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sexta-feira, junho 13, 2025

LOVE OBJECT (2003)

OS OLHOS DA MORTE (OBSESSÃO AFECTIVA)
Um Filme de ROBERT PARIGI


Com Desmond Harrington, Melissa Sagemiller, Udo Kier, Rip Torn, Robert Bagnell, etc.

EUA / 88 min / COR / 16X9 (1.85:1)

Estreia nos EUA a 5/4/2003 
(Philadelphia International Film Festival)
Estreia em FRANÇA a 16/5/2003 
(Festival de Cannes)



Some people are just made for each other”

Primeiro e único filme até à data deste produtor televisivo (autor também do argumento), “Love Object” revelou-se uma agradável surpresa numa das minhas noites de insónia. Kenneth Winslow (Desmond Harrington) é um tímido escritor de manuais para consumidores, daqueles que quase ninguém lê mas que invariavelmente acompanham os mais diversos produtos. A sua pouca-à-vontade com o sexo oposto leva-o a ser alvo da chacota dos colegas mais próximos, que inclusivé o aconselham a comprar uma boneca de silicone para se entreter. Ken não se faz rogado e encomenda num site da internet uma “Nikki”, cujas características básicas (altura, olhos, boca, cabelos, etc.) ele previamente escolheu. Sendo anti-social por natureza, Ken vê naquele novo brinquedo a oportunidade de estabelecer uma relação de afectividade, quer a nível sexual quer a nível psicológico. Só que essa relação se vai tornando cada vez mais obsessiva, perigosamente obsessiva...


No emprego é-lhe imposta uma nova colaboradora, Lisa (Melissa Sagemiller), que de início desdenha mas por quem, a pouco e pouco, vai desenvolvendo uma relação amorosa - uma novidade inesperada, para a qual nunca se sentiu particularmente motivado. Rapidamente Ken irá sentir-se dividido entre Nikki e Lisa, começando a moldar esta última de acordo com os parâmetros através dos quais definiu a sua relação com a boneca de silicone. E vice-versa, ou seja, modificando o aspecto de Nikki à medida que vai descobrindo em Lisa os atributos que mais o atraem. Ken vai assim deixando-se alienar nesse triângulo amoroso, inusitado e perverso, começando a acusar sinais, cada vez mais inquietantes, de insanidade mental.


Premiado em diversos festivais de cinema, “Love Object” é um filme estranho, uma parábola inquietante sobe a solidão e a obsessão que fazem parte da vida de todos nós, em maior ou menor escala. A originalidade do argumento e a realização segura de Parigi (que gastou pouco mais de 700 mil dólares em apenas 18 dias na rodagem) irá transformá-lo a curto prazo num genuíno cult-movie), a que não falta sequer um inesperado twist final. 

sexta-feira, novembro 06, 2015

OWNING MAHOWNY (2003)

INCRÍVEL OBSESSÃO
Um filme de Richard Kwietniowski


Com Philip Seymour Hoffman, Minnie Driver, John Hurt, Maury Chaykin, etc.

CANADA-UK / 104 m / COR / 
16X9 (2.35:1)

Estreia nos EUA: 23/1/2003 
(Sundance Film Festival)
Estreia em França: 15/5/2003 
(Festival de Cannes)


A grande obsessão que permeia este filme é o ato de apostar a qualquer preço, passando por cima de pessoas, de situações, conseguindo dinheiro de qualquer maneira para poder estar apto para jogar. Para os curiosos de plantão uma coisa interessante de se fazer antes de ver este filme seria conhecer mais sobre o mundo das apostas, porque é um mundo todo particular, com regras, tipologias de apostas e mecanismos específicos. Por exemplo, você já ouviu falar de bilhetes acumulados? De apostas combinadas? Saiba mais, neste site, sobre o sistemas de apostas combinadas.


Com o nome original em inglês “Owning Mahowny” o filme canadense conhecido em português como “Incrível Obsessão” estreiou no ano de 2003; trata especificamente da vida de Dan Mahowny vivido pelo ator Philip Seymour Hoffman, que desde seus 12 anos de idade é completamente viciado em jogos e não passa sequer um dia sem realizar algum tipo de jogo apostando, desde corridas de cavalos, visitas em casinos assim como outros tipos de apostas. O seu grande intuito não é ficar rico jogando, mas sim a excitação que encontra cada vez que ele aposta.
Aparentemente Mahowny parece ser apenas uma pessoa ingênua, e com esse ar de seriedade e devoção engana a todos, seus amigos, seus colegas de trabalho e inclusive a sua namorada. Para todos ao seu redor ele passa como um devotado funcionário de um grande banco da cidade de Toronto, é visto por seus superiores como um dependente exemplar e muito eficiente. Com essa carinha de bom rapaz ele conseguiu no período de um ano e meio desviar nada mais nada menos do que 10 milhões de dólares, e todo esse dinheiro foi usado para alimentar a sua mais voraz paixão, a de poder financiar sem limites as suas apostas compulsivas.


Este filme conta com um elenco de primeira categoria, além de Philip Seymour Hoffman, temos também Minnie Driver, Maury Chaykin e John Hurt, um time muito experiente exibindo uma atuação magistral. "Incrível Obsessão" foi nominado pelo crítico Roger Ebert entre um dos 10 melhores filmes daquele ano. Esta história foi contada em um livro, com o título em inglês de Stung, e retrata os fatos reais vividos na vida do funcionário Brian Molony, que trabalhava no Canadian Imperial Bank of Commerce e que realmente desviou os já citados 10 milhões de dólares em apenas 18 meses para poder apostar. Foi um best-seller no ano de 1987 e escrito pelo jornalista Gary Ross, livro qual serviu como roteiro para a concretização do filme. 
Leia mais sobre a vida pessoal de Owning Mahowny. Em uma entrevista realizada no site de Stung publishers McClelland and Stewart, Ross conta que teve contato com Molony, este ficou preso por 6 anos após ser declarado culpado por fraude. Após ser preso não jogou mais, casou-se com a sua namorada (no filme a Belinda), tem 3 filhos e seu trabalho atual é de consultor financeiro.
(Colaboração especial de Paula Silva)

sexta-feira, setembro 11, 2015

LOVE ACTUALLY (2003)

O AMOR ACONTECE
Um filme de RICHARD CURTIS



Com Hugh Grant, Colin Firth, Liam Neeson, Emma Thompson, Lúcia Moniz, Martine McCutcheon, Bill Nighy, Andrew Lincoln, Laura Linney, Alan Rickman, Billy Bob Thornton, Heike Makatsch, Rowan Atkinson, Joanna Page, Martin Freeman, etc.

UK-US-FRANCE / 135 min / COR / 
16X9 (2.35:1)

Estreia no CANADÁ: 7/9/2003 (Toronto Festival)
Estreia nos EUA: 6/11/2003
Estreia em PORTUGAL: 14/11/2003


“Four Weddings And A Funeral” (1994), “Notting Hill” (1999), “Bridget Jones’s Diary” (2001): três comédias românticas muito populares, cujos enredos beneficiaram, e muito, da escrita da mesma pessoa: o argumentista e produtor neo-zelandês Richard Curtis (nascido em Wellington, a 8 de Novembro de 1956, mas naturalizado britânico), que aqui se aventurava no seu primeiro filme como realizador. Voltaria depois a dirigir mais duas comédias (onde, como habitualmente, assina os respectivos argumentos): “The Boat That Rocked” (2009) e “About Time” (2013), sem que nenhuma delas conseguisse atingir o brilhantismo desta sua estreia. Passaram-se entretanto 12 anos e “Love Actually” parece cada vez mais condenado a partilhar o lugar que até agora só “It’s A Wonderful Life” (1946) tinha legítimo acesso: o do filme natalício por excelência. Cinquenta e sete anos separam estas duas pérolas do cinema. E por isso, “Love Actually” ainda é capaz de ser preterido a favor do filme de Capra. Mas daqui a mais meio século, quem sabe o que acontecerá? Eu já não estarei por cá para o comprovar, mas acredito que nessa altura seja muito difícil eleger entre os dois o companheiro ideal para um dia de Natal. A solução, provavelmente, será optar-se por uma sessão dupla…


“Love Actually” é uma delícia de filme, uma autêntica festa dos sentidos, na qual podemos participar sózinhos ou (bem) acompanhados: o resultado será sempre a mesma sensação de felicidade. Como escreveu o meu querido amigo Sérgio Vaz no seu blogue 50 anos de filmes”, «é um dos melhores filmes que já foram feitos na história. É para se rever sempre que a gente se sentir triste, angustiado, desesperançado, achando que a humanidade é uma invenção que não deu certo (…) É um filme inteligente, feito para maiores de idade. É absolutamente cheio de simpatia pelas pessoas, com aquele olhar com que, no auge do flower power, do faça amor não faça guerra, Donovan pedia para que as pessoas enxergassem os outros seres humanos, seus pequenos erros, falhas, defeitos, imprecisões, dúvidas – be not hard for life is short and nothing is given to men.»


Mas afinal de que trata “Love Actually”, para ser assim um filme tão especial? De muitas coisas, de muitas situações, incluídas numa dezena de histórias paralelas, que ocorrem em Londres, nas semanas que antecedem a quadra natalícia. É o aspirante a estrela rock (Billy Nighy) que promete actuar nu na televisão caso a sua canção (uma versão natalícia de “Love Is All Around”, tema popularizado nos anos 60 pelo grupo britânico The Troggs) chegue a nº 1 do hit-parade (e não é que chega mesmo?): é o casal à beira da infidelidade conjugal (Emma Thompson e Alan Rickman), devido ao assédio sexual que a boazona da secretária (Heike Makatsch) do marido lhe vai fazendo descaradamente; um escritor (Colin Firth) que depois de apanhar a mulher em flagrante com o próprio irmão, se retira para o campo, vindo depois a apaixonar-se pela empregada portuguesa (Lúcia Moniz); um viúvo recente (Liam Neeson), que procura ajudar o pequeno enteado (Thomas Sangster) na conquista das atenções de uma garota americana; o tímido padrinho de casamento (Andrew Lincoln, que sete anos mais tarde viria a encarnar a personagem principal da série de grande sucesso “The Walking Dead”) que morre de amores pela noiva (Keira Knightley) do seu melhor amigo (a declaração silenciosa de amor, apenas com recurso a cartazes, é um dos pontos altos do filme); a dupla de actores de filmes pornográficos (Martin Freeman e Joanna Page) que sentem dificuldades em iniciarem um relacionamento amoroso; a empregada de uma editora (Laura Linney) que troca o colega de trabalho (Rodrigo Santoro) para prestar assistência a um irmão demente; o garanhão (Kris Marshall) que parte para os Estados Unidos em busca do maior número possível de americanas fogozas; o primeiro-ministro britânico (Hugh Grant) que manda o presidente americano foder-se e se apaixona pela sua gerente de catering (Martine McCutcheon).


Sejamos claros: “Love Actually” está cheio de imprecisões, de coisas que nunca aconteceriam na vida real. Alguma vez um primeiro-ministro iria de porta em porta em busca da funcionária pela qual se sentia atraído? Ou dois actores de filmes pornográficos teriam qualquer problema em fornicar fora dos estúdios? Alguma mulher deitaria tudo a perder com o homem que deseja, só para cuidar do irmão? Após conseguir atingir o estrelato, algum cantor iria passar o Natal a sós com o amigo de longa data? E a caricatura que o filme faz dos portugueses, tem algum cabimento? Mas a verdade…, a verdade é que deitamos tudo isso para trás das costas, trocamos o inverosímil pelo prazer que o filme nos faz sentir, pelo optimismo que extravasa. Por uma vez, queremos acreditar que, apesar de todas aquelas complicações amorosas, tudo acaba bem, e que o mundo é mesmo assim. Não é nada, bem o sabemos, mas o que é que isso importa?


CURIOSIDADES:

- As filmagens no aeroporto de Heathrow (início e final do filme) foram feitas sem recurso a quaisquer figurantes, durante uma semana. A inclusão dos vários sketches foi devidamente autorizada pelas pessoas envolvidas.

- Durante uma conferência de imprensa, Hugh Grant volta-se para o presidente dos Estados Unidos e atira-lhe um sonoro Fuck-off. Tony Blair, na altura o verdadeiro primeiro ministro britânico, foi questionado sobre a situação, tendo respondido: «I know there’s a bit of us that would like me to do a Hugh Grant in “Love Actually” and tell America where to get off. But the difference between a good film and real life is that in real life there’s the next day, the next year, the next lifetime to contemplate the ruinous consequences of easy applause»

- O DVD do filme foi o video mais alugado em Inglaterra em 2004.

- O personagem de Liam Neeson, Daniel, que perde a mulher ainda jovem, é vidrado na Claudia Schiffer. Em tom de brincadeira até diz que uma das condições que a mulher lhe impôs para ir ao funeral dela, era que fosse acompanhado pela supermodelo. Quase no fim do filme, após a festa de Natal, Daniel trava conhecimento com a mãe de um colega do enteado, mostrando interesse num eventual caso futuro. Ora, quem interpreta esse papel é precisamente Claudia Schiffer, que recebeu 200 mil libras apenas por essa pequena aparição.


- Emma Thompson e Hugh Grant são irmãos no filme. Mas já foram amantes no filme “Sensibilidade e Bom Senso” (1995)

- Bill Nighy ganhou o BAFTA para o melhor actor secundário. Emma Thompson também foi nomeada para a categoria de melhor actriz secundária, mas viria a perder para Renée Zellweger em “Cold Mountain”. O filme teve ainda duas nomeações para os Globos de Ouro, nas categorias de melhor comédia ou musical e melhor argumento (Richard Curtis). Ver outros prémios aqui.

- A banda-sonora de “Love Actually” está recheada de belas canções, destacando-se (indicam-se os intérpretes entre parênteses): “All You Need Is Love” (Lynden David Hall), “Turn Me On” (Norah Jones), “Songbird” (Eva Cassidy), “Both Sides Now” (Joni Mitchell), “White Christmas” (Otis Redding), “All I Want For Christmas Is You” (Olivia Olson), “God Only Knows” (Beach Boys), e, claro, “Christmas Is All Around” (Bill Nighy).

PORTFOLIO:


sábado, outubro 19, 2013

11:14 (2003)

ONZE HORAS E CATORZE MINUTOS
Um filme de GREG MARCKS


Com Henry Thomas, Barbara Hershey, Clark Gregg, Hilary Swank, Shawn Hatosy, Patrick Swayze, Rachael Leigh Cook, Stark Sands, Colin Hanks, Ben Foster, etc.

EUA-CANADA / 85 min / COR / 16X9 (1.85:1)

Estreia no Festival de Cannes a 16/5/2003
Estreia nos EUA a 12/8/2005 
(San Francisco)



Officer Hannagan: [talking to a medic]
“We got a human penis right there by the curb.
Somebody's gotta be looking for that”
  
Greg Marcks é um jovem realizador norte-americano de 34 anos, nascido em Massachusetts a 12 de Agosto de 1976. Depois de graduado pela Universidade de Carnegie Mellon e pelo Conservatório do Filme Estadual da Flórida, começou por escrever meia dúzia de argumentos, tendo o primeiro de todos despertado a atenção da actriz Hilary Swank, que resolveu dar-lhe uma ajuda e co-produzir um filme com origem nessa história, além de nele vir a participar como actriz. “Onze Horas e Catorze Minutos (11:14)” é como se chama a fita que marca portanto a estreia de Marcks na realização de uma longa-metragem.

A primeira exibição ocorreu no Festival de Cannes, a 16 de Maio de 2003, e a partir daí o filme começou a percorrer o circuito dos Festivais de Cinema: Filmfest (Munique e Hamburgo, na Alemanha), Toronto (Canadá), Deauville (França), Hollywood (Eua), Natfilm (Dinamarca), Amsterdam Fantastic (Holanda), entre outros, sempre com boas críticas e adquirindo rapidamente o status de cult film por excelência. A primeira estreia comercial ocorreria em Itália, a 20 de Agosto de 2004 e só um ano depois o público americano teria direito a vê-lo nas salas de cinema de San Francisco.

Mas afinal de que trata esta brilhante estreia de Greg Marcks? O título, “11:14”, diz respeito à hora exacta da noite em que um cadáver é atirado do cimo de um viaduto da cidade de Middleton, indo embater violentamente num automóvel que por coincidência passava por baixo. A partir deste insólito acidente vamos assistir a cinco histórias diferentes mas todas elas entre-cruzadas umas com as outras e convergindo para aquela hora fatídica. Todos os personagens destas histórias são bem representativos do americano médio que habitualmente povoa as pequenas e tranquilas cidades do interior dos Estados Unidos. Greg Marcks, então com 27 anos, soube dar consistência a esses personagens ao conseguir reunir um naipe de bons actores que de certo modo conferem a “11:14” uma credibilidade que dificilmente se encontra no primeiro trabalho de um perfeito desconhecido.

O filme é todo ele excelente, um magnífico divertimento onde o humor negro é rei e senhor, e onde as situações trágico-cómicas se sucedem a um ritmo sempre elevado que deixam o espectador na ânsia de descobrir todas as ligações existentes entre as cinco histórias e desse modo completar o puzzle final. Até na maneira exemplar como o filme está construído (em montagem paralela e incluindo flashbacks dentro de flashbacks) se nota a mão hábil de Marcks (e dos responsáveis pela montagem, Dan Lebental e Richard Nord), que leva a que se queira assistir de imediato uma segunda vez ao filme, para se poder constatar que tudo aquilo bate certo.

Conforme o próprio Greg Marcks já admitiu existe aqui uma clara influência do cinema de Tarantino e sobretudo dos irmãos Coen na abordagem amoral de um argumento recheado de situações mórbidas mas perspectivado a partir de um olhar bem divertido e onde não se nota a mais pequena réstea de pretensiosismo bacoco. Pelo contrário, o que nos salta à vista é o gozo que por certo Marcks terá usufruído ao escrever primeiro o argumento e ao realizar depois o seu filme. Numa época onde se vê para aí tanto candidato a “génio iluminado” é reconfortante saber que ainda existe espaço para alguém apenas se divertir a tentar divertir o público e não ter, pelo contrário, a nobre pretensão de revolucionar a Sétima Arte.

O filme percorre actualmente os canais de cinema da TV Cabo, pelo que será muito fácil darem com ele num qualquer destes dias. Mas se por acaso o quiserem comprar, também o encontram rapidamente na FNAC mais próxima e a um preço bem convidativo - 3,99 euros. Seja qual for a vossa opção o importante é não perderem a oportunidade de verem esta jóia rara e passarem uma hora e meia de puro prazer cinéfilo. Ah, e fazer figas que o segundo filme de Marcks “Echelon Conspiracy” – do ano passado, não demore tanto tempo como este a chegar às salas de cinema.