Mostrando postagens com marcador receitas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador receitas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Cover de chef em dia de comemoração

Aniversário do marido mereceu almoço de domingo em plena quinta-feira, com cardápio caprichado como a data pede. Para poupar o cozinheiro profissional da casa, cansado pelo trabalho à noite, incorporei sua cover e assumi o fogão com as dicas do prato principal bem à mão. 
Depois da minha receitinha no encarte do Supermercado Rissul, esta semana é vez do filho dar a sugestão: costelinhas suínas ao molho de cerveja escura com purê de batata-doce. 
Vesti o avental me sentindo uma participante do "Que Marravilha", com as mesmas inseguranças mostradas no programa, como se debutasse nessa função, deletando a trajetória de mais 30 anos. Segui os passos tão à risca, que até me desconheci, já que a improvisação parece ser  mesmo a marca das cozinheiras experientes, nem sempre muito positiva. É, ser avaliada é mesmo exercício que mexe com a gente, mesmo que seja pelo filho que conhece a comida da mãe a vida toda. Mas, a experiência foi interessante, por diferentes motivos, e no final, passei pela avaliação do meu Claude (rs) e as costelinhas foram super aprovadas pelo aniversariante. 
Na sobremesa, a chef do dia optou pela certeira mousse de chocolate, preparada na véspera e finalizada na hora de servir com uma invençãozinha da hora.
Como costumamos dizer aqui no sul, o almoço foi de "lamber os bigodes", como bem comprova o aniversariante sem cerimônias, "tocando uma gaitinha", expressão que minha mãe adora.
Que a motivação de temperar a vida com significado e afeto alimente de ternura nossos laços e rotinas. Amém.

Costela suína com molho de cerveja escura

Ingredientes
2 kg de costela suína
600 ml de cerveja escura
1 cebola roxa
3 dentes de alho
4 colheres (sopa) de mel
2 colheres (sopa) de aceto balsâmico
2 colheres (sopa) de amido de milho

Modo de preparo
Temperar a costela com sal e pimenta do reino.
Assar na churrasqueira ou levar ao forno por 40 minutos (selei antes numa frigideira com óleo e manteiga).

Molho de cerveja
Em uma panela larga, colocar para ferver em fogo baixo a cerveja, a cebola laminada, os dentes de alho cortados ao meio, o aceto balsâmico e o mel. Deixar ferver por 10 minutos. Dissolver o amido de milho em um pouco de água fria e adicionar ao molho, mexendo sempre até espessar.
Regar a costela assim que sair da churrasqueira ou forno com o molho. Cortar em porções e regar com um pouco mais de molho.

Mousse de chocolate com crocante de biscoito

Ingredientes
170 g de chocolate amargo ou meio amargo
3 ovos
3 colheres (sopa) de açúcar
1 lata de creme de leite sem soro

Crocante
6 bolachas maria 
6 castanhas do pará
2 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de açúcar

Modo de preparo
Bater as claras em neve e reservar.
Misturar as gemas com o açúcar e mexer vigorosamente até esbranquiçar.
Derreter o chocolate no micro-ondas (2 minutinhos em potencia média) ou em banho-maria, mexer para resfriar e acrescentar o creme de leite aos poucos para incorporar.
Por fim, juntar as claras em neve, misturando delicadamente para a mousse ficar aerada.
Colocar em potinhos ou copos, taças, e levar à geladeira por no mínimo 4 horas.

Crocante
Quebrar as bolachas bem miúdo e reservar.
Cortar as castanhas em lâminas finas.
Numa frigideira em fogo baixo, derreter a manteiga e juntar as bolachas, castanhas e açúcar.
Mexer sempre para ficar corado e crocante.
Polvilhar a mousse somente na hora de servir, para manter a crocância.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Muffins divertidos pra criançada

No mês voltado à gurizadinha, fui convidada pela rede de Supermercados Rissul a criar uma receita que agregasse alimentos saudáveis a uma forma atraente de apresentá-los. Pensa daqui, pensa dali, considerei mais produtivo oferecer uma sugestão salgada, já que o universo infantil é bem mais rico em doçuras. E assim nasceram os muffins salgados duplamente fofinhos: na textura e na apresentação super cute. 
Para quem não é da região e não tem acesso ao encarte, aí vai a receita:

Rale 1 cenoura grande e uma abobrinha italiana e reserve.
Numa tigela, bata  4 ovos, junte  100ml de óleo de canola, 1 xícara de leite e uma colher (café) de sal e misture bem.
Acrescente 2 xícaras de farinha peneirada com 1 colher (sopa) de fermento em pó e incorpore com um batedor de metal (fuê) até desmanchar as bolinhas de farinha.
Acrescente peito de peru (200g) picado grosseiramente e,  depois, a cenoura e abobrinha.
Unte e enfarinhe forminhas de cupcakes ou empada.
Encha cada forminha um pouco mais da metade, coloque um quadradinho de mussarela e complete com a massa até próximo da borda.
Leve ao forno preaquecido a 200 graus por aproximadamente 35 minutos.
Espere esfriar e desenforme.

Decoração
tomates cereja graúdos, azeitonas pretas sem caroço, creme de ricota ou cream cheese, salsa 
Modo de fazer:
Corte os tomatinhos ao meio e tire a polpa e sementes.
Numa das pontas, retire uma pequena fatia, e na outra, faça um pequeno corte transversal.
Corte a base da azeitona para achatá-la.
Monte a joaninha sobrepondo a metade do tomate sobre a azeitona.
Faça as pintinhas com pedacinhos de azeitona e os olhos, com pontinhos de creme de ricota.
Cubra os bolinhos com creme de ricota, coloque folhinhas de salsa e, sobre elas, a joaninha.
Use cabinhos da salsa para as antenas da joaninha.
Um lanche de festa ou uma festa de lanche para a criançada! Mas, como todo manual de autoajuda propõe alimentar nossa criança interior, vale também para uma reuniãozinha com amigos de todas as idades. Felizes criancices a todos nós! Amém.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Panelinhas de moranga

Comida de infância, comida de mãe, agora, passou a ser comida pra mãe no cardápio de todo dia na minha cozinha. Se a velhice dá uma marcha à ré no tempo e traz a criança de volta, e se contra isso quase nada pode-se fazer, então o caminho é procurar aceitar e fazer essa menina contente usando as ferramentas que se tem à mão. As panelas sempre foram motivo de alegria para minha mãe, tanto no preparar como no comer, e também nisso somos parecidas. Na rotina doméstica, no sem-fim de tantas e tantas tarefas, escolho sempre, sem pensar nem uma vez, cozinhar. Mesmo que destreinada dessa lida diária, voltei a gostar da "agenda culinária": pensar no almoço do dia seguinte antes de dormir, colocar feijão de molho na véspera, passeios à fruteira, ao supermercado, à padaria, ao açougue... Melhor ainda é que nas últimas semanas minha mentora gastronômica tem me acompanhado em algumas dessas compras, saudosa que andava das idas ao mercado, seu programa preferido. Comove-me vê-la entusiasmada como criança por balas com as batatas rosas novas, imaginando um belo purê, com o cheiro do abacaxi, o perfume das uvas, dos pães, com a variedade de feijões, sua maior paixão que não pode faltar mais do que um dia... E nessa roda-viva de café da manhã, almoço, café da tarde, janta (e eventuais lanchinhos nos intervalos), muitos sabores esquecidos vão sendo resgatados. Assim como sua memória, afiada ao passado, volta e meia lembro de algum prato lá de trás, da mesa da sua cozinha, que há décadas não experimento. Semana passada, foi a vez das moranguinhas recheadas. Seus olhos faiscaram ao deparar-se com um cesto das morangas em miniatura no supermercado, e pensamos em dueto: Vamos fazê-las recheadas?! É claro que vamos!! Querem ver um dos pratos que mais me impressionavam quando quem cozinhava era minha mãe, e eu só sabia admirar suas habilidades?
Para começar a dar cara de panelinha à pequena moranga, recorta-se a tampa.
Retira-se.

Com uma colher de sobremesa, raspa-se o miolo pra retirar as sementes.
Recheia-se com carne moída refogada com temperos e ovos duros picadinhos.

Fecha-se a panelinha e enrola-se em papel alumínio para ir ao forno em temperatura média por mais ou menos 4o minutos.

Abre-se o pacote com cuidado e, depois de fazer o teste do garfo, se estiver macia é chegada a hora de visitar o passado de garfada em garfada.

O almoço que contou um pouco da nossa história, além do gosto bom da comida simples, foi também terapêutico. Voltar à mesa comandada pela mãe, mesmo que pela luz já enfraquecida das minhas recordações, fez tanto bem a mim e a ela. Ainda hoje, ser lembrada como uma boa cozinheira é um carinho extra ao seu feminino provedor. Por tabela, uma terna alegria à maestra das minhas panelas que aprendi a ser com ela.
Que continuemos firmes nos nossos pontos fortes, aqueles que nos ancoram e, graças aos céus, nos divertem. Amém.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Snowflakes (ou mandalas de papel), uma lindeza que vicia

Por causa dos cenários do Especial de Natal de Jamie Olivier, no GNT, revi duas vezes os programas, com o olho espichado para a decoração das três cozinhas, uma mais linda que a outra. A simplicidade, marca do chef que se retrata nos ambientes rústicos, explorada com autenticidade, arrebatou minha atenção como poucas vezes acontece, já que sou um tanto (bastante) avessa à televisão. Sei bem o que me fisgou: o lúdico, sempre ele. E entre esses elementos, os enfeites de papel foram um achado muito bem lembrado. Era o branco que meu pinheiro, filhotinho do imponente pinheiro pai do jardim, precisava. Além dos snowflakes, gigantes, em profusão, como aparece neste vídeo, num segundo estúdio o papel aparece de maneira ainda mais infantil e divertida, com correntes coloridas, penduricalhos, lembrando festa junina. Para quem não assistiu, vale a pena curtir essa provinha, com uma receita que ainda me atiça fazer. Pra encurtar a conversa, saí à procura de PAPs para recortar os flocos, segui alguns passos e acabei inventando mais e mais recortes, já meio compulsiva pela delícia que é a mágica de desdobrar o papel e ver a surpresa do resultado.
Até as formas bem simples rendem beleza .
Muda-se um recortezinho e temos uma mandala diferente!
Junto com os docinhos, as bolas e alguns laços, encheram a árvore de leveza e suavidade. Não canso de me entusiasmar com essas possibilidades de custo zero e grande efeito.
Se quiser brincar com os snowflakes, neste endereço aqui dá para criá-los virtualmente. Um programão para o domingo de Natal, dia de preguiça pós tanta agitação.
Mas se preferir por a mão na tesoura de verdade, a tia Martha ensina aqui. As opções de uso são tantas! O trabalho é rapidinho, e ainda dá tempo de fazer a mágica para decorar os presentes, ou a mesa, ou as janelas... Mas cuidado: o dobra, recorta e abre é viciante, e você corre o risco de esquecer da hora, esquecer de preparar a ceia e ser pego pelo Papai Noel no meio de uma grande nevasca de mentirinha.
Bons preparativos para todos! Até amanhã. Amém.