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30/05/11

Fotografias da sessão "VIDA NO CAMPO"








Música: NOISERV (com ilustração ao vivo de Diana Mascarenhas)



Conferência Performance "VIDA NO CAMPO": Álvaro Domingues




Performance poética
"SE ME PAGARES UMA CERVEJA ESTÁS A FINANCIAR A REVOLUÇÃO":
A. Pedro Ribeiro (participação especial de Susana Guimarães)





Música : OPUS DIABOLICUM
Tiago Rosa - violoncelo / Diogo Penha - violoncelo / Miguel Oliveira - piano/percussão
Valter Freitas - violoncelo / André Pontífice - violoncelo.

Fotografais de SARA MOUTINHO.

26/05/11

Na imprensa de hoje



Jornal "Público" e "Jornal de Notícias" de hoje, 26 de Maio de 2011.
Para ler po favor clicar sorbe as imagens. Obrigada.

25/05/11

Notícias de hoje


De cima para baixo:
Jornal OJE e Destak - notícias publicadas a 25 de Maio de 2011.
Para ler por favor clicar sobre as imagens. Obrigada.

30/11/09

Poema de A. Pedro Ribeiro


ESPERO POR TI, GORETI

Espero por ti, Goreti
às quatro da manhã no "Big Ben"
espero por ti, Goreti
apesar de saber que estás na Madeira
a mares de mim
a mares das àguas
que bebo aqui
espero por ti, Goreti
no meio da fala da puta
da puta que fala
e dos chulos que se amontoam
em redor
espero por ti, Goreti
apesar de ter gasto o cacau todo
nos bares das redondezas
depois da entrevista na Rádio Casa Viva
depois da Idade Média
no "Armazém do Chá"
e dos outros sítios da moda
onde um gajo se sente como o Lou Reed
Take a walk on the wild side
espero por ti, Goreti
porque hoje até vi o Santo Graal
no "Piolho"
e dei dois euros ao mendigo
espero por ti, Goreti
no meio dos rufias da noite
após uma hora de conversa
com o Zé Pacheco
o escultor
que me passou três euros para a mão
sem eu lhe pedir nada
e a puta que fala
e não se cala
já as conheces há 2000 anos
e continuas a andar
a entrar nas casas
como entravas
e a puta que beija
e a puta que vai
e o empregado
que fala nos quintos do inferno
e até já me sinto nas minhas quintas
e até já volto a pedir cerveja
sou a estrela
e a barriga enche
e o Adriano goza
e o marquês de Sade
já ninguém se escandaliza
mal sabem elas
as palavras do divino
espero por ti, Goreti
e ando a estoirar o dinheiro
do Campo Alegre
assim
como se fosse nada
e a puta fala
e a outra puta não vem
não há aqui
estrelas do rock n' roll
só o gajo
a escrever à mesa
e o pessoal que fala
como a puta
de boina
brasileira
que bebe
e já não saca
mas dá lições de moral
à clientela
e que se vai
e nos deixa sós
com umas estranjas insossas
espero por ti, Goreti
e inauguro o caderno
e sinto-me como Allen Ginsberg
sabes, tens razão
há pessoas que não valem mesmo nada
e o Socrates hoje até foi derrotado
na Assembleia da República
e os gajos só falam
da pen e das gigas
e já não há putas
nem travestis
para animar esta merda

resta-me esperar pelo metro
e aturar estes matrecos
que não dizem
a ponta de um corno
espero por ti, Goreti
e o "Big Ben" já não é
o que era
por todo o lado
me tratam
como ao príncipe da Baviera
já não sou o que era
quando armava confusões
e não tinha um tostão
amanhã não vou sair da aldeia
~vou dar dinheiro aos de lá
sempre é a terra do meu pai
não me fica mal
o pessoal junta-se todo nos sítios
e os outros ficam ás moscas
é tudo uma questão de moda
top-model
como tu poderias ser
e entram os freaks
e pedem sanduíches
e o rock n' roll rola
e telefonei a horas á minha mãe
agora durmo com máscara
por causa da apneia
vai-te deitar, mãe
não fiques á minha espera
que eu hoje estou no rock
andei a fazer observação participante
como se dizia na Faculdade
e já só tenho vontade
de continuar a escrever
espero por ti, Goreti
e já não há putas
no "Big Ben"
anda tudo bem comportadinho
a falar de cabos
e playstations
como o Rocha
que apareceu no "Orfeuzinho"
e me pagou o cafézinho
não suporta o Red e o Dick
mas eu não tenho preconceitos
aprendi com o Nietzsche
já o disse na entevista
espero por ti, Goreti
e a mulher e a namorada
está entretida com o computador
enquanto o gajo olha para a TVI
até parece que os gajos
me querem filmar
sou uma estrela
há gajos que me reconhecem
mas as gajas não me dão
beijos na boca
deve ser por causa da barriga
é por causa dos fritos
e do pão
a cerveja já não conta
até a deito fora
a partir de certa hora
é veneno
mas juro que no "Piolho"
bebi o Graal
estava a micar uma gaja
que estava a escrever
eu conheço-a
não sei de onde
até ensaiei em Vila do Conde
na praia
onde há gajos a pescar
não sei o quê
vá-se lá perceber o homem

Espero por ti, Goreti
e ainda há gajos que dão
as boas noites
a toda a gente
que se armam
em presidente
e o Sócrates
e o Vara
e o Godinho
são todos um docinho
deviam ir todos presos
apesar do Reinaldo
e dos indefesos
ide todos dar uma volta
o homem controla
e ordena
e isto está uma bruta seca
espero por ti, Goreti
e vou ter de pedir mais cerveja
é mais forte do que eu
estes gajos fazem-me a cama
e só me pedem cartão
e eu vou até
ao fim do filão
este pessoal dos bares
desconhece o "Big Ben"
fica mesmo junto à estação
não há que enganar
está tudo fodido
mas é o que está a dar
espero por ti, Goreti
e aparecem gajas
para um gajo olhar
não são grande coisa
até vou mijar
espero por ti, Goreti
e até dou espectáculo
faço piruetas
equilibrismo
e até nem fui dançar
as putas falam comigo
mas eu já gastei o cacau
sou o maior
sou um carapau
espero por ti, Goreti
e nunca escrevi como hoje
se me tivesses ligado
era outra dose
espero por ti, Goreti,
não sou o Pablo Neruda
sou mais como o Ginsberg
levo tudo à bruta
espero por ti, Goreti
e esta merda não muda
um gajo bem diz umas coisas
mas a gaja é surda
espero por ti, Goreti
e não se passa nada
o cabrão fala, fala
e nunca mais é
de madrugada
o gerente inteligente
mas põe-me doente
e anda tudo com
um sorriso "pepsodent"
espero por ti, Goreti
e isto nunca mais acaba
o relógio não avança
e não se passa nada
ninguém fala do Sócrates
nem do Vara
anda tudo de tola avariada
espero por ti, Goreti
e sabes que te espero
e sabes que te quero
até ao fim.


Porto, "Big Ben", Novembro de 2009.

(Fotografia de Pat captada na sessão de Quintas de Leitura do TCA - Um Poeta no Sapato - Outubro de 2009. A ler: António Pedro Ribeiro)

23/11/09

João Gesta - Programa Vizinhos - Porto Canal - Segunda Parte




Pedro Nunes, da Porto Canal, visitou João Gesta no Teatro do Campo Alegre numa noite de ensaios para a sessão de Quintas de Leitura «Um Poeta no Sapato» ( A. Pedro Ribeiro, Daniel Jonas, Nuno Moura e João Rios).


Dia 29 de Outubro o programa Vizinhos foi emitido.


(Peço desculpa pela demora da publicação da segunda-parte deste programa, mas nem sempre a Internet responde da forma que pretendo. Foi demorado mas consegui).

18/11/09

Fotografia de Pat


IGUAIS AOS DEUSES

António Pedro Ribeiro

Acordo de madrugada. Penso que sou um rei em cima do palco. As mulheres acham-me piada e riem-se para mim. Ontem só bebi cinco cervejas. Tenho bebido muitas mais noutras noites. Pensava que depois de ter ido ao Campo Alegre as mulheres bonitas me viriam dar beijos na boca. Afinal, não. É a mesma rotina de sempre. É como um gajo em frente ao computador a teclar. Terei algo que os outros não têm. Ando na demanda do Graal, procuro os moinhos de Quixote. A anarquia vem ter comigo. Estou mesmo muito bem disposto. Poderia ter conversas espirituosas com muita gente. Fá-los-ia rir. Pelo menos não ando para aí a partir os vidros dos carros. O que até nem era má ideia. Anjo em chamas. Por onde andas? Por aí, atrás da minha loucura. Os meus berros são de louco. Cambaleio pelo palco. Faz-me falta o Henrique. Ando a ouvir as canções todas das Las Tequillas no youtube. Diz a palavra. Quero ir para o palco. O meu reino por um palco. A plateia aborrece-se, entendia-me. Sempre as pessoas normais a fazer as coisas normais. Sempre as pessoas a dizer avé-maria ao chefe, ao Sócrates, ao Cavaco. Sempre atrás do dinheiro e do estatuto social. Sempre fechadas na família. Sempre a fingir que estão bem. Sempre a criticar o parceiro do lado. Não! Não é isso que quero. Afastei-me dessa via. Não sou mesquinho, não sou merceeiro. Estou do lado da liberdade. Do lado do criador. Do bailarino. Vim para aqui de graça para criar. Assim devo continuar. Assim é o Artista. Provoco os outros. Faço-os rir. Para isso vim ao mundo. Nada a fazer. A vida não é só comer, beber e sacar dinheiro. Estamos aqui para algo de muito mais alto, de mais sublime. Estamos aqui para sermos iguais aos deuses.

06/11/09

JOÃO GESTA - Vizinhos - Parte I

Pedro Nunes visitou João Gesta numa das noites de ensaio do último espectáculo de Quintas de Leitura - Um Poeta no Sapato.

No dia da sessão com Daniel Jonas, A. Pedro Ribeiro, João Rios e Nuno Moura, ou seja 29 de Outubro de 2009, todos ficaram a saber desta visita: João Gesta, o nosso programador, esteve 30 minutos em antena na Porto Canal, no magnífico programa Vizinhos.

Aqui fica a primeira parte do programa.


30/10/09

Uma noite revolucionária

Performance - The Story of My Life de Mônica Coteriano e Pedro Gonçalves.


Apresentação de Adriana Faria


O poeta João Rios

Aníbal Andrade acompanhou João Rios na leitura de dois dos seus poemas.

Um poeta no sapato - Nuno Moura, Daniel Jonas, João Rios e A. Pedro Ribeiro.


O poeta A. Pedro Ribeiro


João Rios e Aníbal Andrade


O poeta Nuno Moura

O poeta Daniel Jonas











Música - Moliquentos - Tânia Carvalho (voz e piano), Bruna Carvalho (bateria)
e Zeca Iglésias (baixo eléctrico)

Fotografias de Sara Moutinho.

27/10/09

UM POETA NO SAPATO

Registamos hoje o nome de todos os artistas envolvidos nesta incendiária sessão. 120 minutos de poesia, música, performance, moda e imagem. A não perder, para quem gosta de emoções fortes.

A. PEDRO RIBEIRO (poesia)
DANIEL JONAS (poesia)
NUNO MOURA (poesia)
JOÃO RIOS e ANÍBAL ANDRADE poesia/guitarra)
ADRIANA FARIA (apresentação)
MÁRIO VITÓRIA (imagem)
MÓNICA COTERIANO e PEDRO GONÇALVES (performance)
TÂNIA CARVALHO, BRUNA CARVALHO e ZECA IGLÉSIAS (música)

Jornal de Notícias

Sugestão publicada dia 25 de Outubro de 2009. Para ler clicar sobre a imagem.

26/10/09

RTP ONLINE

As Quintas de Leitura no site da RTP: para ler clicando aqui.

A. PEDRO RIBEIRO

RUA

A rua é sempre a mesma
Acima abaixo abaixo acima
Entras nas casas nos bares
Nas camas
Falas
Calas
Encontras este e aquela
Entras neste e naquela
Fornicas a solidão
Facas guerras guitarras
Ilhas descobertas
A coisa arde queima
Cais
Levantas-te
E depois sais
Como se fosse nada

É sempre a mesma rua
O mesmo copo
A mesma canção
E tu gostas.

x-x

SALOON

Todos os loucos desaguam à minha mesa.

O revisor da CP com dúvidas metafísicas
- sabe, estive a pensar como seria o mundo de pernas para o
ar-
o bisneto do escultor
- você é jornalista, faça-me uma entrevista.

As amigas acariciam-se nas bochechas
o filme recua dez anos
matilha que reconhece o totem

Bombos da corte
barbas pontiagudas
rússia imperial

Bazar do czar

Saloon
cavalos à porta
cowboys punks urinóis

chuta, chavalo

x-x

COLT 45

A pele a lata
O poema que se oferece
Em flor
A pose do assassino
Que controla
E o saloon é teu
A cidade é tua
Gingando de pistola
No coldre
Colt 45

x-x

LIKE A ROLLING STONE

Controlada
Abandonada à beira rádio
Perdes o controle e falas
Perdes o controle e calas
E o mundo vira lá fora
E o amigo é inimigo
E já não somos crianças
E meio mundo fode outro meio
E já não há pontos de apoio
Já não há palavras fáceis
E nenhuma das fórmulas gastas serve
E tu corres gemes choras
e eu observo
e amo-te
Quando tudo desaba
E o cigarro morre na boca.

(poemas de A. Pedro Ribeiro)

19/10/09

A próxima sessão é vezes quatro


Uma "Quinta de Leitura" que vale por quatro.

Quatro vozes fulgentes, irreverentes, alucipantes da poesia portuguesa contemporânea: Daniel Jonas, Nuno Moura, A. Pedro Ribeiro e João Rios.

As "Quintas de Leitura" vão pegar fogo. Quarenta minutos de poemas incendiários, eivados de amor e humor de todas as cores. Entre outros, "Declaração de amor ao primeiro-ministro", por A. Pedro Ribeiro:

"Estou apaixonado pelo primeiro-ministro

Quero vê-lo num filme porno."

Daniel Jonas, Nuno Moura, A. Pedro Ribeiro e João Rios são os poetas convidados de um espectáculo único e irrepetível, a acontecer no próximo dia 29 de Outubro, às 22h00, no auditório do TCA.

Pedimos ajuda ao poeta valter hugo mãe e ele descobriu um nome para a sessão: "UM POETA NO SAPATO".

As leituras serão asseguradas pelos Poetas convidados, sendo que a guitarra de Aníbal Andrade acompanhará João Rios em dois poemas.

A bela Adriana Faria, mestre-de-cerimónias, põe água na fervura. O artista plástico Mário Vitória, responsável pela imagem da sessão, deita achas para a fogueira.

No momento dedicado à performance, Mônica Coteriano & Pedro Gonçalves (contrabaixista dos Dead Combo) contam-nos "The Story of My Life", história baseada na violoncelista Guilhermina Suggia.

Fecham a noite os "Moliquentos". Concerto de 30 minutos com Tânia Carvalho (voz e piano), Bruna Carvalho (bateria) e Zeca Iglésias (baixo eléctrico). Bate forte, fortemente...

Concepção de João Gesta, que continua com a pastilha em atraso.

Foi você que pediu uma noite verdadeiramente esquisita?

chichi

sofá

antes

uma volta pelo TCA.


Espectáculo para maiores de 16 anos. Bilhetes a 9,00 e 6,00 Euros.


A. Pedro Ribeiro

MAMAS

As mamas de Cláudia
Trouxeram-me o café e um copo de água
E empurraram-me ao balcão

A brasileira arrefece a coxa
Com cerveja
E olha para mim
Enquanto faço crítica literária
À esplanada do "Xaphariz"
E leio um poema
De Jorge de Sena

Os foguetes estalam no ar
E os UHF soltam os cavalos na Apúlia.


A ARDER


"O poeta embriagado
insultava o universo."

(Rimbaud)



O país a arder
e eu também
o país a chorar
e eu a enlouquecer
aos berros
pelas ruas da aldeia
a insultar Deus e o presidente
e a uivar led zeppelin

o país a arder
e eu a beber
copo sobre copo
sem parar
o país a arder
e eu a discutir
com o estalajadeiro
a exibir o cartão do partido
e a carteira profissional
a oferecer poemas às meninas
e a dar-lhes treta

o país a arder
e eu a sofrer
a cambalear
livre, embriagado
animal de palco
o país em fogo
e eu em chamas
anjo em chamas

o país a arder
e eu a delirar.


MUSA

Gigantes de pedra
majestosos
vastidões verdes
precipícios

Eis os teus cabelos
a raiz
os lugares
onde acasalas
onde és plena.

(poemas de A. Pedro Ribeiro)

13/10/09

A. PEDRO RIBEIRO

(fotografia de Pat)


A NOITE MORRE


A noite morre
Aos poucos
No café das conversas
Um aquecedor protege-me do frio
E os homens que bebem pedem rissóis
Ao som de música minimal repetitiva

A noite morre
À minha mesa
Enquanto o estalajadeiro conta os trocos
Que caem da máquina do tabaco
Que o Governo quer abolir

A noite morre
Mas ainda há gente que ri
Gente que se cruza e encontra e desencontra
E freaks a entoar cânticos futebolísticos

Ah! E depois sou eu que sou esquizofrénico
Sou eu o doido
Fechado no manicómio
No meu condomínio fechado

E a noite morre na cidade.

(poema de A. Pedro Ribeiro)

09/10/09

ESTADO DE GRAÇA

Há três dias consecutivos que estou em estado de farra e rock n' roll. Foi o cacau que veio do jornal, foi a festa do Manuel do "Guarda-Sol", foi o "meddley" a matar no "púcaros" com o "Poema de Amor Inocente Em Jeito de Manifesto Autárquico para a Cidade do Porto" e a "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro", foram também as palavras provocatórias introdutórias no "Art 7" de São João da Madeira do Angel e do Vitó. Depois houve aquela cena absolutamente "non-sense" nos Aliados, o gajo da câmara de filmar, o gajo do microfone a perguntar se eu era um homem que acreditava na sinceridade e depois a ficar 10 minutos calado e eu sem saber o que dizer. Uma cena absolutamente surrealista. Depois pediu-me para encostar o ouvido dele à minha barriga de cerveja. Eu deixei. As perguntas provocatórias sobre a homossexualidade, o abraço. Enfim, o gajo disse que o trabalho era só para ele. Vamos ver. Regressamos ao ecrã.
A verdade é que me sinto novamente em estado de graça, próximo dos deuses e do espíritos. Capaz de teorizar sobre a situação de palco. As bocas que tu mandas, as provocações, o gozo com a campanha política permanente têm resultado. Não é chegar ali e "vomitar" os poemas. Há que fazer um enquadramento quando nos sentimos à vontade para isso. É esta a nossa profissão, o nosso trabalhinho.

António Pedro Ribeiro