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sexta-feira, 14 de junho de 2024
domingo, 2 de junho de 2024
sexta-feira, 31 de maio de 2024
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
O nome Acacia fica na Austrália
Está decidido, a proposta de neotipificação do género Acacia é para ficar. O tipo anterior era africano; o novo tipo passa a ser australiano (Acacia penninervis). O género Acacia é artificial e será pulverizado em 5 géneros. As plantas australianas mantêm-se no género Acacia; os australianos livraram-se do nome Racosperma, bem feio por sinal. Temos que nos habituar aos novos nomes das Acacia africanas, recombinados nos géneros Vachelia ou Senegal. É assim, manda quem pode, até na botânica.
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Fabaceae,
Nomenclatura botânica,
Taxonomia
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Checklist da flora vascular de Portugal
Foi finalmente disponibilizada uma Checklist da Flora Vascular de Portugal Continental e Insular (ver aqui).
Um pdf da checklist completa pode ser solicitado aqui.

A dado passo referem os seus autores que "a colaboração de profissionais e amadores da botânica é ... uma componente essencial no futuro e na utilidade social e científica da Checklist da Flora de Portugal (Continente, Açores e Madeira)". Para tal, propõem o seguinte mecanismo de colaboração:
a) "A ALFA disponibiliza a todos os interessados em colaborar nos trabalhos de actualização um endereço de e-mail dedicado (alfachecklist@gmail.com);
...
c) Informa a direcção da ALFA que existe um acordo com a revista científica Silva Lusitana, editada pelo INRB, IP, de publicação bianual, para a publicação, em tempo útil, de alterações nomenclaturais e taxonómicas inéditas e das adições corológicas à escala dos três grandes territórios abrangidos pela Checklist – Lu, Az e Ma
...
Um pdf da checklist completa pode ser solicitado aqui.
A dado passo referem os seus autores que "a colaboração de profissionais e amadores da botânica é ... uma componente essencial no futuro e na utilidade social e científica da Checklist da Flora de Portugal (Continente, Açores e Madeira)". Para tal, propõem o seguinte mecanismo de colaboração:
a) "A ALFA disponibiliza a todos os interessados em colaborar nos trabalhos de actualização um endereço de e-mail dedicado (alfachecklist@gmail.com);
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c) Informa a direcção da ALFA que existe um acordo com a revista científica Silva Lusitana, editada pelo INRB, IP, de publicação bianual, para a publicação, em tempo útil, de alterações nomenclaturais e taxonómicas inéditas e das adições corológicas à escala dos três grandes territórios abrangidos pela Checklist – Lu, Az e Ma
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e) As propostas de alteração aceites, e os respectivos autores, serão devidamente divulgados no site da ALFA.
f) Todos os anos, em Janeiro, será publicada e difundida uma nova versão, actualizada, da “ALFA-Checklist da flora vascular de Portugal”.
Aqui fica o anúncio de uma etapa importante da história recente da botânica portuguesa e um pedido de colaboração que os botânicos, amadores ou profissionais, não devem (não podem) recusar.
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ensino da botânica,
história da botânica,
Taxonomia
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Um resumo do sistema APG III
Na sequência de um comentário a um post recente do ZG (aqui) recordei que há uns meses atrás anunciei, neste mesmo blogue, a publicação do APG III (aqui). Na altura prometi explorar o sistema, porém, nem tive tempo de o estudar com a devida profundidade, nem vontade para escrever um post que pouco mais seria do que um copy & past da publicação original.
Acabou de ser pendurado na internet este pequeno e excelente resumo do sistema APG III, entretanto actualizado com a informação taxonómica molecular mais relevante publicada até Janeiro de 2010 (vd. Angiosperm Phylogeny Website aqui):
Acabou de ser pendurado na internet este pequeno e excelente resumo do sistema APG III, entretanto actualizado com a informação taxonómica molecular mais relevante publicada até Janeiro de 2010 (vd. Angiosperm Phylogeny Website aqui):
Resumo de uma versão actualizada do sistema APG III extraído daqui (clicar na imagem para disparar ficheiro pdf)
Imprimi-o em A3 e colei-o na parede ao lado da minha secretária.
Nada mais tenho para acrescentar.
Imprimi-o em A3 e colei-o na parede ao lado da minha secretária.
Nada mais tenho para acrescentar.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Trifolium striatum (Fabaceae)
Embora a sua observação possa exigir algum esforço, o Trifolium striatum é um dos trevos anuais mais frequentes em Portugal. De facto, passa facilmente desapercebido entre Carduus (Asteraceae) «cardos», Medicago (Fabaceae) «luzernas», Bromus (Poaceae) e as muitas outras plantas que colonizam taludes e margens de caminhos. Com algum cuidado detecta-se também em pastagens de T. subterraneum, naturais ou semeadas, e lameiros de secadal (prados semi-naturais de sequeiro).
A Flora Iberica reconhece duas subespécies de T. striatum: subsp. striatum e brevidens, diferenciáveis através do comprimento dos dentes do cálice (vd. foto) e dos pêlos da garganta do cálice (entrada do tubo do cálice).
Este estatuto é manifestamente exagerado: a categoria taxonómica "subespécie" implica algum isolamento reprodutivo, com origem num isolamento geográfico (vicariância geográfica), e/ou ecológico (vicariância ecológica). A categoria "forma" será talvez mais apropriada para designar os dois tipos morfológicos de T. striatum porque estes, muitas vezes, coexistem na mesma população.
O tipo morfológico de dentes curtos - subsp. brevidens - parece ser mais frequente em prados do que em comunidades ruderais (de margem de caminhos). Serão as duas formas de T. striatum diferencialmente seleccionadas nestes dois tipos de habitat?
Trifolium striatum subsp. brevidens (esquerda) e T. striatum subsp. striatum (direita)
A Flora Iberica reconhece duas subespécies de T. striatum: subsp. striatum e brevidens, diferenciáveis através do comprimento dos dentes do cálice (vd. foto) e dos pêlos da garganta do cálice (entrada do tubo do cálice).
Este estatuto é manifestamente exagerado: a categoria taxonómica "subespécie" implica algum isolamento reprodutivo, com origem num isolamento geográfico (vicariância geográfica), e/ou ecológico (vicariância ecológica). A categoria "forma" será talvez mais apropriada para designar os dois tipos morfológicos de T. striatum porque estes, muitas vezes, coexistem na mesma população.
O tipo morfológico de dentes curtos - subsp. brevidens - parece ser mais frequente em prados do que em comunidades ruderais (de margem de caminhos). Serão as duas formas de T. striatum diferencialmente seleccionadas nestes dois tipos de habitat?
terça-feira, 20 de outubro de 2009
APG III
Acaba de ser publicado, no Botanical Journal of the Linnean Society, uma nova versão, a terceira, do sistema de classificação das plantas com flor do Angiosperm Phylogeny Group.
Aqui está o cladograma que resume as relações evolutivas entre as ordens aceites pelo APG III:
Extraído de APG III ( An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG III, Botanical Journal of the Linnean Society 161, 105–121, 2009)
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