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domingo, 25 de maio de 2014

#80 - ADEUS Ó SERRA DA LAPA, José Afonso / Tim, Vitorino & Celeste Rodrigues

Canção de partida, nesse ano de 1973 -- o mesmo em que Assis Esperança publicou o romance Fronteiras -- ano ainda de emigração, do êxodo da miséria. O tema é lindíssimo, com um soberbo arranjo de metais. Do álbum Venham Mais Cinco.
Em baixo, uma versão esplêndida de Tim, com Vitorino e Celeste Rodrigues (esqueçam a captação rudimentar com tecnologia de ponta).






segunda-feira, 12 de maio de 2014

#79 - O CABRAL FUGIU PARA ESPANHA, José Afonso / Vitorino & Luis Pastor

Da peça de "A Barraca", Zé do Telhado. Grande álbum de José Afonso (Fura Fura, 1979), cuja primeira parte é composta por temas destinados àquele espectáculo de Hélder Costa. A fala inicial de Margarida Carpinteiro situa a acção no período da Maria da Fonte e da Patuleia, da guerra civil entre constitucionalistas moderados e radicais, aludindo ao exílio forçado do polémico ministro de D. Maria II, o controverso António Bernardo Costa Cabral. A música é de José Afonso e a letra popular. Artur Costa, João Gil e Luís Represas, dos Trovante, juntam-se a Júlio Pereira, Né Ladeiras e Carlos Salomé. Os arranjos são também dos Trovante. Carlos Salomé que vemos acompanhando, nas trancanholas, o seu irmão Vitorino e Luis Pastor, na TVG (Galiza).




sexta-feira, 25 de abril de 2014

#74 - BOMBONS DE TODOS OS DIAS, João Afonso

Um inédito primoroso de José Afonso. Não encontrei no YouTube, mas, em contrapartida, posto a primeira versão de um disco anterior, Outra Vida (2006). "Estão livres de perigo os homens fáceis"...

terça-feira, 1 de abril de 2014

#72 - LÁ NO XEPANGARA, João Afonso & João Lucas, José Afonso

A tragédia do colonialismo, segundo José Afonso. Tragédia em ritmo de trópico, como o sublinha o exuberante piano de João Lucas e as vocalizações de Afonso sobrinho.
Em baixo, o original afonsino de O Coro dos Tribunais (1975).




domingo, 16 de março de 2014

#67 CANTIGA DO MONTE

Um belíssimo poema de José Afonso, também autor da música (em Traz Outro Amigo Também, 1970), magnificados por João Afonso e João Lucas. A voz do sobrinho é mais grave que a do tio; o piano aquece-nos e afoga-nos. É sublime.







domingo, 9 de março de 2014

#64 JÁ O TEMPO SE HABITUA - João Afonso & João Lucas, José Afonso

A interpretação de João Afonso, altíssima, ao nível da lírica de José Afonso, seu tio, uma angústia de inevitabilidade e solidão. João Lucas, a quem pertence o arranjo, exímio (o solo é maravilhoso), dá ossatura a este tema superlativo.
Em baixo, o original, de Cantos Velhos, Rumo Novo (1969).






domingo, 19 de janeiro de 2014

#48 QUANTO É DOCE, José Afonso, Canto D'Aqui

Abre Fura Fura (1979), um dos meus discos preferidos.  Todo o lado A é preenchido com a música que José Afonso compôs para a peça «Zé do Telhado», levada à cena pelo grupo A Barraca. A voz de Zeca é particularmente calorosa (a letra é do nosso cancioneiro popular), dando o coro, a cargo dos Trovante, o contraponto vigoroso que o solista não se permite.
Em baixo, versão dos Canto D'Aqui, na Festa do Avante! 2012.









sábado, 21 de dezembro de 2013

#40 SENHOR ARCANJO -- José Afonso, Júlio Pereira

De novo de Cantigas do Maio (1971), de novo o génio do grande músico de Aveiro e o talento de José Mário Branco. Esplêndido também o acompanhamento da guitarra de Carlos Correia (Bóris).Em baixo, Júlio Pereira com Sofia Vitória, em 2008, no Porto (Casa da Música).




terça-feira, 17 de dezembro de 2013

#39 RIO LARGO DE PROFUNDIS -- José Afonso

De Venham Mais Cinco (1973). Ao génio de José Afonso junta-se o extremo savoir-faire e a ironia de José Mário Branco, na direcção musical deste disco gravado em Paris, confirmada logo nesta faixa inicial, uma espécie de «Grândola Vila Morena» ao contrário. E uma referência devida a Yório Gonçalves, na guitarra.




sábado, 9 de fevereiro de 2013

#18 RONDA DAS MAFARRICAS

Da faixa #3, lado B, de Cantigas do Maio (1971). José Afonso, sempre à frente na música popular. Incomparável, inigualável, inultrapassado enquanto viveu e compôs. A recriação incessante da sua música, a que assistimos de todos os lados, dos consagrados aos novíssimos, demonstra-o eloquentemente.
Gravado no Strawberry Studio, em Paris (creio que pertença do Elton John), grande músicos franceses, além de Francisco Fanhais (aqui na guimbarda, espécie de berimbau), José Mário Branco, a quem se deve a direcção musical e os arranjos (além das teclas) e Carlos Correia (Bóris) nas guitarras. 

Em baixo, versão de Cristina Branco e 
Janita Salomé, ao vivo  
Em tempo: a letra é de António Quadros (pintor).