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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O nome Acacia fica na Austrália

Está decidido, a proposta de neotipificação do género Acacia é para ficar. O tipo anterior era africano; o novo tipo passa a ser australiano (Acacia penninervis). O género Acacia é artificial e será pulverizado em 5 géneros. As plantas australianas mantêm-se no género Acacia; os australianos livraram-se do nome Racosperma, bem feio por sinal.  Temos que nos habituar aos novos nomes das Acacia africanas, recombinados nos géneros Vachelia ou Senegal. É assim, manda quem pode, até na botânica.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Checklist da flora vascular de Portugal

Foi finalmente disponibilizada uma Checklist da Flora Vascular de Portugal Continental e Insular (ver aqui).
Um pdf da checklist completa pode ser solicitado aqui.


A dado passo referem os seus autores que "a colaboração de profissionais e amadores da botânica é ... uma componente essencial no futuro e na utilidade social e científica da Checklist da Flora de Portugal (Continente, Açores e Madeira)". Para tal, propõem o seguinte mecanismo de colaboração:
a)  "A ALFA disponibiliza a todos os interessados em colaborar nos trabalhos de actualização um endereço de e-mail dedicado (alfachecklist@gmail.com);
...
c) Informa a direcção da ALFA que existe um acordo com a revista científica Silva Lusitana, editada pelo INRB, IP, de publicação bianual, para a publicação, em tempo útil, de alterações nomenclaturais e taxonómicas inéditas e das adições corológicas à escala dos três grandes territórios abrangidos pela Checklist – Lu, Az e Ma
...
e) As propostas de alteração aceites, e os respectivos autores, serão devidamente divulgados no site da ALFA.
f) Todos os anos, em Janeiro, será publicada e difundida uma nova versão, actualizada, da  “ALFA-Checklist da flora vascular de Portugal”.

Aqui fica o anúncio de uma etapa importante da história recente da botânica portuguesa e um pedido de colaboração que os botânicos, amadores ou profissionais, não devem (não podem) recusar.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Um resumo do sistema APG III

Na sequência de um comentário a um post recente do ZG (aqui) recordei que há uns meses atrás anunciei, neste mesmo blogue, a publicação do APG III (aqui). Na altura prometi explorar o sistema, porém, nem tive tempo de o estudar com a devida profundidade, nem vontade para escrever um post que pouco mais seria do que um copy & past da publicação original.
Acabou de ser pendurado na internet este pequeno e excelente resumo do sistema APG III, entretanto actualizado com a informação taxonómica molecular mais relevante publicada até Janeiro de 2010 (vd. Angiosperm Phylogeny Website aqui):

Resumo de uma versão actualizada do sistema APG III extraído daqui (clicar na imagem para disparar ficheiro pdf)

Imprimi-o em A3 e colei-o na parede ao lado da minha secretária.
Nada mais tenho para acrescentar.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Trifolium striatum (Fabaceae)

Embora a sua observação possa exigir algum esforço, o Trifolium striatum é um dos trevos anuais mais frequentes em Portugal. De facto, passa facilmente desapercebido entre Carduus (Asteraceae) «cardos», Medicago (Fabaceae) «luzernas», Bromus (Poaceae) e as muitas outras plantas que colonizam taludes e margens de caminhos. Com algum cuidado detecta-se também em pastagens de T. subterraneum, naturais ou semeadas, e lameiros de secadal (prados semi-naturais de sequeiro).

Trifolium striatum subspbrevidens (esquerda) e T. striatum subsp. striatum (direita)


A Flora Iberica reconhece duas subespécies de T. striatum: subsp. striatum e brevidens, diferenciáveis através do comprimento dos dentes do cálice (vd. foto) e dos pêlos da garganta do cálice (entrada do tubo do cálice).
Este estatuto é manifestamente exagerado: a categoria taxonómica "subespécie" implica algum isolamento reprodutivo, com origem num isolamento geográfico (vicariância geográfica), e/ou ecológico (vicariância ecológica). A categoria "forma" será talvez mais apropriada para designar os dois tipos morfológicos de T. striatum porque estes, muitas vezes, coexistem na mesma população.
O tipo morfológico de dentes curtos - subsp. brevidens - parece ser mais frequente em prados do que em comunidades ruderais (de margem de caminhos). Serão as duas formas de T. striatum diferencialmente seleccionadas nestes dois tipos de habitat?

terça-feira, 20 de outubro de 2009

APG III

Acaba de ser publicado, no Botanical Journal of the Linnean Society, uma nova versão, a terceira, do sistema de classificação das plantas com flor do Angiosperm Phylogeny Group.
Aqui está o cladograma que resume as relações evolutivas entre as ordens aceites pelo APG III:

Extraído de APG III ( An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG III, Botanical Journal of the Linnean Society 161, 105–121, 2009)

Tentarei descascar a coisa nas próximas semanas, se conseguir.