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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Salix atrocinerea Brot. (Salicaceae)

Para comemorarmos devidamente o Solstício de Verão, aqui fica um belo arbusto serrano: Salix atrocinerea Brot. (Salicaceae) - da Serra de Montemuro, pr. Gralheira, acima dos 1000 m, 3.V.2014.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Marchantia polymorpha L. (Marchantiaceae), com Salix atrocinerea Brot. (Salicaceae) e Nostoc aff. commune (Nostocaceae)




Para comemorarmos devidamente o actual Outono até agora bem chuvoso, aqui ficam alguns vegetais verdes que apreciam uma boa humidade:
Marchantia polymorpha L. (Marchantiaceae), com Salix atrocinerea Brot. (Salicaceae)  e ainda a bela cianobactéria Nostoc aff. commune (Nostocaceae), na foto do meio. Um pequeno exemplar de Salix atrocinerea (supomos ser esta espécie de salgueiro muito comum em Lu, como planta ruderal de sítios pelo menos periodicamente encharcados) está bem visível na última foto. São todas plantas que gostam muito de água e de locais encharcados. Fotos obtidas em Coimbra, X.2013.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Algumas considerações sobre o choupo-negro


Foto: Duarte Silva
O carácter autóctone do choupo-negro (Populus nigra) em Portugal sempre foi muito discutido, dificilmente havendo consenso entre os diversos especialistas. Em termos ecológicos, a sua estratégia de vida é completamente diferente da das árvores ripícolas com as quais convive no nosso território. Ecologicamente comporta-se como uma “árvore ruderal”, crescendo rapidamente e produzindo imensas sementes com uma capacidade de dispersão enorme. Rapidamente envelhece, sendo que um choupo-negro com cem anos é uma árvore velhíssima. Árvores com o freixo, o amieiro ou o lódão podem viver durante centenas de anos e comportam-se mais como especialistas no seu habitat, tendo uma grande capacidade para resistir a eventos extremos e ao stress ambiental causados por esses eventos. O habitat do choupo parece ser locais sujeitos a inundações catastróficas periódicas resultantes das chuvas invernais ou causadas por degelos repentinos na primavera. Na Península Ibérica, um dos poucos rios que apresenta essas características é o Ebro, e um estudo recente da variação do DNA cloroplastidial desta espécie (Cottrell et all., 2005) mostra que este rio foi um dos principais refúgios para esta espécie durante as glaciações. Se neste momento parece não existir dúvidas que o choupo-negro é autóctone da Península, resta saber se ele chegou ao nosso território através da migração natural, ou foi trazido pelo Homem.

domingo, 3 de abril de 2011

Um prado, algumas ovelhas e algumas árvores (Oleaceae, etc.)

















Não têm surgido posts neste blog, recentemente, por isso ocorreu-nos deixar aqui algo, hoje um pouco diferente do habitual.
Assim, postamos aqui hoje um prado ovelhoso, com diversas ovelhas:
Sheep - Wikipedia, the free encyclopedia
Existem também algumas árvores, que talvez os ilustres frequentadores deste blog possam identificar. Para além dos habituais Eucalyptus globulus Labill. (Myrtaceae) e Olea europaea L. (Oleaceae) -a oliveira- existem mais alguns exemplares de árvores que, embora fotografados a cerca de 1 km de distância, talvez sejam identificáveis!
Presumimos que também serão visiveis espécie de Quercus (género que inclui carvalhos, azinheiras e sobreiros) e Salix sp. (os salgueiros), para além de grandes gramíneas como Arundo sp.
Convém notar que as duas fotos aqui apresentadas foram obtidas em diversas épocas do ano: a de cima em Abril (Primavera) e a de baixo em Novembro (Outono).

Como sugestão musical, deixamos hoje a excelente Christina Pluhar e sua orquestra - e quem é que não aprecia uma verdadeira alma italiana?:
YouTube - Christina Pluhar, une âme italienne.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Salix retusa (Salicaceae)














Voltando à flora alpina, fica hoje aqui uma imagem do pequeno salgueiro anão Salix retusa L. (Salicaceae), acompanhado por uma Silene, que pensamos tratar-se da Silene acaulis (L.) Jacq.
= Cucubalus acaulis L. (Caryophyllaceae), também conhecida por «moss campion».
Este belo salgueiro costuma encontrar-se em sítios elevados (neste caso sobre dolomites) com vegetação quionófila da classe Salicetea herbaceae Braun-Blanq. 1948. Mais concretamente, pensamos que esta comunidade se poderá incluir na aliança Arabidion caeruleae Braun-Blanq. in Braun-Blanq. & H.Jenny 1926, pertencente à ordem Arabidetalia caeruleae Rübel ex Nordh. 1936, que inclui comunidades neutro-basófilas conforme se pode ver aqui.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Flores de salgueiro

Os salgueiros, i.e. as plantas do género Salix (fam. Salicaceae), têm indivíduos masculinos e femininos ... são dióicas, como nós.
As flores dos salgueiros estão organizadas inflorescências muito densas, necessariamente unissexuais, que levam o nome de amentos. Este tipo de inflorescência é muito frequente em árvores polinizadas pelo vento (anemófilas). Os amentos das Salicáceas são rígidos, em contrapartida, os seus ramos são muito flexíveis. As árvores de ramos rígidos, pelo contrário, geralmente possuem amentos mais flexíveis (e.g. Quercus). Ao serem agitados pelo vento os salgueiros-macho carregam os filetes de ar com pólen; as flores femininas exploram as massas de ar em busca de pólen. As flores são orgãos energeticamente muito caros. Por essa razão, as flores anemófilas são, regra geral, simples, despojadas, energeticamente baratas.
A floração dos salgueiros na Terra Fria está a acabar. Os amentilhos masculinos pronto tombarão no solo. As flores femininas preparam-se para se transformar em fruto e produzir sementes. É sempre assim.

Amento masculino de Salix atrocinerea (Salicaceae) «borrazeira-negra» (foto C.Aguiar)

Amento feminino de Salix atrocinerea (Salicaceae) «borrazeira-negra» (foto C.Aguiar)