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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

The GO GRAAL BLUES BAND Debut Album


Edição original em LP Imavox IM 30.702
(PORTUGAL, 1979)

Os Go Graal Blues Band formam-se em 1976, a partir de um grupo de amigos vindos de África, motivados para criar um repertório original inspirado no rhythm & blues eléctrico de Chicago. Após várias atribulações a formação estabiliza com Paulo Gonzo (vocais e harmónica), João Cordeiro (vocais), João Allain (guitarra), Raul Barrigas dos Anjos (bateria), Augusto Mayer (harmónica), António Ferro (baixo) e João Esteves (guitarra). É com esta formação que assinam um contrato de gravação com a editora Imavox, editando este primeiro album em 1979. A par de Rui Morrison, foi o radialista-produtor Jaime Fernandes o responsável pela descoberta dos Go Graal, promovendo o grupo na rádio através de maquetes gravadas nos estúdios da RDP, e depois sendo ele próprio o produtor do disco. Este trabalho é digno tributo aos blues de Chicago, apresentando sómente temas assinados pelo colectivo, em inglês, e emocionantes solos instrumentais. Muito bem gravado por Moreno Pinto, o grupo assume totalmente, uma postura dedicada aos Blues eléctricos, em temas como "Baby, I Wanna...", "The Fault Is Her Own" e "The Last One". Também há lugar para as baladas, tais como "Leonor's" ou o acústico "For Ma Babe (Gonzo Pleasure)", este último interpretado com genuíno sentimento por Paulo Gonzo, que rouba todo o protagonismo. O interior da capa do disco contém um pequeno texto onde Jaime Fernandes se debruça sobre a carreira da banda e afirma que se trata do grupo mais "teimoso" que já conheceu. «... Merece-me este disco um respeito muito grande, porque nele reconheço um punhado de bons músicos, um investimento de trabalho indescritível e, principalmente, um sentimento profundo pela música que já não é só negra...» A Go Graal Blus Band é um dos grupos portugueses da época que dá mais concertos, sobretudo para estudantes. Apesar de cantar em inglês, conseguem bastante sucesso e passam, quase incólumes, o "boom" do Rock Português, sem necessitar de mudar de linguagem. (fonte principal: "Sobreviventes - O rock em Portugal na era do vinil", Pedro Freitas Branco, 2019)



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