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22 abril, 2013
Passatempo Amadou & Mariam (Fechado!)
01 abril, 2013
World Music - Calendário de Concertos
18 fevereiro, 2013
Resistência Maliana Invade FMM de Sines!
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11 novembro, 2012
Amadou & Mariam - Na Gulbenkian, Às Escuras
Vai ser, por certo, uma experiência única: a admirável dupla maliana Amadou & Mariam (na foto, de Marie Dagnaux), vai apresentar na Gulbenkian, em Lisboa, dia 18 deste mês, o espectáculo «Eclipse», em que os espectadores vão ouvir música -- e percepcionar outras sensações -- completamente às escuras. Como este é um espectáculo especial há algumas regras que é necessário seguir. Está tudo explicado aqui em baixo:
«Domingo, 18 Nov 2012, 19:00 - Grande Auditório
AMADOU BAGAYOKO (voz, guitarra)
MARIAM DOUMBIA (voz)
MAMANI KEITA (voz)
YAO DEMBELE (baixo elétrico)
YVO ABADI (bateria)
ALI KEITA (balafon)
MADOU DIABATE (kora)
IDRISSA SOUMAORO (teclados)
Músicas do Mundo: Eclipse
AVISO
Informamos que o espetáculo ECLIPSE decorre na total escuridão e terá a duração de 75 minutos.
Por razões de segurança, toda a sala foi equipada com um sistema de visão noturna.
Em caso de emergência, desconforto, indisposição, ou desorientação que provoque a necessidade de sair da sala, deverá o espetador agitar no ar o programa. Um assistente irá imediatamente ao seu encontro e prestará o auxílio necessário.
Para garantir o sucesso do espetáculo é obrigatório respeitar e aceitar as seguintes regras:
1. Todos os objetos, sacos, malas ou casacos deverão ser entregues no Bengaleiro;
2. Todos os equipamentos passíveis de emitir luz, som ou vibração (telemóveis, relógios, etc.) deverão estar desligados.
3. É proibida a entrada na sala de qualquer dispositivo de gravação vídeo ou som;
4. Após o início do espetáculo não será possível a entrada ou reentrada na sala.
ECLIPSE é um espetáculo que pretende exacerbar a estimulação dos sentidos como o olfato e a perceção da temperatura ambiente, que poderá oscilar entre 15º e 30º Celsius;
Desejamos que apreciem esta experiência multissensorial.
A Fundação Calouste Gulbenkian reserva o Direito de Admissão perante o não cumprimento das determinações referidas.
A dupla formada pelos malianos Amadou Bagayoko e Mariam Doumbia há muito que se tornou um dos nomes mais fortes do circuito da world music. Mas se já não é novidade a capacidade de estabelecer pontes com a música ocidental (Manu Chao, Damon Albarn, TV on the Radio), o espetáculo Eclipse aproxima-nos como nunca antes das suas canções: totalmente às escuras, neste espetáculo multissensorial ser-nos-á contada a história do casal amblíope e ouviremos as suas composições tal como eles – com a dispensa da imagem.»
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28 outubro, 2010
O Mali Continua Cheio de Música!
Antes de mais, um pedido de desculpas aos fiéis leitores deste blog e que continuam a encher a "caixa" de seguidores do Raízes e Antenas: o excesso de trabalho das últimas semanas impediu-me, mais uma vez, de ter uma participação regular -- ou mais ou menos irregular que fosse! - neste blog. Para me compensar e, eventualmente, compensar os leitores, aqui ficam algumas críticas a vários discos de artistas malianos (e ainda uma excelente colectânea) editados nos últimos meses e originalmente publicados na "Time Out". E, a somar, ainda o álbum do projecto AfroCubism, isto é, aquilo que teria sido o Buena Vista Social Club se não tivesse sido só feito com cubanos (e norte-americanos)... São vários bombonzinhos de regresso!
Ali Farka Touré & Toumani Diabaté
"Ali & Toumani"
World Circuit/Megamúsica
Oumou Sangaré
"Seya"
World Circuit/Megamúsica
Amadou & Mariam
"Welcome To Mali"
Because/Megamúsica
Vários
"One Day On Radio Mali"
Syllart/Lusáfrica/Tumbao
Donso
"Donso"
Comet Records/Massala
Ballaké Sissoko/Vincent Segal
"Chamber Music"
No Format/Massala
Idrissa Soumaoro
"Djitoumou"
Syllart/Lusáfrica/Tumbao
Bako Dagnon
"Sidiba"
Syllart/Lusáfrica/Tumbao
AfroCubism
"AfroCubism"
World Circuit/Megamúsica
02 julho, 2008
Med de Loulé - Um Festival Cada Vez Mais Interactivo
Uma nota prévia: os meus dois computadores, coitados, estão há muito tempo semi-mortos, em estado de coma ou naquele limiar de luz em que os doentes terminais pensam estar a rever os parentes há muito falecidos. E este texto, coitado, está a sair assim, boião de soro aqui, injecção de morfina ali, extrema-unção acolá. Mas, se este computador que estou a usar agora que e ainda resiste à força de algálias e cadeira de rodas... morrer mesmo durante este texto terá cumprido a sua função: um pequeno texto sobre o Festival Med, que - ao contrário dos meus computadores - está cada vez mais vivo, activo e interactivo. Uma interacção admirável entre o espaço (acolhedor, caseiro, branco, quente...) e as pessoas que o ocupam, os actores e os visitantes do festival (o Cupido que distribui amor com um sorriso, o carteiro das «love letters» personalizadas, as duas bruxinhas deliciosas...), os artesãos e os compradores (ali é possível comprar, por exemplo, didgeridoos, qarqabas ou bilhas musicais e... aprender na hora a tocá-los), os músicos e a assistência. E aqui era possível dar variadíssimos exemplos de interactividade mas ficamo-nos por apenas dois ou três: a simpatia e encanto do enormíssimo Solomon Burke que, do alto do seu trono real, junta muita gente do público à sua volta, no palco, e depois oferta rosas vermelhas às senhoras; o fabuloso quadro pintado durante o ainda mais fabuloso concerto - o melhor de todo o festival! - de Muchachito Bombo Infierno (o quadro está na foto em cima; de Mira/Câmara Municipal de Loulé), que é logo a seguir vendido por 600 euros; a comunhão entre o palco e a «plateia» durante o concerto de Jimmy Cliff, um concerto em que as boas vibrações passavam rapidamente da audição para o olfacto e vice-versa.
Música, e muito boa, houve ainda mais: a surpresa que foi La Shica ao vivo (mais verdadeira e orgânica que em disco); a festa interminável, irresistível e inteligentíssima dos Balkan Beat Box; a continuação de festa com o jazz manouche, swing e charleston com pinceladas electro dos Caravan Palace; o som mestiço de Roy Paci & Aretuska (ele um incrivelmente bom trompetista e nada mau a cantar em italiano e espanhol); os cada vez melhores a dominar o palco e a apelar ao coro e ao riso Deolinda; a pop inteligentíssima e elegante dos Zita Swoon; o concerto - mais uma vez lindíssimo, tocante e meigo - de Amadou & Mariam; muitas músicas globais postas ao serviço de uma mensagem de paz em The Idan Raichel Project; e a voz maravilhosa e sofrida de Concha Buika (num concerto em que o flamenco vai a África e ao jazz). Menos conseguidas, nos palcos principais, foram as prestações de Ana Moura (apesar da qualidade da voz e da excelência do alinhamento, Ana Moura continua a ser mais cantora que... fadista), dos Café Tacuba (que têm, sente-se infelizmente agora, mais passado que futuro) e Les Tambours du Bronx (que, embora sejam realmente espectaculares e sonoramente rimbombantes, devem quase tudo aos Test Dept e aos Einsturzende Neubauten do início). Mais uma nota: não vi os Zuco 103 (por muita gente apontados como os autores de um dos melhores concertos do festival), concentrado que estava numa sessão de DJ para a qual fui convidado à última hora, substituindo a minha amiga Raquel Bulha (as melhoras, Raquel!).
Nos palcos secundários, o destaque vai para os INP.A.C.TO (com uma proposta musical interessantíssima, apesar de as vozes terem que ser mais trabalhadas), os Batukalgarve (marimbas e outras percussões ao serviço de standards de jazz, temas clássicos e músicas de bandas-sonoras, sempre com o divertimento na mira), os Velha Gaiteira (que estão a chegar ao nível dos «primos» Roncos do Diabo), Freddy Locks e The Most Wanted (tanto ele como eles com um reggae aberto a muitas outras músicas e duas propostas que devem ser seguidas com imensa atenção). Uma nota final e derradeira: o festival Med foi, mais uma vez, muitíssimo bom e será recordado por todos quantos lá estiveram. Há mais gente, mais música, mais coisas a acontecer. E isso é bom!! Mas já não é assim tão bom quando, como na noite de sábado, se deixou entrar no recinto muito mais gente do que aquela que o recinto comporta de uma forma fluida, organizada e saudável. É a única nota a rever.
20 junho, 2008
Extra Golden e Timbila Muzimba Também na ZDB
Fusão de músicas africanas com outras músicas - embora com sonoridades bastante distintas - é o que propõem dois grupos que se apresentam na ZDB, ao Bairro Alto, em Lisboa, nas próximas semanas. Os Timbila Muzimba (na foto), grupo moçambicano que cruza as sonoridades tradicionais das timbilas - os grandes xilofones do sudeste de Moçambique - com ritmos e instrumentos ocidentais, tocam na ZDB, no dia 26 de Junho, três dias antes de se apresentarem no Festival Mestiço, que decorre na Casa da Música, Porto, e do qual já demos conta num post aqui em baixo. Também à «boleia» do Mestiço, a ZDB apresenta no dia 2 de Julho um concerto com uma das bandas mais excitantes da actualidade a cruzar géneros africanos - neste caso, o benga queniano e o afrobeat - com o rock, os Extra Golden, formado por dois norte-americanos e por dois quenianos. Extra Golden que tocam no Mestiço a 29 de Junho, a mesma noite dos Timbila Muzimba e do casal maliano Amadou & Mariam (que, um dia antes, actuam no Med de Loulé). Sobre os Extra Golden, é favor ler o organigrama explicativo da banda no Juramento Sem Bandeira, aqui, e um fabuloso texto de Alex Minoff, um dos elementos do grupo, sobre o que é ou não é «fake», o que é ou não é verdadeiro nestas músicas e nos seus cruzamentos, aqui.
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19 maio, 2008
Med de Loulé - O Programa Completo
Bem, completo, completo ainda não é. Faltam os artistas e grupos dos palcos secundários, mas os dos dois palcos principais do Festival Med de Loulé - organizado pela Câmara Municipal de Loulé e programado pelo Sons em Trânsito - já são todos conhecidos: de 25 a 29 de Junho, a zona histórica de Loulé recebe concertos de La Shica (Espanha), Balkan Beat Box (Israel/Estados Unidos) e Caravan Palace (França), dia 25; Roy Paci & Aretuska (Itália), Jimmy Cliff (Jamaica) e Muchachito Bombo Infierno (Espanha), dia 26; Deolinda (Portugal), Zita Swoon (Bélgica), Zuco 103 (Brasil/Holanda) e Solomon Burke (Estados Unidos), dia 27; Master Musicians of Jajouka (Marrocos), Ana Moura (Portugal), Amadou & Mariam (Mali) e Café Tacuba (na foto; México), dia 28; The Idan Raichel Project (Israel), Konono nº1 (Congo) e Les Tambours du Bronx (França), dia 29. Uma programação variadíssima que passa pela world, claro!, mas também pelo rock, o reggae, a soul... Para além dos palcos da Cerca e da Matriz - os dois que recebem os 17 nomes referidos - haverá mais três palcos, onde decorrerão outros 23 concertos e sessões de DJing. Artesanato, gastronomia, teatro e artes plásticas são, como habitualmente, também uma presença assegurada nesta quinta edição do Med de Loulé. Irresistível!
13 maio, 2008
Festival Med de Loulé - Amadou & Mariam, Deolinda e Solomon Burke juntam-se a Balkan Beat Box
Dos Balkan Beat Box já se sabia, mas sabem-se agora mais três nomes que fazem parte do Festival Med de Loulé, que decorre de 25 a 29 de Junho: o do grande mestre da soul music Solomon Burke (na foto) e o do fabuloso casal de malianos Amadou & Mariam, para além dos nossos Deolinda (ver calendário no post que lhes é dedicado, algumas páginas abaixo, neste blog). Segundo um comunicado da Pure.Ativism, «esta iniciativa, promovida e organizada pela Câmara Municipal de Loulé, já na 5ª edição, visa divulgar a cultura dos países mediterrânicos e do mundo, proporcionando o contacto com as várias manifestações culturais, com especial relevo para a música... Em termos musicais, este festival aposta claramente na divulgação de artistas e conceito “world music”, tendo como critério base a excelência dos projectos musicais e a manifestação das suas origens. Durante cinco dias, o Med apresenta mais de 40 nomes, entre bandas e DJs, num cartaz que integra ritmos de Espanha, Itália, Marrocos, Portugal, Jamaica, Mali, entre muitos outros países... Mais do que uma mostra musical, este festival pretende ser um palco para outras manifestações culturais, afirmando-se como uma janela para o mundo, um local onde se podem conviver de perto com outras culturas, experienciar hábitos diferentes e provar os “sabores mediterrânicos”. De 25 a 29 de Junho, Loulé veste-se de cores quentes e, pelas ruas, será possível assistir a teatro e animação de rua, demonstrações originais de artes plásticas, provar iguarias gastronómicas».
26 março, 2008
Festival Mestiço - Com África, Balcãs, América Latina e Jamaica
E mais uma excelente notícia sacada às Crónicas da Terra: o Festival Mestiço volta a ocupar a Casa da Música, no Porto, com uma programação variadíssima e aberta a muitas músicas. De 26 a 29 de Junho, com concertos da orquestra balcânica do sérvio Boban Markovic e da festa electro-latina de Señor Coconut com o crooner Louie Austen como convidado (no dia 26); do brasileiro Marcelo D2 e de um dos nomes de ponta do kuduro e da tarrachinha angolanos, MC K (dia 27); da música com raízes na Jamaica de Toots & The Maytals e The Dynamics (dia 28); e uma dose-tripla de música africana com os Extra Golden (Quénia/Estados Unidos), os moçambicanos Timbila Muzimba e a música extraordinária e lindíssima do casal maliano Amadou & Mariam, na foto (dia 29). Mais informações aqui.
13 julho, 2007
Cromos Raízes e Antenas XXIII
Este blog continua hoje a publicação da série «Cromos Raízes e Antenas», constituída por pequenas fichas sobre artistas, grupos, personagens (míticas ou reais), géneros, instrumentos musicais, editoras discográficas, divulgadores, filmes... Tudo isto sem ordem cronológica nem alfabética nem enciclopédica nem com hierarquia de importância nem sujeita a qualquer tipo de actualidade. É vagamente aleatória, randomizada, livre, à vontade do freguês (ou dos fregueses: os leitores deste blog estão todos convidados a enviar sugestões ou, melhor ainda!, as fichas completas de cromos para o espaço de comentários ou para o e-mail pires.ant@gmail.com - a «gerência» agradece; assim como agradece que venham daí acrescentos e correcções às várias entradas). As «carteirinhas» de cromos incluem sempre quatro exemplares, numerados e... coleccionáveis ;)
Cromo XXIII.1 - Carmen Miranda
Possivelmente a primeira diva global de fora da esfera anglo-saxónica, a portuguesa de nascimento mas brasileira de alma Carmen Miranda (nascida a 9 de Fevereiro de 1909 em Marco de Canaveses, Portugal, com o nome Maria do Carmo Miranda da Cunha - Carmen viria da paixão do seu pai pela ópera; falecida a 5 de Agosto de 1955) conquistou fãs em todo o mundo através do seu trabalho de actriz e cantora. Considerada como uma pioneira do tropicalismo, pelo seu cruzamento de música brasileira com sonoridades mais «sofisticadas», e inserindo-se na perfeição no conceito de música «exotica» que precedeu o conceito de «world music», dela ficaram canções inesquecíveis como «Pra Você Gostar de Mim» («Taí»), «O Que É Que a Baiana Tem», «Chattanooga Choo Choo» ou «South American Way», para além de treze filmes rodados em Hollywood.
Cromo XXIII.2 - Amadou & Mariam
O casal mais famoso da música maliana, Amadou & Mariam, é um belísimo exemplo de como as contrariedades da vida podem ser ultrapassadas e como se pode ser feliz apesar delas - e basta vê-los em palco para se perceber o amor que os une e o amor que os une, também, na música, belíssima, que fazem. Amadou (Amadou Bagayoko, nascido em Bamako, a 24 de Outubro de 1954) e Mariam (Mariam Doumbia, nascida igualmente em Bamako, a 15 de Abril de 1958) conheceram-se na escola para cegos desta cidade e a paixão comum pela música - ela mais do lado das cantoras malianas e das variedades francesas, ele mais do lado dos blues e do rock de Jimi Hendrix, Led Zeppelin ou John Lee Hooker, e já com carreira feita em alguns grupos - leva-os ao casamento e a uma carreira riquíssima em que pontificam os álbuns «Sou Ni Tilé», «Tje Ni Mousso», «Dimanche à Bamako» e «Welcome To Mali», onde têm cruzado a sua música com a de Manu Chao ou a de Damon Albarn, entre outros.
Cromo XXIII.3 - Moussu T e Lei Jovents
Cidade portuária - feita de cruzamentos de povos e culturas -, Marselha é o cadinho perfeito para a criação de músicas híbridas, excitantes, vindas de muitos lugares. E o projecto Moussu T e Lei Jovents é um excelente exemplo dessa abertura, unindo música da Provença e música negra, seja ela norte-americana, africana, brasileira ou das Antilhas. Liderado por Moussu T (aka Tatou, ex-Massilia Sound System) do grupo fazem também parte Blu (igualmente ex-Massilia Sound System) e o percussionista brasileiro Jamilson, aos quais se juntam vários outros cúmplices para as gravações e/ou os concertos. Cantando quase sempre em língua occitana (também se ouvem por lá palavras em português e na gíria portuária de Marselha), o grupo dedicou o seu primeiro álbum, «Mademoiselle: Marseille» (2005), ao escritor jamaicano Claude McKay, que glosou nos seus poemas a cidade portuária de Marselha. Seguiram-se-lhe «Forever Polida», «Inventé a la Ciotat» e «Home Sweet Home».
Cromo XXIII.4 - Steelpan
Também conhecido como steeldrum - o que não é propriamente correcto porque este instrumento não é um tambor, sendo antes um idiofone -, o steelpan é uma fabulosa invenção dos músicos de Trinidad e Tobago, nos anos 30 do séc. XX, que de bidões de gasolina fizeram um instrumento musical riquíssimo em notas, timbres e nuances - o topo do bidão é trabalhado de modo a que se obtenham as notas musicais que se desejam. E foram mais longe: juntando vários steelpans eles criaram orquestras (que chegam, por vezes, a reunir dezenas de músicos), as steelbands, capazes de interpretar temas tradicionais (como o calipso), canções rock, sinfonias clássicas ou a nossa «Coimbra». As steelbands tornaram-se um símbolo de Trinidad e Tobago (duas ilhas próximas da Venezuela) e, todos os anos, há competições entre variadíssimas steelbands que enchem de espectadores os estádios de futebol.
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