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27 maio, 2010

Clube Conguito (António Pires/Rodrigo Madeira) no MED de Loulé


Quando as danças europeias, as fanfarras balcânicas, o klezmer, o bhangra, o kuduro, o baile carioca, o dancehall ou o kwaito do DJ António Pires se encontram com a música africana vintage, a exotica latino-americana, o jazz, a soul, o funk e o hip-hop do DJ Rodrigo Madeira, isso é o... Clube Conguito! A nova dupla de DJs já apurou a fórmula no Chapitô e no Bacalhoeiro, em Lisboa, e estreia-se oficialmente com esta designação na noite de encerramento do festival MED de Loulé, dia 26 de Junho. E, pronto, agora que já dei brilho ao ego, posso avançar com todos os outros nomes já confirmados do MED deste ano, que promete ser novamente um grande festival:

Quarta-feira, 23 de Junho:

* Amparo Sánchez
* Femi Kuti & The Positive Force
* Vieux Farka Touré
* Zeca Medeiros
* Macacos do Chinês

Quinta-feira, 24 de Junho:

* King Khan & The Shrines
* Goran Bregovic and His Wedding & Funeral Band
* Cacique 97
* Mazgani
* Andersen Molière

Sexta-feira, 25 de Junho:

* Orchestra Baobab
* Watcha Clan
* 3 Pianos
* Anaquim
* Galandum Galundaina
* The Legendary Tiger Man

Sábado, 26 de Junho:

* Mercan Dede & The Secret Tribe
* Boom Pam
* Virgem Suta
* René Aubry
* Orelha Negra
* Diabo na Cruz
* Clube Conguito

06 fevereiro, 2009

Cacharolete de Discos - Boom Pam, Diego El Cigala e «Dancehall - The Rise of Jamaican Dancehall Culture»


Recuperando algumas críticas a discos originalmente publicadas na «Time Out Lisboa», aqui ficam os textos a propósito dos novos álbuns dos israelitas Boom Pam (na foto, de Yanay Nir) e do espanhol Diego El Cigala e a crítica à fantástica colectânea «Dancehall - The Rise of Jamaican Dancehall Culture».


BOOM PAM
«PUERTO RICAN NIGHTS»
Essay Recordings/Megamúsica

Ao segundo álbum, os israelitas, de Tel-Aviv, Boom Pam têm a sua fórmula única e original ainda mais bem apurada do que no seu, homónimo, disco de estreia, editado em 2006. A fórmula «instrumental» continua a mesma: Uzi Feinerman (guitarras eléctricas e, ocasionalmente, banjo, harmónica e voz), Yuval “Tuby” Zolotov (nas gordas linhas de baixo dadas por uma… tuba), Uri Brauner Kinrot (guitarras eléctricas e voz) e Dudu Kohav (bateria e percussões). Mas a fórmula «musical» vai agora ainda mais longe, juntando à sua original mistura de klezmer judaico, rebemtika grega, música cigana dos Balcãs, pitadas de especiarias árabes e turcas e, sempre!, o surf rock - e é bom não esquecer que o surf rock foi inventado por Dick Dale, guitarrista com raízes familiares na baía mediterrânica do Médio Oriente, daí aquele som que remetia para a Grécia, a Turquia, o Líbano mas que invadiu depois o rock'n'roll, dos Beach Boys aos Shadows, do Conjunto Mistério às bandas-sonoras dos filmes de Tarantino… -, outras sonoridades: o country & western (num divertidíssimo tema, «Shayeret Harohvim», cantado em hebraico por Maor Cohen mas coberto pelo esparguete enniomorriconiano), a música ranchera mexicana em «Ay Carmela» (em duas versões, uma instrumental, a outra cantada por Italo Gonzalez) e o ska e o dancehall jamaicanos adaptados ao eixo klezmer/Balcãs com a ajuda do fabuloso MC Tomer Yusef, dos conterrâneos Balkan Beat Box, seus irmãos na busca de uma klezmerização global). E, finalmente, os Boom Pam gravaram, no segundo álbum, o tema de rock'n'roll grego… «Boom Pam», que lhes deu a inspiração original, e que é sempre um dos momentos de maior festa dos seus concertos. (*****)


DIEGO EL CIGALA
«DOS LÁGRIMAS»
Cigala Music

A renovação do fado a que se tem assistido nos últimos anos em Portugal é muito semelhante ao que aconteceu, mas no caso espanhol com um avanço de muitos anos, com a reinvenção do flamenco. De Paco de Lucia a Niña Pastori, de Martirio aos Ketama ou, mais recentemente, dos Ojos de Brujo a Concha Buika, dos Son de La Frontera a Chambao, muitos - muitíssimos! - são os exemplos de cruzamentos do flamenco com muitos outros géneros musicais, insuflando-lhe assim uma nova vida e um novo sentido. Desde há uma década na linha da frente dessa mesma renovação, o cantor madrileno Diego El Cigala - cujos primeios álbuns de sucesso tiveram o dedo, na produção, de Javier Limón, o mesmo que tem produzido os últimos álbuns de Buika e o último de Mariza - chegou ao estrelato internacional com a sua aproximação muito própria do flamenco com a música latino-americana: o seu disco em parceria com o pianista cubano Bebo Valdés, «Lágrimas Negras» (produzido pelo realizador de cinema Fernando Trueba e editado em 2003) foi um sucesso estrondoso de vendas e de crítica. E, não por acaso, o novo álbum de Diego El Cigala, «Dos Lágrimas», continua de forma brilhante o seu namoro de flamenco com a música latino-americana - estão por lá, entre outros grandes clássicos, o tema «Dos Gardenias», numa versão arrepiante, os tambores afro-latinos em «Dos Cruces», o tango argentino em «Caruso»… E por aqui tocam músicos como o mítico percussionista cubano Tata Guines (falecido depois da gravação do disco, aos 77 anos) ou o grande pianista, também cubano, Guillermo Rubalcaba, para além de outras participações como o acordeonista francês Richard Galliano ou o vocalista da Vieja Trova Santiaguera, Reinaldo Creagh. Esta edição, de luxo, inclui ainda um livreto com uma extensa entrevista a Diego, curiosidades, as letras dos temas e muitas fotos. (*****)


VÁRIOS
«DANCEHALL - THE RISE OF JAMAICAN DANCEHALL CULTURE»
Soul Jazz Records

A contribuição - valiosíssima! - da Soul Jazz Records para o conhecimento e compreensão da música jamaicana das últimas décadas conhece agora um novo e inestimável capítulo: uma colectânea fabulosa que reúne mais de trinta temas que deram forma ao dancehall, género jamaicano que inicialmente pede emprestada a forma do reggae - e de outras músicas jamaicanas como o ska, o dub ou o rocksteady - mas o transforma em algo de mais carnal, mais visceral, mais violento, por oposição aos temas de intervenção política ou à cultura rastafari que o reggae enformava, e numa cena mais de DJs e de toasters do que de bandas e cantores. Não por acaso, com o correr dos tempos, o dancehall viria a tornar-se um irmão próximo do gangsta rap norte-americano e contribuiria, tal como este, para o aparecimento do reggaeton latino-americano, o kwaito sul-africano, o baile funk brasileiro ou o kuduro angolano. Mas, no princípio, o dancehall deu-nos autênticas pérolas musicais que em nada ficam a dever às melhores do reggae ou às dos tempos áureos do ska. E nesta colectânea estão cá quase todas, assinadas por nomes seminais como Yellowman, Eek a Mouse, Chaka Demus & Pliers, Ini Kamoze, Junior Murvin, General Echo, Gregory Isaacs ou Clint Eastwood (pois, não é o actor). E, acima delas todas, pelo menos na minha opinião pessoalíssima, três diamantes que qualquer pista de dança antiga ou actual, não pode desprezar: os temas «Chop Chop», de Cutty Ranks, «Trash and Ready», de Super Cat, e «Deaf Ears», de Early B, todos eles eivados de uma modernidade surpreendente. A evolução do dancehall para o ragga assistiria depois à emergência de estrelas internacionais como Shabba Ranks, Buju Banton ou Capleton, mas isso já é outra história, que decerto a Soul Jazz um dia irá contar. (*****)

22 maio, 2008

Toubab Krewe, Boom Pam, Mandrágora, Bailarico Sofisticado... Todos no FMM de Sines


Os Toubab Krewe (na foto), um bando de ianques branquelas apaixonados por Ali Farka Touré e a música mandinga da África Ocidental, também vão ao FMM de Sines, actuando lá no dia 24 de Julho, tal como se pode ver no seu myspace. Mas ainda há mais nomes a juntar ao cartaz: segundo o Juramento Sem Bandeira, do camarada Vítor Junqueira, também os fabulosos surf-rockers-klezmer-balcanizados Boom Pam actuam no FMM no último dia, 26 de Julho, seguindo-se-lhes nessa noite uma sessão de DJing com o Bailarico Sofisticado - o próprio Vítor mais o Pedro Marques e o Bruno Barros e um convidado, digamos, especial... António Pires. Dias antes, ainda segundo o Juramento Sem Bandeira, os portugueses Dead Combo, acabadinhos de editar o seu álbum «Lusitânia Playboys», actuam no FMM a 22. Já o camarada Luís Rei, através das suas Crónicas da Terra, anuncia para o FMM a presença, na última noite, de Koby Israelite, discípulo de John Zorn na editora Tzadik, e, a 24, os nossos Mandrágora - cujo novo álbum «Escarpa» é uma excelente confirmação - acompanhados por três músicos bretões da Kreiz Breizh Akademy: o violinista Jacky Molard, a cantora luso-francesa Simone Alves e Guillaume Guern. Ah!, e o Vítor fez um cartaz delicioso alusivo à actuação conjunta dos três bailariquentos com o dono aqui deste tasco (para meu grande orgulho e alguma, hermmmm, perturbação):

01 junho, 2007

Boom Pam, The Idan Raichel Project e Elisete - De Israel Para o Mundo



Israel é um cadinho único de muitas músicas e de muitos sons, mercê da quantidade de gente que procurou e ainda procura este país em busca das suas raízes judaicas - gente de todo o mundo, de todas as ideologias, de todas as cores... - e de uma vida nova num país relativamente novo, mesmo que imerso em contradições e em guerras intermináveis com os seus vizinhos-irmãos, palestinianos ou outros. E, se se for a ver bem, há muito mais músicos em Israel a querer a paz e a concórdia - da diva Chava Alberstein aos Bustan Abraham, Olive Leaves, Sheva ou Hadag Nahash - do que a manutenção de um clima de guerra e de hostilidade. Exemplo dessa riqueza, diversidade e abertura são também os Boom Pam (na foto), The Idan Raichel Project e a cantora brasileira, radicada em Israel, Elisete.


BOOM PAM
«BOOM PAM»
Essay Recordings

Para se falar dos Boom Pam é preciso fazer um «rewind» até uma figura incontornável dos primórdios do surf-rock, Dick Dale, o autor de «Misirlou» (pois, aquele tema que assombra o «Pulp Fiction») e referir que Dale era filho de pai libanês e sobrinho de um músico de «oud» (o alaúde árabe) que acompanhava bailarinas da dança-do-ventre. E isto para dizer que o surf-rock - em que se inscreveram grupos como os seminais Beach Boys - era, disfarçada, uma forma de música do Médio Oriente, com ramificações pela Turquia, Líbano, Palestina e países do leste europeu de influência judaica e muçulmana. Oiça-se «Misirlou» e perceber-se-á isto tudo claramente. E oiça-se o álbum de estreia dos Boom Pam, homónimo, e perceber-se-á isto ainda muito melhor. Os Boom Pam são um grupo israelita que nasceu em 2003, que começou por ter um culto tremendo no seu país graças a uma versão do tema grego «Boom Pam» acompanhando o rocker Berry Sakharof, e que se lançou depois no circuito da world-music com uma fórmula arrasadora e irresistível: duas guitarras eléctricas picadinhas, uma tuba a dar um musculado baixo e percussões em voo livre sobre o surf-rock, o klezmer, a música árabe (assumida vividamente como música-irmã), a música cigana balcânica, o ska ou a rembetika grega - e só muito de vez em quando com temas vocalizados -, numa junção única e excitantíssima de músicas diferentes mas demasiado próximas para não serem todas familiares umas das outras. (9/10)


THE IDAN RAICHEL PROJECT
«THE IDAN RAICHEL PROJECT»
Helicon/Cumbancha

Se os Boom Pam têm como referência principal o surf-rock, o lindíssimo projecto de Idan Raichel mergulha na electrónica à Deep Forest (mas em muito melhor!!, porque pulsante, viva e honesta) e 1 Giant Leap, metendo ao barulho muitas músicas israelitas e suas vizinhas e juntando no mesmo cadinho sons - e músicos - vindos de Israel, da Palestina, da Etiópia, de países balcânicos, da Jamaica, do mundo inteiro... Projecto original de um homem só, Idan Raichel (teclista, programador, produtor e compositor), criado em 2002, a ideia foi crescendo e alargando-se até um formato de orquestra global, aberta, tolerante, riquíssima em nuances e tonalidades (num total de 70 cantores e músicos a passar pelo estúdio de Idan). A presença da música africana no álbum não é uma curiosidade: Idan foi professor de adolescentes etíopes que tinham emigrado para Israel devido às suas raízes judaicas e, com eles, tomou contacto com a música etíope, nomeadamente de Mahmoud Ahmed e Gigi «Shibabaw». Daí até um maior conhecimento da música centro-africana e dos seus vizinhos do norte de África e da península arábica - muçulmanos... e judeus sefarditas ou iemenitas - foi um passo (cf. em «Hinach Yafah») e o conceito, global/pacifista/equalitário, estava feito. Um conceito que, vertido em música, é muito mais rico e cromático do que quaisquer palavras podem explicar. (8/10)


ELISETE
«GAAGUA»
Ed. de Autor


A palavra hebraica «Gaagua» pode significar «longing» (em inglês) e, com um bocadinho de imaginação, «saudade» (em português). O que faz todo o sentido se se pensar que Elisete (Elisete Retter) é uma cantora brasileira que vive em Israel desde 1991, por alturas da primeira guerra do Golfo. E «Gaagua» - segundo álbum da cantora, depois de «Luar e Café», e anterior ao álbum de remisturas «Remix», que também é vivamente aconselhável - e, cantando preferencialmente em hebraico e só por vezes em português, mistura na sua música reggae e ragga, sambinhas (cf. em «O Sonho», «Love» e «Às Vezes»), bossa-nova (cf. em «Samba and Love»), rock, baladas lindíssimas (cf. no tema-título «Gaagua», um loungezinho delicioso), funk tropical, drum'n'bass elegante («A Reason To Celebrate»), a música do nordeste brasileiro («The Sun Will Always Shine») ou um disco-sound suficientemente kitsch para ser irresistível («Mashica»). Também colaboradora de Idan Raichel no Idan Raichel Project, e de outros nomes da música israelita como Alon Ochana, Ron Davni, Si Haiman ou Bezalel Aloni, a cantora Elisete tem uma voz própria na música de Israel... e do mundo. Provando que a música não tem fronteiras e que a vida - e a música! - é aquela que nós escolhemos para viver. (6/10)

31 outubro, 2006

WOMEX - Todo o Mundo num Palácio


A WOMEX decorreu este fim-de-semana em Sevilha com centenas de participantes na feira e milhares de pessoas de todo o mundo a circular entre os concertos. São centenas de anos de música e todos os quilómetros quadrados da Terra concentrados num palácio de Sevilha de cúpula dourada.

Concertos, showcases, mostras paralelas, foram às dezenas. Da máquina sonora com 19-elementos-19 da fabulosa La Etruria Criminale Banda (na foto), grupo italiano que mistura ska, punk, klezmer, Balcãs e jazz selvagem à John Zorn, big-band com duas secções de metais, duas baterias, laptop, etc, etc... à beleza de The Shin/Project "EgAri", que junta jazz, flamenco e canto e música tradicional georgiana. Da abertura de novos e excitantes caminhos para a música cigana dos Balcãs feita pelos sérvios KAL à tentativa de emulação de Ali Farka Touré feita por Afel Bocoum (no seu trabalho de guitarra... e até num chapéu). Da constatação de que, ao vivo, o francês Sergent Garcia é acompanhado por uma bandona e aquilo é muito mais orgânico, salseiro e festivo ao encantamento dos Adjagas, um gnomozinho e uma fadinha noruegueses a cantarem canções yoik com banda indie Cocteau Twins/Low/Spain por trás. Da confirmação do cabo-verdiano Tcheka (mais, muito mais do que no África Festival em Lisboa) como um enorme compositor, cantor e guitarrista ao delírio klezmer/árabe/Balcãs/surf-rock dos israelitas Boom Pam, com tuba a fazer de baixo e guitarras eléctricas entre Dick Dale e os Beach Boys.

E mais, muito mais. O efeito Peste & Sida dos andaluzes Eskorzo. A música ancestral dos egípcios El Tanbura. O híbrido, quase sempre bem conseguido (ai, os sintetizadores), entre a tradição e a modernidade da fabulosa cantora turca Aynur. O ritmo infernal dos tambores que rodeiam a cantora colombiana Petrona Martínez (na linha de Toto La Momposina). A pop bem feita mas apenas pop dos também colombianos Aterciopelados. O rock global e bastas vezes alucinado do croata Darko Rundek. A fusão nem sempre feliz de música árabe com electrónicas do projecto multinacional Orange Blossom (que nos melhores momentos faz lembrar os Ekova e nos piores os... Deep Forest). O virtuosismo do bandolinista brasileiro Hamilton de Holanda. A festa dos veteraníssimos catalães Los Patriarcas de La Rumba (devem ser todos eles os avós dos Ojos de Brujo!). A mistura, igualmente festiva e absolutamente dançável, de ritmos cubanos com jigs e reels dos escoceses Salsa Celtica. O acordeão alucinado do catalão Tomás San Miguel com as gémeas Txalaparta (que tocam, claro e tão bem!, txalaparta) e um dos Dissidenten nas percussões... E todos os outros que eu não vi, porque era impossível ver tudo (horas e horas de concertos à noite, sempre três em simultâneo em três locais diferentes, um deles, o pavilhão, infelizmente com um som pouco aceitável para um evento destes).

Na feira, durante o dia, o formigar de gente de todos os continentes - e ligada a estas músicas de todo o mundo - dava ao Palácio dos Congressos-FIBES um aspecto de Nações Unidas freak ou de um Baile de Máscaras global. Editores, produtores de espectáculos, agentes, bandas, estruturas governamentais dos países mais esclarecidos (pois: na WOMEX não há nenhum stand do ICEP nem da Secretaria de Estado da Cultura portuguesa nem...). Gente de todo o lado e de Portugal também: dois para a estrutura que junta várias empresas portuguesa, Musica.pt; outro dos Dazkarieh (quase sempre com animadas jam-sessions que juntavam os músicos portugueses a muitos outros); outro dos Blasted Mechanism (o mais cyber de toda a WOMEX, com as máscaras do grupo e a adição de baterias eléctricas feitas com... limões, cortesia de um eco-activista inglês); do Sons em Trânsito; da Bartilotti Produções/Megamúsica.


E, como é habitual na WOMEX, as actividades foram coroadas com o anúncio dos nomeados para os apetecidos Prémios de World Music da BBC - Radio 3, este ano com dois nomes portugueses (e de sangue africano) no rol - Sara Tavares (na foto; autoria de Jurrien Wouterse) e Mariza - e algumas surpresas. A lista completa de categorias e nomeados é este ano como segue: África - Ali Farka Touré (Mali), Bongo Maffin (África do Sul), Mahmoud Ahmed (Etiópia) e Toumani Diabaté (Mali). Américas: Ben Harper (Estados Unidos), Fonseca (Colômbia), Gogol Bordello (Estados Unidos) e Lila Downs (México). Médio-Oriente e Norte de África: Les Boukakes (Argélia/França), Ghada Shbeir (Líbano), Natacha Atlas (Egipto/Reino Unido) e Yasmin Levy (Israel). Ásia/Pacífico: Anoushka Shankar (Índia), Dadawa (China), Debashish Bhattacharya (Índia) e Fat Freddy's Drop (Nova Zelândia). Europa: Camille (França), Lo’Jo (França), Mariza (Portugal) e Ojos de Brujo (Espanha). Revelação: Etran Finatawa (Niger), K’Naan (Somália), Nuru Kane (Senegal) e Sara Tavares (Portugal/Cabo Verde). Fusão: Aida Nadeem (Iraque/Dinamarca), Maurice El Medini & Robert Rodriguez (Argélia/Cuba), Ska Cubano (Reino Unido/Cuba/Jamaica) e Think of One (Bélgica/Brasil). Dança/Discoteca Global: Balkan Beat Box (Estados Unidos/Israel), Cheb I Sabbah (Argélia/Estados Unidos), Gotan Project (França/Argentina) e Mercan Dede (Turquia/Canadá).

23 outubro, 2006

WOMEX - Esta Semana Em Sevilha



Se tudo correr bem, o final desta semana será passado em Sevilha, na WOMEX, feira que junta muitos artistas consagrados e emergentes da chamada world music e os mas importantes editores, agentes, managers, DJs, divulgadores e jornalistas desta área. De Portugal segue uma representação alargada, se bem que não haja nenhum concerto/showcase oficial agendado com artistas portugueses. Entre os concertos/showcases marcados contam-se actuações de vários nomes espanhóis - Banda de la María, Mártires Del Compás, Son De La Frontera, Electroputas, Guadiana, Los Patriarcas de la Rumba e Tomás San Miguel+Txalaparta - e de variadíssimos artistas e bandas de vários continentes: Adjágas (Noruega), Afel Bocoum & Alkibar (Mali), Aterciopelados (Colômbia), Aynur (Turquia), Boom Pam (Israel), Brina (Eslovénia), Calypso @ Dirty Jim's (Trinidad e Tobago), Darko Rundek & Cargo Orkestar (Croácia/França), El Tanbura (Egipto), Free Hole Negro (Cuba), Hamilton de Holanda (Brasil), Homayun Sakhi (Afeganistão/Estados Unidos), Juan Carlos Cáceres (Argentina/França), Kal (Sérvia), Kassaï Allstars (Congo), La Etruria Criminale Banda (Itália), Menwar (Ilhas Maurícias), Niyaz (Irão/Canadá/Estados Unidos), Nomo (Estados Unidos), Orange Blossom (Argélia/México/França), Petrona Martínez (Colômbia), Salsa Celtica (Reino Unido), Sergent Garcia (França), Tcheka (Cabo Verde), The Shin/Project «EgAri» (Geórgia), The Silk String Quartet (China/Reino Unido) e X Alfonso (Cuba). Os DJs que vão terminar as sempre longas noites da WOMEX são DJ Awal e DJ Click (ambos franceses) e Los Rumbers (Espanha). Mais informações sobre a WOMEX (que decorre de 25 a 29) podem ser encontradas aqui.