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sábado, 5 de outubro de 2019

Degas à l'Opéra


Ao longo de toda a sua obra, Degas fez da Ópera o ponto central dos seus quadros, explorando os seus vários espaços - sala de espetáculos, camarins, foyer, sala de dança - e criando laços com todos os que a frequentavam - bailarinos, cantores, músicos e espectadores. Este universo fechado é um microcosmos com infinitas possibilidades, permitindo todas as experimentações. 
Nenhuma outra exposição se debruçou sobre a Ópera no seu todo, refletindo a ligação passional que Degas tinha com esse teatro e os seus gostos musicais. Através da obra de Degas o Museu d'Orsay apresenta o retrato da Ópera Garnier no século XIX.


Paralelamente foi editado um catálogo e, como é hábito, revistas especializadas fizeram números especiais sobre a exposição:


terça-feira, 26 de junho de 2018

Picasso e a dança


A BnF e a Ópera Nacional de Paris exploram as diferentes facetas da relação de Picasso com a dança através de uma série de obras e documentos até hoje raramente exibidos em França. Antes do seu casamento com a bailarina Olga Koklova, é a dança popular que desperta o interesse de Picasso. A sua atividade como figurinista e cenógrafo para os Ballets Russes nos anos 1910-1920 é bem conhecida, mas lembremo-nos que ele colaborou com o coreógrafo Serge Lifar para a nova encenação de Ícaro em 1962 na Ópera de Paris. A exposição proporciona também oportunidade para descobrir alguns aspetos da dança na obra de Picasso, desde bacantes e faunos em gravuras dos anos 1940-1950, inspiradas na mitologia, até danças erotizadas do final dos anos 1960. 
A exposição foi concebida a partir das coleções da BnF e da Ópera Nacional de Paris, mas beneficia de empréstimos do Museu Nacional Picasso de Paris. Na Ópera Granier até 16 de setembro.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Patrice Chéreau, mettre en scène l'Opéra


Diretor, cineasta e ator, Patrice Chéreau (1944-2013) influenciou profundamente o cenário artístico das últimas décadas. Por ocasião do regresso da Casa dos Mortos de Leoš Janáček à Opéra Bastille, a Ópera de Paris e a BnF uniram esforços para apresentar a primeira exposição dedicada exclusivamente à sua carreira na ópera. 
Através das onze produções que produziu, Patrice Chéreau trouxe uma nova vida ao cenário da ópera, colocando o seu talento como diretor de atores ao serviço de papéis cantados. 
A exposição - que pode ser vista até dia 3 de março na Ópera Garnier - convida-nos a descobrir as escolhas formais ou conceptuais feitas por Chéreau para cada uma das óperas, e mostra-nos o universo que influencioi, bem como o cenógrafo Richard Peduzzi. Também nos permite explorar a especificidade dos processos criativos de Chéreau na ópera: Como dirigir cantores como atores? Como trabalhar com os maestros?


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Mozart: Uma paixão francesa

 Johann Nepomuk della Croce - Wolfgang Amadeus Mozart, ca 1780
Paris, Bilbiothèque-Musée de l'Opéra

Da primeira viagem de Mozart a França até à fama póstuma das suas óperas em diversos teatros, esta exposição revela a riqueza e variedade das coleções preservadas na BnF e na Ópera de Paris. Em torno do manuscrito autógrafo de Don Giovanni, apresentam-se alguns dos mais importantes manuscritos musicais de Mozart, bem como esboços para figurinos e maquetas de cenografia. Mozart é hoje o compositor mais representado na ópera de Paris. A exposição traça ainda o reconhecimento que Mozart goza por parte do público francês, desde o fascínio pelo menino prodígio.


A exposição pode ser vista na Opera Garnier até 24 de setembro.

sábado, 10 de junho de 2017

Onde me apetecia estar - 144



Em Paris, para assistir esta noite à estreia desta obra prima de Rossini, que conta com as vozes de Chiara Skerath, Isabelle Druet, Juan José de León, Alessio Arduini e direcção musical de Ottavio Dantone.

De 10 de Junho a 13 de Julho, no Palais Garnier.

domingo, 25 de dezembro de 2016

E que escolhi eu para o Pai Natal me deixar na árvore?

Presente (por enquanto) virtual: o catálogo da exposição de que o Luís já aqui falou e que está na Opéra Garnier (Paris) e no Nouveau musée national Monaco. Nijinsky, Diaghilev e os Ballets Russos vão ficar contentes por ter esta nova companhia na estante.

Paris: Albin Michel, 2016

A obra de Léon Bakst revolucionou a sua época, no teatro, dança e moda.  Foi o principal colaborador de Diaghilev para os Ballets russos, quando se apresentaram em Paris, Londres e Monte Carlo. Este livro pretende dar um retrato exaustivo do artista que soube formar Chagall e que foi amigo de Picasso, Matisse ou Modigliani. As suas criações, concebidas em diálogo com Debussy, Ravel, e também Nijinsky, foram muito elogiadas. 
O catálogo contém uma iconografia riquíssima, muita da qual proveniente de coleções particulares.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Lá fora - 283



Duas exposições, uma na Opéra Garnier, Paris, e outra no Nouveau musée national Monaco, celebram o génio de Léon Bakst, o grande cenógrafo e figurinista dos Ballets Russes, mas também decorador de interiores, libretista, amigo de Gide, Morand, D'Annunzio, Cocteau, Matisse ou do jovem Picasso .


Bakst, des Ballets russes à la haute couture, Opéra Garnier, até 5 de Março de 2017.

Designing Dreams , Nouveau musée national Monaco, até 15 de Janeiro de 2017

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Boa noite!

Desenho de figurino de uma bacante para o bailado Narcisse
Capa do programa dos Ballets russes, Théâtre du Châtelet, jun. 1911

Pintor e decorador, Léon Bakst foi o principal dos Ballets russes nas suas primeiras apresentações, para as quais ele desenhou cenografias e trajes, como Shéhérazade, Le Spectre de la rose, L’Après-midi d’un faune ou Daphnis et Chloé. A sua obra revolucionou também a moda e as artes decorativas. 
Por ocasião dos 150 anos do seu nascimento,  a Ópera Garnier e a BnF organizaram uma exposição que apresenta cerca de 130 obras do artista que pensava a sua obra como uma ação, uma expressão.  
A exposição permite seguir o itinerário de um artista nascido na Rússia que se tornou uma figura parisiense, de um pintor que influenciou Chagall e que foi amigo de Picasso. Um artista que trabalhou em diálogo com Claude Debussy, Maurice Ravel, Igor Stravinsky, Gabriele D'Annunzio, Vaslav Nijinski ou Ida Rubinstein. Um criador de modo que inspirou costureiros como Yves Saint Laurent e Karl Lagerfeld.
A exposição pode ser vista na Ópera Garnier (Paris) até 5 de março de 2017.


sábado, 7 de maio de 2016

Lalique na Ópera

Anel da colecção Le Baiser , uma das peças inspiradas por criações dos anos 20 de René Lalique e que integram esta colecção co-produzida pela Opéra de Paris e pela Lalique . Cristal sobre vermeil, e todas as maneiras são boas para se financiar uma arte que não é barata ...

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Nos 250 anos da morte de Rameau

Maqueta de traje (tinta e aguarela) para Dardanus, de Louis-René Boquet, na Opéra Garnier, 1768 

Por ocasião dos 250 anos da morte de Jean-Philippe Rameau, a BnF e a Ópera Nacional de Paris propõem um percurso da obra lírica do músico, na exposição Rameau et la scène.
De 1733 até à sua morte em 1764, Rameau compõe uma vintena de obras para a Corte ou para a Ópera de Paris, explorando todos os géneros. Através dos traços deixados pelas representações, da criação de Hippolyte et Aricie em 1733 até à última representação desta ópera no Palais Garnier, em 2012, a exposição confronta as apresenta-nos diversas montagens de espetáculos, do século XVIII até ao princípio do século XX, das obras de Rameau.
A exposição abriu hoje no Palais Garnier, em Paris, e pode ser vista até 8 de março de 2015.

A BnF dedica o n.º 46 da sua revista a Rameau. João Mattos e Silva já aqui falou de umas descobertas feitas naquela instituição a propósito da obra deste compositor.
Para além do dossier dedicado ao músico, tem um artigo sobre a guerra franco-prussiana, no âmbito da história da BnF; outro sobre as primeiras edições francesas de Jane Austen; e inéditos vários. Uma revista feita para o público em geral.



Boa noite!

sábado, 28 de dezembro de 2013

Livros sobre bailado - 6

Paris: Albin Michel, 2013

Um dos presentes de Natal foi este livro, espécie de catálogo da exposição que vi há tempos na Ópera Garnier, em Paris.
Três séculos de história do bailado da Ópera de Paris, contada pelos maiores especialistas e profusamente ilustrada. Do «Luís XIV e o ballet de corte» a Rudolf Nureyev e das pontas e do  tutu aos «Décors do século XX». Por aqui passaram os maiores coreógrafos do mundo, de Perrot a Cherkaoui, de Lifar a Roland Petit e Maurice Béjart, Balanchine e Jerome Robbins; os maiores compositores, de Rameau a Messiaen; os maiores artistas, de Chagall a De Chirico, de Cocteau a Christian Lacroix, passando por Picasso e Claude Lévêque; e, claro, os maiores bailarinos: Taglioni, Carlotta Zambelli, Yvette Chauviré, Carolyn Carlson, etc. E também os dois espaços de dança, as duas óperas: Garnier e Bastilha. 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Boa noite!

Uma das últimas aquisições que fiz para a minha nureyeviana. :-) O programa do espetáculo que a Ópera de Paris lhe dedicou no dia 6 de março último. O bailarino morreu há 20 anos e teria feito 75 anos em 17 de março.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Le Ballet de l'Opéra

Grande exposição - encerrou no passado dia 1 - sobre a companhia de dança da Ópera de Paris. Para quando um museu do Teatro São Carlos?

Jean Raoux - Retrato de Françoise Trévost como bacante, em Philomèle, ópera de Louis de Lacoste, 1723
Óleo sobre tela 
Louis-René Bouquet - Maquete de fato para Jean Dauberval em Aline, reine de Golconde, bailado de Lany, 1766
Tinta e aguarela 
Pierre Lélu - Jean Dauberval, Marie Allard e Marie-Angélique Peslin em Les petits riens, 1779 
Haguental - Carlota Grisi em Giselle, 1845 
Richard James Lane - Marie Taglioni em la Sylphide, ca 1840 
Maurice Béjart no Bolero, 1979
Foto de Francette Levieux
Nureyev nos telhados da Ópera de Paris, 1979
Foto Virgili
Figurino de Cassandre para Les Mirages, bailado de Serge Lifar, 1947 
Figurinos para Solor e Nikyia para o bailado La Baladyère, bailado de Nureyev a partir de Petipa. A partir de maquetas de Franca Squarciarpino, 1992
Figurino de Christian Lacroix para o bailado Joyaux, de Balanchine, 2000

Agora, é esperar pelo catálogo.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Le ballet de l’Opéra de Paris

Uma exposição sobre o ballet da Ópera de Paris, organizada pela BnF, pode ser vista até 1 de setembro, na Ópera Garnier.
Tendo visto (eu e outros prosimetronistas) outras exposições, neste espaço, imagino que esta deve ser fantástica. 

sábado, 15 de setembro de 2012

L'étoffe de la modernité. Costumes du XXe siècle à l’Opéra de Paris

Christian Lacroix - maquete para de fato para o bailado Les anges ternis, de Karole Armitage, 1987

Desde Lully até hoje, os figurinos fazem parte integrante da magia da ópera e do bailado. Quer sejam sumptuosos ou modestos, são o primeiro sinal visível duma representação. 
Esta exposição pretende homenagear os artífices dos figurinos e as oficinas da Ópera de Paris, depositárias de uma tradição única, ao traçar a sua história ao apresentar as suas mais belas peças. Para além de costureiros como Jean Bérain (o mais antigo) e Ezio Frigerio ou Chrsitian Lacroix, o visitante pode ver figurinos desenhados por grandes artistas do século XX, como Eugène Lacoste, Charles Bianchini, Léon Bakst ou Jean Cocteau.

No Museu da Ópera de Paris
Opéra Garnier
Até 14 de outubro de 2012.

Um desafio para o nosso São Carlos, que fez há pouco uma magnífica exposição. É urgente arranjar um espaço onde a nossa Ópera possa instalar um museu.