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segunda-feira, janeiro 14, 2008

Audiências

O sobe e desce das audiências de rádio: no último trimestre de 2007 ouviu-se mais rádio, segundo o Bareme da Markest.

sexta-feira, julho 09, 2010

Ainda o Rádio Clube

Na página do Rádio Clube no Facebook lê-se: O Rádio Clube Português, tal como é hoje, desaparece este domingo, às 23h59. A Direcção e a Equipa agradecem a fidelidade, o apoio e o entusiasmo dos milhares ouvintes que nos acompanharam ao longo destes anos, todos os dias, de manhã à noite. A Rádio foi, é e será sempre um imenso Rádio Clube.

Como comecei por referir, o desfecho deste curto reaparecimento do Rádio Clube não surpreende. Desde o início que o projecto levantava dúvidas. Pela ambição pouco realista, com a contratação de profissionais de renome; pela fasquia das audiências colocada a um nível muito elevado; pelo modelo adoptado pouco adequado à realidade portuguesa.
O resultado começou a ver-se pouco tempo depois: saída dos principais nomes (jornalistas e comentadores), audiências muito longe do discurso inicial.
As remodelações na grelha de programas indiciaram que o caminho afinal não era o de uma rádio de palavra, mas sim de música. Depois os despedimentos de jornalistas e outros profissionais e a passagem para uma frequência local foram sinais evidentes de que o que acabou por suceder era inevitável.

O que fica de tudo isto é o trabalho de bons jornalistas que aqui e ali conseguiram colocar no ar algum refrescamento da informação radiofónica, ainda que ficando longe da prometida agenda alternativa (que convenhamos é difícil de concretizar, pois não depende de projectos isolados, a questão é muito mais profunda).

Recordo o Minuto-a-Minuto como um dos melhores momentos deste curto Rádio Clube.

No final ficam dois lamentos:
O primeiro para os 36 profissionais que perderão o seu emprego e o segundo para o facto do principal grupo de rádios português ainda não ter encontrado a fórmula para fazer uma aposta firme e sólida no jornalismo radiofónico, que poderia passar por uma convergência de grupo.

segunda-feira, outubro 22, 2012

Acerca das audiências de rádio e o mito da queda



Nos últimos dez anos (2002-2011) a audiência de rádio em Portugal manteve-se estável embora sejam de registar várias oscilações ao longo do período analisado pela Marktest e divulgado no anuário 2010-11 do Obercom.
Atingiu a maior percentagem no triénio 2003-2005 (na casa dos 58%), desceu até aos 54,6% em 2007 para voltar a subir em 2011 para os 57,1% de audiência acumulada de véspera. Se acrescentarmos os anos de 2000 e 2001 em que a AAV na rádio portuguesa registou os valores de 56,1%, chegamos à conclusão que a escuta de rádio em Portugal está longe de estar a decair.
A estabilidade das audiências da rádio é também a tendência nos Estados Unidos, como revela o relatório de 2012 do Pew Research Center’s Project for Excellence in Journalism: “Traditional radio is by no means a thing of the past. The vast majority of Americans still report listening to AM/FM weekly, and the bulk of audio revenue remains tied to that traditional platform”.

quinta-feira, abril 16, 2009

Audiências


Não há grandes novidades em relação às audiências de rádio, agora disponibilizadas pelo Bareme da Marktest e referentes ao primeiro trimestre de 2009.

O grupo Renascença continua líder, seguindo-se a Media Capital.
Em relação às rádios com maior aposta na informação também não há novidades. A Renascença é a mais ouvida, seguindo-se a Antena 1 que parece consolidar-se na segunda posição remetendo a TSF para terceiro. A rádio informativa foi, aliás, uma das que desceu comparativamente ao mesmo período de 2008.
O Rádio Clube continua abaixo dos 2 por cento de audiência.

quarta-feira, outubro 27, 2010

Audiências e a alegada perda de ouvintes

Os números sobre as audiências da rádio dão-nos sempre uma ideia diferente daquela que se vai escutando. Por exemplo, no que diz respeito à perda de ouvintes.

Comparadas as 3ª vagas do Bareme Rádio da Marktest desde 2006, temos o seguinte:

2006 - 81.2% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante a semana (período de sete dias) e 57.2% ouviram rádio na véspera.

2007 - 77.5% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante a semana (período de sete dias) e 53.4% ouviram rádio na véspera.

2008 - 77.4% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante a semana (período de sete dias) e 53.9% ouviram rádio na véspera.

2009 - 80.9% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante a semana (período de sete dias) e 55.8% ouviram rádio na véspera.

2010 - 78.7% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante a semana (período de sete dias) e 54.6% ouviram rádio na véspera.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Audiências de rádio

Vale a pena passar por um conjunto de textos acerca da mediação de audiências de rádio. Todos eles críticos face ao modelo ainda adoptado em Portugal e que, de facto, levanta algumas questões.

Maria Fernanda Lima, do blogue A Nossa Rádio , deixou um comentário ao post anterior (também pode ser lido no seu blogue) no qual questiona a validade dos actuais estudos de audiência.
Vai no mesmo sentido o post de Jorge Guimarães Silva.
João Paulo Meneses questiona a ausência de reflexo da cobertura do Mundial de futebol em particular na Antena 1 e considera que é preciso alterar o método.
Rogério Santos parte do post de Maria Fernanda Lima e sublinha as limitações inerentes ao método actualmente utilizado pela Marktest, que não analisa o universo representado pelos ouvintes com telemóvel ou com outras redes fixas de telefone.

quarta-feira, outubro 29, 2008

Rádio Europa vai fechar

É pelo menos essa a ideia da Rádio França Internacional (RFI) que segundo o Expresso Online pretende encerrar a sua filial em Lisboa, a Rádio Europa, antiga Rádio Paris-Lisboa.
A decisão de encerrar justifica-se pela reorientação "estratégica" da emissora.

Lê-se na notícia do Expresso:

A ideia de fechar a Rádio Europa já é antiga e recolheu, designadamente, há cerca de um ano, o parecer favorável da Embaixada da França em Portugal, que considera a emissora "sem interesse", segundo disse ao Expresso uma fonte diplomática francesa.
A representação francesa em Portugal justificou, então, o seu parecer com as "audiências muito fracas" e a "inviabilidade financeira" da antiga Rádio Paris-Lisboa.
Antonieta Lopes da Costa, directora da Rádio Europa, disse ao Expresso não ter ainda "conhecimento oficial" da venda ou encerramento da estação emissora, mas admitiu que a decisão do Conselho de Administração da RFI seja a venda.
"Suspeito que a decisão seja a de vender a Rádio Europa, mas ainda não tive nenhuma reunião com a administração da RFI sobre o assunto", disse Antonieta Lopes da Costa.
A Rádio Europa, onde trabalham 16 pessoas, utiliza a frequência 90.4FM e identifica-se como uma estação que "aposta numa informação credível e rigorosa sobre a actualidade e está atenta aos novos desafios que se colocam aos cidadãos europeus do século XXI".


Act.(3 de Novembro 08) No blogue Jazza-me muito... é dito que a Rádio Europa-Lisboa não vai encerrar.

terça-feira, abril 13, 2010

Audiências de rádio nos últimos dez anos

A Marktest divulga dados que poderão surpreender alguns no que diz respeito à audiência de rádio em Portugal. Ao contrário do que muitos defendem, a rádio, a avaliar por este estudo, não perdeu audiência nos últimos dez anos. Se considerarmos a audiência acumulada de véspera, o estudo da Marktest mostra que em 2000 se situava nos 56,3% subindo em 2009 para os 57%. A audiência média, no entanto, sofreu uma ligeira quebra, dos 6,4%, em 2000, para os 6,3% em 2009.


quarta-feira, fevereiro 17, 2016

Dia da Rádio

A Rádio (no dia que hoje passa)
Celebrar a rádio é também mostrá-la às novas gerações. Nos tempos que correm, a rádio está longe, muito longe, dos mais novos. Não tem programas infantis ou educativos para uma faixa etária abaixo dos 15/16 anos. É pena, porque no passado foram espaços concorridos. Mas, o contexto mediático obriga a programações mais padronizadas e viradas para uma lógica correspondente às audiências.
E, no entanto, os mais pequenos ouvem rádio. A que têm, claro. No carro, quando vão para a escola, por exemplo. O som não deve ser ignorado como uma parte importante do desenvolvimento das crianças e a expressão através dele não pode ser esquecida como uma das melhores formas para as crianças contarem e recontarem o seu mundo. A rádio confere às crianças, em particular as de idade pré-escolar por ainda não terem adquirido a escrita e a leitura convencionais, um grau de autonomia assinalável quando se trata de terem contacto com os media. Através da oralidade, as crianças podem diretamente contar uma história, um acontecimento.
A rádio é, por isso, um excelente meio para promover a educação para os média em crianças de idade pré-escolar. Ouvindo-a e fazendo-a. A rádio tem histórias, música e voz. Ingredientes que podem facilmente ser utilizados por crianças para se expressarem, criarem e conhecerem o mundo que as rodeia.
Por isso, com a rádio é tão fácil criar momentos de aprendizagem com crianças pequenas. O Carnaval pode ser um excelente motivo para um programa de rádio, como fez a Ana Sofia Bastos com as crianças do Centro Social Diocesano de Santo António, em Portalegre.
(https://soundcloud.com/luis-bonixe/programa-de-radio-sala-7)
A rádio pode também ser um espaço de autocrítica das próprias crianças na promoção da cidadania e do respeito pelo outro, como fez a Inês Pinto que transformou as regras da sala do Centro Social e Jardim Infantil São Cristóvão num espaço sonoro. As regras que eles sabiam que não cumpriam! (https://soundcloud.com/luis-bonixe/programa-de-radio-final )
E a rádio, depois, dá-nos também momentos especiais como ver a surpresa de uma criança com deficiência auditiva quando escutou a sua própria voz amplificada num estúdio de rádio!

segunda-feira, julho 27, 2009

Osório sai do Rádio Clube

Luís Osório deixa o Rádio Clube.

Não se pode dizer que seja uma medida inesperada. As audiências do Rádio Clube nunca foram as desejadas (e prometidas por Osório) e mais grave ainda, a rádio esteve sempre inconstante no que diz respeito à definição de uma programação.

Com excepção das manhãs informativas, a programação do Rádio Clube andou desde 2007 sempre à procura do melhor modelo.

Dois anos e meio mostraram que o projecto não era assim tão sólido como se poderia pensar motivando a saída de várias apostas da estação (Adelino Faria, Ana Sousa Dias, Artur Cassiano são alguns exemplos).

Aguardemos, pois, por mais desenvolvimentos.

A saída de Osório no Público.

sábado, dezembro 13, 2008

Congresso de ciberjornalismo I

Os últimos dois dias foram passados no Porto, no I Congresso Internacional de Ciberjornalismo, promovido pela Universidade do Porto.

Das várias e interessantes sessões e comunicações apresentadas destacaria três eixos que me parecem ter sido transversais às várias intervenções:

1ª O jornalista do futuro. Que profissional e perfil serão necessários para enfrentar todos os desafios que se vão colocar (e já se colocam) aos jornalistas. As intervenções nesta matéria andaram entre a polivalência (o jornalista capaz de dominar todas as técnicas próprias do ambiente do ciberjornalismo) e a especialização (domínio especifico de algumas dessas técnicas – vídeo, infografia – mas não todas). Anexadas a estas duas perspectivas, emerge a questão da própria formação dos jornalistas não apenas em ambiente académico, mas também profissional.
Por outro lado, a questão da polivalência questiona a própria função dos jornalistas que entre tantas ferramentas que necessitam dominar, lhes restará pouco tempo para fazer aquilo que é realmente a sua função: informar.
Bem a propósito, Mark Deuze, falava na sua intervenção (videoconferência) que o poder cultural do jornalismo e dos jornalistas nas sociedades está a diminuir, transferindo-se para dois outros campos: o das audiências (que agora também são produtores) e o dos empregadores dos media. Deuze concluiu que provavelmente continuaremos a precisar de jornalistas, mas não do actual tipo de jornalistas, aludindo à necessidade de uma nova cultura profissional.

2º O jornalismo do futuro. Está inerente à questão anterior. A tecnologia tem mostrado ser demasiado rápida em função do aproveitamento que dela se consegue fazer. O surgimento de novas ferramentas coloca ao jornalismo (e às empresas de media) frequentes questões. Disso falou a professora e investigadora brasileira Beth Saad Corrêa que colocou o jornalismo num contexto de uma parafernália de funcionalidades. O ciberjopnalismo Web 2.0 convoca também um jornalista com um perfil distinto daquele que conhecemos. Saad Corrêa propõe o “jornalista estrategista” que vai para além da simples produção de texto e que é capaz de usar e gerenciar todas as ferramentas disponíveis no contexto da Web 2.0.
Por outro lado, num tal cenário é importante não perder de vista as próprias empresas, o ensino do jornalismo e sobretudo o utilizador dos novos media na medida em que num tal contexto revela-se muito importante a adopção de estratégias tendentes à aproximação dos cibernautas.

3º A convergência. Foi o tema transversal a praticamente todas as intervenções. Convergência na narrativa, no perfil do jornalista e nas organizações jornalísticas. Para Ramón Salaverria a convergência é um processo inevitável. Aquele que é considerado um dos mais prestigiados investigadores nesta matéria sublinhou que essa convergência passa pelo multimédia em vez do many media, que é o cenário actual, ou seja a junção dos vários media e não a criação de um verdadeiro novo conceito. Aliás, Mário Táscon sublinharia na sua intervenção que a internet é muito mais do que a soma das suas partes aludindo à precaução que é preciso ter com os modelos híbridos.
A convergência tem subjacente um novo conceito e cultura para os media bem como para os seus profissionais o que passa, uma vez mais, pela formação, pela colocação em prática de novas narrativas e práticas discursivas que resultam do uso de uma nova linguagem. Tascón apresentou, ainda que sucintamente, um novo modelo de organização da redacção que se caracteriza pela sua estruturação em rede, na qual todos os seus elementos estão em condições de comunicar uns com os outros.
Aliás, no plano da organização jornalística, o termo comunicação parece ser a chave para a convergência. Salaverria sublinhou que o mais importante não é que as redacções se reúnam, mas sim que comuniquem entre si.
A ideia de convergência convoca ainda a dimensão da narrativa. Ou seja, se os jornalistas têm hoje ao seu dispor um conjunto de ferramentas várias (hipertextuais, multimédia, interactivas etc) e partindo do pressuposto que as sabem usar, como se deve contar uma estória? Neste campo foram enunciadas várias experiências levadas a cabo pelos vários meios de comunicação social e que demonstram alguma actividade neste domínio, mesmo no contexto português, quanto ao uso de vídeo, áudio, infografia etc.


Mais sobre o congresso aqui.

quarta-feira, setembro 07, 2011

Radio evolution

Decorre na próxima semana, entre 14 e 16 de Setembro, na Universidade do Minho o Congresso Radio Evolution, organizado pelo ECREA.

O programa definitivo já está disponível aqui e dele faz parte um conjunto de sessões com investigadores, professores, profissionais nacionais e estrangeiros que vão abordar diversos assuntos relacionados com a rádio, desde as narrativas e redes sociais, passando pelo jornalismo e pelas audiências.

O programa de comunicações é igualmente interessante e extenso.

Contribuirei com a comunicação: Sharing and retweeting sounds: the relationship between radio journalism and social networks.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Práticas de gestão da rádio

Três autores da universidade de Sunderland escreveram um E-book sobre Práticas de Gestão da Rádio. O resultado é um extenso documento que vale a pena ler.

Numa primeira leitura retiro esta ideia interessante sobre a possibilidade das rádios passarem a emitir informação especializada e de acordo com a linha da emissora, em vez de insistirem em boletins de actualidade à hora certa. É uma ideia que fará sentido num contexto de fragmentação das audiências.

While a new service might not feel the urge to provide THE news each hour, listeners expect the radio station to be expert on its own particular field. Listeners to a jazz station could reasonably expect to be kept up-to-date with relevant gigs, new recordings, etc., while any community, local or regional service should strive to become essential listening for anyone wanting to know what is going on in their patch.

domingo, março 04, 2007

A Rádio musical e a Internet

A segunda edição das Jornadas Internacionais de Jornalismo decorreu na última sexta-feira, dia 2 de Março, na Universidade Fernando Pessoa, no Porto.
O tema do encontro, que reuniu investigadores, professores, alunos e profissionais da comunicação, foi “Porquê estudar o Jornalismo?”.
Do programa destaco a sessão que juntou Felipe Pena, da Universidade Federal Fluminense, Barbie Zelizer, University of Pennsylvania e Brian McNair, University of Strathclyde.
Rogério Santos construiu, no seu blogue, um texto sobre a intervenção de Barbie Zelizer.

No campo da rádio, foram apresentadas três comunicações nas sessões de tema livre, uma delas de minha autoria e que tem por título “As Rádios Locais em Portugal – Da proximidade à diminuição da oferta informativa local”.
Beatriz Brandão Polivanov, da Universidade Fluminense do Rio de Janeiro, apresentou a comunicação com o título “A busca pela legalização: conflitos e negociações entre o Ministério das Comunicações e as rádios Comunitárias” e João Paulo Meneses apresentou o texto intitulado “Internet: Potencialidades e ameaças para a rádio musical”.

Outros compromissos na Invicta impediram-me de assistir à apresentação de JPM, mas da leitura da comunicação disponível nas Actas das Jornadas detecto os seguintes pontos principais do seu texto:

- Meneses parte do princípio de que o conceito de rádio, tal como o conhecemos actualmente, está a mudar devido às transformações impostas pela emergência da Internet.

- Neste particular, JPM considera que a rádio está a passar por um segundo choque, depois da televisão ter provocado o primeiro.

- João Paulo Meneses reflecte sobre as vantagens e desvantagens da Internet para o meio rádio, equacionando possibilidades de convergência, em especial com a rádio musical.

- A análise enquadra-se num registo normativo que considera a rádio tradicional como um meio em declínio (audiências a descer, programação desadequada) e vê a Internet como uma plataforma apetecível para o relançamento, já não de uma rádio hertziana, mas de uma nova comunicação sonora (chame-se rádio, para simplificar) caracterizada pela produção individual, pela escolha individualizada e pela multiplicidade de serviços que acrescenta às mensagens sonoras.

- Com um enfoque especial nos mais jovens, o autor recorre a exemplos e a estudos que demonstram as virtualidades da Internet e de como esta pode significar, mais do que uma ameaça para a rádio, uma real possibilidade de convergência.

- João Paulo Meneses conclui que o futuro da rádio musical passa pela convergência musical e por melhores conteúdos.


Nos próximos posts voltarei ao meu texto e ao trabalho de Beatriz Polivanov.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Recordar a X

É para muitos, ainda hoje, um dos projectos radiofónicos mais interessantes que surgiram em Portugal no pós-25 de Abril.

A XFM não teve vida longa, nem muito fácil. Enquanto esteve no ar possibilitou a escuta de grandes vozes e de um interessante conceito de estética radiofónica. Mas faliu aos olhos de uma nova rádio virada para a viabilidade financeira e à procura de audiências.

Ficam quatro momentos do seu final, estampados nas páginas do Público.




segunda-feira, abril 30, 2007

Disponível anuário da comunicação

Já está disponível o Anuário da Comunicação 2005-06 publicado pelo Obercom.

No sector da rádio assinalo três artigos.

No primeiro, são expostos os dados relativos à audiência de rádio com base no Bareme Rádio da Marktest e o cenário da radiodifsão portuguesa (número de rádios existentes, de postos emissores, rádios por distrito etc). (pp. 104-110).

Destaco também o artigo de Rogério Santos "A Rádio em Portugal - estado da arte em 2006" no qual o autor faz uma retrospectiva do sector e projecta o ano de 2007. Diz Rogério Santos:
"(...)espera-se, para 2007, a realização de concurso para frequências ainda livres para cobertura local. (...) a rádio irá distribuir crescentemente os seus conteúdos áudio pela Internet, aos leitores de mp3, à Mobile TV, ao cabo, em Triple Play e noutras plataformas, em contínua reinvenção de um meio que começou há mais de oitenta anos".
(pp. 220-223)

E por fim, o artigo de João Porto (Grupo Renascença) "Medir o quê? Quando? e para Quê? Como se medem as audiências em Portugal? Como se medirão no futuro?".
Escreve o autor:
"(...) resta esperar e acompanhar de perto as diferentes experiências de implementação do sistema de audimetria PPM, já em curso em diversos países, cuja divulgação nacional permitirá aprender mais e melhor, o caso português. Porque não há dúvida de que, mais cedo ou mais tarde, a evolução para o sistema de audimetria medido por PPM será um facto". (pp. 258-261)

sábado, dezembro 29, 2007

Votos para 2008

- Assistiremos à consolidação da aposta da Renascença no multimédia. 2007 marcou o lançamento de iniciativas muito interessantes neste capítulo como são os casos do Pagina Um, da inclusão de reportagens em vídeo e de infografia animada. O Grupo Reanscença anunciou que em 2008 irá lançar canais temáticos online. Ficaremos à espera.

- A Antena 1 também deu um importante contributo no campo do multimédia emitindo pela primeira vez relatos exclusivos na internet. E já agora a TSF que a propósito do programa de entrevistas “Discurso Directo” começou a disponibilizar vídeos no seu site. Experiências que devem ter seguimento em 2008.

- De regresso ao universo da Renascença, esperamos pela tal rádio dirigida ao público sénior. Também se aguarda para 2008 mais novidades acerca da TSF, cujo grupo a que pertence, a Controlinveste, anunciou a criação de novos canais.

- E a Record FM já começou a emitir em 107.7?

- 2008 será ainda o ano da revisão da Lei da Rádio
Certamente que estará em cima da mesa um sem-número de propostas de alteração da actual lei. Espera-se uma lei virada para os desafios do online e da digitalização e que dê coerência à tipologia da rádio portuguesa. Não se pode continuar a chamar rádios locais a todas as emissoras que têm uma frequência local. Mas o jornalismo, mesmo nas rádios locais, deve continuar a ser assegurado por jornalistas.

- 2008 dir-nos-à quem será o próximo provedor do ouvinte da RDP. José Nuno Martins já deu a entender que não pretende continuar no cargo (é bom que o próximo provedor seja um académico). JNM é provedor da RDP desde Abril de 2006. Completará, pois, este ano os dois anos de mandato.

- Deverá ser a prova de fogo do Rádio Clube. Depois da entrada em 2007 com um conjunto de propostas, algumas delas muito interessantes, as audiências acabaram por não corresponder, seguramente, ao que os seus responsáveis desejariam. A meio de 2007 já se sentiram alterações: mudaram as tardes, alguns espaços do fim-de-semana e foi nomeado um novo director de informação. Os profissionais e o maior grupo de rádios em Portugal hão-de querer mais em 2008. Aliás, anunciaram que querem mais.

- Aguardamos ainda para 2008 o arranque do arquivo sonoro online da RDP

O blogueiro deseja um excelente 2008 para todos.