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sexta-feira, 20 de março de 2026

Boa noite!

Não percam este documentário sobre Orwell e o seu livro 1984. Como ele foi visionário e o filme chega a 2024, só falta a «excursão» que os EUA estão a fazer no Irão, segundo palavras de Trump.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Marcadores de livros - 2872


Nenhum destes marcadores que apelam ao esforço de guerra é meu. Infelizmente. 

No Dia Mundial da Propaganda.

terça-feira, 29 de março de 2022

Leituras no Metro - 1106

Lisboa: Bertrand, 2011

Terra sangrenta é a zona que vai desde a Polónia até à Ucrânia, ou melhor: que fica entre a Alemanha e a Rússia, incluindo portanto a Polónia, a Bielorrússia, a Ucrânia e os Países Bálticos.
Foi neste local que nazis e estalinistas entraram em conflito. Morreram 14 milhões de pessoas, foi este o número de vítimas (entre 1933 e 1945) assassinadas em campos de concentração e de extermínio ou pela fome. Os mortos em combate estão para além destes 14 milhões.
Snyder descreve o horror da fome ocorrido na Ucrânia, que matou cerca de três milhões de pessoas, em 1932 e 1933, quando Estaline confiscou o trigo produzido pela Ucrânia.
Com o fim da II Guerra Mundial, estes países ficaram na Europa de Leste, para lá da Cortina de Ferro.
Livro de leitura obrigatória para se perceber o presente.
Tenho mais dois ou três livros sobre a Rússia para ler nos próximos tempos.

Holodomor como é conhecido o período que a Ucrânia viveu ente 1932 e 1833.

domingo, 27 de março de 2022

Leituras no Metro - 1105


«Em abril de 2014, a NATO decidiu aumentar a sua presença nas suas fronteiras orientais por mais de policiamento do espaço aéreo, do estacionamento de navios no mar Báltico e no Leste do Mediterrâneo e de exercícios e treinos terrestres.
«E nos meses que precederam a cimeira da NATO de setembro de 2014, no país de Gales, começou um debate sobre o possível estacionamento permanente de tropas da NATO na Polónia, nos Países Bálticos e na Roménia. Os líderes destes países alegaram que isto era necessário para que a Aliança tivesse uma dissuasão credível. O general Philip Breedlove, comandante supremo aliado da NATO na Europa, declarou que a organização tinha de "considerar" um estacionamento permanente de tropas no seu flanco oriental.
«Já em princípios de julho, no entanto, Merkel rejeitara publicamente e pusera de parte um estacionamento permanente. Em vez disso, Berlim apoiou com todo o seu peso uma proposta alternativa: constituir uma nova força de resposta rápida capaz de operar prontamente para fazer frente a qualquer ameaça contra membros da NATO [...].
«Para os vizinhos orientais da Alemanha essa nova "força de intervenção" era um fraco substituto de tropas permanentes. Só se um considerável número de soldados dos Estados Unidos e da Europa Ocidental estivessem permanentemente colocados nos membros orientais da NATO, argumentavam, haveria uma garantia credível de que o Ocidente defenderia a frente oriental da NATO em caso de um ataque russo. É uma opinião, deve notar-se, que a própria Alemanha Ocidental tinha partilhado quando era um Estado da linha da frente durante a Guerra Fria.
«Mas Berlim argumentava que uma colocação permanente de forças da NATO em território de países membros orientais violaria o Ato Fundador da NATO-Rússia de 1997, que estabelecera o roteiro da cooperação entre os dois lados. Berlim não estava disposta a rasgar esse documento, mesmo que a Rússia tivesse violado significativamente o acordo ao anexar a Crimeia e atacando a Ucrânia de Leste (como declaravam as conclusões da cimeira da NATO no País de Gales). » 
Ulrich Speck - «O poder alemão e o conflito ucraniano». In: A guerra na Ucrânia. Alfragide: Dom Quixote, 2015, p. 60-61. (Cadernos D. Quixote; 3). 

«Os estados Unidos e a NATO devem responder, tanto em apoio à Ucrânia como para travar o desafio inaceitável da Rússia, à ordem de segurança da Europa do pós-guerra. Isto exigirá uma maior assistência militar, alguma dela letal, mas nenhuma ofensiva. Se protelarmos agir, o Ocidente deve esperar apenas um aumento do custo. Se não agirmos de forma mais contundente, podemos esperar enfrentar mais incursões russas, possivelmente tentativas de redesenhar fronteiras noutros pontos e esforços para intimidar antigos Estados soviéticos e forçá-los a aceitar o domínio russo.»
Ivo Daalder, Michele Flournoy, John Herbst, e outros - «Preservar a independência da Ucrânia, resistir à agressão russa». In: A guerra na Ucrânia. Alfragide: Dom Quixote, 2015, p. 83. (Cadernos D. Quixote; 3). 

Em todos os textos deste pequeno livro de 2015 está descrito o que se viria a passar, o que a Ucrânia e os seus vizinhos estão a viver.
Sempre achei estranho que Willy Brandt, um político alemão, experiente e com visão, fosse contra a unificação da Alemanha, pelo menos na época em que foi feita. Mas achei que a sua opinião devia ter sido tido em conta. 
Há uma série de políticos que quando expressavam as suas opiniões podíamos questioná-las, mas viam longe e o tempo deu-lhes sempre razão.
Eu própria, quando a Guerra Fria acabou (?), me perguntei para que servia a NATO. Agora sei.

sábado, 26 de fevereiro de 2022

Cerco a Kiev, Dias Negros na História do Homem!- A nossa vinheta.

 Não há palavras para justificar a prepotência política e económica de um país sobre outro.

A memória deixa lições, mas os Homens não respeitam a memória!

Será isto evolução?



A nossa vinheta acompanha a dor dos que sofrem sem ação ativa no problema.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Números


100

O número de instituições portuguesas que se ofereceram até à data para acolher refugiados, designadamente sírios . Os primeiros devem começar a chegar em Novembro .

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Grande Guerra - 1

Esta exposição apresenta objetos e estruturas encontrados pelos arqueólogos na frente e na retaguarda da Guerra.  A ênfase da mostra é colocada no modo como preservar este frágil e ameaçado património militar, e na reflexão sobre o modo como proteger os locais de memória, cujo desaparecimento está ameaçado, quer por ser frágil, quer pela pilhagem ilegal causada pelo isolamento desses mesmos lugares.
Esta exposição pode ser vista até final do ano, em Estrasburgo.
Catálogo em:
http://www.musees.strasbourg.eu/uploads/documents/presse/A%20l_Est/DP-FR-alest_web.pdf

sábado, 4 de maio de 2013

Pequenos monstros do nosso tempo



Volta esta rubrica com o britânico Jim McCormick, condenado esta semana a 10 de anos de prisão em Londres  por ter vendido durante anos falsos detectores de bombas à Bélgica, aos EUA, às Nações Unidas e ao Iraque... Os aparelhos eram apenas detectores de bolas de golfe modificados para terem um ar mais " militar " e é claro que não detectavam bombas nenhumas. Como lhe disse o juiz que o condenou : " o senhor tem as mãos sujas de sangue ". A ganância não tem realmente limites...

segunda-feira, 4 de março de 2013

Leituras no Metro - 122

Lisboa: Planeta, 2012
€18,00

Estou a ler este primeiro romance de Alice Brito e estou a gostar. Passa-se em Setúbal entre os anos 10 e 70 do século passado. 
Apenas um reparo: 'não havia necessidade' de tanto palavrão, embora a autora, através de Laura, o refira também: ««Há demasiado fascismo e palavrões nesta tua prosa.» Fascismo não digo porque era a época, mas palavrões... E eu não sou nenhuma santa neste campo, mas não acho que eles ajudem à narrativa. Exemplos: «a fotografia [...] dos dois regimes, o Estado Novo e o franquismo [...] sempre na expectativa de se foderem um ao outro» (p. 14); «e o raio que os parta a todos, fascistas de merda» (p. 19); e «que se fodesse a República e a monarquia» (p. 23).
A revisão também não primou pelo rigor, deixando escapar uma vírgula ou um plural mal colocados.

Sabem o que eram (são?) «bifes de cafeteira»? Eu não. Aqui vai. «Continuavam os pobres, e eram muitos, a comer bifes de cafeteira, ou seja, fatias de pão barradas de banha e café a acompanhar café de mistura com cevada, às vezes como única refeição durante um dia inteirinho.» (p. 19)

Acho que este livro ainda voltará a esta secção. 

sábado, 3 de dezembro de 2011

Propaganda da II Guerra Mundial

A Arte da Guerra: Propaganda da II Guerra Mundial é uma exposição que está patente no Museu Berardo até 8 de fevereiro de 2012, com centenas de cartazes.

Soldadinhos de chumbo e selos alemães. 
Cartaz da autoria de Henry Billings, 1941
Uma caderneta de cromos alemã.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Pequenos monstros do nosso tempo... - 8

Este senhor, Hashim Thaci, actual primeiro-ministro do Kosovo, é considerado pelo Conselho da Europa como o principal responsável por uma rede de tráfico de órgãos de prisioneiros sérvios durante as guerras da Ex-Jugoslávia. Já todos sabíamos que as diversas partes beligerantes se financiaram de todas as maneiras que puderam, recorrendo a todos os tráficos disponíveis, mas este senhor, que nega os factos, leva o prémio...
Ontem, como devem ter visto nos telejornais, também um médico foi acusado de cumplicidade nesta sórdida história. O que faz todo o sentido, já que os órgãos não saem por si mesmos...

sábado, 11 de setembro de 2010

O meu serão de ontem - 10

Fui ver este Brothers/Entre Irmãos, que conta com interpretações notáveis de Tobey Maguire ( o Homem-Aranha, que tem aqui uma excelente interpretação dramática), Natalie Portman ( a menina da segunda trilogia de Guerra das Estrelas que se tornou uma grande actriz), Jake Gylenhaal ( o cowboy moreno de Brokeback Mountain e que já sabemos ser um dos melhores actores da sua geração ) e um dos grandes actores ( e realizador e encenador) norte-americanos, Sam Shepard.
Um comovente filme sobre a guerra (no caso, a do Afeganistão) e a culpa ( a dos sobreviventes, a dos pais ausentes, a dos filhos rebeldes, a de quem cobiça a mulher do próximo...). Tenho apenas algumas reservas quanto ao final, mas isso fica para outra altura. Vão ver.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O Duque da Vitória



Sem misturar com outras polémicas e tendo ideia de que o assunto já foi aqui tratado, é notável o apagamento e remissão para a esfera corporativa e local das comemorações de um evento tão marcante como o das invasões francesas.


Por contraste com nuestros vecinos, para além mesmo da própria memória, a gratidão é um sentimento curto. Se pesquisarem a toponímia portuguesa, salvo na região de Torres Vedras, que ruas são dedicadas ao nosso Duque da Vitória? Uma baixela, uma "comenda" e uns títulos, será que chega?


O conjunto de horrores e os efeitos da guerra peninsular condicionaram o século XIX português. Os morticínios praticados pelos invasores, as destruições e perdas patrimoniais, tudo parece esquecido, qual longínqua lenda de princesas mouras.

Na minha cidade natal, houve fuzilamentos em massa, que nunca encontraram o seu Goya que os retratasse. Edifícios arrasados, arquivos queimados (não há livros paroquiais, anteriores aos finais do século XVIII). Uma placa toponímica, aliás razoavelmente omissa (Mártires? de quem ou de onde?), e chega. Quem, especialmente fora de Leiria, conhece ou ouviu falar do Massacre da Portela?



Bussaco, Setembro de 1810, Roque Gameiro. Em Setembro de 2010, como será?





Estas são as armas do Duque de Wellington, com o acrescentamento honroso da Union Jack, já na sua forma actual, em escudete no chamado ponto de honra.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Cinenovidades - 100 : Mais Clooney

Estreou ontem nas nossas salas o Up In the Air, e na próxima semana estreia este The Men Who Stare at Goats, outro filme protagonizado por George Clooney, mas desta vez a fazer o que também faz muito bem: de idiota. É uma comédia negra baseada, acreditem ou não, numa história verídica. E não foram só os americanos, também os soviéticos durante décadas tiveram uma divisão de Estudos Paranormais nas Forças Armadas... E se calhar mais alguns ...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Declaração conjunta dos Presidentes da Estónia, Letónia, Lituânia e Polónia sobre a guerra Rússia-Geórgia

É de 9 de Agosto e talvez toda a gente no hemisfério Norte já tenha lido, mas... aqueles que esquecem as lições da História estão condenados a repetir os seus erros. Começa com "We, the leaders of the former captive nations..."


Joint statement on Georgia-Russia War by Presidents of Poland, Estonia, Latvia & Lithuania

August 9, 2008
Georgia Update, a Service of the Government of Georgia

We, the leaders of the former captive nations from Eastern Europe and current members of the European Union and NATO– Estonia, Latvia, Lithuania and Poland – are extremely concerned about the actions of the Russian Federation against Georgia.

We strongly condemn the actions by the Russian military forces against the sovereign and independent country of Georgia.

Following the unilateral military actions of the Russian military forces, we will use all means available to us as Presidents to ensure that aggression against a small country in Europe will not be passed over in silence or with meaningless statements equating the victims with the victimizers. To this end we intend to urge our governments to take the following positions in discussions and to raise these concerns in the European Union and the North Atlantic Council:

- Can the current Russian authorities be called adequate strategic partners of the EU;
- Can the family of European democratic countries pursue a mutually beneficial dialogue with a country that uses heavy military armour against an independent country;
- It is pointlessness to continue a “visa facilitation” program with a country that does not meet even the minimal requirements set by the EU and which uses visa facilitation to issue Russian Federation passports to foreigners and then abuses this EU given privilege to claim intervention rights such as "we are protecting Russian citizens" in South Ossetia.

- The actions of the Russian Federation in Georgia should influence the talks with the Russian Federation, including negotiations on the new Partnership and Cooperation Agreement.

We underline the obvious bankruptcy of Russian “peacekeeping operations” in its immediate neighbourhood. The Russian Federation has overstepped a red-line in keeping the peace and stability in the conflict zone and in protecting Russian citizens outside its own borders.

The EU and NATO must take the initiative and stand-up against the spread of imperialist and revisionist policy in the East of Europe. New international peacekeeping forces should be created as the current setting proved to be ineffective.

We regret that not granting of the NATO’s Membership Action Plan (MAP) to Georgia was seen as a green light for agression in the region.

We believe that the EU and NATO as the key organizations for European and Transatlantic stability and security should play a leading and crucial role in securing freedom, security and prosperity of countries not only in the EU but also in the neighboring European area.

It a litmus-test for the credibility of the EU and NATO to solve the conflict in its immediate neighborhood and to prove for all EU and NATO members, aspirant countries and democratic partners that it is worth being members and partners of these organizations.

This Declaration is open for the accession by the leaders of other democratic countries.

President of the Republic of Estonia Toomas Hendrik Ilves
President of the Republic of Latvia Valdis Zatlers
President of the Republic of Lithuania Valdas Adamkus
President of the Republic of Poland Lech Kaczyński

(reproduzido de http://georgiandaily.com/index.php?option=com_content&task=view&id=5572&Itemid=65)

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Ali e Nino

"Ali e Nino" foi publicado pela primeira vez em 1937 em Viena. O nom de plume do seu autor é Kurban Said, mas ninguém tem a certeza sobre quem foi Kurban Said - talvez Lev Nussimbaum? Talvez a baronesa austríaca Elfriede von Ehrenfels? De qualquer modo, não é sobre este mistério (fascinante, admito) mas sobre o enredo que hoje regresso a "Ali e Nino". O romance narra o enamoramento e posterior relacionamento entre Ali, um aristocrata muçulmano do Azerbeijão (cultura asiática), e Nino, uma jovem cristã da Georgia (cultura europeia). Tem lugar no início do Século XX, com o decorrer do massacre Arménio, a Grande Guerra e a revolução soviética como panos de fundo (e de cena), com as reacções, raivas e disputas entre nações, raças e culturas muito reminiscentes do que vemos hoje, cem anos volvidos.