Mostrar mensagens com a etiqueta Smilacaceae. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Smilacaceae. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Ruscus aculeatus L. (Asparagaceae) e Smilax aspera L. (Smilacaceae)


Ruscus aculeatus L. (Asparagaceae) e Smilax aspera L. (Smilacaceae) são duas plantas lenhosas sempreverdes que sobressaem no Outono: Ruscus aculeatus com os seus cladódios verdes e bagas redondas vermelhas e a trepadeira espinhosa Smilax aspera com as suas flores brancas e os seus frutos negros arredondados.
A foto foi obtida em 6.XI.2016 pr. do Rabaçal (BL: conc. de Penela, CW. calc.), 29TNE4829, alt. ca. 240 m.

Agradecemos aos amigos M.G. Pereira, M.J. Pereira & J. Marques pela excelente companhia nesta pequena excursão botânica.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Pistacia lentiscus L. (Anacardiaceae)

 

Trazemos hoje aqui a famosa Pistacia lentiscus L. (Anacardiaceae) (http://www.flora-on.pt/#/1Pistacia+lentiscus), comummente conhecida como aroeira, que fotografámos hoje na Serra da Boa Viagem (Lu: BL: conc. da Figueira da Foz, CW. calc., alt. ca. 100 m), num miradouro sobre o Oceano Atlântico. Também é visível na segunda foto a bem conhecida Smilax aspera L. (Smilacaceae), outra planta (espinhosa e lianóide) de distribuição bem Mediterrânica (http://euromed.luomus.fi/euromed_map.php?taxon=507582&size=medium).

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Smilax aspera (Smilacaceae)

A Smilax azorica e a S. pendulina foram apresentadas em posts anteriores, respectivamente, pelo ZG e pelo J. Capelo.
Ficou em falta a S. aspera:

Esta liana de óptimo biogeográfico mediterrânico evita, em Portugal continental, as montanhas (andares bioclimáticos oromediterrânico, supramediterrânico e supratemperado) e os territórios mais continentais do interior norte e centro. De resto podem-na encontrar do Algarve ao Minho, nos mais variados habitats - e.g. escarpas, dunas, pinhais e matos baixos - embora prefira os matos altos e os bosques perenifólios.

O S. aspera tem uma característica rara no mundo das plantas: as estípulas (dois pequenos órgãos geralmente de natureza foliar que ladeiam os pecíolos das folhas)  estão transformados em gavinhas (estruturas delgadas , ramificadas ou não, adaptadas a envolver ramos ou outros tipos de suportes).
A enorme plasticidade morfológica da suas folhas é outra das curiosidades da morfologia externa da S. aspera. No campo observam-se, entre outro tipos foliares, folhas cordadas (em forma de coração estilizado), lanceoladas (com a forma da folha de uma lança), reniformes (em forma de rim) ou sagitadas (semelhantes às de um jarro-de-jardim, Zantedeschia aethiopica). As folhas cordadas são mais comum nas plantas dos bosques e matos altos, ou protegidas da sombra. O stress (e.g. herbivoria e exposição ao vento) e a exposição à luz do sol promove os outros tipos foliares.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Smilax azorica (Smilacaceae)
















Seguindo o exemplo do ilustre botânico JCapelo, aqui fica uma outra Smilax endémica, esta do Arquipélago dos Açores. Pensamos que se trata da Smilax azorica H.Schaef. & P.Schönfelder, Homenaje al Prof. Dr. Wolfredo Wildpret de la Torre 304. 2009. Este nome substitui o anterior Smilax divaricata Sol. ex H.C.Watson London J. Bot. iii. (1844) 608, por razões nomenclaturais, conforme aqui se pode consultar:
IPNI Plant Name Query Results
Supomos que esta bela espécie é um endemismo raro das Ilhas dos Açores, onde se pode encontrar na laurissilva, a exemplo da sua congénere madeirense que ontem foi publicada neste blog.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Smilax pendulina Lowe

Smilax pendulina Lowe (Madeira, 2004; foto: Sandra Mesquita)


Em recente viagem á Madeira vi levadas, que por terem rebentado, arrastaram partes significativas de encostas com laurissilva de til (Clethro arboreae-Ocoteetum foetentis) e lembrei-me entretanto desta planta. Tem sido referida em floras e outras publicações, como 'Smilax aspera', esta salsaparrilha da Madeira. É uma planta da laurissilva madeirense. São plantas geralmente inermes (sem espinhos), as folhas verde-claras, são baças ou com um brilho mate e ceroso e têm consistência sub-rígida, por vezes quase herbácea. Os frutos são avermelhado-claros quando completamente maduros, com ca. de 1,2 - 1,5 cm de diâmetro, de secção triangular-arredondada. Solicito agora o pequeno incómodo de confrontar os citados caracteres com uma descrição de S. aspera. Pode ser aqui na Flora iberica. Os deslizamentos na laurissilva resultam do encontro da perturbação gravitacional espontânea, das chuvadas catastróficas e de alguma irreflectida engenharia. Com muitas outras plantas, entre elas tis centenários, as derrocadas deste ano - algumas com largas dezenas de metros de extensão, arrastaram banais Smilax aspera ou endémicos S. pendulina? Julguem os leitores por si próprios , se nos serve uma taxonomia assim?