Mostrar mensagens com a etiqueta lea massari. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta lea massari. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, julho 09, 2025

COLOSSI DI RODI (1961)

O COLOSSO DE RODES

Um filme de SERGIO LEONE

Com Rory Calhoun, Lea Massari, Georges Marchal, Conrado San Martin, Mabel Karr, etc.

ITA-FRA-ESP / 146 min / COR /
16X9 (2.35:1)


Estreia em ESPANHA a 15/06/1961
Estreia em FRANÇA a 11/8/1961 
Estreia em Portugal (Lisboa) a 3/9/1962 




O itinerário profissional de Sergio Leone (1929-1989) foi bastante singular. Filho de um realizador e de uma antiga actriz, Leone nasceu no meio do cinema. Mas a partir de 1930 a carreira do seu pai ficou practicamente paralisada e as condições financeiras da família eram muito precárias. Parcialmente por este motivo, além da sua paixão pelo cinema, Leone tornou-se aos 17 anos o mais jovem assistente de realização de Itália. Aos 19, fez parte da equipa de “Ladrões de Bicicletas”, de De Sica. Foi depois sucessivamente assistente de realização, argumentista e director de segunda equipa, o que o levou a colaborar com nomes como Mervyn LeRoy (“Quo Vadis?”), William Wyler (“Ben-Hur”), Robert Wise (“Helen of Troy”), Fred Zinnemann (“The Nun’s Story”), Robert Aldrich (“Sodoma y  Gomorra”), Orson Welles (um filme que não se fez e que acabou por ser “Confidential Report”). Leone dizia que tinha sido o verdadeiro realizador de alguns destes filmes como “Os Últimos Dias de Pompeia”, de Mario Bonnard. Isto deu-lhe uma formação mais variada e mais técnica do que a de muitos realizadores. Lançando-se na realização, Leone não se posiciona de todo como um “artista” e escolhe um dos géneros mais populares de então e menos apreciados pela crítica e pelo público mais sofisticados, o peplum, com “O Colosso de Rodes”.


“Il Colosso di Rodi” marca assim a estreia de Sergio Leone na realização, depois uma carreira de quinze anos como argumentista e colaborador técnico de outros realizadores. Filmado em Totalscope, com nada menos do que oito argumentistas, incluindo Leone, o filme utiliza com grande habilidade os chavões habituais do género. A população de Rodes revolta-se contra os seus governantes, que se refugiam dentro da célebre e gigantesca estátua que dominava o porto. A libertação virá da maneira mais imprevista. Num livro de entrevistas, Leone declarou que quis fazer uma espécie de paródia do género e que ao rever o filme anos depois, este lhe pareceu «nada mau, sobretudo no lado kitsch do vestuário, que acentuava o aspecto de paródia».



CURIOSIDADES:

- “O Colosso de Rodes” passa-se no período que se seguiu à morte de Alexandre, o Grande (323 a.C.), mas antes da ascensão do Império Romano (27 a.C.), conhecido como era helenística. A maioria deste tipo de épicos das décadas de 1950 e 1960 passavam-se na Grécia clássica ou até mesmo antes.

- Diz-se que o verdadeiro Colosso, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, tinha aproximadamente 33 metros de altura. A versão cinematográfica tem 110 metros e suas pernas estendem-se sobre a entrada do porto. A localização real do Colosso original ainda é debatida. A fortaleza na entrada do porto é citada como um possível local, enquanto a Acrópole de Rodes, numa colina com vista para o porto, é citada como outra. Os estudiosos, no entanto, geralmente concordam que representações anedóticas do Colosso sobre o ponto de entrada do porto não têm base histórica ou científica.

- Existem várias versões diferentes, com duração de 126 a 146 minutos. A versão francesa é a mais curta, mas tem algumas cenas mais longas do que as versões em inglês e alemão. O original italiano está disponível numa versão restaurada de 146 minutos, que contém todas as cenas. É esta a versão que aqui se disponibiliza.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

LES CHOSES DE LA VIE (1970)

COISAS DA VIDA
Um filme de CLAUDE SAUTET





Com Michel Piccoli, Romy Schneider, Lea Massari, Gérard Lartigau



FRANÇA / 89 min / COR / 
16X9 (1.66:1)


Estreia em FRANÇA a 13/3/1970
Estreia nos EUA a 31/8/1970 (New York)
Estreia em PORTUGAL a 8/7/1971 
(Lisboa, cinema Satélite)


Dizem que antes de morrermos temos a capacidade de rever o filme da nossa vida a grande velocidade. Les Choses de la Vie” trata precisamente disso – um arquitecto, Pierre (Michel Piccoli), tem um brutal acidente pouco depois de ter tomado uma importante decisão: a de dar um novo rumo à vida, nomeadamente nas relações com a sua actual companheira Helène (Romy Schneider, fascinante como sempre), que recentemente tinham entrado num impasse. Na hora e meia que o filme dura, vamos assistir a uma série de flashbacks que o semi-inconsciente Pierre vai vendo desfilar na sua memória, enquanto as operações de socorro se sucedem para o conduzirem ao hospital mais próximo.

Claude Sautet, um realizador cujo nome pouco significado terá hoje em dia (faleceu em 2000, com 76 anos), mas que na década de 70 nos brindou com alguns dos mais curiosos filmes do cinema francês (“Borsalino”, “César et Rosalie”, “Vincent, François, Paul… et les Autres”, “Une Histoire Simple”, por exemplo) tinha a virtude de conseguir que o espectador comum partilhasse dos sentimentos e aspectos psicológicos mais relevantes das personagens que filmava. “Les Choses de la Vie” é um dos melhores exemplos, com a ambiguidade do amor, a importância dos afectos e a procura da felicidade a serem equacionadas para lá das definições mais clássicas.

A sequência do acidente (que levou dez dias a ser rodada) tem lugar central neste filme. Filmada com mão de mestre e beneficiando de uma montagem exemplar, permite-nos ver por diversas vezes as imagens do despiste, mas filmadas de modos completamente diferentes, sob vários ângulos e velocidades - à semelhança das recordações que se vão perfilando na mente de Pierre. E algumas premonições também. Como aquela magnífica e ainda hoje impressionante sequência do casamento ou a queda do barco e a fatídica imersão nas águas revoltas. “Les Choses de la Vie” é um drama típico do início dos anos 70, que lida essencialmente com as emoções das personagens. Simples na sua aparente superficialidade, faz-nos no entanto reflectir sobre o que de verdadeiramente é importante nesta passagem temporária a que chamamos vida.

CURIOSIDADES:

- O tema “La Chanson d’Hélène” é interpretado por Romy Schneider e Michel Piccoli

- O filme inspirou uma canção interpretada por Frida Boccara chamada “L’année où Piccoli Jouait les Choses de la Vie”





LOBBY CARDS:

NOTA: O primeiro dos lobby-cards acima divulgados encontra-se censurado (ah estes alemães...). A imagem referencia a cena de abertura do filme, onde a querida Romy não tem qualquer calcinha preta a tapar-lhe o rabiosque. Está sem nada, tal como Nosso Senhor a colocou neste mundo...