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06 junho, 2014

FMM de Sines - Todo o Festival!

Já está completo o cartaz do FMM de Sines deste ano. Mais em baixo seguem os horários. O comunicado: «Volta ao mundo em Sines e Porto Covo durante nove dias de música e artes O FMM Sines - Festival Músicas do Mundo, a maior celebração das músicas do mundo realizada em Portugal, volta a encher Sines de sons de todo o planeta entre 18 e 26 de julho. Será a 16.ª edição do festival, marcada pelo regresso do núcleo de Porto Covo, nos três primeiros dias, e por um programa intenso de concertos, animação de rua e iniciativas paralelas. Angélique Kidjo, Mulatu Astatke, Balkan Beat Box, Ibrahim Maalouf, Fatoumata Diawara & Roberto Fonseca, Kayhan Kalhor & Erdal Erzincan, Oliver Mtukudzi e Tigran (na foto) são alguns dos artistas em destaque. • Uma viagem pelo mundo em dezenas de espetáculos e atuações musicais Na programação de 2014 renova-se o pacto com o público, que desde 1999 parte para Sines à descoberta de música que nunca ouviu ou que raramente tem oportunidade de ouvir ao vivo. No atlas musical desta edição cabem espetáculos e atuações musicais de artistas de quatro continentes. O Irão, a Turquia, a Coreia do Sul, a Tanzânia, o Zimbabué, o Benim e São Tomé e Príncipe fazem a sua estreia no festival, elevando para uma centena o número de países e regiões que já passaram pelo mais aventureiro acontecimento musical português, sedeado no concelho portuário que viu nascer Vasco da Gama. • O ano do regresso de Porto Covo Nos locais de realização do festival, a principal notícia é o regresso do núcleo de Porto Covo, nos dias 18, 19 e 20 de julho, num palco montado no Largo Marquês de Pombal, uma das praças mais bonitas do Alentejo. • Palco da praia num passeio marítimo renovado e mais música em espaço público Outra diferença em relação às últimas edições vai ser notada no palco da praia, que terá este ano à sua disposição um passeio marítimo totalmente renovado, concluídas que estão as obras de requalificação da Av. Vasco da Gama. Também se reforça a presença do festival no espaço público, com mais animação de rua. • Angélique Kidjo e Mulatu Astatke à frente de forte delegação africana O festival de Sines sempre foi um palco especial para a divulgação das músicas de África. Em 2014, volta a sê-lo. Três figuras históricas da música do continente vão estar em Sines: a mais internacional estrela africana, Angélique Kidjo (Benim), a lenda do ethio-jazz Mulatu Astatke (Etiópia) e Oliver Mtukudzi, patriarca da música do Zimbabué. A cantautora maliana Fatoumata Diawara regressa ao festival num projeto com o pianista cubano Roberto Fonseca. Outro espetáculo africano a merecer grande expetativa é o dos tanzanianos Jagwa Music, que dão o concerto final no palco da praia. Também a não perder as presenças do guitarrista Teta (Madagáscar), da banda Mamar Kassey (Níger), e da dupla Debademba (Mali / Burkina Faso). • A festa global de Balkan Beat Box Formado por israelitas radicados em Nova Iorque, o grupo Balkan Beat Box ocupará um lugar de destaque na programação, cabendo-lhe encerrar o programa de concertos no Castelo. Esteticamente, situa-se na área das fusões de dança globais, onde também se enquadra a dupla sérvia de DJs ShazaLaKazoo, outro nome do alinhamento. • O jazz aberto de Tigran e Ibrahim Maalouf Dois dos músicos de jazz mais reconhecidos da atualidade vão marcar presença no festival. São ambos jovens e caracterizam-se por uma linguagem individual em que partem do jazz à conquista de novos territórios. São eles o pianista arménio Tigran, que volta a Sines com o seu trio, e o trompetista franco-libanês Ibrahim Maalouf, que aqui vem apresentar o seu disco “Illusions”. • A maior representação asiática de sempre Nunca o festival apresentou tanta e tão diversificada Ásia como em 2014. Da índia, chegam quatro espetáculos: Bachu Khan, cantor cigano do Rajastão, Jaipur Maharaja Brass Band, fanfarra também oriunda do Rajastão, o intérprete de sitar Niladri Kumar e o espetáculo ritual Mudiyett, inscrito no registo de Património Imaterial da Humanidade da UNESCO. A Coreia do Sul é representada pela banda de pós-rock Jambinai e a China pelo grupo de folk-rock mongol Ajinai. • Médio Oriente para contemplar e dançar A representação asiática prolonga-se pelo Médio Oriente. Dois dos mais prestigiados músicos instrumentais desta zona do mundo atuam este ano no FMM: o iraniano Kayhan Kalhor e o turco Erdal Erzincan. Outro iraniano, o percussionista Mohammad Reza Mortazavi, também irá estar presente. Ainda na música instrumental, ouviremos o Istiklal Trio, grupo israelita com influências turcas. Das fusões envolvendo músicos e estilos do mundo árabe, haverá duas propostas para dançar: o espetáculo “Fuck the DJ” do franco-tunisino Smadj e a dupla de DJs franceses Acid Arab, fusão de eletrónica com música árabe. • Argentina e Colômbia maioritárias na delegação das Américas A Colômbia, um dos mercados musicais mais dinâmicos do momento, volta ao festival com Cimarrón, expoente da música “llanera”, e os psicadélicos Meridian Brothers. Da Argentina chegam duas vozes femininas: La Yegros e Soema Montenegro. Do México ouviremos o projeto de fusão de rock com poesia índia Arreola+Carballo. O saxofonista Colin Stetson, americano radicado no Canadá, e a cantautora Mélissa Laveaux, canadiana de ascendência haitiana, completam a lista de artistas das Américas. • Portugal do fado, do folclore, das fusões São sete os espetáculos de música portuguesa programados para esta edição do festival: Custódio Castelo & Shina, Zé Perdigão “Sons Ibéricos”, Galandum Galundaina, Ai!, Júlio Pereira, Gisela João e The Soaked Lamb. A estes sete juntam-se as diversas formações da Escola das Artes do Alentejo Litoral e outros grupos que atuam em espaço público ao longo do festival. • O regresso de uma lenda de S. Tomé e Príncipe O Conjunto África Negra foi o grande embaixador da música de S. Tomé e Príncipe nos anos que se seguiram à independência. Ausente de Portugal desde o final dos anos 80, faz o seu regresso no palco do FMM Sines. De outro país de língua portuguesa, Angola, chega Nástio Mosquito, jovem músico e artista visual. Selma Uamusse, cantora moçambicana radicada em Portugal, vem a Porto Covo estrear repertório do disco que está a gravar. Mó Kalamity, cabo-verdiana a residir em Paris desde criança, será a voz do reggae nesta edição do FMM. • Sons de uma Europa de cruzamentos A Europa, os seus artistas, os seus produtores, as suas editoras, atravessam toda a programação do festival. Além das já citadas, há mais quatro presenças europeias de nota. Duas delas partem da música tradicional da Bretanha: KrisMenn / AleM fundem-na com o hip hop e o Astrakan Project leva-a a viajar pelo Oriente. Karolina Cicha & Bart Palyga são os embaixadores da Podláquia, região multiétnica e multilinguística da Polónia. Jungle By Night é uma orquestra de jovens músicos holandeses renovadores do afrobeat. • Festival para além da música Além dos concertos em palcos e espaço público, o festival oferece um programa de iniciativas paralelas em torno da música e das artes. Haverá ateliês para crianças e bebés, oficinas, ciclo de cinema documental, conversas com escritores e artistas, feira do disco e do livro, sessões de contos, exposição e biodanza. Logo no primeiro dia do festival, realiza-se em Porto Covo uma conferência com Alessandro Portelli, sobre a música dos novos migrantes. Informação completa sobre iniciativas paralelas a divulgar brevemente. • Bilhetes para as noites no Castelo à venda Os bilhetes estão já à venda na plataforma BilheteiraOnline.pt (online e circuito nacional de lojas). Mais perto do festival estarão à venda nos locais habituais em Sines. O bilhete para cada dia de concertos noturnos no Castelo, entre 22 e 26 de julho, custa € 10, sendo o custo do passe de € 35 até 30 de junho e de € 40 euros após 30 de junho. Em Porto Covo, no palco da Avenida da Praia, no Pátio das Artes e no concerto da tarde no Castelo não se paga bilhete. O bilhete para o concerto de Colin Stetson no auditório do Centro de Artes custa 5 euros (venda exclusiva no Centro). • Transmissão de concertos via web Para quem não puder deslocar-se a Sines, em 2014 o FMM iniciará a transmissão de alguns concertos em direto e em diferido em modalidade de “streaming pay per view”. ALINHAMENTO DE ESPETÁCULOS PORTO COVO 18 de julho (sexta) 17h30: JAIPUR MAHARAJA BRASS BAND (Rajastão - Índia) @ Ruas de Porto Covo 19h00: CUSTÓDIO CASTELO & SHINA (Portugal / França) @ Largo Marquês de Pombal 21h45: KRISMENN / ALEM (Bretanha - França) @ Largo Marquês de Pombal 23h15: BACHU KHAN (Rajastão - Índia) @ Largo Marquês de Pombal 19 de julho (sábado) 18h00: JAIPUR MAHARAJA BRASS BAND (Rajastão - Índia) @ Ruas de Porto Covo 19h00: ISTIKLAL TRIO (Israel) @ Largo Marquês de Pombal 21h45: KAYHAN KALHOR & ERDAL ERZINCAN (Irão / Anatólia - Turquia) @ Largo Marquês de Pombal 23h15: TETA (Madagáscar) @ Largo Marquês de Pombal 20 de julho (domingo) 19h00: KAROLINA CICHA & BART PAŁYGA (Polónia - Podláquia) @ Largo Marquês de Pombal 21h30: SELMA UAMUSSE (Moçambique) @ Largo Marquês de Pombal 23h00: CIMARRÓN (Colômbia) @ Largo Marquês de Pombal SINES 21 de julho (segunda) 19h00: AI! (Portugal) @ Pátio das Artes 20h00: ASTRAKAN PROJECT (Bretanha - França) @ Pátio das Artes 22h00: COLIN STETSON (EUA / Canadá) @ Centro de Artes - Auditório * 23h30: MUDIYETT (Índia) @ Av. Vasco da Gama 22 de julho (terça) 19h00: ZÉ PERDIGÃO “SONS IBÉRICOS” (Portugal) @ Castelo 22h00: OLIVER MTUKUDZI & THE BLACK SPIRITS (Zimbabué) @ Castelo * 23h30: LA YEGROS (Argentina) @ Castelo * 01h00: DEBADEMBA (Burkina Faso / Mali) @ Castelo * 23 de julho (quarta) 19h00: ÁFRICA NEGRA (S. Tomé e Príncipe) @ Castelo 20h15: AJINAI (China) @ Av. Praia 21h45: IBRAHIM MAALOUF "ILLUSIONS" (Líbano / França) @ Castelo * 23h15: JAMBINAI (Coreia do Sul) @ Castelo * 00h45: MÉLISSA LAVEAUX (Canadá / Haiti) @ Castelo * 02h30: JUNGLE BY NIGHT (Holanda) @ Av. Praia 24 de julho (quinta) 19h00: GALANDUM GALUNDAINA (Portugal) @ Castelo 20h15: ARREOLA+CARBALLO (México) @ Av. Praia 21h45: MULATU ASTATKE (Etiópia) @ Castelo * 23h15: NÁSTIO MOSQUITO (Angola) @ Castelo * 00h45: MAMAR KASSEY (Níger) @ Castelo * 02h30: MERIDIAN BROTHERS (Colômbia) @ Av. Praia 04h00: NILADRI KUMAR (Índia) @ Av. Praia 25 de julho (sexta) 19h00: JÚLIO PEREIRA (Portugal) @ Castelo 20h15: MOHAMMAD REZA MORTAZAVI (Irão) @ Av. Praia 21h45: GISELA JOÃO (Portugal) @ Castelo * 23h15: SOEMA MONTENEGRO (Argentina) @ Castelo * 00h45: TIGRAN (Arménia / EUA) @ Castelo * 02h30: MÓ KALAMITY & THE WIZARDS (Cabo Verde / França) @ Av. Praia 04h15: SHAZALAKAZOO (Sérvia) @ Av. Praia 26 de julho (sábado) 19h00: THE SOAKED LAMB (Portugal) @ Castelo 20h15: SMADJ “FUCK THE DJ” (Tunísia / França / Marrocos / África do Sul) @ Av. Praia 21h45: FATOUMATA DIAWARA & ROBERTO FONSECA (Mali / Cuba) @ Castelo * 23h15: ANGÉLIQUE KIDJO (Benim) @ Castelo * 00h45: BALKAN BEAT BOX (Israel / EUA) @ Castelo * 02h45: JAGWA MUSIC (Tanzânia) @ Av. Praia 04h15: ACID ARAB (França / Mundo Árabe) @ Av. Praia [*] Concertos com necessidade de aquisição de bilhete A programação está sujeita a alteração. Nota: A este alinhamento acrescem as iniciativas paralelas, os espetáculos por formações da Escola das Artes do Alentejo Litoral e outras atuações em espaço público a anunciar Mais informações www.fmm.com.pt | www.facebook.com/fmmsines»

21 fevereiro, 2014

Angélique Kidjo no FMM de Sines, Gisela João no Med de Loulé

E, no mesmo dia, surgem as primeira confirmações de artistas e grupos agendados para a edição 2014 do FMM de Sines (Angélique Kidjo -- na foto --, Oliver Mtukudzi, Fatoumata Diawara com Roberto Fonseca e Mamar Kassey) e para o Med de Loulé (Gisela João). Primeiro, o comunicado do FMM: «FMM Sines anuncia primeiros nomes programados para a edição de 2014 Estão confirmadas as primeiras presenças no maior evento de músicas do mundo realizado em Portugal: Angélique Kidjo (uma das grandes divas africanas), Oliver Mtukudzi (nome histórico da música do Zimbabué), a dupla Fatoumata Diawara e Roberto Fonseca (colaboração entre o Mali e Cuba) e a banda Mamar Kassey (música do coração do Sahel). África, com uma incursão a Cuba, é a origem das primeiras confirmações do programa do FMM Sines - Festival Músicas do Mundo 2014, que decorre entre 18 e 26 de julho, em Sines e Porto Covo. Nesta 16.ª edição do festival, Sines irá oferecer novamente um programa que convida a partir à descoberta da melhor música que se faz no planeta, sem fronteiras de géneros, nacionalidades ou culturas. Angélique Kidjo, nascida no Benim e atualmente radicada em Nova Iorque, é uma das mais conceituadas cantautoras, ativistas e personalidades africanas. A BBC incluiu-a na lista de 50 personalidades do continente em 2011 e o Daily Telegraph descreveu-a como “a rainha incontestada da música africana”. A sua estreia em Sines vai ser feita com o disco “EVE”, lançado em janeiro de 2014, uma homenagem à sua mãe e às mulheres em geral. Angélique Kidjo é uma das artistas africanas mais premiadas, destacando-se no seu currículo a conquista do Grammy de Melhor Álbum Contemporâneo de World Music com “Djin Djin” (disco de 2007) e a nomeação do seu álbum seguinte, “Oyo”, de 2010, para o mesmo galardão. “EVE”, o disco que acaba de lançar, mereceu cinco estrelas da última edição da revista Songlines e também promete uma carreira muito bem-sucedida entre o público e a crítica. O cantor e guitarrista Oliver “Tuku” Mtukudzi é um clássico da música africana. Nascido em 1952, vai estrear-se em Sines com uma carreira de quase cinco décadas atrás de si. Partilha com Thomas Mapfumo, músico com quem tocou nos anos 70, o estatuto de patriarca da música do Zimbabué. Ao longo da sua carreira prolífica, editou mais de meia centena de álbuns (mais de sessenta em algumas contagens), sendo o mais recente “Sarawoga”, lançado em 2012. O seu estilo musical – tão particular que os fãs o tratam como um género em si próprio, a “Tuku music” – produz canções com estruturas pop tocadas na guitarra acústica em que é exímio e em instrumentos tradicionais como o mbira e a marimba. Apresenta-se com a banda The Black Spirits, uma mistura de músicos veteranos e da nova geração. A maliana Fatoumata Diawara deu um dos concertos mais memoráveis do FMM Sines 2012. Volta ao festival em 2014 num projeto de colaboração com o pianista cubano Roberto Fonseca que Sines será um dos primeiros palcos mundiais a receber. Fatoumata é uma das vozes da nova música maliana, inovadora dos ritmos e melodias do seu país, com um grande álbum, “Fatou”, editado em 2011. Roberto tem um percurso no jazz, nas músicas tradicionais cubanas e nos sons urbanos contemporâneos. No seu disco “YO”, também de 2012, lançou-se numa viagem pelas suas raízes africanas e pelas suas expressões em ambos os lados do Atlântico. Neste projeto, onde Fatoumata explora o seu desejo de ir mais além e Roberto encontra África na voz de uma das suas maiores cantoras, haverá ainda a presença de uma banda de cinco elementos onde estarão em força a percussão cubana e a elegância dos instrumentos de cordas malianos. Mamar Kassey é uma banda que vai interessar os curiosos pela música do Sahel e do Sahara. Fundada em 1995 em Niamey, capital do Níger, é liderada por Yacouba Moumoni, cantor e intérprete de flauta “peul”. Atua em Sines na sequência do seu terceiro álbum, “Taboussizé-Niger”, lançado em 2013 pela editora bretã Innacor. Yacouba Moumoni é considerado o músico mais popular do Níger e a música de Mamar Kassey, moderna apesar de se manter fiel às tradições étnicas do país, tem um público considerável em toda a África Ocidental. “Taboussizé-Niger” integrou a seleção de melhores dos discos de 2013 em publicações como Les Inrocks, Mondomix e Folkroots. Bilhetes Os bilhetes para o FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2014 já estão à venda na plataforma BilheteiraOnline.pt. Cada dia de concertos pagos (concertos noturnos no Castelo entre 22 e 26 de julho) custa € 10, sendo o custo do passe de € 35 até 30 de abril (após 30 de abril, o passe custa € 40). Além destes concertos pagos, o FMM Sines oferece, como sempre, logo a partir do primeiro dia do festival, 18 de julho, um extenso programa de concertos gratuitos em vários períodos e palcos do festival. Mais informações www.fmm.com.pt www.facebook.com/fmmsines» Já o MED de Loulé informa: «GISELA JOÃO NA APRESENTAÇÃO DO 11ºFESTIVAL MED A fadista Gisela João vai estar presente na Conferência de Imprensa de apresentação da 11ª edição do Festival MED, a ter lugar na próxima quarta-feira, 26 de fevereiro, pelas 16h30, na Sala do Atlético Sporting Clube, onde serão anunciados os primeiros nomes do cartaz. Este ano, o Festival MED decorre nos dias 26, 27 e 28 de junho, na Zona Histórica de Loulé, e contará mais uma vez com um cartaz musical de luxo. Depois de ter arrebatado tudo e todos em 2013, a grande revelação da cena musical portuguesa, a jovem fadista Gisela João, é um dos nomes confirmados para o MED. Integrado no roteiro dos principais festivais de World Music, para além de um alinhamento musical que traz a Portugal os melhores nomes das músicas do mundo, este festival passa também por uma fusão de manifestações culturais que vão desde a gastronomia às artes plásticas, animação de rua, artesanato, dança, workshops, e muito mais, com um claro objetivo de divulgar as várias culturas do mundo. Sobre Gisela João O disco de estreia de Gisela João é um marco na História do Fado contemporâneo. Sem desvios nem artifícios, parte duma formação tradicional e mergulha na sua génese, reencontra a sua autenticidade, questiona os seus excessos e maneirismos, para se tornar genuíno como nunca e apontar o seu futuro. Nasceu em Barcelos, viveu seis anos no Porto e finalmente o canto impôs a sua vontade e levou-a para Lisboa. Numa pequena casa “emprestada” na Mouraria debateu-se com o peso imenso da solidão, pensou várias vezes em desistir, mas resistiu. Conquistou o Sr. Vinho, a Tasca da Bela, a Mesa de Frades primeiro, para depois encher o Lux (primeiro num set do mago do pós-Dubstep, Nicolas Jaar e depois em nome próprio, a convite de Manuel Reis), e, mais recentemente, uma pequena legião de fãs esgotou o Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém duas semanas antes do espetáculo. Chegara a hora de gravar o seu primeiro disco, esse grande desafio. Encontrou em Frederico Pereira o cúmplice ideal – iniciaram as gravações. Estávamos em fevereiro de 2013, certos do caminho que havia para percorrer mas longe de prever o que iria acontecer. O disco sai a 1 de julho de 2013, duas semanas depois alcança o primeiro lugar no Top de vendas nacional e é considerado pela grande maioria com o mais importante disco de estreia de um artista português no século XXI. Nesse mesmo ano é convidada a participar em alguns dos mais importantes festivais da cena musical portuguesa, entre os quais, Largos da Mouraria – Festas de Lisboa, Festa do Avante, Caixa Alfama, Debandada e Vodafone Mexefest e atua no Festival da Flandres, marcando desta forma a primeira apresentação do seu disco de estreia internacionalmente. Depois de ter arrebatado tudo e todos em 2013, a grande revelação da cena musical portuguesa, a fadista Gisela João, deixou a sua marca em duas das mais prestigiadas salas do país: Casa da Música e CCB. Gisela João entrou em 2014 a mostrar, ao vivo, porque é que fez de 2013 um ano crucial para a história do Fado».

27 março, 2008

Angélique Kidjo, Sally Nyolo e Dobet Gnahoré - Vozes da Mãe-África


Vozes femininas africanas - e muito boas! - há-as às mãos cheias. E nem sequer vale a pena fazer aqui uma lista que justifique a afirmação. Mas nessa lista têm que ser incluídas, obrigatoriamente, as três cantoras de que se fala aqui hoje: Sally Nyolo, Dobet Gnahoré e a diva Angélique Kidjo (na foto).


ANGÉLIQUE KIDJO
«DJIN DJIN»
Razor & Tie

Nascida no Benim, mas há muito radicada em França e, posteriormente, nos Estados Unidos, Angélique Kidjo é um dos nomes mais bem conhecidos da música africana. Vencedora de vários Grammys, colaboradora de gente como o saxofonista Branford Marsalis, Carlos Santana (ambos presentes como convidados em «Djin Djin»), Dave Matthews Band ou Cassandra Wilson, fundadora da Batonga Foundation - organização que ajuda na escolarização de raparigas africanas -, Kidjo atinge no seu novo álbum «Djin Djin» um nível de estrelato, mais que merecido!, difícil de igualar. Como produtor tem o lendário Tony Visconti (que produziu alguns dos discos de maior sucesso de David Bowie, por exemplo). E ao seu lado, como convidados de luxo, estão os já referidos Branford Marsalis e Carlos Santana e também Alicia Keys, Joss Stone, Peter Gabriel, Amadou & Mariam - num tema lindíssimo, «Senamou (c'est l'amour)», que podia perfeitamente pertencer ao reportório do casal maliano -, Josh Groban, Ziggy Marley, Youssou N'Dour e Keziah Jones. O alinhamento do álbum inclui muitos originais compostos por Angélique Kidjo e pelo seu marido, o produtor e compositor Jean Hebrail, ou co-compostos com alguns dos convidados (como «Salala», com Peter Gabriel), mas também algumas versões surpreendentes como «Gimme Shelter» (dos Rolling Stones), «Pearls» (de Sade Adu) ou uma curiosíssima versão do «Bolero» de Ravel, aqui com letra cantada, baptizado como «Lonlon». E, musicalmente, tudo isto resulta como se esperaria pelo que antes ficou mais ou menos explícito: um álbum variadíssimo, com os pés bem assentes na música africana mas com um cosmopolitismo global digno de nota e de um bom-gosto irrepreensível (9/10).


SALLY NYOLO
«MÉMOIRE DU MONDE»
Cumbancha/Tumbao

Igualmente um nome de topo da música africana, a cantora camaronesa Sally Nyolo - que fez coros para o rocker francês Jacques Higelin e para Touré Kunda antes de integrar as famosíssimas Zap Mama, em 1993 - lançou-se numa profícua carreira a solo em 1996. Carreira que chega agora ao seu quinto álbum em nome próprio, este «Mémoire du Monde», um disco em que Sally continua a usar como base o bikutsi (ritmo tradicional dos Camarões) mas de uma forma viva e inventiva, misturando-o com reggae (como no tema de abertura, «Mamiwata»), jazz, rock, funk, blues e até o hip-hop (cf. em «Messima Remix», remisturado por Imhotep, do grupo rap francês IAM). Quase inteiramente composto por Sally Nyolo, cantado em eton (a sua língua-mãe), francês e inglês, usando muitos instrumentos eléctricos mas também instrumentos africanos (percussões, balafons...), «Mémoire du Monde» foi gravado em Yaoundé - a capital dos Camarões, onde Sally tem o seu estúdio, o mesmo que foi usado para a gravação de «Studio Cameroon», a sua colectânea de artistas camaroneses emergentes - e em Paris e nele colaboraram Sylvie Nawasadio (sua ex-companheira nas Zap Mama), o guitarrista Sylvain Marc (de Madagáscar) e um grupo de cantores pigmeus. «Mémoire du Monde» é um álbum que escorre África por todos os lados, ao mesmo tempo que contém variadíssimos elementos exteriores que nunca se sobrepõem à raiz - uma raiz firmemente plantada na (sua) terra pela compositora Sally Nyolo. (8/10)


DOBET GNAHORÉ
«NA AFRIKI»
Contrejour/Tumbao

A cantora marfinense Dobet Gnahoré - de que este blog falou aquando da sua passagem pelo Porto, integrada no projecto Acoustic Africa (ao lado de Habib Koité e Vusi Mahlasela) - é outro nome, justíssimo, a juntar a este rol. E embora menos conhecida do que as outras duas, a sua curta carreira é já suficientemente rica para que, mais cedo ou mais tarde, seja uma das mais «incontornáveis» cantoras africanas. Dona de uma voz fabulosa e poderosíssima, Dobet canta em várias línguas - dida e guéré (Costa do Marfim), wolof (Senegal), mandinga (Mali), xocha (África do Sul), fon (Benim), lingala (Congo) e árabe, para além de uma breve incursão na língua dos pigmeus -, numa declaração de amor absoluto à variedade linguística, cultural e musical da Mãe África. E a sua música - Dobet Gnahoré é também a principal compositora dos temas deste álbum, juntamente com o seu marido e guitarrista Colin Laroche de Féline - vai no mesmo sentido, integrando géneros que têm a sua origem em vários pontos do continente. E, embora as guitarras e os baixos eléctricos também por aqui andem, nunca se imaginaria que esta música pudesse ter outra origem que não África, uma África-bonsai concentrada na música de uma única cantora. O que até não será de estranhar se se pensar que Dobet cresceu na mítica comunidade artística Ki-Yi M'Bock (o pai de Dobet, percussionista, foi um dos fundadores da comunidade), nos subúrbios de Abidjan, onde viviam mais de cinquenta artistas africanos de diversas origens e nacionalidades. Vale bem a pena conhecê-la! (9/10)

12 dezembro, 2007

U2 - Um Tributo Africano!


Agora que passam vinte anos sobre a edição de «The Joshua Tree» - o álbum em que os U2 (na foto, de Anton Corbijn) vão em busca das raízes negras e africanas do rock (os blues e o gospel) e em que na poesia de Bono passa a ter lugar uma reflexão continuada sobre as questões do chamado Terceiro Mundo -, data assinalada com a remasterização e várias reedições luxuosas desse álbum, chega também a notícia - via, mais uma vez, Crónicas da Terra - de que vários artistas africanos vão lançar um álbum só com versões de temas da banda irlandesa. O álbum, «In The Name Of Love: Africa Celebrates U2», é uma edição da Shout! Factory e parte da receita angariada com a sua venda reverterá para a Global Fund. Com edição prevista para Abril de 2008, no disco participam alguns dos maiores nomes - consagrados ou emergentes - da música africana: Angélique Kidjo («Mysterious Ways»), Vieux Farka Touré («Bullet The Blue Sky»), Ba Cissoko («Sunday Bloody Sunday»), Vusi Mahlasela («Sometimes You Can't Make It On Your Own»), Tony Allen («Where The Streets Have No Name»), Cheikh Lô («I Still Haven't Found What I'm Looking For»), Keziah Jones («One»), Les Nubians («With Or Without You»), Soweto Gospel Choir («Pride [In The Name Of Love]»), Sierra Leone's Refugee All Stars («Seconds»), African Underground All-Stars («Desire») e Waldemar Bastos («Love Is Blindness»). Promete!

22 novembro, 2006

«No Child Soldiers» - Desmobilizem As Crianças!


São carne para canhão. Tenra e barata. Muitas vezes esfomeada. Outras vezes com sede de vingança. Crianças entre os seis e os dezassete anos que brincam às guerras nas guerras a sério. Do lado de bandos rebeldes ou dos exércitos governamentais, sem direito a soldo nem ao remorso dos seus comandantes. Muitos morrem. Outros ficam estropiados. Outros viciados nas drogas que os chefes lhes dão para melhor os controlar. Muitos outros ficam com danos psicológicos irreversíveis. Neste momento são mais de 300 mil - 300 mil, santo Deus! - em todo o mundo. E há outras estatísticas: mais de um milhão de crianças passou por esta experiência; mais de dois milhões de crianças morreram em consequência de guerras nos últimos anos; mais de seis milhões ficaram estropiadas ou foram gravemente feridas; há dez milhões de crianças refugiadas, órfãs ou seriamente traumatizadas por guerras recentes. Os números, cruéis, estão no livreto do álbum «No Child Soldiers», que reúne inúmeras vedetas da música africana numa causa comum: a desmobilização das crianças-soldados. O resultado das vendas do disco - uma ideia da organização francesa Aikah a que se associaram outras entidades - reverte para organizações de desmobilização e reinserção de crianças-soldados. A fotografia que encima este texto é de Antony Njuguna, da Reuters.


VÁRIOS
«NO CHILD SOLDIERS»
O+ Music/Harmonia Mundi

Apesar do problema das crianças-soldados ser universal - do Sri Lanka à Palestina, da América Latina ao Afeganistão - «No Child Soldiers», o álbum, é totalmente protagonizado por artistas africanos, nascidos no mesmo continente em que há dezenas de milhar (centenas de milhar?) de crianças-soldados. E o tema é logo referido no início do álbum, no hino afro-reggae-soul ««Benamou (Enfants Soldats)», composto por Ange Yao e Madéka, em que intervêm também vários dos protagonistas deste álbum - Alpha Blondy, Angélique Kidjo, Lokua Kanza, Ben Okafor, Aicha Koné, Charlotte M'Bango, Monique Séka, Mama Keita, Diane Solo e Bibi); canção que é repegada, numa versão reduzida, no final. E o álbum, riquíssimo, está cheio de excelentes artistas e temas africanos. Vejamos... Tété num tema bluesy, «Le Meilleur des Mondes», que faria inveja a Ben Harper. O enorme Geoffrey Oryema nos afro-blues luminosos do clássico «Yé Yé Yé». Outro «monstro», Alpha Blondy, no reggae quente e interventivo de «Peace In Liberia». Aicha Koné cruzando a música mandinga com swing eléctrico em «Kanawa». Madeleine «Madéka» Kouadio numa canção lindíssima, puxada a violino e percussões, «Miwa». Angélique Kidjo a fazer a ponte sonora entre África, Cuba, Jamaica e Estados Unidos no festivo «Mutoto Kwanza». Os balafons a servir de cama à fabulosa voz de Rokia Traoré em «Sakanto». Outro clássico incontornável, «Tekere», do nobre trânsfuga Salif Keita. Koras, percussões e secção de metais em roda livre no absolutamente dançável «Sinebar», de Youssou N'Dour. E ainda, para compor o ramalhete, temas de Corneille, Ben Okafor, Mama Keita, Bibie, Extra Bokaya e Lokua Kanza. Tudo por uma causa urgente, num álbum muito, muito bom. Só falta aqui Emmanuel Jal... (9/10)

Links:

No Child Soldiers
UNICEF
Amnistia Internacional
Handicap International