Um filme de JOHN STURGES
Com Steve McQueen, James Garner, Richard Attenborough, James Donald, Charles Bronson, Donald Pleasence, James Coburn, Hannes Messemer, David McCallum, Gordon Jackson, John Leyton, Angus Lennie, Nigel Stock, etc.
EUA / 172 min / COR /
Estreia na GB (Londres) a 20/6/1963
Estreia nos EUA a 4/7/1963
Estreia em Portugal a 3/10/1963
Já há mais de meio século que “The Great Escape” se estreou nos cinemas de todo o mundo; mas toda essa temporalidade não é suficiente para o afastar da memória de quantos tiveram a sorte de a ele assistirem num grande écran de cinema, tal como aconteceu comigo, em 1967. Tinha 14 anos nessa altura e vi o filme, numa reprise, a 1 de Outubro, no cinema Infante, em Lourenço Marques. Nessa idade de transição não havia filme melhor para nos divertirmos numa sala escura – era o espectáculo total, grande em tamanho, grande em excitação, que nos deixava empolgados durante cerca de três horas a fio.
“The Great Escape”, nos seus 172 minutos de duração, encontra-se dividido em três partes distintas: a preparação da fuga (onde nos vamos familiarizando com os principais intervenientes), o processo da fuga propriamente dito (com todas as imprevisibilidades de última hora) - historicamente levada a cabo a 24 de Março de 1944 - e o dia seguinte à grande evasão (onde conheceremos o destino dos 76 homens que conseguiram escapar do campo de prisioneiros). De salientar que a acção se desenrola efectivamente num mero campo de prisioneiros (e não num campo de concentração ou extermínio), onde apesar de toda a vigilância a Convenção de Genebra de 1929 ainda era respeitada, o que até certo ponto explica o êxito da fuga.
Das três partes acima referidas, a última é certamente a mais excitante, com o acompanhamento (em montagem paralela, uma técnica aliás presente em quase todo o filme) do destino de grande parte dos evadidos. Por terra, mar e ar, todas as opções para atingir a liberdade eram plausíveis, bem como o tipo de transporte utilizado: comboio, barco a remos, bicicleta, avioneta ou motorizada, tudo era passível de ser transformado num veículo práctico para se conseguir atingir o objectivo comum. Neste último caso (a fuga de Steve “Cooler King” McQueen) temos até direito a uma das mais famosas sequências da história do cinema que inclusivé confere a “The Great Escape” o justo epíteto de filme lendário.