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sábado, 30 de março de 2013

A Vila dos Coelhos


Costumo usar o baú da sala para montar o cenário da Vila de Natal e esse ano, depois de passear pelos  encantos de Gramado e Canela (RS), território do chocolate, voltei recheada de ideias para compor uma cena de Páscoa sobre o móvel, relíquia da avó do marido.
Reuni a coelhada que passa o ano escondida... 
e outras peças curingas, como o bule de ágata, que abriga uma mini árvore de Páscoa, protegida pela coelha, a fada e o gnomo.
A casinha, onde vivem as fadas em todas as épocas, ganhou como base uma "bolacha" de madeira e acolhe a coelhinha mimosa e o coelho de orelhas muito grandes e seus pertences.
Pendurei ovinho-cesto, borboleta e passarinho no topo.

À noite, quando sobra um tempinho, acendo a vela, apago a luz da sala e aperto os olhos para desfocar a cena em busca do estado alterado aquele, o encantamento infantil, cada mais valioso conforme a idade anda.
Quando isso acontece, nem que seja por segundinhos, reforço a disposição para seguir "malhando" para fortalecer meu tônus emocional. Assim, com um pé no mundo da fantasia, do jeito que melhor sei fazer.
Que a Páscoa nos provoque o apetite pela renovação da fé (na vida, no homem, no que virá), sempre! Amém.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Na caça às casquinhas, bolo de uva e sorvete de chocolate

É chegada a hora boa de recrutar a coelhinha que existe em nós (não, não estamos falando da Playboy, rs) e por aqui, época de usar e abusar de receitas com ovos, esquecendo, ao menos por hora, do colesterol. Tudo em nome do deleite de reunir um cesto de casquinhas para inventar muita moda com elas, atividade que me leva muito tempo, primeiro em busca de ideias (e são tantas nessa infindável enciclopédia Google!), depois nos capítulos igualmente deliciosos de colocá-las em prática.  
Então, nos últimos dias, duas receitas me renderam um bom começo no arsenal para os preparativos da Páscoa. Simples e  deliciosas, penso que irão aprovar também.
O Bolo de Uva é tradição que nunca me canso de reprisar. A safra da frutinha é farta, o preparo faço quase de olhos fechados, sem falar no lado terapêutico do processo: o exercício de paciência de retirar as sementinhas grão por grão. Há quem seja menos rabugento nesse quesito, mas morder as danadinhas para mim põe tudo a perder. Por isso não penso duas vezes no tempo gasto com a cirurgia (rs).

Bolo de uva

Ingredientes:
100 g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
3 ovos
3/4 xícara de açúcar
1/2 xícara de leite
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 colher (sobremesa) de essência de baunilha
raspas de casca de limão
1 colher (cafezinho) de noz-moscada ralada
1 xícara de uvas pretas (2 cachos médios)

Modo de fazer:
Retire as sementes com a ponta de uma faca cortando levemente os grãos de uva. Reserve.
Preaqueça o forno em 180 graus.
Prepare a massa batendo a manteiga com o açúcar na batedeira ou à mão até esbranquiçar.
Junte os ovos, um a um, e continue batendo.
Acrescente a farinha peneirada com o fermento, alternando com o leite. (A massa deve ficar firme.)
Junte as raspas de limão, a baunilha e a noz-moscada.
Transfira para uma fôrma pequena (25 cm) untada e enfarinhada.
Passe as uvas em farinha (para não afundarem) e distribua sobre a massa.
Polvilhe açúcar e leve ao forno por cerca de 30 minutos (faça o teste do palito, se sair sequinho, está pronto).
O sorvete foi um achado inesperado, já que não costumo assistir ao programa da Ana Maria Braga. Chamou a atenção seu entusiasmo pela novidade da receita dispensar aquele vaivém do freezer à batedeira que a maioria dos sorvetes exige para ficar cremoso. Testei, aprovei e repeti a dose no final de semana. 
Para incrementar, preparei uma calda (purê) de damasco, fervendo as passas da fruta com água até amolecerem. Depois, bati no liquidificador, acrescentei um pouco de açúcar e levei ao fogo para ganhar consistência (rala).
Faltava ainda uma "crocância". Derreti em fogo baixo umas colheres de açúcar até o ponto de caramelo, juntei nozes, mexi um pouquinho e despejei sobre uma tábua de corte. Deixei esfriar e, com um rolo de massa, esmaguei para fazer o crocante.

Sorvete de chocolate com calda de damasco e crocante de nozes

Ingredientes:
4 claras
4 colheres (sopa) de açúcar
2 caixinhas de creme de leite
200 g de chocolate meio amargo derretido

Modo de fazer:
Numa batedeira coloque 4 claras e bata bem até ficar em neve. Adicione 4 colheres (sopa) de açúcar e bata bem até formar um merengue (+/- 5 minutos). Desligue a batedeira, acrescente 2 caixinhas de creme de leite e misture delicadamente com um batedor de arame. Adicione 200 g de chocolate meio amargo derretido e misture.
Num refratário despeje o creme e leve ao freezer por 4 horas
Retire do freezer e sirva em seguida.
Uma dica do filho (chef): passadas as 4 horas, bater no liquidificador (não na batedeira) e voltar ao freezer por mais algumas horas.

Servida assim, a combinação fica bastante harmoniosa.
Que a doçura da Páscoa nos contagie! Amém.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Coelhinhos de canela


Se formos ágeis como seu Coelho, ainda temos chances de fugir da mesmice dos produtos de Páscoa que lotam os supermercados e engrossam as filas e presentear com originalidade, no bom e velho conceito eu que fiz que agrada tanto. Sou suspeita nessa indicação, já que não morro de amores por chocolate. Troco rapidinho um bombom por um saquinho de biscoitos amanteigados, ou por casquinhas de ovos recheadas com amendoim doce (amo! e me perco nas calorias enquanto vou enchendo-as). Amo igualmente preparar biscoitos, como já contei várias vezes. Então, usando esta receita aqui, rendosa e delicada, fiz uma boa remessa de coelhinhos, dessa vez trocando o glacê pela prática cobertura de canela. Depois de cortados, pinte a superfície dos biscoitos com clara de ovo...

... e polvilhe uma mistura de canela com açúcar cristal de maneira bem generosa. Leve os biscoitinhos ao forno... ...e depois de assados a cobertura ficará assim: crocante e perfumada.
Aí é só embalar, com infinitas possibilidades pra deixar seu mimo fofo. Optei pelo básico celofane com barbante para não poluir o visual final:
Os saquinhos do kit Feliz Páscoa: sacolinhas coloridas e bem recheadas de gostosuras (e de carinho também), à venda no Café de Bordo.
Que o tempo seja nosso aliado nessa semana curtinha para que pequenas alegrias, como a de inventar moda na cozinha, tenham vez e voz, como tão bem coloca a querida Cris, do Miscelânea, neste post aqui. Amém!

domingo, 6 de março de 2011

Saindo da casca

Pintinhos de pompom, macios, anunciam faceiros a contagem regressiva para a festa do renascimento, e para quem o Carnaval passa bem longe, a referênciados 40 dias que antecedem a Páscoa é o sentido maior do feriadão, ensolarado no Sul, para alegria dos foliões e viajantes. Mal sabem eles, os amarelinhos, a carona que pego nessa promessa, o quanto brincar de transformar fios de lã em criaturinhas fofas tem aliviado os dias aflitivos daqui. Além da ninhada, nascem também figuras crochetadas para montar o cenário onde vão morar.
Um arco-íris em forma de florzinhas, folhas, casca de ovo, arranjados em guirlandas cobertas de verde em tom que lembra relva, que lembra ilustração antiga de famílias de coelhos nos preparativos para a Páscoa.
Nessas cenas campestres, também não podia faltar o cesto recheado de ovos, escondido entre as gramíneas, e, vez que outra, cogumelos vermelhos, que aos meus olhos de criança ganhavam em beleza até dos chocolates. Considerei um pequeno milagre reproduzir essas lembranças tecendo pontinhos, laçadas, misturando fios, texturas...
Trocando a agulha de crochê pelas de tricô, o personagem principal da comemoração ganhou forma rapidinho. Segui os passos dos Chiquinhos (aqui) e o seu Coelho ganhou um jeito meio malandrinho. Prevenido para uma Páscoa tardia este ano, já em clima de outono.... ...enrolou-se num cachecol na cor da sua refeição preferida.
Enquanto bordo os votos em pequenos pontos, envergo arame e cubro-o com muitas e muitas voltas de lã, testo pétalas e invento miolos, a fantasia singela da Páscoa toma os pensamentos, multiplica ideias para outros projetinhos, traz para perto um certo encantamento das fábulas, dá um pezinho para alcançar um recreio da realidade. E se o que nasce das agulhas é puro faz-de-conta, não importa. Por momentos, vale tudo, e então fantasia-se o presente na tentativa de resgatar a sintonia com a beleza. E por pura graça, faz-se a mágica! Os olhos recuperados voltam a encontrar a grandeza da vida, num intervalinho de tempo, começando pelas minúsculas manifestações do sagrado no meu jardim.
"O tempo passa. O fôlego retorna. Parece milagre, mas as sementes de cura começam a florescer nos mesmos jardins onde parecia que nenhuma outra flor brotaria. A alma é sábia: enquanto achamos que só existe dor, ela trabalha, em silêncio, para tecer o momento novo. E ele chega." (Ana Jácomo)
Que a esperança seja nosso norte para chegarmos à Páscoa rendidos ao desejo de acordar o que precisa despertar em nós. Amém!
P.S. As guirlandas estão disponíveis para viajar para casas que curtem esperar pelo Coelho num astral de alegria bem colorida. Para falar com Dona Coelha (rs), entre em contato pelo e-mail: rosanasperotto@hotmail.com

quarta-feira, 31 de março de 2010

Coelhada solta...

... pela casa, como álbum de figurinha, cada um no seu lugar, demarcando um tempo que me leva pra trás, para a menina que fui e que, na Páscoa, vem me visitar.





















































































Para que ela volte sempre, dedico a quaresma ao nosso encontro, olhando pra dentro e enfeitando o cenário. Que essa graça nunca se perca... Amém!

domingo, 28 de março de 2010

Biscoitos multiplicados

Gosto muito da ideia de passar adiante os saberes que vamos desenvolvendo ao longo do nosso percurso, uma bagagem que ganha mais valor quando arrebanha "seguidores". Então, quando a sobrinha emprestada pediu ajuda para dar forma e sabor a um projeto escolar em parceria com a irmã, ambas professoras, vesti a camiseta da proposta e no segundo momento, o avental e o toque (chapéu de chef que não falta em casa de chef ), para acompanhar Murilo, sobrinho-neto emprestado, que já veio paramentado e empolgado para a tarde de biscoitos.
Escolhemos uma receita de mel*, crocante, sem complicações para preparar, abrir e cortar, para facilitar a posterior produção com os alunos das "meninas" em duas escolas. O pequeno chef encarregou-se de escolher os cortadores, enquanto calculávamos a quantidade para abastecer 30 saquinhos de biscoitos que serão distribuídos a crianças de uma instituição social da cidade.
Depois de algumas horas de trabalho entre coelhinhos de vários tamanhos e o perfume dos condimentos pela casa, receita repassada e testada, acertamos os detalhes da logística e respiramos mais aliviadas: daria tudo, ou quase tudo certo na "biscoitaria" da escola.
Murilo, sempre criativo, incorporou o personagem dentuço da festa para o registro histórico do trio...
e, dias antes, driblou o tempo de espera pela pizza desenhando com palito e agilidade no papel-toalha do restaurante, sob meu olhar enfeitiçado pelas figuras que nos fizeram companhia no jantar. Na quarta-feira, a gurizada comanda pela sua mãe também pôs a mão na massa e fermento na solidariedade exercitando a doação de tempo e trabalho para levar alegria a outras crianças...
... em saquinhos coloridos, recheados das bolachinhas produzidas em mutirão, numa "corrente muito do bem".
O projeto segue em outros capítulos, mas assinei termo de sigilo (rsrs) para não por farinha nos momentos-surpresa tão bem planejados pela dupla de profes dedicadas e comprometidas com o desenvolvimento integral dos seus pupilos, orgulho grande dessa tia coruja.
Biscoitos de mel*
Ingredientes:
500g de farinha de trigo
1 1/4 xícara de açúcar
1/2 xícara de água
250g de manteiga
3 colheres (sopa) de mel
2 colheres (chá) de canela em pó
2 colheres (chá) de gengibre em pó
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher (sopa) de conhaque ou água
2 colheres (sopa) de casca de laranja ralada
Modo de preparo:
Em uma panela, misture o açúcar, a água, o mel e os condimentos. Deixe cozinhar por 5 minutos mexendo de vez em quando. Retire a panela do fogo, adicione a manteiga e deixe derreter. Dissolva o bicarbonato no conhaque ou água e junte à calda.
Depois da calda fria, acrescente a farinha aos poucos até formar uma massa homogênea. Deixe a massa descansar por 1 hora no mínimo na geladeira dentro de saco plástico.
Abra amassa com rolo e corte os biscoitos com cortadores ou a boca de um copo.
Coloque em assadeiras e leve para assar até que dourem levemente.
Deixe esfriar para decorar com glacê preparado com 2 claras, 500g de açúcar de confeiteiro e 2 colheres (sopa) de suco de limão batidos por 10 minutos na batedeira. Para colorir, use anilina comestível.
Corrigindo (porque postar de madrugada é uma porta aberta a erros... rsrs): a quantidade de farinha é de 700g, podendo ser necessário acrescentar um pouco mais, mas lembre-se que a massa fica mais firme depois de descansar na geladeira.)