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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Números - 60
19.000
Este é o número de empresas registadas numa única moradia no Luxemburgo. É claro que são empresas fictícias, por vezes uma simples caixa de correio, e não é caso único na Europa e no mundo. Mas não deixa de ser escandaloso que se trate de um país da Europa comunitária, e um país que é na prática tão paraíso fiscal como as Ilhas Caimão, as Bermudas ou Gibraltar. Penso que é escusado explicar que a maioria do dinheiro transferido para estes "paraísos" resulta de riqueza produzida noutros estados e que foge às malhas da fiscalidade...
quinta-feira, 3 de março de 2011
Citações - 152
(...) O segredo é legal e está na diretiva europeia "mãe-filha", destinada a impedir que as empresas sejam taxadas duas vezes, uma no país da sede, outra no da filial. Na prática, muitas conseguem não ser taxadas em nenhum. (...)
-Impostos? Só no paraíso, na Visão.
Uma pessoa lê estas coisas e até fica com vontade de telefonar ao Jerónimo ou ao Louçã e pedir uma ficha de inscrição, mas a verdade é que não serviria de nada...
A verdadeira, colossal, evasão fiscal é esta.
Por cá, basta lembrar que os lucros da PT com a venda da Vivo não geraram um único euro de rendimento ao Fisco luso.
sábado, 6 de março de 2010
Novidades - 120 : Dos paraísos fiscais...
Há estados europeus cada vez mais empenhados em lutar contra este estado de coisas, é o que temos visto com a Alemanha e com a França de Sarkozy, mas um combate verdadeiramente eficaz pressuporia o esforço combinado de muitos e muitos estados...
sábado, 28 de março de 2009
Os paraísos fiscais - 2
O Principado de Andorra continua a figurar na lista negra dos países não cooperantes com a OCDE.
Como se vê, não é só nas Caraíbas que o segredo é a alma do negócio...
quinta-feira, 26 de março de 2009
Citações - 18 : Ainda os paraísos fiscais
Por isso não me parece nada conveniente, numa primeira fase, extinguir os off-shores e os paraísos fiscais. É lá que estão e actuam os ilegais e os clandestinos. É preciso ir apanhar os lobos no seu covil. "
- Diogo Freitas do Amaral, in VISÃO de 26/03/2009.
Assim termina o muito interessante artigo de Freitas do Amaral publicado na VISÃO desta semana, e que vale a pena ler na íntegra já que oferece uma excelente análise do estado a que chegámos e das suas causas ( capitalismo desregulado, gestores gananciosos, autoridades financeiras passivas ) .
quinta-feira, 12 de março de 2009
Os paraísos fiscais
Recentemente, num documentário feito por um canal de televisão britânico, "conheci" o famoso edifício que está na primeira foto- Ugland House. E porque é famoso este edifício sito nas Ilhas Caimão? A fama advém de ser a "sede" de 18.000 empresas. É verdade, 18.000 empresas.
É claro que já perceberam que são 18.000 off-shores. 18.000 empresas fictícias, sem empregados, sem actividade económica, existentes apenas com o propósito de canalizarem capitais, circularem capitais, fugindo a sistemas fiscais e muitas vezes lavando dinheiro de actividades criminosas. Foi a quantidade de off-shores que tornou famoso este prédio das Ilhas Caimão que tem servido de "bode expiatório" tanto no Congresso Americano como em instâncias internacionais. Mas é um edifício entre muitos, sendo que as Ilhas Caimão são um dos muitos paraísos fiscais onde o segredo bancário é rei, e ninguém quer saber quais as origens dos milhões que são depositados nos bancos, ou qual a actividade de tantas empresas sediadas no território.
Foi a crise financeira internacional que trouxe de novo à ribalta o tema dos paraísos fiscais, ao descobrir-se até que ponto os bancos "sérios", e não só os barões da droga e políticos corruptos, recorrem a eles, como se viu até entre nós nas investigações feitas ao BPN e ao BPP, mas também ao BCP.
Tenho para mim que por mais boas intenções que a União Europeia e os Estados Unidos proclamem quanto a regular os paraísos fiscais, será sempre uma luta inglória tantos são os interesses cruzados, a começar pela promiscuidade entre actores políticos e agentes económicos.
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