sexta-feira, 26 de junho de 2020
segunda-feira, 12 de julho de 2010
quinta-feira, 11 de junho de 2009
CANNES 1969
Os prémios pessoais foram para Glauber Rocha (realizador em "ANTONIO DAS MORTES"), Jean-Louis Trintignant (actor em "Z", de Costa-Gravas) e Vanessa Redgrave (actriz em "ISADORA", de Karel Reisz). Finalmente um outro filme daria também que falar no Festival, tornando-se, com o passar dos anos, num genuíno filme de culto, representativo de toda uma geração: "EASY RIDER", pelo qual Dennis Hopper ganharia o prémio de realização por uma primeira obra. Produzido e escrito por Peter Fonda (em parceria com Hopper), o grande trunfo do filme acaba por ser a fabulosa banda sonora recheada de temas fundamentais da cena pop-rock da época. Com uma belíssima fotografia de Laszlo Kovacs, o filme daria ainda a conhecer ao grande público um grande actor: Jack Nicholson, cuja participação (numa figura inesquecível) seria nomeada para o Oscar de Actor Secundário. O filme teria ainda mais uma nomeação, para o Argumento-Original.
segunda-feira, 16 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
"LA VOIE LACTÉE / A VIA LÁCTEA"
No dia 15 de Março de 1969 estreava-se em Paris o filme "LA VOIE LACTÉE / A VIA LÁCTEA" de Luis Buñuel, com Paul Frankeur, Laurent Terzieff, Alain Cuny, Bernard Verley, Michel Piccoli, Pierre Clementi e Delphine Seyrig. «Interessam-me as heresias como me interessam todos os inconformismos do espírito humano, seja na religião, na cultura ou na política», declarou o autor a propósito deste seu filme, que acompanha a viagem de dois peregrinos a caminho de Santiago de Compostela. É uma viagem no espaço que se desdobra no tempo, o que lhes permite percorrer os grandes dogmas que pontuaram a história do catolicismo. Encontram um padre fugido de um asilo psiquiátrico, um chefe de mesa estudioso de teologia, um duelo de esgrima entre um jesuíta e um jansenista, etc. E assistem às Bodas de Canã, à cura falhada de dois cegos por Jesus Cristo, à Virgem Maria a dizer ao filho que se barbeie, etc. Todo o filme é apresentado como uma colagem perversa: colagem na acepção que este termo sempre teve para os surrealistas e perversa porque todo o cinema de Buñuel é perverso. Neste caso particular o filme seria a primeira parte de uma trilogia, seguido depois por “Le Charme Discret de la Bourgeoisie” (1972) e “Le Fantôme de la Liberté” (1974). A estreia em Portugal apenas ocorreria 10 anos depois, a 6 de Fevereiro de 1979, no Quarteto.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
MONSTROS E MONSTROS
Neste mesmo dia, em 1969, outra criatura que também nos deu muitos pesadelos, de seu nome Yoko Ono, consegue finalmente o divórcio do primeiro marido, Anthony Cox, ficando com a custódia da filha, Kyoko, e também com as portas abertas para o ataque final a John Lennon.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
BANDEIRA SINÓNIMO DE QUARTETO
segunda-feira, 7 de abril de 2008
CHARLTON HESTON: 1924 - 2008
Houve muitos e melhores actores do que ele, não tenho qualquer dúvida em afirmá-lo. Mas muito poucos tinham aquele carisma, aquele dom especial que nos fazia acreditar na existência de homens indestrutíveis, maiores do que a própria vida. Foi sempre assim que o vi, nas diferentes personagens que encarnou pelos anos fora: Brad Braden (“The Greatest Show On Earth”, 1952); Moses (“The Ten Commandments”, 1956); Ramon Vargas (“The Touch of Evil”, 1958); Judah Ben-Hur (“Ben-Hur”, 1959); Rodrigo De Vivar (“El Cid”, 1961), Major Matt Lewis (“55 Days at Peking”, 1963); Michelangelo (“The Agony and the Ecstasy”, 1965); George Taylor (“Planet of the Apes, 1968); Will Penny (“Will Penny, 1968); Robert Neville (“The Omega Man”, 1971); Robert Thorn (“Soylent Green”, 1973): Stewart Graff (“Earthquake”), só para citar os mais carismáticos.
«If you need a ceiling painted, a chariot race run, a city besieged, or the Red Sea parted, you think of me».
Ou ainda: