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sábado, 5 de novembro de 2022

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Tutankhamon em Portugal

O túmulo de Tutankhamon foi descoberto em 4 de novembro de 1922, fará na sexta-feira 100 anos. Ler mais aqui.

quarta-feira, 27 de julho de 2022

Filhas do Nilo. Mulher e sociedade no antigo Egito


A mostra, comissariada por Esther Pons e Nacho Ares, reúne peças procedentes de muitos museus e coleções particulares, a maioria das quais nunca foram expostas em Espanha. A msotra pode ser vista no Palácio de Las Alhajas (Madrid) até final do ano.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

A arte do retrato - 254



Uma cabeça com 3000 anos, da XVIIIª dinastia que governou o Egipto. Esculpida em quartzite castanha , representa o deus Amon com os traços do " faraó menino ", aquele que subiu ao trono com 9 anos e o séc XX tornou um dos mais conhecidos : o jovem Tutankhamon.
Apesar das reclamações do Cairo, o busto foi mesmo vendido na Christie's de Londres no passado 4 de Julho, por 4,7 milhões de libras ( 5,3 milhões de euros ), depois de ter estado na colecção do príncipe Wilhelm de Thurn e Taxis, que o vendeu nos anos 70 a Joseph Messina, até voltar nos anos 80 à Alemanha, integrando a colecção Resandro.

terça-feira, 10 de abril de 2018

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Novidades


Um ensaio que fica aqui também como presente virtual ao nosso J.P., ainda que com ligeiro atraso . O fascínio dos antigos egípcios pelo felino doméstico é bem conhecido, e aqui fica estudado e ricamente ilustrado . Uma edição da Les Belles Lettres .


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Leituras no Metro - 262

Tutankamon
Andrew Marr - História do mundo. Alfragide: Texto, 2016, vol. 1 p. 84-86

Apesar do que Andrew Marr escreve (e com que concordo), a civilização egípcia suscita-me um grande fascínio.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Teoria: como foram construidas as pirâmides


Uma nova e revolucionária teoria sobre a construção das pirâmides do Egito assegura que, ao contrário do que pensam os arqueólogos, as pirâmides foram construídas sobre uma base pequena, a qual posteriormente foi acrescentada uma série de blocos gigantes pela parte de fora. Ou seja, antigos egípcios criaram pirâmides por meio da acumulação de entulhos, que foram aumentando de dentro para fora e depois foram anexados tijolos de revestimento, o que deu o aspecto final dos monumentos.
A nova teoria foi anunciada por Peter James, um engenheiro galês da empresa Cintec Internacional, que há 20 anos trabalha na manutenção das pirâmides do Egito. Depois de participar de inúmeras obras de restauração e escoramento, o especialista chegou à conclusão de que as teorias aceitas até hoje sobre o possível método utilizado na elaboração das pirâmides não seriam verdadeiras. Atualmente, acredita-se que as pirâmides foram construídas com blocos gigantes, colocados a partir de enormes rampas de acesso.

Segundo ele, para fazer uma pirâmide desta forma, com 2 milhões de blocos, os antigos egípcios teriam que ter colocado uma pedra gigantesca a cada três minutos, o que é impossível. Além disso, haveria a necessidade do uso de rampas de 400 metros de altura, e não existe vestígio algum da existência destes utensílios para a construção das pirâmides. Peter James afirma que 90% das pedras utilizadas para a construção eram compostas por escombros amontoados e, depois, cobertos por blocos de pedras gigantes.
Assista ao vídeo que demonstra como as pirâmides foram construídas

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Há 90 anos...


feitos ontem, começava uma das maiores aventuras arqueológicas do século XX : a descoberta no Vale dos Reis do túmulo do faraó Tutankhamon, deixado em sossego durante 34 séculos...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Frutas - 82

Giuseppe Recco (1634-1695) - Natureza-morta com frutas e flores, 1670
Giuseppe Recco (1634-1695) Natureza-morta com pão, biscoitos e flores, 1675-1680
Nápoles, Museo Pignatelli
Giuseppe Recco (1634-1695) Natureza-morta com tapete, frutas criatalizadas, flores e cesto de fruta
Col. MolinariPradelli

«Bolos, pastéis, flores frescas a extravasar
dos cestos, e fruta fresca acabada de colher.»
(de um poema do Antigo Egito)

sábado, 26 de março de 2011

Leituras no Metro - 49

Preparando e cozendo o pão, ca 2494-2345 a.C. © Gianni Dagli Orti/CORBIS http://www.corbisimages.com/Enlargement/IH019983.html
PEDIR PÃO NA RUA

«Com o seu avanço na descoberta do pão e sendo um povo agrícola [o do Antigo Egipto] , com larga história de pagamento de tributos aos senhores e oferendas aos deuses em cereais, logo que o fabrico do pão se generalizou o sálário começou a ser pago em pão. Um trabalhador rural recebia três pães e duas canecas de cerveja por dia. Os que não tinham trabalho estendiam a mão e pediam pão.

«A expressão "pedir pão na rua" vem até aos nossos dias.»

Isabel do Carmo In: Conhecer os alimentos. Alfragide: Livros de Hoje, 2010, p. 74

sábado, 19 de março de 2011

O que estou a ler - 5


Pois é, de vez em quando também vai um Benzoni, intervalando leituras mais "sérias". E a verdade é que há que dizer que, tal como nas suas não-ficções, a grande dame do romance histórico francês faz sempre séria pesquisa.
Desta vez, Aldo Morosini, o aristocrata veneziano protagonista de tantos livros de Madame Benzoni, vai para o Egipto na pista da segunda mulher que ocupou o trono dos faraós, último monarca da XII dinastia.
E esta leitura deu-me muitas saudades do Nilo, de Luxor e mesmo do agitado Cairo.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Museu do Cairo


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-fTrmNT60MByh3Stsgv5Z7sBb8eYG5R3YQvUYuCsVh2G3ZKHSLE0XwvF5iu51u6OfQ5bA5hvKhn84EHIjTudD4Te5smHrV7UaJteQzUUOrYz-0eV8mSzYTWPvgP4xh4fLFXjudebA3kk/s1600/cairo_museum.jpg

«O Museu do Cairo é o edifício maior e mais bonito desta capital. Em nenhum da Europa os arquitectos se preocuparam tanto com a comodidade dos vistantes e com as boas condições para a ventilação, como neste quasi recente. Apesar de conter tantos cadaveres, tantos objectos que estiveram milhares de anos na escuridão dos túmulos, não se nota o mais leve cheiro. O ambiente interno é mais puro que o dos museus de pintura e escultura.
«Todavia, a elegante e higiénica alvura das suas escadarias e a arejada amplitude dos salões apenas se apreciamnos primeiros momentos, ao entrar-se no museu.
«Em seguida, assalta-nos o passado, envolve-nos o misterioso encanto deste país que resistiu a deixar-se conhecer no decurso de dois mil anos, e agora, repentinamente, em menos dum século, patenteia, com prontidão que pode chamar-se violenta, todos os segredos do seu passado. […]
«É neste museu que pode conhecer-se directamente a arte policroma dos egípcios. Junto do Nilo, nas ruínas de templos e pirâmides, perdura o esqueleto da sua civilização; aqui, debaixo do tecto, guardam-se-lhe os músculos, a carne, sobretudo a maravilhosa epiderme.
«Por toda a parte vemos ouro e cores. Até as estátuas de madeira ou de alabastro estão pintadas, com tão maravilhosa frescura de tintas que chega a fazer duvidar da sua remota origem. Quase todas as cabeças têm olhos de vidro, com uma rodela de ébano e metal imitando a pupila, dando-lhe fixidez enigmática e inquietadora. Parece que essas figuras com sessenta ou setenta séculos conservam ainda fragmentos que pode a maior parte da história humana presenciar.»
Vicente Blasco Ibáñez
In: A volta ao mundo. Lisboa: Livr. Peninsular Ed., 1931, vol. 3, p. 281-282

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

No Dia Mundial da Música- 2

De Schumann para uma ópera contemporânea. Não pensei duas vezes: tinha de ser a minha preferida de Philip Glass, sobre o misterioso faraó monoteísta do Antigo Egipto, Akhenaton. Não sei quantas vezes já a ouvi, provavelmente para desespero de alguns vizinhos nalguns trechos, mas ainda não consegui infelizmente assistir a nenhuma representação. Mas há sempre a esperança.
Do Youtube tirei esta montagem de alguns dos momentos mais significativos:


segunda-feira, 31 de maio de 2010

Da Egiptologia ...


Como bem o sabem os historiadores que colaboram neste blogue, a Egiptologia teve já morte anunciada por várias vezes. No final do séc.XIX dizia-se que não havia nada mais para descobrir após décadas de escavações intensivas, até que nos anos 20 do séc.XX é descoberto o célebre túmulo de um faraó que morreu jovem e a disciplina renasce. E nas décadas seguintes do século passado aconteceu várias vezes a mesma coisa: o anúncio de que não se esperasse mais nada de relevante, e os acontecimentos a desmentirem tal afirmação.
Na semana passada, como devem ter visto, uma notícia deu a volta ao mundo: a descoberta de 45 sarcófagos com as respectivas múmias, tudo em razoável estado de conservação, numa cidade a 45 km do Cairo!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Nabta Playa


É mil anos mais antigo do que Stonehenge o círculo de pedras de Nabta Playa, o único círculo megalítico do Egipto e um dos mais antigos observatórios astronómicos de que há memória. No tempo em que a ciência e a religião eram uma coisa só, os primeiros egípcios ( ou os seus antepassados ) perscrutavam os céus, esperavam os solstícios e observavam todos os outros fenómenos astronómicos que eram então manifestações do sagrado.
Fica no deserto, a 150km de Abu Simbel, e estranhamente está alinhado com o Trópico de Câncer...Uma coincidência com seis mil anos...
Estive a ler sobre este pouco conhecido mas fascinante monumento numa obra de ficção, porque às vezes só os ficcionistas arriscam ir onde os historiadores, por dever de ofício, estão impedidos de penetrar.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Lá fora - 16 : Bonaparte no Egipto

O choque entre o grande general cuja ambição não tinha limites e uma civilização várias vezes milenar. Os 38 meses de uma campanha que acabaria por levar à decifração dos hieróglifos, à construção do canal do Suez e ao nascimento da Egiptologia.Tudo documentado com a ajuda de 400 0bjectos provenientes de museus egípcios, americanos e europeus.

- Institut du monde arabe, Paris, até 29 de Março.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

AKHENATON

Amenófis IV , décimo faraó da 18ª dinastia e que terá reinado entre 1352 e 1336 A.C. , mais conhecido como Akhenaton ( imagem viva de Aton ) , sempre foi para mim o mais fascinante dos faraós do Antigo Egipto. Introdutor do primeiro monoteísmo conhecido , contra o estabelecido panteão egípcio , e , cada vez estou mais convencido , com influência no judaísmo , desde logo através de Moisés .
O chamado período de Amarna , por ter sido esta a nova cidade capital escolhida por Akhenaton , é o mais misterioso e enigmático da História do Antigo Egipto. Sabe-se pouco , até devido à fúria destruidora dos faraós da 19ª dinastia que quiseram , e praticamente conseguiram , erradicar a memória desde inaudito reinado. Akhenaton era , para eles , o " faraó herético " , inimigo dos deuses , adorador apenas de Aton.
A arqueologia prossegue o seu trabalho , inclusive no Vale dos Reis onde foram encontradas múmias que terão sido transportadas desde Amarna , antes desta ter sido arrasada por Ramsés II.
As dúvidas permanecem e se calhar para sempre: - Que aconteceu a Nefertiti , adorada e belíssima mulher de Akhenaton, que desaparece subitamente das crónicas ? Terá sido assassinada ? Repudiada ? Sucumbiu a doença ? -Quem era Smenkhare , essa enigmática figura que aparece nos últimos anos do reinado de Akhenaton e associado a este no trono ? - Qual exactamente o parentesco entre Akhenaton e o seu sucessor Tutankhamon ( antes Tutankhaton...) ? Pai e filho ? , Sogro e genro ? , Pai e genro ( pois Tutankhaton casou sem sombra de dúvida com uma das seis filhas de Akhenaton e Nefertiti ) ?
Além dos egiptólogos , Akhenaton ainda exerce fascínio sobre escritores ( veja-se o prémio Nobel egípcio Naguib Mahfouz ) , compositores ( veja-se a ópera composta por Philip Glass ) e sobre muitos apaixonados pelo Antigo Egipto.

- Dedicado ao João Bernardo Soares , a viver em terras austrais , e também fascinado pelo Antigo Egipto e por Akhenaton em particular.