O Obercom acaba de disponibilizar o estudo A Rádio em Rede no qual caracteriza o sector radiofónico em Portugal no ano de 2010.
O consumo de rádio via tradicional ou nas novas plataformas, os grupos etários que mais escutam rádio em Portugal, os conteúdos preferidos (música ou informação) são alguns dos aspectos abordados no estudo.
Relativamente à informação radiofónica retiro o seguinte: A rádio permanece, em Portugal, como um foco emissor de confiança em termos informativos. As respostas pendem para o sector positivo da escala, e 44,1% dos homens e 41,5% das mulheres atribuem à informação em rádio o nível quatro numa escala de confiança, entre um (não confio nada) e cinco (confio totalmente).
Note-se que, apesar da elevanda confiança, pelo menos no que respeita à informação, 32,6% dos inquiridos refere ouvir, em 2010, menos rádio do que há cinco anos anteriores. Apenas 13,4% dos inquiridos afirma ouvir mais e, na faixa maioritária, 48,1% referem ouvir o mesmo.
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terça-feira, junho 21, 2011
sábado, dezembro 18, 2010
Desafios do Jornalismo
O Obercom acaba de disponibilizar um estudo no qual avalia o modo como os jornalistas vêem a sua profissão em diversos domínios tais como o futuro dos média, a formação, a organização das redacções, etc.
Alguns dados revelados pelo inquérito são muito curiosos, por exemplo a maior parte dos inquiridos concorda que as notícias estão cada vez com mais erros factuais (p.30); e que a concorrência e as audiências impõem-se à relevância dos acontecimentos (p.31).
Relativamente à rádio, não parece ficar muito bem em alguns aspectos. Por exemplo, é o meio a quem os jornalistas menos recorrem quando necessitam de informação (a Internet é o mais procurado, o que não surpreende).
Muito interessante é também o facto da maior parte dos jornalistas considerar como positivo a interacção com os utilizadores nas matérias noticiosas.É curioso porque não encontro muitas provas disso nos sites portugueses.
O relatório completo está aqui.
Alguns dados revelados pelo inquérito são muito curiosos, por exemplo a maior parte dos inquiridos concorda que as notícias estão cada vez com mais erros factuais (p.30); e que a concorrência e as audiências impõem-se à relevância dos acontecimentos (p.31).
Relativamente à rádio, não parece ficar muito bem em alguns aspectos. Por exemplo, é o meio a quem os jornalistas menos recorrem quando necessitam de informação (a Internet é o mais procurado, o que não surpreende).
Muito interessante é também o facto da maior parte dos jornalistas considerar como positivo a interacção com os utilizadores nas matérias noticiosas.É curioso porque não encontro muitas provas disso nos sites portugueses.
O relatório completo está aqui.
sexta-feira, outubro 01, 2010
Radiomorphosis
O Obercom acaba de disponibilizar um interessante relatório sobre os novos caminhos da rádio. De uma primeira leitura retiro uma das principais conclusões do trabalho:
"Neste relatório identificámos três sulcos por onde estão a fluir boa parte das experiências contemporâneas:
As possibilidades de explosão de segmentos são imensas, numa via de desenvolvimento que apelidámos de narrowcasting (a coexistência do analógico com o digital, a difusão da banda larga e a sofisticação dos terminais móveis de comunicação multiplicam a criação de oportunidades diversas de acesso à audiência ao mesmo tempo que reduz o custo conjunto de criação de ofertas diferenciadas);
- Outro perfil evolutivo é cada ouvinte escolher a sua emissão pessoal a partir de uma listagem de músicas o que vai construindo um perfil de dados que vai sendo usado para produzir novas sugestões ao seu consumo e estender as suas preferências
– chamámos Drone station a esta trajectória de futuro (a rádio transfigura-se numa página pessoal em interacção sonâmbula/semiautomática como o seu ouvinte-editor).
- Estes caminhos de transformação são complementados pelo paradigma cloud radio, já que a rádio se encastra num cada vez maior número de dispositivos para além do equipamento tradicional criando um ambiente onde o acesso à rádio é cada vez mais possível num crescente número de espaços e circunstâncias (a rádio não vai connosco, está onde estivermos)."
O relatório pode ser descarregado aqui.
"Neste relatório identificámos três sulcos por onde estão a fluir boa parte das experiências contemporâneas:
As possibilidades de explosão de segmentos são imensas, numa via de desenvolvimento que apelidámos de narrowcasting (a coexistência do analógico com o digital, a difusão da banda larga e a sofisticação dos terminais móveis de comunicação multiplicam a criação de oportunidades diversas de acesso à audiência ao mesmo tempo que reduz o custo conjunto de criação de ofertas diferenciadas);
- Outro perfil evolutivo é cada ouvinte escolher a sua emissão pessoal a partir de uma listagem de músicas o que vai construindo um perfil de dados que vai sendo usado para produzir novas sugestões ao seu consumo e estender as suas preferências
– chamámos Drone station a esta trajectória de futuro (a rádio transfigura-se numa página pessoal em interacção sonâmbula/semiautomática como o seu ouvinte-editor).
- Estes caminhos de transformação são complementados pelo paradigma cloud radio, já que a rádio se encastra num cada vez maior número de dispositivos para além do equipamento tradicional criando um ambiente onde o acesso à rádio é cada vez mais possível num crescente número de espaços e circunstâncias (a rádio não vai connosco, está onde estivermos)."
O relatório pode ser descarregado aqui.
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