornal "i" - XXIII
Afinal o que é a música portuguesa?
Publicado em 28 de Janeiro de 2010
Um comentário de um leitor deste jornal, na sua versão online, ao meu último texto fez-me pensar na seguinte questão (e nalgumas outras, paralelas): afinal o que é a música portuguesa? O comentário, justíssimo!, referia-se à ausência dos Buraka Som Sistema (na foto) na lista das mais relevantes exportações da música portuguesa. Nesta coluna, há alguns meses, eu próprio apontava a saudável ironia que é o facto de os artistas musicais residentes em Portugal mais conhecidos, actualmente, no estrangeiro serem Mariza (que nasceu em Moçambique) e os Buraka Som Sistema (em que apenas um elemento é português e com a própria música do grupo a ser um misto de música angolana, jamaicana e norte-americana). E é aqui que está parte da questão. O que é a música portuguesa? É apenas a música feita por portugueses, cantada em português, com raízes portuguesas (urbanas como o fado ou rurais como os corridinhos ou o cante alentejano)? Deveremos fazer a distinção entre "música portuguesa", "música feita por portugueses" (seja de que género for, desde que os músicos sejam nacionais) e "música feita em Portugal" (feita por portugueses e também por estrangeiros residentes em Portugal)? E onde encaixar aqui os inúmeros estrangeiros, residentes nos respectivos países, que cantam ou tocam fado? Isto é: fazem mais "música portuguesa" a fadista catalã Névoa, os Blind Zero ou o Ricardo Rocha, que toca instrumentais em guitarra portuguesa mas que a leva para outros universos musicais?
Outros caminhos do fado
Publicado em 04 de Fevereiro de 2010
Há variadíssimas colecções de discos de fado. Só para citar algumas, há a do jornal "Público" (que conta a história do fado, com notas importantes de Rui Vieira Nery); há uma mais recente da CNM (Companhia Nacional de Música); "The Best of Fado - Um Tesouro Português", da EMI; as lindíssimas caixas "Divas do Fado" e "Fado sempre! Ontem, hoje e amanhã", ambas da Difference; etc. E haverá, no futuro, a mais aguardada de todas: a edição em CD dos velhos discos de fado (e não só) em 78 rpm, coleccionados por Bruce Bastin, e que será editada, ao que presumo, pela Tradisom. Esta de que falo hoje, "Alma Lusitana", é uma edição conjunta FNAC/iPlay: seis CD que fazem uma viagem global e bastante aliciante por várias décadas de fado, tanto pelos seus cantores como pelos intérpretes de guitarra portuguesa - estão aqui os inevitáveis Carlos Paredes e Armandinho, Alfredo Marceneiro, Tristão da Silva e Carlos do Carmo, Amália Rodrigues, Beatriz da Conceição e Hermínia Silva... E que também surpreende pela quantidade de nomes novos e desviantes que inclui. Um dos CDs - e logo o primeiro da série! - intitula-se, exactamente, "Outros Caminhos", e nele aparecem nomes como A Naifa, Donna Maria ou os Atlantihda (na foto), mas também os Cool Hipnoise, Sam The Kid, Ana Deus (Três Tristes Tigres) ou M-Pex. Noutros CDs estão Pedro Jóia e Catarina Moura (Brigada Victor Jara), com a sua participação em "Fados", de Carlos Saura. Todos a mostrar que há muito fado para além das fronteiras do fado.
Tradição é a transmissão do fogo...
Publicado em 11 de Fevereiro de 2010
Há uma fase de Gustav Mahler que está a fazer uma saudável escola entre a comunidade "trad" portuguesa: "A tradição é a transmissão do fogo, não a veneração das cinzas." E isso reflecte-se na música de muitos dos novos grupos e artistas portugueses. De muitos deles já falei aqui - ainda a semana passada foram referidos nesta coluna vários desvios ao fado -, havendo hoje espaço para mais cinco. Nos seus discos de estreia, o álbum "Dentro da Matriz" e o EP "Electrónica cá da Terra", respectivamente, os Omiri (projecto a solo de Vasco Ribeiro Casais, dos Dazkarieh) e os Charanga mergulham de cabeça na tradição e transformam-na em música absolutamente moderna e actual. Os Omiri vão a várias danças tradicionais europeias e injectam-lhes distorção e heavy-metal, mas também... drum'n'bass. Ao drum'n'bass e a outras tipologias electrónicas vão também os Charanga, estes mais empenhados em recriar temas profundamente portugueses. No seu novo álbum, "Senhor Galandum", os veteranos Galandum Galundaina (na foto) não prescindem da música tradicional transmontana, cantada em mirandês e tocada com instrumentos acústicos, mas também surpreendem quando dão a Hugo Correia (Fadomorse) a remistura electrónica de "Nabos (cun alheiras i bino)". A cantora Claud recria e bem, no seu novo álbum "Pensamento", temas de Sérgio Godinho, Jorge Palma e Trovante. E os OliveTreeDance dão três voltas ao malhão - em "Viva o Malhão", do EP "Urbano Roots" - com didgeridoo e percussões trance!
07 fevereiro, 2011
Colectânea de Textos no jornal "i" - XXII
Promessas, apostas e certezas de 2010
Publicado em 07 de Janeiro de 2010
Os críticos e jornalistas de música deveriam ter desistido de fazer apostas para o que de importante virá a seguir ("the next big thing", em inglês) desde que Jon Landau - célebre jornalista norte-americano - viu "o futuro do rock'n'roll e o futuro chama-se... Bruce Springsteen". Não que Landau estivesse errado, longe disso!, mas porque foi o único que acertou (totalista entre milhões de apostadores) numa infindável roda da sorte que só raras vezes, demasiado raras, acerta na mosca. Mesmo assim, arriscamos: o futuro próximo, imediato, urgente, da música portuguesa passa pelos blues renovados dos Nobody's Bizness (primeiro álbum de estúdio quase a sair); pela música tradicional portuguesa moída nos crivos das electrónicas dos Charanga; pela pop inteligente e livre dos peixe:avião; por um novo grupo de Castelo Branco, Ninho, que secretamente reinventa a tradição; pelos açorianos Bandarra (na foto), que, assombrados por alguns cantores de Abril, ainda acreditam numa música de intervenção (nas palavras e na própria música em si); pelos Anaquim, de Coimbra, que fazem a ponte, de modo particularmente inteligente, entre Sérgio Godinho, os Virgem Suta e um eventual e utópico indie rock islando-canadiano; e pelos Orelha Negra, veteranos da cena fusionista lisboeta (Cool Hipnoise e suas margens), com canções que são clássicos instantâneos da soul, do funk e do disco. Certezas absolutas: os novos álbuns do fadista Ricardo Ribeiro e dos revolucionários - cada uns à sua maneira - Deolinda e Gaiteiros de Lisboa (*).
3 pistas... mas muitos caminhos
Publicado em 14 de Janeiro de 2010
Henrique Amaro, há muitos anos o maior divulgador radiofónico de música portuguesa - e também responsável por várias colectâneas de música nacional (e brasileira), pelos "unpluggeds" da Antena 3, por álbuns de homenagem (nomeadamente, a Adriano Correia de Oliveira) e pela direcção artística da editora Optimus Discos - reincidiu agora numa outra excelente ideia: o segundo volume do "3 Pistas". É simples: cada banda ou artista dispõe apenas de três canais de gravação (podem usar três microfones ou um microfone e duas vias para instrumentos, por exemplo), e cada um deles interpreta um tema seu e uma versão. E o resultado deste segundo volume, tal como do primeiro, é um desfilar infindável de boas surpresas: do consagrado Sérgio Godinho a interpretar "Heat de Verão" (com letra dele, mas oferecida originalmente ao Gomo) aos d3ö a desconstruírem "Rehab", de Amy Winehouse, ou aos Noiserv a fazerem uma excelente versão de "Where Is My Mind", dos Pixies. Mas o mais curioso deste segundo "3 Pistas" é que a maior parte das versões são de temas de artistas e bandas portuguesas: os Linda Martini (na foto, de Paulo Leal) reinterpretam Fernando Tordo, Paulo Praça homenageia os GNR, Tiago Guillul e Margarida Pinto os Heróis do Mar, os Cindy Kat vão aos Sétima Legião e Os Pontos Negros atiram-se a... Armando Gama. A música portuguesa está a virar-se para o seu interior, redescobrindo-o e reinventando-o. E isso é um bom sinal.
A música portuguesa será exportável?
Publicado em 21 de Janeiro de 2010
O último número da revista "Ticketline" incluía uma reportagem com os Moonspell em digressão pelo Leste da Europa. E dava conta de como esta banda de metal portuguesa é acarinhada e respeitada por lá. Como em muitos outros países. Mas é um caso raro de exportação de sucesso de música portuguesa (ou, se se preferir, de música feita por portugueses). No passado, são poucos os exemplos de nomes portugueses que conseguiram saltar as fronteiras do rectângulo: Amália (claro!), mas também Luís Piçarra - que actuou em todo o mundo e vendeu muitos milhares de discos no estrangeiro (diz-se que um milhão de exemplares, só da sua versão de "Coimbra" em francês, "Avril au Portugal") -, o Duo Ouro Negro e os Madredeus. Mais recentemente, Dulce Pontes, Mísia e Mariza (e outros fadistas, incluindo desvios como os Deolinda) levaram o fado a todo o lado. No estrangeiro, aliás, o fado ainda é sinónimo de toda a música tradicional portuguesa, não havendo casos de sucesso (à excepção dos Dazkarieh, que juntam à tradição uma boa dose de distorção rock) de artistas ou grupos de música tradicional de inspiração rural. Noutros pequenos nichos de mercado - Fonzie, Rafael Toral, Les Baton Rouge, Blasted Mechanism, Parkinsons, Wray Gunn (na foto) e poucos mais -, os portugueses são igualmente bem aceites. Mas a pop/rock mainstream nunca o conseguiu. Segunda pergunta (subsidiária da do título): para quando a criação de uma estrutura oficial de apoio à promoção, divulgação e exportação da nossa música?
(*) - Infelizmente, mais de um ano depois da publicação deste texto, o álbum dos Gaiteiros de Lisboa continua sem ser editado. Quando o será?
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