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sábado, 11 de janeiro de 2020

CERTAMENTE SEU PROFESSOR DE HISTÓRIA NÃO TE ENSINOU ISSO NA ESCOLA 🇧🇷


Santos Dumont almoçava 3 vezes por semana na casa da Princesa Isabel em Paris.
A ideia do Cristo na montanha do Corcovado partiu da Princesa Isabel.
A família imperial não tinha escravos. Todos os negros eram alforriados e assalariados, em todos os imóveis da família. D. Pedro II tentou ao parlamento a abolição da escravatura desde 1848. Uma luta contra os poderosos fazendeiros por 40 anos.
D. Pedro II falava 23 idiomas, sendo que 17 era fluente.
A primeira tradução do clássico árabe “Mil e uma noites” foi feita por D. Pedro II, do árabe arcaico para o português do Brasil.
D. Pedro II doava 50% de sua dotação anual para instituições de caridade e incentivos para educação com ênfase nas ciências e artes.
D. Pedro Augusto Saxe-Coburgo era fã assumido de Chiquinha Gonzaga.
 Princesa Isabel recebia com bastante frequência amigos negros em seu palácio em Laranjeiras para saraus e pequenas festas. Um verdadeiro escândalo para época.
 Na casa de veraneio em Petrópolis, Princesa Isabel ajudava a esconder escravos fugidos e arrecadava numerários para alforriá-los.
Os pequenos filhos da Princesa Isabel possuíam um jornalzinho que circulava em Petrópolis, um jornal totalmente abolicionista.
D. Pedro II recebeu 14 mil votos na Filadélfia para a eleição Presidencial, devido sua popularidade, na época os eleitores podiam votar em qualquer pessoa nas eleições.
Uma senhora milionária do sul, inconformada com a derrota na guerra civil americana, propôs a Pedro II anexar o sul dos Estados Unidos ao Brasil, ele respondeu literalmente com dois “Never!” bem enfáticos.
 Pedro II fez um empréstimo pessoal a um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma época que ninguém pensava em ecologia ou desmatamento, Pedro II mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica.
• Quando D. Pedro II do Brasil subiu ao trono, em 1840, 92% da população brasileira era analfabeta.
Em seu último ano de reinado, em 1889, essa porcentagem era de 56%, devido ao seu grande incentivo a educação, a construção de faculdades e, principalmente, de inúmeras escolas que tinham como modelo o excelente Colégio Pedro II.

• A Imperatriz Teresa Cristina cozinhava as próprias refeições diárias da família imperial apenas com a ajuda de uma empregada (paga com o salário de Pedro II).
• (1880) O Brasil era a 4º economia do Mundo e o 9º maior Império da história.
• (1860-1889) A média do crescimento econômico foi de 8,81% ao ano.
• (1880) Eram 14 impostos, atualmente são 98.
• (1850-1889) A média da inflação foi de 1,08% ao ano.
• (1880) A moeda brasileira tinha o mesmo valor do dólar e da libra esterlina.
• (1880) O Brasil tinha a segunda maior e melhor marinha do Mundo, perdendo apenas para a da Inglaterra.
• (1860-1889) O Brasil foi o primeiro país da América Latina e o segundo no Mundo a ter ensino especial para deficientes auditivos e deficientes visuais.
• (1880) O Brasil foi o maior construtor de estradas de ferro do Mundo, com mais de 26 mil km.
• A imprensa era livre tanto para pregar o ideal republicano quanto para falar mal do nosso Imperador.
"Diplomatas europeus e outros observadores estranhavam a liberdade dos jornais brasileiros" conta o historiador José Murilo de Carvalho.
Mesmo diante desses ataques, D. Pedro II se colocava contra a censura. "Imprensa se combate com imprensa", dizia.

• O Maestro e Compositor Carlos Gomes, de “O Guarani” foi sustentado por Pedro II até atingir grande sucesso mundial.
• Pedro II mandou acabar com a guarda chamada Dragões da Independência por achar desperdício de dinheiro público. Com a república a guarda voltou a existir.
• Em 1887, Pedro II recebeu os diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge.
• A mídia ridicularizava a figura de Pedro II por usar roupas extremamente simples, e o descaso no cuidado e manutenção dos palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades. Alvo de charges quase diárias nos jornais, mantinha a total liberdade de expressão e nenhuma censura.
• D. Pedro II andava pelas ruas de Paris em seu exílio sempre com um saco de veludo ao bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele.
Fonte: Biblioteca Nacional RJ, IMS RJ, Diário de Pedro II, Acervo Museu Imperial de Petrópolis RJ, IHGB, FGV, Museu Nacional RJ, Bibliografia de José Murilo de Carvalho.


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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

A Revolução Francesa e a opressão do politicamente correto.


Nas muitas vezes em que, na história, sociedades eliminaram a moral religiosa, o que a substituiu foi uma implacável imposição estatal do que é considerado virtude ou não

1 de agosto de 2019 10:26
AvatarBraulia Ribeiro
braulia_ribeiro@yahoo.com

“A história não repete a si mesma, mas faz rimas, às vezes até tem soluços…” Assim começa um artigo interessante publicado no Wall Street Journal no dia 25 de julho. A autora Peggy Noonan tece uma comparação da Revolução Francesa com o que se vive hoje na América. Gostei da comparação e acredito que a semelhança da França de 1789 e o Brasil é ainda maior do que o que se vê no panorama cultural americano.

Muitas pessoas pensam que uma vez eliminada a religião, também acaba a noção do certo e errado. Afinal é o cálice (cale-se) da moral cristã o pai de todas as repressões. A sociedade utópica ideal, ao deixar de cultivar moralismos “medievais” como o códex cristão, seria completamente livre. Como queria o nosso Raul Seixas na letra de “Viva a Sociedade Alternativa:” –“Faz o que tu queres, Há de ser tudo da Lei, Viva A Sociedade Alternativa” Ou como na música Imagine de Lennon, “nem céu nem inferno, apenas o firmamento” – nada de ideias metafísicas que sustentem a moral, só existe o universo físico acima de nós.

A verdade é que, nas muitas vezes em que na história sociedades eliminaram a moral religiosa, o que a substituiu foi uma implacável imposição estatal do que é considerado virtude ou não.

Alguns poucos governantes decidem para todos o que é o comportamento adequado naquela sociedade e impõem sanções fortíssimas aos transgressores. Estabelece-se uma moral Estatal arbitrária, gerada por uma elite intelectual, imposta sobre o povo sob a égide da lei civil. Moral deixa de ser uma decisão do indivíduo para ser uma obrigação sancionada pelo poder coercivo do Estado autoritário.

Foi assim na Rússia de Lênin e Stalin e foi assim na França do psicopata que liderou a revolução francesa, Robespierre. Uma vez eliminada a noção de uma consciência moral individual como uma necessidade sine-qua-non para a construção de uma sociedade melhor, entre outras palavras, religião, a única esperança se torna a imposição coerciva de uma moral coletiva. Robespierre acreditava piamente que iria criar um reino de virtude, de acordo com a ideia de virtude definida por ele e seus correligionários. É dele a ideia de que a educação conduz à liberdade: “O segredo da liberdade está em educar as pessoas e, o do tirania, em mantê-las ignorantes”.

Mas ele não usa a palavra educação como nós a usamos. De acordo com seu projeto, os indivíduos seriam doutrinados para se enquadrarem ao que ele e seus comparsas definiam como sendo virtude. O truque é que o Estado não se limita a si mesmo. Enquanto os cidadãos obedecem, o Estado se dá o direito de se impor por meio do terror. Virtude e terror seriam mesma coisa desde que tivessem como alvo a “liberdade.”

Liberdade para viver debaixo da nova república, mas não para examinar a república e questioná-la. Ele não promovia uma educação para a emancipação do individuo, mas uma espécie de adestramento para a nova ordem instaurada por ele. Qualquer semelhança com a doutrinação sugerida mais tarde por Gramsci não é mera coincidência.

A religião cristã se coloca como a inimiga natural deste doutrinamento, porque ela tende a conectar o crente com a realidade humana além dos limites da cultura criada pela revolução.

Ela desmascara a falsa esperança produzida pelos revolucionários ao inspirar uma leitura diferente do que seja a natureza humana e do que seja o mundo. A ideia de que eu faço a minha parte e você faz a sua para construir uma sociedade melhor implica em algumas pressuposições.

Primeira: eu sei qual é minha parte – que se refere à consciência individual. E segundo, a minha ideia do que é certo, ou do que seja a minha parte, é a mesma que a sua. Parte-se de um alicerce moral comum ao qual eu e você temos acesso. Esta noção de sociedade é possível onde existe uma fé religiosa comum.

Robespierre e seus comparsas tinham como alvo destruir a civilização francesa que consideravam podre até a raiz e, ao invés de reformar a monarquia, rota escolhida pelos ingleses, decidiram eliminá-la. Guiado por impulsos messiânicos junto com seus intelectuais Jacobinos, queria criar uma nova cultura com novas imagens simbólicas que substituíram a velha ordem derivada da religião. Até o calendário eles se determinaram a mudar.

E aqui está o paralelo claro com a esquerda de hoje no mundo ocidental, o soluço histórico como sugere a autora do artigo do WSJ. A intenção dos “neo-Jacobinos” atuais é mudar todas as referências da cosmovisão judaico-cristã para o novo código virtuoso elaborado pelos intelectuais de plantão.

Países como o Canadá, Suécia, Islândia, e muitos outros vão sucumbindo devagar ao peso do moralismo estatal. O assassinato dos fetos portadores de síndrome-de-Down e de outras deficiências físicas, a prática da eutanásia para os depressivos e velhos, a liberação do incesto e da pedofilia – que são as últimas barreiras a serem transpostas para o fim completo de todas as regras que restringem o comportamento sexual –, todas estas são imposições da “virtude” idealizada pelo Estado nesses países.

Um dos exemplos mais absurdos disto é a obsessão como os pronomes “corretos” que agora se impõe no espaço público. Um website sustentado por um destes grupos pseudo-virtuosos, por exemplo, sugere 63 pronomes que devem ser usados no dia-a-dia, substituindo os odiados pronomes binários ele/ela, eles/elas. Imagine a dificuldade que nos será imposta na comunicação uns com os outros.

O resultado da revolução moral de Robespierre foi a implantação de um reino do terror responsável por derramar rios de sangue nas ruas da França. Só nos resta orar, enquanto nos for permitido, para que esta sandice morra no berço antes de nos atacar a todos, porque, nos revela a história, a moral implantada pelo Estado certamente mata.
Fonte: https://olivre.com.br/a-revolucao-francesa-e-a-opressao-do-politicamente-correto


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domingo, 31 de março de 2019

Dia em que os Militares ouviram a voz do povo, 31/03/1964. Tem que comemorar SIM!

ESTUDANTES ESQUERDISTAS, desafie  seu "professor" de história assistir o filme 1964, O Brasil entre armas e livros.
🥂 31/03/1964 - Os Militares ouviram a voz do POVO.🇧🇷



Em sua fala o condenado não pronuncia a palavra "golpe". O golpe foi planejado pelo "proletariado", como deu errado, inverteram a história. O próprio reconhecimento de um esquerdista roxo em que o regime militar foi a melhor época em que o Brasil viveu ! E agora José !!!


Roberto Marinho.

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Relato da fala de Roberto Marinho.


Editorial Rede Globo na voz de Cid Moreira, transmitido pelo Jornal Nacional em 1975, sobre os acontecimentos no país nos últimos 11 anos, desde a Intervenção Militar de 64. Os Militares ouviram a voz do povo, 31/03/1964.🇧🇷



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Mais detalhes no canal do Brasil Paralelo no YouTube.



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Serviço secreto soviético considerou “causar guerra civil no Brasil” em 1961

Pesquisa inédita em arquivos da antiga Tchecoslováquia mostra atuação da StB de 1952 a 1971.

Livro ajuda a entender o clima da época por meio das ações da agência submetida à russa KGB.







ditadura militar
Trecho do relatório do serviço de inteligência tchecoslovaco sobre o golpe de 1964.







Jânio Quadros ainda não tinha sido eleito presidente do Brasil quando, em visita a Moscou, em 1959, fez uma promessa ao tradutor que o acompanhava na viagem pela União Soviética: "Quando eu chegar ao poder, e chegarei com 100% de certeza, você será o primeiro a receber o visto". O presidente eleito no ano seguinte nunca saberia, mas Alexandr Ivanovich Alexeyev, que atuara como seu tradutor, era um agente da KGB, a agência de inteligência soviética. Parte dessa história, que culminaria na retomada das relações do Brasil com a União Soviética em 1961, é contada no livro 1964 - O elo perdido (Vide Editorial, 2017), publicado no início deste ano. A obra é fruto da primeira investigação brasileira nos arquivos do serviço de inteligência da antiga Tchecoslováquia, o StB (sigla para "Segurança Estatal"), feita pelo paranaense Mauro Kraenski em parceria com o tcheco Vladimír Petrilák. Submetida à KGB, a StB atuou na América Latina durante a Guerra Fria e seus arquivos servem como aperitivo das ações soviéticas no continente, já que os documentos de Moscou seguem restritos.
"Não há praticamente nada de pesquisa sobre a União Soviética nesse período", comenta o professor Carlos Fico, do departamento de história da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele diz que não há muito interesse sobre o assunto, e cogita que seja por conta da pouca interferência soviética no país. Kraenski chegou aos arquivos tchecos por acaso. Trabalhava como guia no Memorial e Museu Auschwitz-Bikernau, o antigo campo de concentração nazista na Polônia, e se interessou pela história do país. Ao topar com a circulação de informações erradas sobre os soviéticos no contexto polonês, decidiu buscar informações em relação ao Brasil. Procurou na Polônia, mas foi encontrar material mesmo na República Tcheca.
Para conseguir adequar o polonês que ele fala ao tcheco dos documentos, o pesquisador se associou ao tradutor Vladimír Petrilák. Os dois montaram um sitepara divulgar o resultado das pesquisas e receber contribuições, já que não encontraram nenhuma instituição governamental ou acadêmica disposta a patrocinar a investigação. E qual foi a grande descoberta dos arquivos pela perspectiva dos pesquisadores? “Talvez seja o fato de saber pela primeira vez sobre a atuação de espiões de serviços de inteligência do bloco soviético no Brasil. Ou descobrir que houve brasileiros que, segundo os documentos, colaboraram — de forma consciente ou não, depende do caso — com esse serviço de espionagem estrangeiro”, responde Kraenski, que ressalva algumas vezes ao longo do livro: todas as informações dos arquivos secretos devem ser consideradas com cuidado. Muitas delas não têm fontes alternativas para confirmação, mas, mesmo assim, ele argumenta, são fonte relevante sobre o período.

Serviço de inteligência

Os autores do livro se concentraram na pesquisa dos documentos do I Departamento da StB, responsável pelo serviço de inteligência no exterior, onde descobriram que uma rede de 30 agentes e cerca de 100 "figurantes" — potenciais agentes que colaboraram com o serviço de inteligência sem saber — atuou no Brasil de 1952 a 1971. “O serviço de inteligência tchecoslovaco determinava objetos ou alvos de interesse, com o objetivo de entrar, infiltrar ou penetrar operacionalmente através de sua rede de agentes para aquisição de informações ou materiais relacionados com determinadas tarefas", diz Kraenski. Entre os principais alvos estavam o Itamaraty, o Governo federal e o parlamento, além de instituições como a Petrobras, o Exército e o BNDES. Os soviéticos buscavam brasileiros de perfil nacionalista e antiamericano, mas que não tivessem laços tão evidentes com o Partido Comunista Brasileiro, e usavam desde o argumento ideológico e o oferecimento de presentes até o pagamento de honorários e estratégias de chantagem baseadas em informações constrangedoras.
Entre as operações mais ousadas do serviço de inteligência tchecoslovaco, os autores incluem a intermediação de armamentos para o Brasil, a falsificação de documentos para implicar os Estados Unidos no golpe de 1964 e o financiamento de ao menos um jornal, como parte de um projeto — maior e não finalizado — que tinha como meta criar uma emissora de tevê e uma rádio de alcance continental. O envio de 20.000 metralhadoras de produção tcheca para o Brasil acabaria acontecendo sem a interferência direta da StB e chegou a virar assunto no parlamento brasileiro à época. Os documentos também expõem como os tchecos, sempre interessados em disputar com os Estados Unidos a influência na região, atuaram no Brasil para melhorar a imagem do regime cubano pós-revolução e até criaram uma operação para reagir, em 1961, a um possível golpe de Estado.










Serviço secreto soviético considerou “causar guerra civil no Brasil” em 1961


"O camarada ministro confirmou a operação ativa I-V de criptônimo LUTA, cujo objetivo é causar demonstrações e tumultos antiamericanos e — em caso de seus surgimentos — causar uma guerra civil no Brasil. Um dos objetivos desta operação ativa é fazer com que representantes nacionalistas tomem o poder no Brasil", diz documento de 23 de outubro de 1961 exposto no livro. A operação, que envolveu contatos com o então governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola e as Ligas Camponesas lideradas por Francisco Julião, durou apenas seis meses, de novembro de 1961 a abril de 1962, e provavelmente foi encerrada quando os responsáveis perceberam a dificuldade de executá-la.

O golpe

A pesquisa de Kraenski e Petrilák mostra ainda que os tchecoslovacos foram surpreendidos quando os militares tomaram o poder na virada de março para abril de 1964. A falha do serviço de inteligência em antecipar a derrubada do presidente João Goulart foi atribuída posteriormente à falta de contatos entre a direita brasileira. Nos relatórios internos, os agentes destacaram a "hesitação típica de Goulart e a sua incapacidade de levar as coisas até o fim" como motivo de uma queda sem reação. "Não se podia sequer falar em derrota, pois a derrota pressupõe uma luta, e no Brasil houve somente uma tomada pacífica de poder pela direita", diz um trecho do mesmo documento, um relato sobre o golpe de Estado destinado apenas à elite do partido comunista tchecoslovaco.

As atividades soviéticas no Brasil sofreram um grande abalo após a tomada de poder pelos militares. Os agentes tchecoslovacos, que contavam entre seus contatos com jornalistas, funcionários públicos e até um deputado federal, tiveram de se retrair. Vários de seus "figurantes" se refugiaram em embaixadas estrangeiras e no exterior ou perderam os cargos que lhes garantiam relevância. O serviço seguiu por pelo menos mais sete anos, contudo, e seus registros ajudam a entender o clima de desconfiança e medo que levou o país a passar 20 anos sob o jugo de um regime militar. E esse é apenas o início da história do lado soviético. Kraenski diz que ainda há material para ser pesquisado no arquivos e, assim como ocorre no Brasil, desconfia-se que os documentos que os tchecoslovacos registram como destruídos possam estar guardados em algum lugar
OS BRASILEIROS "SÃO PESSOAS PREGUIÇOSAS E BEM LEVIANAS"





Os arquivos tchecoslovacos se prestam também à crítica de costumes. Desde a chegada ao Brasil, em 1952, os agentes registraram suas impressões em relatórios que seriam repassados aos colegas que os substituiriam no futuro. Atuar no Brasil não era exatamente uma prioridade, mas era considerado muito mais seguro do que atuar nos Estados Unidos ou no Reino Unido. Em meio a reclamações sobre o calor que fazia no Rio de Janeiro e a falta d'água por uma semana no apartamento de Copacabana onde o primeiro chefe da rezidentura (base do serviço de inteligência) tchecoslovaca no Brasil se instalou, encontram-se análises sociológicas. "Todo o povo é educado em um espírito de desprezo para com o trabalho, o que pode se observar, por exemplo, quando as faxineiras se recusam a limpar janelas e assoalhos, o que obriga a contratação de mais faxineiras especialmente para isso", registra o agente Jirí Kadlec, de codinome Honza.
Segundo o primeiro agente da StB no Brasil, "homens e mulheres têm unhas tratadas, todos querem a qualquer preço causar a impressão de que não precisam trabalhar fisicamente". Em outro trecho, ele relata violência e assassinatos, um deles cometido a 20 passos da embaixada tchecoslovaca: "Em plena luz do dia, um homem cortou a garganta da esposa porque a mesma não queria partir com ele para outra região do país em busca de uma vida melhor". Em outro relatório, registra-se que "os brasileiros reconhecem como cozinha típica somente a cozinha baiana" e que ela "pode levar à enfermidade". A cervejas são boas, independente das marcas, mas os cigarros são ruins.
O trecho mais impiedoso sobre os brasileiros reproduzido pelos pesquisadores no livro 1964 - O elo perdido coube ao agente Václav Bubenícek (codinome Bakalár): "Um brasileiro, ao contatar com um estrangeiro, possui uma tendência em fazer uma grande quantidade de promessas, já supondo que não cumprirá nenhuma delas". Referindo-se à classe média urbana, ele diz que "são pessoas preguiçosas e bem levianas, com as quais não se pode contar". "Os brasileiros de classe média frequentemente surpreendem um europeu com uma longa lista de faculdades e cursos que terminaram; mas, na verdade, o conhecimento adquirido por eles é muito superficial, o que significa que no Brasil, por regra, encontramos pessoas ignorantes, que, mesmo com numerosos títulos científicos, não chegam aos pés da nossa gente com formação primária", finaliza. https://brasil.elpais.com/brasil/2018/06/04/politica/1528124118_

sábado, 3 de novembro de 2018

Atividades - Dia 15 de Novembro, dia da Proclamação da República (129 anos).


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Em 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca declarou o fim do período imperial. Naquele mesmo dia se formou um governo provisório. Assim, o marechal se tornou o primeiro presidente da história do Brasil. Ciente de que não conseguiria de forma alguma reverter tal situação, 
D. Pedro II apenas aceitou a vontade do povo e retornou para Portugal.




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Fonte: Internet





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Professora Marcia Valeria

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