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quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Orobanche litorea Gussone (Orobanchaceae, Lamiales, Asteranae, Magnoliopsida)

Orobanche litorea Gussone (Orobanchaceae, Lamiales, Asteranae, Magnoliopsida) - Algarve (conc. de Vila do Bispo), pr. Sagres, 16.IV.2001 - Planta id. por italopithecus & martinhoreis in iNaturalist (2025).

sábado, 3 de maio de 2025

Orobanche hederae Duby (Orobanchaceae, Lamiales) - Coimbra, in muris, supra hederam, 30.IV.2025

Orobanche hederae Duby (Orobanchaceae, Lamiales) - Coimbra, in muris, supra hederam, 30.IV.2025.

domingo, 22 de setembro de 2024

Cuscuta sp. (Convolvulaceae, Solanales)

Cuscuta sp. (Convolvulaceae, Solanales), in CW calc., prope loco dicto "Porto de Mós", ad Quercum sp., 26.V.2011.

terça-feira, 5 de maio de 2020

Orobanche hederae Duby (Orobanchaceae)



Orobanche hederae Duby (Orobanchaceae) em Coimbra, 4.V.2020, sobre Hedera Helix Linnaeus s.l. (Araliaceae) - a que podemos chamar vernacularmente a "erva toura das heras".
É uma planta geofítica parasita de vasta distribuição eurasiática, mediterrânica e macaronésica (http://euromed.luomus.fi/euromed_map.php?taxon=353717&size=medium), tal como a sua planta hospedeira, um fanerófito escandente igualmente de vasta distribuição eurasiática e mediterrânica (http://euromed.luomus.fi/euromed_map.php?taxon=519534&size=medium).

terça-feira, 21 de abril de 2015

Orobanche hederae Duby (Orobanchaceae)

 

Fotografámos recentemente esta curiosa planta parasita das heras (Hedera sp., Araliaceae): Orobanche hederae Duby, Bot. Gall.: 350. 1828 (Orobanchaceae), brotando por entre as pedras da calçada e aproveitando as recentes chuvas da Primavera, junto a um muro.
Parece ser um endemismo eurasiático, mediterrânico e macaronésico (Domina, G. & Raab-Straube, E. von (2010): Orobanchaceae. – In: Euro+Med Plantbase - the information resource for Euro-Mediterranean plant diversity.: http://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameCache=Orobanche%20hederae&PTRefFk=7500000). 
As fotos são de Coimbra, 29TNE4950, alt. ca. 110 m, 19.IV.2015. 
É verdade que já aqui tinha sido postada, mas não nestas condições tipicamente ruderais e conseguindo romper por entre as duras pedras do passeio.

domingo, 24 de abril de 2011

Orobanche latisquama (Orobanchaceae)




















Animados pelo recente comentário, postamos aqui hoje mais uma belíssima "erva toura" actualmente talvez ainda em floração, neste caso a "erva toura escamada", que se pode observar nestas fotos já antigas, provenientes do excelente Centro Oeste calcário (CW. calc.).
Trata-se da Orobanche latisquama Reut. ex Boiss., Fl. Orient. [Boissier] 4(2): 516. 1879 [Apr-May 1879]
IPNI Plant Name Details,
que pode parasitar por exemplo labiadas como o "rosmarino", "romarin" ou "romero":
Rosmarinus officinalis L., Sp. Pl. 1: 23. 1753 [1 May 1753]
IPNI Plant Name Details
ou o tomilho: Thymus zygis subsp. sylvestris (Hoffmanns. & Link) Cout.
Thymus zygis subsp. sylvestris (Hoffmanns. & Link) Cout. — The Plant List

Como acompanhamento musical vamos sugerir hoje esta bela, breve e rápida, peça musical, do imortal compositor veneziano Antonio Vivaldi:
"Gloria in D, Quoniam Tu solus Sanctus"
YouTube - Antonio Vivaldi, Gloria in D, Quoniam Tu solus Sanctus, FNOK Choir

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Orobanche hederae (Orobanchaceae)

















Esta pequena maravilha do reino vegetal, actualmente em flor, ainda não tinha aqui aparecido:
Orobanche hederae Duby, Bot. Gall. 350.
IPNI Plant Name Details
Trata-se de uma planta que aprecia as heras (Hedera sp. pl., da família Araliaceae), sobre as quais vive, parasitando-as.

Como acompanhamento musical, sugerimos hoje a excelente abertura de Cosi Fan Tutte, do grande W.A. Mozart:
YouTube - Cosi Fan Tutte (1) Overture + E la fede delle femmine

domingo, 19 de dezembro de 2010

Viscum album (Santalaceae) II
















Em época pré-natalícia, dificilmente alguma planta parecerá mais adequada do que o visco: Viscum album L., Sp. Pl. 2: 1023. 1753 [1 May 1753]:
IPNI Plant Name Query Results
Viscum album - Wikipedia, the free encyclopedia

Este belíssimo arbusto parasito, o "mistletoe" dos ingleses, tão comum na Europa -"Habitat in Europae arboribus, parasitica", segundo o grande Lineu (l.c.)-, parece infelizmente estar extinto no nosso País, embora a Flora iberica aponte a possibilidade de ele existir em duas províncias: Mi e E:
http://www.floraiberica.es/floraiberica/texto/pdfs/08_102_01%20Viscum.pdf

Outra espécie congénere, Viscum cruciatum Sieber ex Boiss., o visco das oliveiras, também terá existido rm Portugal, no AAl, mas estará actualmente já extinto, de acordo com a excelente Flora iberica.

Como acompanhamento musical para o visco, parece-nos particularmente apropriada esta bela canção de Natal de Buck Ram, Kim Gannon e Walter Kent I'll Be Home for Christmas - Wikipedia, the free encyclopedia, aqui brilhantemente interpretada pelos Carpenters: "I'll Be Home For Christmas"
YouTube - Carpenters "I'll Be Home For Christmas"

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Viscum album (Santalaceae)

Ao correr algumas das minhas fotos encontrei-me com o visco, que fotografei há já alguns anos na Normandia (França).


Viscum album (Santalaceae) a parasitar macieira. Trata-se de um hemiparasita (tendo clorofila, converte a energia solar em energia química [ATP] e poder redutor [NADPH]), dióico, de bagas (na realidade pseudobagas, o ovário é ínfero) brancas, de polpa muito viscosa e tóxica (parece que bastam 20 para varar um homem). Tanto quanto sei as citações portuguesas da espécie são antigas e duvidosas.

Os herbalistas atribuem-lhe inúmeros usos medicinais. À semelhança do Leontopodium alpinum (Asteraceae), a edelweiss, ou estrela-de-prata, como lhe chamaram alguns tradutores, o visco é mais conhecido pelos livros do Astérix.
Uderzo desenha Panoramix, o amigo druída de Astérix, a colher visco em carvalhais de Quercus robur com uma foice de ouro, porque "só assim a planta mantém os seus poderes mágicos". No Astérix o Gaulês, o primeiro livro da série, logo na terceira prancha, Astérix e Obelix procuram Panoramix no bosque pristino que envolve a aldeia gaulesa: na versão em Mirandês (Asterix L Goulés), diz Astérix que "el debe de star ne l meio de la rama a apanhar bizgo cul sou foucin d'ouro". O tema retorna, por exemplo, no Astérix e a Foice de Ouro, ou no Astérix e os Godos.
Goscinny, o argumentista das melhores histórias de Astérix, fantasia em torno do visco e de algumas práticas druídicas, directa, ou indirectamente, inspirado em duas conhecidas passagens do Naturalis Historia de Plínio-o-Velho [23-73 d.C.].
São elas (tradução do inglês):
"Alguns supersticiosos acreditam que o visco é mais eficaz se colhido de um carvalho numa noite de lua nova, sem usar ferro, e sem que ele toque o solo ..."(XXIV, 6);
"Os druidas nada consideram mais sagrado do que o visco e a árvore onde ele cresce, desde que essa árvore seja um carvalho. ... O visco, porém, é raramente encontrado no carvalho, quando tal acontece é colhido com a maior cerimónia no nono dia da lua ... preparam um sacrificio ritual e um banquete sob a árvore ... um sacerdote vestido de branco sobe à árvore com uma foice de ouro e corta o visco ..." (XVI, 95).

O Naturalis Historia termina num breve e pungente parágrafo, de extraordinária beleza (copy past da tradução portuguesa de Pompeia, uma novela de Robert Harris): "Salvé Natureza, mãe de toda a criação, atenta que apenas eu entre os homens de Roma te louvei em todas as tuas manifestações, sê misericordiosa comigo".

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Cuscuta epithymum (Convolvulaceae)
















Hoje vamos mostrar outro dos mais belos parasitos da flora de Portugal, a Cuscuta epithymum (L.) L. (= Cuscuta europaea L. var. epithymum L. [basiónimo]), que é conhecida pelos curiosos nomes vernáculos "cabelos", "cúscuta", "enleios", "linho de cuco" e "linho de raposa"!
Esta erva anual tão interessante pode ser considerada um pequeno "vampiro vegetal", pois vive e alimenta-se de diversos hospedeiros como os tojos, os tomilhos e muitas outras espécies, ocorrendo sobretudo em matos, de cariz mediterrânico ou temperado.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Cytinus ruber (Cytinaceae)















Depois de já aqui terem aparecido os belíssimos parasitos Cynomorium coccineum L. (Cynomoriaceae) e Cytinus hypocistis (L.) L. subsp. macranthus Wettst. (Cytinaceae, antigamente incluído nas Rafflesiaceae), é hoje a vez do não menos espectacular Cytinus ruber (Fourr.) Komarov, espécie de distribuição mediterrânica, que se pode encontrar no Barrocal algarvio (e não só), em matos baixos dominados por Cistáceas como Cistus albidus L., pertencentes à «associação araceno-pacense, algárvica e arrabidense, termomediterrânica, seca a sub-húmida» designada como Phlomido purpureae-Cistetum albidi Rivas-Martínez, Lousã, Díaz, Fernandez-González & J.C. Costa 1990, que se desenvolve sobre «substratos erosionados neutro-alcalinos de calcários duros descarbonatados, metavulcanitos e outras rochas siliciosas básicas», conforme se pode consultar aqui e aqui.
Esta foto foi obtida no Cerro da Bemposta (concelho de Faro), no início de Abril de 2003.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Cynomorium coccineum (Cynomoriaceae)













O Fungo de Malta em Portugal

Pensamos que este parasito é uma das plantas mais raras da flora de Portugal, o Cynomorium coccineum L. (actualmente pertencente à família Cynomoriaceae).
É uma planta de grande beleza, conhecida pelo seu aspecto fungóide (algo semelhante aos cogumelos do género Phallus e afins), por viver ligado às raízes de Chenopodiáceas, Frankeniáceas e outras plantas costeiras, pela sua grande raridade e pela sua distribuição predominantemente mediterrânica (também se encontra na Ilha de Malta, entre diversos outros locais).
De acordo com a informação que consta na Wikipedia, existem provavelmente apenas duas espécies neste género, o único incluído na família Cynomoriaceae (segundo a recente classificação de APG II).
Muita informação acerca desta espécie notável se pode encontrar na Flora iberica (clicar aqui).

Esta foto foi obtida nas arribas da costa algarvia, pr. de Portimão, no início de Maio de 2001. Também se podem observar Pallenis maritima (L.) Greuter [Syn. Asteriscus maritimus (L.) Less] (Asteraceae), Plantago coronopus L. sensu lato (Plantaginaceae) e Dactylis glomerata L. sensu lato (Poaceae), entre outras espécies.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Cytinus hypocistis (Cytinaceae)

Cytinus hypocistis é uma das plantas parasitas mais fáceis de identificar e de encontrar em Portugal continental. Os Cytinus emergem do solo nos primeiros meses da Primavera, geralmente próximo do colo de estevas (Cistus sp.pl.) e sargaços (Halimium sp.pl.), muitas vezes disfaçados sob a manta morta de folhas secas, negras e encarquilhadas que recobre o solo dos estevais.
Estas plantas não têm clorofila: alimentam-se das substâncias orgânicas e dos minerais produzidos ou bombeados do solo pelos seus hospedeiros. As flores do C. hypocistis  são relativamente grandes, de pétalas amarelas e unissexuais. Agrupam-se em cachos densos semelhantes a capítulos (capituliformes). Nas inflorescências as flores externas são femeninas e as internas masculinas.
As Floras tradicionais colocam o género Cytinus nas Rafflesiaceae, a família da maior flor do mundo, a Rafflesia arnoldii. Recentemente, Daniel L. Nickrent, o mentor do"The parasitic plant connection" (vd. http://www.parasiticplants.siu.edu/) descobriu que afinal os Cytinus, e a sua família Cytinaceae, são evolutivamente próximos da tropical Muntingiaceae e das Thymelaeaceae, a família do conhecido trovisco (Daphne gnidium). Os parentes próximos da Rafflesia são outros, mas ainda não está esclarecido quais.
O ovário do Cytinus hypocistis tem um líquido mucilaginoso comestível, assim o dizem os pastores da região de Bragança. Em Trás-os-Montes chamam-lhes «pútegas»; um  bom trunfo para recuperar uma assembleia adormecida numa daquelas longas conferências de divulgação de botânica ou de conservação da natureza ;-) 

Cytinus hypocistis (Cytinaceae) [foto C. Aguiar]