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quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Leituras no Metro - 2977

Paris: la fabrique éditions, 2003.

Um livro de 2003 do israelita Michel Warschawski, no qual ele retrata mais uma vez como os israelitas têm um posicionamento colonialista face aos palestinianos. 
Fui a Israel em 1999 e gostei imenso do ambiente, mas, como ele relata, amigos que vão habitualmente a Israel, acham que existe uma tensão no ar, uma sociedade altamente radicalizada, «doente». Foram estas conversas e situações a que assistiu que o levaram a escrever este livro em 2002. Já lá vão 23 anos e não parece que tenha melhorado.

sábado, 18 de janeiro de 2025

Leituras no Metro - 2953

Alfragide: Dom Quixote, 2024.

Gostei imenso de ler este livro, com textos escritos entre 2021 e 2024.

«[...] desde o estabelecimento do Estado de Israel, que a maioria dos israelitas aceita este "acordo" tortuoso, em que a religião se envolve e prende como uma hera venenosa à política, se alimenta dela e dita a todos os outros israelitas um modo de vida que lhes é estranho e os amarra.» (p. 41)

«É provável que os 64 membros da coligação governamental, bem como a maioria dos seus eleitores não concordem comigo, mas, caso a sua consciência não esteja hermeticamente fechada, também eles terão dificuldade em negar que o sentimento de força e de poder militar quase ilimitado de Israel já não está isento de dúvidas, de fissura e de receios. Parece-me que, pela primeira vez em muitos anos - talvez desde a guerra do Yom Kipur - sentimos dentro de nós o ligeiro tremor do temor existencial, o temor daquele cujo destino não está apenas nas suas mãos, e cujas decisões não são a+enas fruto dos seus interesses. O temor do fraco. E apesar de "o povo eterno não teme", é assustador constatar que o temor agora não é apenas uma reação natural face a uma ameaça externa, mas que os nossos inimigos, os que nos destroem, vêm de dentro.
«Curioso: aqueles que, segundo os próprios, representam o Israel forte, confiante e poderoso são justamente aqueles que despertam atualmente nos israelitas um sentimento "diaspórico" de medo, de fraqueza e de ameaça.» (p. 64-65)

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Marcadores de livros - 3169



«É «importante reconhecer que os ataques do Hamas não aconteceram do nada».
António Guterres

«O passado é pai do presente.»
Agatha Christie - A Festa das Bruxas.
Cit. in Pequenas células cinzentas: citações de Poirot. Porto: Asa, 2015, p. 109.

sábado, 27 de janeiro de 2024

Marcadores de livros - 2922

Versos e reversos de dois marcadores. Podiam ter variado as fotos nos reversos.

Obrigada, Goretti!

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Marcadores de livros - 2875

A guerra Hamas-Israel começou há um mês, mas hoje parece mais uma guerra Israel-Gaza. O que restará de pé em Gaza no final? E quantas mortes?



segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Entrevista de Rodrigo Pratas ao Chefe da Missão Diplomática da Palestina


Ontem à noite assisti estarrecida a uma entrevista feita por Rodrigo Pratas, jornalista da SIC Notícias que não aprecio, a Nabil Abuznaid, chefe da Missão Diplomática da Palestina em Portugal. Não sei se alguém viu. Aquilo é a postura de um jornalista? Parecia o representante de um movimento extremista israelita. Estava a ver quando é que o jornalista batia no diplomata. 
É deste modo que o jornalismo é independente?

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Shimon Peres (1923-2016)

No que dia em passam 100 sobre o nascimento de Shimon Peres.

Lisboa: Dom Quixote, 2004

«Outra coisa aborrecida na política é o facto de ser muito mais difícil obter resultados à volta de uma mesa do que num campo de batalha. A doutrina do campo de batalha resume-se a isto: “Vocês serão vencidos e eu vou poder viver.” A da negociação afirma: “Eu viverei e outros também.” Uma vitória demasiado esmagadora corre o risco de levar o adversário a atos desesperados. É um ponto de vista a não esquecer numa negociação. Onde tudo é uma questão de compromissos e concessões. E as pessoas não gostam disso. Aos compromissos, elas preferem a vitória. E é assim que a política se vê entre a espada e a parede, entre a necessidade de passar ao compromisso e a hostilidade que sete compromisso encontra na opinião pública. 
«É ao compromisso que a política vai buscar a sua má fama, pois este surge como uma fraqueza, até mesmo uma falta de caráter, quando, pelo contrário, é garantia de sobrevivência, uma vez que a política tem por finalidade impedir a guerra ou acabar com o conflito. «A paz unilateral não existe. A paz só pode ser bilateral. Não há paz imposta, mas apenas paz consentida.» (p. 31-32

«Estou intimamente convencido: não se conseguirá erradicar o terrorismo unicamente pela força. Só a modernidade, só a ciência, serão capazes de dar cabo deste flagelo. [...] Falo do terrorismo com conhecimento de causa.» (p. 59)

Lisboa: Matéria-Prima, 2018

Shimon Peres nasceu em Vishneva (então na Polónia, pertencendo hoje à Bielorrússia) a 15 de agosto de 1923, onde a família vivia há gerações. Mas os pais não viam essa terra como a sua morada permanente: «Viam-na mais como uma estação, uma de muitas paragens ao longo da estrada de milhares de anos que nos conduziria de volta à nossa pátria. A terra de Israel não era apenas o sonho dos meus pais; era o objetivo de vida que animava muitas das pessoas que conhecíamos. [...] A minha mãe, Sara, era brilhante e adorável. Tinha formação de bibliotecária e era amante da literatura russa. Poucas coisas lhe davam mais alegria do que ler, uma alegria que partilhava comigo. [...] O meu pai Yitzhak [...] era comerciante de madeira, como fora seu pai. Era caloroso, generoso, atencioso e empenhado. [...] Os meus pais criaram-me sem muitas barreiras ou limites, sem nunca me dizerem o que fazer, confiando sempre que a minha curiosidade me conduziria pelo caminho certo.» (p. 13-14)
«Com o tempo, as circunstâncias obrigaram-nos-iam a partir. No início da década de 1930 o negócio do meu pai foi destruído pelos impostos antissemitas lançados sobre as empresas judaicas.» (p. 16) O pai partiu para a Palestina e, em 1934, partem Shimon Peres, o irmão e a mãe. O resto da família ficou, com destaque para o avô rabi, a pessoa que mais influenciou Shimon Peres e que lhe disse na hora da partida: «Promete-me que serás sempre judeu.» 
O que lhes aconteceu? Os nazis chegaram a Vishneva, enfiaram todos os judeus na sinagoga e deitaram-lhe fogo. Os que tinham fugido foram mais tarde metidos em comboios para os campos da morte.

«O terrorismo tem estado presente durante quase toda a minha vida. Ainda não completara dez anos quando dois judeus foram assassinados mesmo à entrada da floresta, em Vishneva. Aos quinze anos aprendi a usar uma espingarda, não para caçar, mas para defender a minha escola da insurreição violenta que aterrorizava as nossas noites.» (p. 111)

Li estes dois livros há uns tempos. Ver marcador do último aqui.

Agora estou a ler esta biografia, que me parece bem feita:

Lisboa: Caleidoscópio, 2009

sábado, 5 de março de 2022

segunda-feira, 22 de março de 2021

quarta-feira, 13 de março de 2019

Boa noite!


Leituras no Metro - 1012

Trad. de Lúcia Liba Mucznik. 
Alfragide: Dom Quixote, 2018

Livro constituído por três textos, baseados em conferências dadas por Amos Oz.
Do segundo ensaio, retiro estas citações:
«A cultura judaica construiu-se geração após geração pela energia criativa da tensão entre sacerdote e profeta, entre fariseus e saduceus, entre a escola de Hillel e a de Shamai*, entre o rito sefardita e o asquenazita, entre hassidim e mitnagedim**, entre religiosos e iluministas, entre sionistas e antissionistas, entre a escola de Bialak e a de Berdichevsky, entre laicos e religiosos, entre pombas e falcões, até aos dias de hoje.» (p. 74)
«Luzes e não uma única luz. Crenças e ideias e não uma única crença e uma única ideia.» (p. 75)

* Sábios do último séc. a.C. e primeiro d.C. que fundaram escolas de pensamentos opostas.
** Lit. «opositores». Movimento judaico ortodoxo nascido no sec. XVIII em oposição ao misticismo de hassidim. (Notas da trad.)

segunda-feira, 14 de maio de 2018

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Boa noite!

O documentário Ben Gurion: Epílogo, de Yariv Mozer, baseado numa entrevista feita ao antigo primeiro-ministro de Israel em 1968, passa no 10.º Ciclo de Cinema Israelita que começa hoje e termina no dia 22. Eu gostei muito.

Este vídeo é a história por detrás da feitura desse filme.


sábado, 14 de maio de 2016

sexta-feira, 11 de abril de 2014

O Atentado


O filme começa com Amine Jaafari, um cirurgião palestiniano que trabalha num hospital em Tel Aviv, a receber um importante prémio pela sua carreira. No dia seguinte, há um atentado suicida num restaurante da capital israelita. É nesse hospital, que o médico vai ser informado que a sua mulher é a provável bombista suicida. Incrédulo ele vai tentar descobrir o que a levou a fazer aquilo.
Um filme, realizado pelo libanês Ziad Doueiri, em que se vê que nem tudo - nada - é a preto & branco no conflito israelo-palestino.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Lá fora - 180 : O regresso do Rei Herodes





2000 anos depois, mais ano menos ano, Herodes o Grande ( para não confundir com os outros Herodes da dinastia ), volta a ser protagonista em Israel com uma exposição que está a ser um grande sucesso com um recorde de 330 000 visitantes, e que acaba de ser prolongada até Janeiro de 2014. O grande construtor, que durante o seu longo reinado de 33 anos trouxe paz e prosperidade aos territórios governados sob a égide de Roma, mas cuja paranóia ceifou a vida a muitos súbditos. A sua  morte, em 4 a.C., marca o início do declínio da sua dinastia que termina com Berenice e a anexação por Roma no ano 70 depois de Cristo.

Herodes o Grande : a última viagem, até 4 de Janeiro de 2014, no Museu de Israel em Jerusalém.

sábado, 17 de agosto de 2013