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sábado, 28 de setembro de 2024

Boa noite!

«Talvez Jesus não seja o meu Salvador pessoal, mas O Messias mudou verdadeiramente a minha vida. A primeira vez que o ouvi, provavelmente num concerto de Natal, eu estava no liceu e foi representado ao estilo dos anos 60: com uma orquestra composta por centenas de músicos, pelo menos foi o que me pareceu, e um coro ainda mai imponente. Foi a minha primeira experiência de música barroca vocal e pensei que a terra se tina aberto sob os meus pés, ou que tinha sido projetada para o espaço, porque descobri ali um novo mundo musical.» 
Donna Leon - Une promesse d'aventure. Paris: Calmann-Lévy, 2023, p, 61


O Messias de Händel é a oratória que eu mais tenho ouvido. Quando a vejo num programa e consigo bilhetes vou. Não é fácil conseguir bilhetes porque me parece que é uma das peças mais amadas. E não tem nada a ver com religião, como Donna Leon diz. Aliás, eu que sou agnóstica, gosto bastante de música religiosa. E este Messias é divinal.

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Leituras no Metro - 1128

Porto: Assírio e Alvim, 2019

«Procuro aqui evocar, a partir das mais variadas épocas e regiões, alguns [...] momentos estelares - chamei-lhes assim porque, resplandescentes e inalteráveis como estrelas, brilham para além da noite do efémero.» (p. 8)

Messias é uma das minhas obras musicais preferidas e seguramente a que mais tenho assistido presencialmente.
Händel compôs o Messias em apenas três semanas, depois de ter tido uma apoplexia, de que ninguém esperava que ele se recompusesse. O compositor estava cheio de dívidas, mas mesmo assim, nunca quis receber dinheiro pela sua apresentação em teatros. O dinheiro reverteria para hospitais e presos:
«[...] não quero receber dinheiro por essa obra. Nunca aceitarei dinheiro, nunca. Por ela estou em dívida com Outro. Será sempre para os doentes e para os presos. Eu próprio estava enfermo e, graças a esta obra, curei-me. Encontrava-me preso e ela libertou-me.» (p.77)

O oratório foi estreado a 13 de abril de 1742 no Music Hall de Dublin.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

domingo, 13 de dezembro de 2020

Boa noite!


Já há muito tempo que não ia a um concerto. Na 6.ª feira fui ver/ouvir o Messias do Haendel ao Coliseu pelos Músicos do Tejo e o Coro Lisboa Cantat. Muito bom! Não podia acabar o ano sem um concerto e o Messias é uma das músicas de que mais gosto.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Chuva e mais chuva

As imagens de Lisboa, junto à Praça de Espanha, que vi nos meios de comunicação,
fizeram-me impressão. Faço votos para que as inundações não se repitam.

Is It Raining In New York City?by Jeff Rowland

Jeff-Rowland-blog-pic
Jeff Rowland – The Famous Rainmaker artist. His work is based on a theme of lovers caught in the falling rain, paintings that make the viewer imagine their own interpretation of what is happening within the composition. Artworx Gallery.


quinta-feira, 22 de maio de 2014

domingo, 6 de outubro de 2013

Vêm da Infância



Para a Cláudia umas rosas de Amesterdão
Felicidades.


VÊM DA INFÂNCIA

Vêm da infância, essas mulheres.
Caladas, discretas, sem pressa
de existir. Esplêndidas mulheres essas, 
penteadas com a risca ao meio, 
as orelhas descobertas pelo cabelo
de sombra clara.
No seu coração o mundo
não era tão pequeno e o que faziam
não lhes parecia humilhação.
Sabiam envelhecer com a vagarosa
luz das crianças
e dos animais da casa.
A par da rosa.
Eugénio de Andrade in, O Sal da Língua [Banco de Poesia da Casa Fernando Pessoa]


sábado, 12 de janeiro de 2013

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Para Santa Cecília

Associo-me à comemoração deste dia de Santa Cecília, padoeira da música sacra, com uma outra Ode para o Dia de Santa Cecília, esta de Georg Friederich Haendel, um dos meus compositores de eleição.