quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

#153 - BORN ON THE BAYOU, Creedence Clearwater Revival

Puro rock americano, com travo sulista. Um clássico.
Em baixo, as aventuras duma banda americana em terras da rainha Isabel (Royal Albert Hall, 1970).


domingo, 11 de janeiro de 2015

#152- BLANK GENERATION*, Richard Hell & The Voidoids

Rápido, iconoclasta, directo e insolente. A vocalização desrespeitosa de Hell ficou sempre no meu imaginário.
Em baixo, em Nova Iorque, no CBGB, em 1980.

sábado, 10 de janeiro de 2015

#151 - BADGE*, Cream

Uma perfeição de 2'45'', feita por Clapton e Harrison, amigos e cúmplices, para o álbum de despedida dos Cream, Goodbye (1969). Harrison, que, por razões contratuais, toca a guitarra-ritmo sob o pseudónimo de L'Angelo Misterioso; Clapton canta e sola; Jack Bruce Ginger Baker e Felix Pappalapardi, baixo, bateria e mellotron, respectivamente. Cada instrumento responde ao outro, num crescendo de mais & melhor desafio, até àquele final em suspensão -- oh!, obra-prima...
Em baixo, os Cream no Royal Albert Hall em 2006, já então veteraníssimos.
Bruce, que eu vi tocar em 1998, morreu já com 2014 a caminhar para o fim.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

#150 - AS YET UNTITLED, Terence Trent D'Arby (Sananda Maitreya)

D'Arby, que entretanto passou a chamar-se Sananda Maitreya. Música magnífica a capella, e grande poema, com, em 1987, Mandela no pensamento. 
Em baixo, homenagem ao recém-libertado herói em Wembley, 1990.

domingo, 4 de janeiro de 2015

#149 - O BARCO VAI DE SAÍDA, Fausto

Adicionar legenda
Se eu tivesse de escolher um só disco português para a ilha deserta seria Por Este Rio Acima, do Fausto, obra superior de música popular, que faz jus à obra-prima em que se baseou, a Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto. Para já, zarpe-se com uma chula.

sábado, 3 de janeiro de 2015

#148 - ALL THE THINGS YOU ARE, Johnny Griffin / Dizzy Gillespie

Depois da introdução de Winton Kelly ao piano, da exposição do tema e duns compassos caribenhos, aos 55 segundos o sax tenor de Griffin ataca e contagia, imparável, até aos 3'18'', passando o testemunho a Hank Mobley; segue-se Lee Morgan à trompete; o último sax a entrar é o de John Coltrane, que bem que se percebe!; fecha a secção rítmica, Kelly, Chambers e, sempre notável, Art Blakey em diálogo com Griffin de novo. Standard  da autoria de Jerome Kern, edição de 1957.
Em baixo, Griffin com o grande Dizzy Gillespie a fazer as despesas do arranque, trinta anos depois; Slide Hampton, Hank Jones e Ed Gomez solam e swingam sem perderem o aprumo; na bateria, Ed Thipgen não sola, mas está em todas.



quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

#147 - HEAVENLY POP IT*, The Chills

And it all seems larger than life to me / I find it rather hard to believe -- maneira fantástica de começar o ano. 
Dum-dum-daa-da-da-da-da...
Em baixo, os Chills lá nos antípodas.

sábado, 27 de dezembro de 2014

#146 - AÑOS, Mercedes Sosa e Raimundo Fagner

Música com aquela marca de doçura e gravidade do cubano Pablo Milanés, aqui num dueto da argentina Mercedes Sosa com o brasileiro Raimundo Fagner, e que integra o lp deste, Traduz[c]ir-se (1981). Título aliás excelente, reflectindo como a misceginação é importante em tudo, a começar e a acabar na música. Fagner, cearense filho de libanês, é disso mesmo um eloquente exemplo.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

#145 - DUNKIRK*, Camel

De Music Inspired by The Snow Goose (1975), um concept album muito do agrado das bandas prog dos anos '70, baseado numa novela do norte-americano Paul Gallico (1897-1976). Esta faixa fala  da travessia do Canal da Mancha de Rhayader (o protagonista) e da célebre Batalha de Dunquerque, com as tropas franco-britânicas encurraladas pelos panzer alemães. 
Lembro-me de como isto me empolgava (muita guitarra e bateria aéreas eu toquei ao som disto).
Em baixo, Andy Latimer, o único Camel original, no ano passado, na Holanda. 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

#144 - ADESTE FIDELES [THE PORTUGUESE HYMN]*, Bing Crosby

A celebração da vinda do Menino Jesus, texto medieval e musicado por D. João IV, atribuição mais provável. Os ingleses traduziram-no e chamaram-lhe The Portuguese Hymn. Descoberto em Vila Viçosa, não se sabe como foi parar a Inglaterra. Uma das hipóteses é a do casamento de Catarina de Bragança com Carlos II. Assim com a princesa portuguesa e futura rainha, receberam não apenas o chá (que passou a ser das cinco), Tânger e Bombaim, como  uma música admirável, património universal, com ou sem Unesco. 
Antes de saber destas coisas em torno do nosso rei Restaurador, já a voz de barítono de Bing Crosby me aconchegava os Natais. Em cima, cantado na rádio, em 1942; em baixo numa cena com Ingrid Bergman, filme do ano seguinte. Feliz Natal!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

#141 - BEHIND THE LINES, Phil Collins

Do primeiro álbum a solo de Phil Collins, Face Value (1981). É um bom disco com algumas reminiscências da sua banda principal Genesis (o tema é aliás dos três que ficaram...), mas, gravado nos EUA, é mais virado para o r&b e o funk, então pujante (não esquecer que ele é também um músico de jazz e fusão, que praticou na outra banda, Brand X, sem esquecer o projecto The Phil Collins Big Band. Numa ou noutra faixa um aviso à navegação para os altos voos comerciais que rapidamente iria empreender, para desgosto de muitos, meu inclusive.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

#140 - THE BEAT*, Elvis Costello & The Attractions

Ora isto lembra-me mesmo umas férias de Verão, em 1979, quando fiz girar muitas vezes este lp, e ainda muitas mais desde então. Era um beat diferente, mais estival e familiar do que aquele a que Elvis Costello se refere -- até porque nem tinha idade para ser bad boy.

sábado, 13 de dezembro de 2014

#139 - O BARQUINHO, João Gilberto / Roberto Menescal

Uma jóia de 2'35'', uma obra-prima, a música no tempo certo, os arranjos (aqueles metais portuários...), a letra de Ronaldo Bôscoli, um brisa mariha perfeita. 
Em baixo, Roberto Menescal, o compositor, em bossa-jazz.

#138 - BILLERICAY DICKIE, Ian Dury

Ian Dury foi único no modo como pegava em toda a música. É o caso deste típico music hall inglês, incluindo a brejeirice. Em baixo, no Hammersmith Odeon, em 1985, o gozo é notório.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

#137 - ADAGIO MA NON TROPPO, Josef Suk

De Dvorák, grande e único, o Adagio  do Concerto para violino, pelo seu bisneto, Josef Suk. A Orquestra Filarmónica Checa toca nas duas gravações. Em cima, regida por Karel Ancerl, na totalidade (é o disco que tenho, e não consegui arranjar só a parte do Adagio); em baixo, o segundo andamento, dirigido por outro maestro checo, Václav Neumann. O violino de Suk é um «Stradivarius».

domingo, 30 de novembro de 2014

#136 - AIR BORN*, Camel

Um auto-retrato do excelente Andy Latimer, lá das regiões etéreas,e de 1976.
Em baixo, na Holanda, no ano passado. Comove-me vê-lo, após uma grave doença e uma prolongada paragem.

sábado, 29 de novembro de 2014

#135 - BACHARACH / DAVID MEDDLEY, Carpenters

Outra vez Burt Bacharach (não está mal, para quem lhe desdenhava a música, por comercial -- oh, a idade...). Mas não me interessa nada o Bacharach, antes a mestria dos arranjos de Richard Carpenter, a voz de veludo de Karen Carpenter, a sua bateria, a sua graça. E depois, isto leva-me para o Inverno na Avenida de Nice, no Estoril, onde vivi, uma rua com eucaliptos, um capote bege, manhã cedo, ida para a escola. E postais de Paris... 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014