segunda-feira, janeiro 14, 2008
Audiências
sexta-feira, julho 09, 2010
Ainda o Rádio Clube
Como comecei por referir, o desfecho deste curto reaparecimento do Rádio Clube não surpreende. Desde o início que o projecto levantava dúvidas. Pela ambição pouco realista, com a contratação de profissionais de renome; pela fasquia das audiências colocada a um nível muito elevado; pelo modelo adoptado pouco adequado à realidade portuguesa.
O resultado começou a ver-se pouco tempo depois: saída dos principais nomes (jornalistas e comentadores), audiências muito longe do discurso inicial.
As remodelações na grelha de programas indiciaram que o caminho afinal não era o de uma rádio de palavra, mas sim de música. Depois os despedimentos de jornalistas e outros profissionais e a passagem para uma frequência local foram sinais evidentes de que o que acabou por suceder era inevitável.
O que fica de tudo isto é o trabalho de bons jornalistas que aqui e ali conseguiram colocar no ar algum refrescamento da informação radiofónica, ainda que ficando longe da prometida agenda alternativa (que convenhamos é difícil de concretizar, pois não depende de projectos isolados, a questão é muito mais profunda).
Recordo o Minuto-a-Minuto como um dos melhores momentos deste curto Rádio Clube.
No final ficam dois lamentos:
O primeiro para os 36 profissionais que perderão o seu emprego e o segundo para o facto do principal grupo de rádios português ainda não ter encontrado a fórmula para fazer uma aposta firme e sólida no jornalismo radiofónico, que poderia passar por uma convergência de grupo.
segunda-feira, outubro 22, 2012
Acerca das audiências de rádio e o mito da queda
quinta-feira, abril 16, 2009
Audiências
Não há grandes novidades em relação às audiências de rádio, agora disponibilizadas pelo Bareme da Marktest e referentes ao primeiro trimestre de 2009.
O grupo Renascença continua líder, seguindo-se a Media Capital.
Em relação às rádios com maior aposta na informação também não há novidades. A Renascença é a mais ouvida, seguindo-se a Antena 1 que parece consolidar-se na segunda posição remetendo a TSF para terceiro. A rádio informativa foi, aliás, uma das que desceu comparativamente ao mesmo período de 2008.
O Rádio Clube continua abaixo dos 2 por cento de audiência.
segunda-feira, janeiro 04, 2016
quarta-feira, outubro 27, 2010
Audiências e a alegada perda de ouvintes
Comparadas as 3ª vagas do Bareme Rádio da Marktest desde 2006, temos o seguinte:
2006 - 81.2% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante a semana (período de sete dias) e 57.2% ouviram rádio na véspera.
2007 - 77.5% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante a semana (período de sete dias) e 53.4% ouviram rádio na véspera.
2008 - 77.4% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante a semana (período de sete dias) e 53.9% ouviram rádio na véspera.
2009 - 80.9% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante a semana (período de sete dias) e 55.8% ouviram rádio na véspera.
2010 - 78.7% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante a semana (período de sete dias) e 54.6% ouviram rádio na véspera.
quarta-feira, novembro 07, 2007
European Radio Conference
O Diário Económico e o Meios e Publicidade estão a acompanhar o evento.
Ficam as ligações para os textos:
No DE
Rádios querem novo sistema de medição de audiências
Resultados do PPM nos EUA são positivos
A rádio está muito mal explorada
Anunciantes e rádios fazem lobby pela auto-regulação
No M&P
Como fazer um podcast de sucesso
Onde estão as audiências de rádio durante a publicidade?
Não à regulação, viva a auto-regulação ... na publicidade
Colocar a rádio onde está a carteira
sexta-feira, agosto 11, 2006
Audiências de rádio
Maria Fernanda Lima, do blogue A Nossa Rádio , deixou um comentário ao post anterior (também pode ser lido no seu blogue) no qual questiona a validade dos actuais estudos de audiência.
Vai no mesmo sentido o post de Jorge Guimarães Silva.
João Paulo Meneses questiona a ausência de reflexo da cobertura do Mundial de futebol em particular na Antena 1 e considera que é preciso alterar o método.
Rogério Santos parte do post de Maria Fernanda Lima e sublinha as limitações inerentes ao método actualmente utilizado pela Marktest, que não analisa o universo representado pelos ouvintes com telemóvel ou com outras redes fixas de telefone.
quarta-feira, outubro 29, 2008
Rádio Europa vai fechar
A decisão de encerrar justifica-se pela reorientação "estratégica" da emissora.
Lê-se na notícia do Expresso:
A ideia de fechar a Rádio Europa já é antiga e recolheu, designadamente, há cerca de um ano, o parecer favorável da Embaixada da França em Portugal, que considera a emissora "sem interesse", segundo disse ao Expresso uma fonte diplomática francesa.
A representação francesa em Portugal justificou, então, o seu parecer com as "audiências muito fracas" e a "inviabilidade financeira" da antiga Rádio Paris-Lisboa.
Antonieta Lopes da Costa, directora da Rádio Europa, disse ao Expresso não ter ainda "conhecimento oficial" da venda ou encerramento da estação emissora, mas admitiu que a decisão do Conselho de Administração da RFI seja a venda.
"Suspeito que a decisão seja a de vender a Rádio Europa, mas ainda não tive nenhuma reunião com a administração da RFI sobre o assunto", disse Antonieta Lopes da Costa.
A Rádio Europa, onde trabalham 16 pessoas, utiliza a frequência 90.4FM e identifica-se como uma estação que "aposta numa informação credível e rigorosa sobre a actualidade e está atenta aos novos desafios que se colocam aos cidadãos europeus do século XXI".
Act.(3 de Novembro 08) No blogue Jazza-me muito... é dito que a Rádio Europa-Lisboa não vai encerrar.
segunda-feira, junho 20, 2011
Os jovens e a rádio
Refere o autor:
Perante estes números não é mais possível ignorar que há uma queda nas audiências da rádio entre os mais jovens, em Portugal como nos Estados Unidos.
Foi possível quantificar essa erosão até ao momento, mas é demasiado cedo para perceber como ficará (tal como será necessário perceber progressivamente o que se irá passar com outras faixas etárias).
Mas, perante estes números, são cada vez mais os que se questionam sobre se haverá futuro para a relação entre os jovens e a rádio, havendo mesmo quem chegue ao ponto de falar numa «geração perdida para a rádio», como se lê em Berry ou Colliano.
terça-feira, abril 13, 2010
Audiências de rádio nos últimos dez anos
quarta-feira, fevereiro 17, 2016
Dia da Rádio
E, no entanto, os mais pequenos ouvem rádio. A que têm, claro. No carro, quando vão para a escola, por exemplo. O som não deve ser ignorado como uma parte importante do desenvolvimento das crianças e a expressão através dele não pode ser esquecida como uma das melhores formas para as crianças contarem e recontarem o seu mundo. A rádio confere às crianças, em particular as de idade pré-escolar por ainda não terem adquirido a escrita e a leitura convencionais, um grau de autonomia assinalável quando se trata de terem contacto com os media. Através da oralidade, as crianças podem diretamente contar uma história, um acontecimento.
A rádio é, por isso, um excelente meio para promover a educação para os média em crianças de idade pré-escolar. Ouvindo-a e fazendo-a. A rádio tem histórias, música e voz. Ingredientes que podem facilmente ser utilizados por crianças para se expressarem, criarem e conhecerem o mundo que as rodeia.
(https://soundcloud.com/luis-bonixe/programa-de-radio-sala-7)
segunda-feira, julho 27, 2009
Osório sai do Rádio Clube
Não se pode dizer que seja uma medida inesperada. As audiências do Rádio Clube nunca foram as desejadas (e prometidas por Osório) e mais grave ainda, a rádio esteve sempre inconstante no que diz respeito à definição de uma programação.
Com excepção das manhãs informativas, a programação do Rádio Clube andou desde 2007 sempre à procura do melhor modelo.
Dois anos e meio mostraram que o projecto não era assim tão sólido como se poderia pensar motivando a saída de várias apostas da estação (Adelino Faria, Ana Sousa Dias, Artur Cassiano são alguns exemplos).
Aguardemos, pois, por mais desenvolvimentos.
A saída de Osório no Público.
sábado, dezembro 13, 2008
Congresso de ciberjornalismo I
Das várias e interessantes sessões e comunicações apresentadas destacaria três eixos que me parecem ter sido transversais às várias intervenções:
1ª O jornalista do futuro. Que profissional e perfil serão necessários para enfrentar todos os desafios que se vão colocar (e já se colocam) aos jornalistas. As intervenções nesta matéria andaram entre a polivalência (o jornalista capaz de dominar todas as técnicas próprias do ambiente do ciberjornalismo) e a especialização (domínio especifico de algumas dessas técnicas – vídeo, infografia – mas não todas). Anexadas a estas duas perspectivas, emerge a questão da própria formação dos jornalistas não apenas em ambiente académico, mas também profissional.
Por outro lado, a questão da polivalência questiona a própria função dos jornalistas que entre tantas ferramentas que necessitam dominar, lhes restará pouco tempo para fazer aquilo que é realmente a sua função: informar.
Bem a propósito, Mark Deuze, falava na sua intervenção (videoconferência) que o poder cultural do jornalismo e dos jornalistas nas sociedades está a diminuir, transferindo-se para dois outros campos: o das audiências (que agora também são produtores) e o dos empregadores dos media. Deuze concluiu que provavelmente continuaremos a precisar de jornalistas, mas não do actual tipo de jornalistas, aludindo à necessidade de uma nova cultura profissional.
2º O jornalismo do futuro. Está inerente à questão anterior. A tecnologia tem mostrado ser demasiado rápida em função do aproveitamento que dela se consegue fazer. O surgimento de novas ferramentas coloca ao jornalismo (e às empresas de media) frequentes questões. Disso falou a professora e investigadora brasileira Beth Saad Corrêa que colocou o jornalismo num contexto de uma parafernália de funcionalidades. O ciberjopnalismo Web 2.0 convoca também um jornalista com um perfil distinto daquele que conhecemos. Saad Corrêa propõe o “jornalista estrategista” que vai para além da simples produção de texto e que é capaz de usar e gerenciar todas as ferramentas disponíveis no contexto da Web 2.0.
Por outro lado, num tal cenário é importante não perder de vista as próprias empresas, o ensino do jornalismo e sobretudo o utilizador dos novos media na medida em que num tal contexto revela-se muito importante a adopção de estratégias tendentes à aproximação dos cibernautas.
3º A convergência. Foi o tema transversal a praticamente todas as intervenções. Convergência na narrativa, no perfil do jornalista e nas organizações jornalísticas. Para Ramón Salaverria a convergência é um processo inevitável. Aquele que é considerado um dos mais prestigiados investigadores nesta matéria sublinhou que essa convergência passa pelo multimédia em vez do many media, que é o cenário actual, ou seja a junção dos vários media e não a criação de um verdadeiro novo conceito. Aliás, Mário Táscon sublinharia na sua intervenção que a internet é muito mais do que a soma das suas partes aludindo à precaução que é preciso ter com os modelos híbridos.
A convergência tem subjacente um novo conceito e cultura para os media bem como para os seus profissionais o que passa, uma vez mais, pela formação, pela colocação em prática de novas narrativas e práticas discursivas que resultam do uso de uma nova linguagem. Tascón apresentou, ainda que sucintamente, um novo modelo de organização da redacção que se caracteriza pela sua estruturação em rede, na qual todos os seus elementos estão em condições de comunicar uns com os outros.
Aliás, no plano da organização jornalística, o termo comunicação parece ser a chave para a convergência. Salaverria sublinhou que o mais importante não é que as redacções se reúnam, mas sim que comuniquem entre si.
A ideia de convergência convoca ainda a dimensão da narrativa. Ou seja, se os jornalistas têm hoje ao seu dispor um conjunto de ferramentas várias (hipertextuais, multimédia, interactivas etc) e partindo do pressuposto que as sabem usar, como se deve contar uma estória? Neste campo foram enunciadas várias experiências levadas a cabo pelos vários meios de comunicação social e que demonstram alguma actividade neste domínio, mesmo no contexto português, quanto ao uso de vídeo, áudio, infografia etc.
Mais sobre o congresso aqui.
quarta-feira, setembro 07, 2011
Radio evolution
O programa definitivo já está disponível aqui e dele faz parte um conjunto de sessões com investigadores, professores, profissionais nacionais e estrangeiros que vão abordar diversos assuntos relacionados com a rádio, desde as narrativas e redes sociais, passando pelo jornalismo e pelas audiências.
O programa de comunicações é igualmente interessante e extenso.
Contribuirei com a comunicação: Sharing and retweeting sounds: the relationship between radio journalism and social networks.
quarta-feira, novembro 04, 2009
Práticas de gestão da rádio
Numa primeira leitura retiro esta ideia interessante sobre a possibilidade das rádios passarem a emitir informação especializada e de acordo com a linha da emissora, em vez de insistirem em boletins de actualidade à hora certa. É uma ideia que fará sentido num contexto de fragmentação das audiências.
While a new service might not feel the urge to provide THE news each hour, listeners expect the radio station to be expert on its own particular field. Listeners to a jazz station could reasonably expect to be kept up-to-date with relevant gigs, new recordings, etc., while any community, local or regional service should strive to become essential listening for anyone wanting to know what is going on in their patch.
domingo, março 04, 2007
A Rádio musical e a Internet
A segunda edição das Jornadas Internacionais de Jornalismo decorreu na última sexta-feira, dia 2 de Março, na Universidade Fernando Pessoa, no Porto.
O tema do encontro, que reuniu investigadores, professores, alunos e profissionais da comunicação, foi “Porquê estudar o Jornalismo?”.
Do programa destaco a sessão que juntou Felipe Pena, da Universidade Federal Fluminense, Barbie Zelizer, University of Pennsylvania e Brian McNair, University of Strathclyde.
Rogério Santos construiu, no seu blogue, um texto sobre a intervenção de Barbie Zelizer.
quarta-feira, janeiro 02, 2008
Recordar a X
A XFM não teve vida longa, nem muito fácil. Enquanto esteve no ar possibilitou a escuta de grandes vozes e de um interessante conceito de estética radiofónica. Mas faliu aos olhos de uma nova rádio virada para a viabilidade financeira e à procura de audiências.
Ficam quatro momentos do seu final, estampados nas páginas do Público.
segunda-feira, abril 30, 2007
Disponível anuário da comunicação
No sector da rádio assinalo três artigos.
No primeiro, são expostos os dados relativos à audiência de rádio com base no Bareme Rádio da Marktest e o cenário da radiodifsão portuguesa (número de rádios existentes, de postos emissores, rádios por distrito etc). (pp. 104-110).
Destaco também o artigo de Rogério Santos "A Rádio em Portugal - estado da arte em 2006" no qual o autor faz uma retrospectiva do sector e projecta o ano de 2007. Diz Rogério Santos:
"(...)espera-se, para 2007, a realização de concurso para frequências ainda livres para cobertura local. (...) a rádio irá distribuir crescentemente os seus conteúdos áudio pela Internet, aos leitores de mp3, à Mobile TV, ao cabo, em Triple Play e noutras plataformas, em contínua reinvenção de um meio que começou há mais de oitenta anos".
(pp. 220-223)
E por fim, o artigo de João Porto (Grupo Renascença) "Medir o quê? Quando? e para Quê? Como se medem as audiências em Portugal? Como se medirão no futuro?".
Escreve o autor:
"(...) resta esperar e acompanhar de perto as diferentes experiências de implementação do sistema de audimetria PPM, já em curso em diversos países, cuja divulgação nacional permitirá aprender mais e melhor, o caso português. Porque não há dúvida de que, mais cedo ou mais tarde, a evolução para o sistema de audimetria medido por PPM será um facto". (pp. 258-261)
sábado, dezembro 29, 2007
Votos para 2008
- Assistiremos à consolidação da aposta da Renascença no multimédia. 2007 marcou o lançamento de iniciativas muito interessantes neste capítulo como são os casos do Pagina Um, da inclusão de reportagens em vídeo e de infografia animada. O Grupo Reanscença anunciou que em 2008 irá lançar canais temáticos online. Ficaremos à espera.
- E a Record FM já começou a emitir em 107.7?
Certamente que estará em cima da mesa um sem-número de propostas de alteração da actual lei. Espera-se uma lei virada para os desafios do online e da digitalização e que dê coerência à tipologia da rádio portuguesa. Não se pode continuar a chamar rádios locais a todas as emissoras que têm uma frequência local. Mas o jornalismo, mesmo nas rádios locais, deve continuar a ser assegurado por jornalistas.
O blogueiro deseja um excelente 2008 para todos.