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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Parthenocissus tricuspidata (Siebold & Zucc.) Planch. (Vitaceae)

 
 
 


Fotografámos hoje em Coimbra, no muro da casa que pertenceu ao Prof. Dr Luís Wittnich Carrisso «(Figueira da Foz, 14 de Fevereiro de 1886Deserto do Namibe, Angola, 14 de Junho de 1937) foi um professor universitário e botânico português, Professor Catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra e director do Instituto Botânico Júlio Henriques» (http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Wittnich_Carrisso)
esta bela vitácea exótica em fruto, que pensamos poderá ser talvez um Parthenocissus.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Cyphostemma uter (Vitaceae) II

Um presente de Natal do meu querido amigo José Carlos Costa:


Mais uma imagem da Cyphostemma uter, uma vitácea [família da videira] fotografada na semana passada do deserto do Namibe, que em tempos apresentei neste blogue (aqui). Diz-me o José Carlos Costa que esta espécie é acidófila sendo substituída pela C. currorii em substratos calcários.
Aqui mostrei outras árvores-garrafa das áreas subdesérticas do SW de Angola, mas esta bate qualquer uma das outras aos pontos!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Ctyphostemma uter (Vitaceae)

O Prof. José Carlos Costa (ISA), sabendo do meu fascínio por África, ofereceu-me um conjunto de fotografias da flora do Sul de Angola de sua autoria. Quando pela primeira vez as folheei no computador, detestei-as. Muito me custou concentrar a atenção nestas plantas deslumbrantes, emersas em paisagens tremendas que provavelmente nunca terei a sorte de ver! Que saudades dos sítios onde nunca fui, e das experiências botânicos que nunca tive! Mas, enfim, há que racionalizar a coisa ;)

A maior parte das árvores do sul de Angola está citada no excelente Field Guide to Trees of Southern Africa, de van Wyk & van Wyk. Na lombada do livro e mais adiante, na página 46, estão retratadas umas estranhas vitáceas - i.e. plantas da família da videira! - lenhosas e garrafais, do género Ctyphostemma, adaptadas ao excessos climáticos do deserto do Namibe.
Estas duas fotos fazem jus à extraordinária morfologia deste extraordinário grupo de plantas:

A)B)
Ctyphostemma uter (Exell & Mendonça) Desc.
A) Deserto do Namibe; n.b. C. uter ao centro, próximo da margem esquerda da fotografia. B) C. uter despida de folhas Um dos autores originais da espécie, o Dr. Francisco da Assunção Mendonça, foi um ilustre naturalista da Universidade de Coimbra (ver e.g. aqui).

domingo, 28 de junho de 2009

Flores de videira

Acabam de florir as últimas videiras das terras altas do interior Norte e Centro de Portugal.
A esta altitude o vinho é de fraca qualidade, um resquício dos sistemas de agricultura secularmente construídos com o objectivo de garantir a auto-suficiência das comunidades camponesas.

Duas fotos da Vitis vinifera «videira-europeia» em flor.
A floração na videira (e em todas as espécies do género Vitis) envolve a libertação (deiscência) da corola (caliptra em Vitis) e a extrusão dos estames.

Vitis vinifera «videira-europeia» . N.b. sépalas muito reduzidas (não visíveis na foto); pétalas soldadas pela extremidade numa estrutura em forma de capuz conhecida por caliptra ou caruma (vd. caliptra em vias de se soltar da flor situada no ápice distal do cacho); 5 estames de filete longo; ovário súpero, i.e. restantes peças da flor inseridas por debaixo do ovário

Vitis vinifera «videira-europeia» . N.b. pétalas caducas na floração tombando em conjunto (vd. caliptras dispersa na folha situada imediatamente abaixo do cacho)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Vinhas do Sabor

O "Voyage en Portugal ..." (vd. este post) faz uma referência curiosa à videira-europeia (Vitis vinifera). O Conde de Hoffmansegg ao percorrer o termo de Brunhoso (concelho de Mogadouro) constatou que “caminhos difíceis atravessam uma espessa floresta onde cresce a vinha selvagem que sobe pelas árvores”. Esta passagem refere-se, claramente, a bosques não ripícolas.
Em 1867 as vinhas durienses foram invadidas por uma praga temível: a filoxera (Daktulosphaira vitifoliae, Homoptera). Pouco anos mais tarde, logo no início da década de 7o do mesmo século, a filoxera devastou por completo as vinhas durienses: a videira-europeia demonstra uma susceptibilidade absoluta a este insecto. A depressão económica subsequente só foi ultrapassada quando as videiras-europeias começaram a ser enxertadas em Vitis de origem norte-americana.
As videiras-europeias observadas pelo conde Hoffmansegg nos sobreirais, ou nos azinhais, sobranceiros ao rio Sabor não sobreviveram à filoxera. Hoje em dia as videiras-europeias ferais que persistem na região estão acantonadas às margens de curso de água permanentes, por exemplo, ao rio Sabor.  Nestes habitats as raízes desta liana são ciclicamente submersas pela água obviando, deste modo, os ataques de filoxera. 
A memória da tragédia da filoxera está a perder-se. Muita gente, porque é mais fácil,  porque está na moda, voltou a plantar estacas de videira-europeia ... e a filoxera está de volta ao Douro.

Vitis vinifera «videira-europeia» [foto C. Aguiar]