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domingo, 19 de outubro de 2025
Psilotum nudum (L.) P. Beauv., Prodr. Aethéogam.: 112. 1805 (Psilotaceae, Psilotales, Ophioglossidae, Polypodiopsida, Pteridophytina)
Psilotum nudum (L.) P. Beauv., Prodr. Aethéogam.: 112. 1805 ≡ Lycopodium nudum L., Sp. Pl.: 1100. 1753 (Psilotaceae, Psilotales, Ophioglossidae, Polypodiopsida, Pteridophytina) (https://europlusmed.org/cdm_dataportal/taxon/7de7a5b7-c62f-44e5-98f3-4604ff9e99f2) in BL: Coimbra, planta subspontanea in horto botanico, 29TNE4950, alt. c. 80 m s. m., 18.X.2025.
sábado, 23 de agosto de 2025
Asplenium Ceterach L., Sp. Pl.: 1080 (1753) (Aspleniaceae, Polypodiales, Polypodiopsida)
Asplenium Ceterach L., Sp. Pl.: 1080 (1753) (Aspleniaceae, Polypodiales, Polypodiopsida) - in Coimbra (BL), alt. c. 100 m s. m., 23.VIII.2025.
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sábado, 20 de maio de 2023
domingo, 9 de abril de 2017
Asplenium Billotii F.W. Schultz (Aspleniaceae)
Pensamos que ainda aqui não tinha sido postado este feto: Asplenium Billotii F.W. Schultz (Aspleniaceae), que fotografámos hoje na BL: Lousã: Talasnal, 29TNE6538, alt. ca. 530 m.
Trata-se de um endemismo euro-mediterrânico e macaronésico, bastante comum em Portugal continental, que se pode encontrar sobretudo em fendas de rochas siliciosas, particularmente no Norte e Centro de Lu (http://flora-on.pt/#/1Asplenium+billotii).
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segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Filogenia das plantas terrestres atuais
E agora um ponto da situação da filogenia das plantas-terrestres atuais baseada em três artigos fundamentais: Liu et al. (2014) para os briófitos, Rothfels et al. (2015) para os fetos, e Wickett et al. (2014) para os licopodiófitos, gimnospérmicas atuais e angiospérmicas (excepto Ceratophyllaceae).
Alerto a vossa atenção para duas importante novidades: os Equisetum são o grupo basal do grande clado dos fetos; as monocotiledóneas divergiram antes das magnoliidas e clados subsequentes.
Está na altura de atualizar a taxonomia de plantas-terrestres que se ensina no nosso ensino secundário.
Nota: grupos parafiléticos entre aspas; os dois cladogramas são idênticos, um segue o sistema de classificação de Chase & Reveal (2009), no outro são usados nomes vernáculos.
Todos os reparos são bem-vindos.
Alerto a vossa atenção para duas importante novidades: os Equisetum são o grupo basal do grande clado dos fetos; as monocotiledóneas divergiram antes das magnoliidas e clados subsequentes.
Está na altura de atualizar a taxonomia de plantas-terrestres que se ensina no nosso ensino secundário.
Nota: grupos parafiléticos entre aspas; os dois cladogramas são idênticos, um segue o sistema de classificação de Chase & Reveal (2009), no outro são usados nomes vernáculos.
Todos os reparos são bem-vindos.
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quinta-feira, 17 de julho de 2014
Psilotum nudum (L.) P. Beauv. (Psilotaceae)
Há muito
tempo que não era aqui postado o Psilotum nudum (L.) P. Beauv., Prodr. Aethéogam.: 112. 1805 = Lycopodium nudum L. (Psilotaceae), que na Europa é bem pouco comum, pois apenas se tem encontrado
espontâneo no Sul de Espanha e na Geórgia, como planta adventícia.
(Christenhusz,
M. & Raab-Straube, E. von (2013): Polypodiopsida. – In: Euro+Med Plantbase
- the information resource for Euro-Mediterranean plant diversity))
Foi hoje
fotografado em Coimbra, alt. ca. 100 m, 29TNE4950, subespontâneo num vaso de barro e
prato de plástico.
O ilustre botânico J. Capelo já o encontrara antes
em Portugal, cultivado ou subespontâneo noutros locais (Lisboa e Madeira, por
ex.): http://plantas-e-pessoas.blogspot.pt/2009/07/plantas-primitivas.html
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Azolla pinnata subsp. africana (Azollaceae) e Marsilea coromandeliana (Marsileaceae)
O arroz é o alimento base dos guineenses.
Tradicionalmente o ciclo de arroz segue o ciclo das chuvas. Começa a chover em Maio-Junho. Em Outubro a convergência intertropical migra para sul, e começa a seca. Portanto em Junho mobilizam-se os canteiros nas bolanhas (terras-baixas) e fazem-se os viveiros. A plantação do arroz decorre em Julho-Agosto, e a colheita em Novembro.
Um dos segredos da produtividade do arroz nos trópicos está num dos dois fetos! desta foto:
Dois fetos salviniales: Azolla pinnata subsp. africana (Azollaceae) [flutuante de cor castanha] e Marsilea coromandeliana (Marsileaceae) [semelhante a um trevo de 4 folhas]
É que escondido nas folhas das azolas está um ser muito peculiar, uma bactéria azul-esverdeada, de nome Anabaena azollae. Este microscópico simbionte tem no seu arsenal bioquímico uma enzima muito especial, exclusiva de alguns poucos procariotas, a nitrogenase, que consegue quebrar a irredutível ligação tripla do azoto molecular atmosférico, reduzindo-o a amónia. O mais difícil fica feito porque qualquer planta é depois capaz de construir aminoácidos (as peças de lego das proteínas) juntando amónia a cadeias carbonadas, direta ou indiretamente, provenientes da fotossíntese.
A A. azollae fixa azoto; a azola cresce e reproduz-se; a azola morre; o azoto mineral entra no agroecossistema arrozal; o arroz absorve o azoto mineral, cresce e produz grão ... e as gentes alimentam-se.
Tradicionalmente o ciclo de arroz segue o ciclo das chuvas. Começa a chover em Maio-Junho. Em Outubro a convergência intertropical migra para sul, e começa a seca. Portanto em Junho mobilizam-se os canteiros nas bolanhas (terras-baixas) e fazem-se os viveiros. A plantação do arroz decorre em Julho-Agosto, e a colheita em Novembro.
Um dos segredos da produtividade do arroz nos trópicos está num dos dois fetos! desta foto:
Dois fetos salviniales: Azolla pinnata subsp. africana (Azollaceae) [flutuante de cor castanha] e Marsilea coromandeliana (Marsileaceae) [semelhante a um trevo de 4 folhas]
É que escondido nas folhas das azolas está um ser muito peculiar, uma bactéria azul-esverdeada, de nome Anabaena azollae. Este microscópico simbionte tem no seu arsenal bioquímico uma enzima muito especial, exclusiva de alguns poucos procariotas, a nitrogenase, que consegue quebrar a irredutível ligação tripla do azoto molecular atmosférico, reduzindo-o a amónia. O mais difícil fica feito porque qualquer planta é depois capaz de construir aminoácidos (as peças de lego das proteínas) juntando amónia a cadeias carbonadas, direta ou indiretamente, provenientes da fotossíntese.
A A. azollae fixa azoto; a azola cresce e reproduz-se; a azola morre; o azoto mineral entra no agroecossistema arrozal; o arroz absorve o azoto mineral, cresce e produz grão ... e as gentes alimentam-se.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Comemorando o Solstício de Inverno e o Natal (várias famílias)
Para comemorar devidamente o Solstício de Inverno (hoje) e o Natal (em breve), nada como apresentar algumas belas plantas que se apresentam actualmente em floração ou frutificação!
Assim, aqui ficam imagens das seguintes seis espécies, que podem, na sua maioria (exceptuando a Oxalis e a Pteris) surgir no seio dos carvalhais das classes de vegetação florestal Querco-Fagetea e Quercetea Ilicis:
Pteris vittata L., um feto pouco comum em Portugal (Pteridaceae);
Ilex aquifolium L., um fanerófito (Aquifoliaceae), o azevinho;
Arisarum simorrhinum Durieu, um geófito (Araceae);
Tamus communis L., um geófito (Dioscoreaceae);
Ruscus aculeatus L., um caméfito (Asparagaceae);
Oxalis pes-caprae L., um geófito, com capacidades invasivas (Oxalidaceae).
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sexta-feira, 27 de maio de 2011
Uma flor (Gentianaceae) e mais cinco espécies de bichos (Insecta)
Deixamos hoje aqui uma pequena gencianácea anual que gosta de locais calcários (calcícola):
Blackstonia perfoliata (L.) Huds., Fl. Angl. (Hudson) 146. 1762
= Gentiana perfoliata L., Sp. Pl. 1: 232. 1753 [1 May 1753]
= Chlora perfoliata (L.) L., Syst. Nat., ed. 12. 2: 267. 1767 [15-31 Oct 1767]
IPNI Plant Name Query Results
IPNI Plant Name Query Results
IPNI Plant Name Query Results
Blackstonia perfoliata - Wikipedia, the free encyclopedia,
assim como cinco belos insectos para eventual identificação pelos ilustres entomólogos que habitualmente por aqui passam - e aos quais ficam, desde já, os nossos sinceros agradecimentos!
Apesar da nossa profunda ignorância em relação ao fascinante mundo dos amigos de seis patas, pensamos estarem aqui representados duas borboletas (Lepidoptera), um coleóptero (Coleoptera), uma mosca (Diptera) e ainda uma colmeia de abelhas ou vespas (Hymenoptera).
O belíssimo coleóptero listado parece estar situado sobre a gramínea relativamente comum Agrostis curtisii Kerguélen, Lejeunia 75(Err. & Corr.): 1, nom. nov. 1975; Bull. Soc. Bot. France 123(5-6): 318, nom. 1976
IPNI Plant Name Query Results.
A borboleta de cima encontra-se sobre folhas secas do comum Pteridium aquilinum, feto já aqui divulgado neste blog:
Das plantas e das pessoas: Pteridium aquilinum (Dennstaedtiaceae),
enquanto que a borboleta de baixo surge pousada sobre a bela composta de distribuição eurasiática, macaronésica e mediterrânica
Pallenis spinosa (L.) Cass. in Cuvier, Dict. Sci. Nat. 37: 276. 1825
= Buphthalmum spinosum L., Sp. Pl. 2: 904. 1753 [1 May 1753]
(http://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameCache=Pallenis spinosa&PTRefFk=7000000)
IPNI Plant Name Query Results
IPNI Plant Name Query Results
E, porque esta versão nos parece particularmente excelente, aqui fica, mais uma vez, do genial A. Vivaldi:
YouTube - Vivaldi - Gloria: 1. Gloria in excelsis Deo - Trevor Pinnock - The English Concert
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Pteridium aquilinum (Dennstaedtiaceae)
Vamos hoje mostrar aqui uma das plantas mais comuns do Mundo: o belo feto Pteridium aquilinum (Linnaeus) Kuhn in Decken, Reisen Ost-Afrika. 3(3): 11. 1879 = Pteris aquilina Linnaeus, Sp. Pl. 2: 1075. 1753 (basiónimo)
Pteridium aquilinum in Flora of North America @ efloras.org,
também conhecido por "Adlerfarne" "Bracken", "fougère-aigle commune" ou "feto comum", entre muitas outras designações.
Numa das fotos, este feto tão comum aparece com dois exemplares da belíssima borboleta Zygaena trifolii Esper, 1783, da família Zygaenidae (Ordem Lepidoptera) Zygaena trifolii - Wikipedia, the free encyclopedia;
noutra das fotos surge acompanhado por uma Luzula (possivelmente a Luzula sylvatica (Huds.) Gaudin, Agrost. Helv. 2: 240 (1811) = Juncus sylvaticus Huds. Fl. Angl. (Hudson) 132. 1762 (basiónimo), monocotiledónea que pertence à família das Juncáceas e que se pode encontrar aqui: IPNI Plant Name Query Results e aqui: http://www.floraiberica.es/floraiberica/texto/pdfs/17_172_02_Luzula.pdf);
na outra foto, surge sob a cobertura de um pinhal de Pinus pinaster Aiton, Hort. Kew. 3: 367. 1789, árvore bem conhecida que se pode encontrar por exemplo aqui: Pinus pinaster in Flora of China @ efloras.org e aqui: Maritime Pine - Wikipedia, the free encyclopedia.
Este feto extraordinário, que se encontra sobretudo no Hemisfério Norte, forma clones que podem viver 1400 anos e produz toxinas que podem afectar as plantas vizinhas (Mabberley's Plant-Book, 2008: 714).
Sobrevive bem aos incêndios que tantas vezes destroem as outras espécies e desenvolve-se particularmente bem em locais frescos e chuvosos como as montanhas e os bosques.
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Psilotum nudum e Ophioglossum lusitanicum (Psilotaceae, Ophioglossaceae)
Vamos hoje publicar aqui duas maravilhas criptogâmicas de Outono, ambas pertencentes à classe Psilotopsida:
Psilotum nudum (Linnaeus) Palisot de Beauvois, Prodr. Aethéogam. 106, 112. 1805.
= Lycopodium nudum Linnaeus, Sp. Pl. 2: 1100. 1753,
como aqui se pode ver: Psilotum nudum in Flora of North America @ efloras.org.
Este pteridófito invulgar, de distribuição tropical, pertence à família Psilotaceae e à ordem Psilotales.
Ophioglossum lusitanicum L., Sp. Pl. 2: 1063. 1753 [1 May 1753]
IPNI Plant Name Query Results
Este pequeno pteridófito é espontâneo entre nós: "Habitat in Lusitania", já dizia o grande Lineu (loc. cit.), e pertence à família Ophioglossaceae e à ordem Ophioglossales.
E para acompanhar estas duas beldades extraordinárias, aqui fica música apropriada:
YouTube - Handel : Zadok the Priest, coronation anthem No. 1(HQ)
do grande compositor Georg Friedrich Händel George Frideric Handel - Wikipedia, the free encyclopedia
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segunda-feira, 1 de março de 2010
Selaginella denticulata (Selaginellaceae)
Para abrir o mês de Março em beleza, ficam aqui três imagens da Selaginella denticulata (L.) Spring, Flora 21(10): 149. 1838 [14 Mar 1838] = Lycopodium denticulatum L., Sp. Pl. 2: 1106. 1753 [1 May 1753] - nomes que se podem consultar aqui: IPNI Plant Name Query Results.
Na foto de baixo, a selaginela aparece na companhia de um belo líquen (ou fungo?) de botões vermelhos, num local arenítico; na segunda e na primeira fotos, provenientes de calcários do CW. calc., a selaginela aparece na simpática companhia de Sedum album L. (Crassulaceae) e de Narcissus calcicola Mendonça (Amaryllidaceae), já na fase de frutificação.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Huperzia selago (Lycopodiaceae)
Ainda mais um licopódio: Huperzia selago (L.) Bernh. ex Schrank & Mart. = Lycopodium selago L. (basiónimo): ambos os nomes são igualmente legítimos, sendo o primeiro adoptado na maioria das floras recentes e o segundo adoptado por ex. por Greuter & Burdet (Med-Checklist vol. 1, 1984).
Esta foto é açórica, proveniente da bela e extraordinária Ilha do Pico.
Segundo os mestres fitossociólogos, pode encontrar-se em vegetação da ordem Vaccinio microphylli-Juniperetalia nanae Rivas Martínez & Costa 1998, pertencente à classe Vaccinio myrtilli-Piceetea abietis Braun-Blanq. in Braun-Blanq., G.Sissingh & Vlieger 1939, de florestas de Coníferas acidófilas circumboreais, em solos oligotróficos.
Esta erva tão peculiar era colhida com ceremonial religioso pelos druidas, na antiguidade (de acordo com a Flora iberica vol. I, 1986).
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Diphasiastrum maderense (Lycopodiaceae)
Na sequência do último post do ZG, trago hoje uma licopodiácea endémica da Madeira e dos Açores.
Imito de alguma maneira o CR9. Não encontro outra forma de expressar o meu pesar pela imensa tragédia se abateu sobre a Ilha da Madeira no passado sábado!
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Lycopodiella cernua (Lycopodiaceae), Polytrichum sp. (Polytrichaceae) e Sphagnum sp. (Sphagnaceae)
Depois de quatro maravilhosas crucíferas precoces estremadurenses, ficam aqui três criptogâmicas açóricas, da fantástica Ilha Terceira, que também são bem interessantes (as fotos são provenientes de um local aromaticamente sulfuroso):
Lycopodiella cernua (L.) Pichi-Sermolli (=Palhinhaea cernua (Linn.) Franco et Vasc. = Lycopodium cernuum L., basiónimo), um licopódio considerado pantropical (da família Lycopodiaceae, classe Lycopodiopsida), cujos principais nomes vernáculos são "pinheirinho", "musgão" e "musgo do mato";
Polytrichum sp., um belo musgo quase vascular, já referido neste blog (do género Polytrichum Hedw., família Polytrichaceae e classe Polytrichopsida);
e ainda Sphagnum sp., o famoso musgo das turfeiras (do género Sphagnum L., pertencente à família Sphagnaceae e à classe Sphagnopsida).
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Comunidades de paredes ressumantes do SW Alentejano
Nas escarpas litorais com águas ressumantes organiza-se umas das comunidades de plantas mais notávies do SW Alentejano. Recentemente, um grupos de fitossociólogos, encabeçados pelo Prof. Carlos Neto da Fac. Letras da Univ. Cl. de Lisboa, descreveu esta comunidade sob o nome Didymodon spadicei-Adiantetum capilli-veneris (classe Adiantetea).
O Didymodon-Adiantetum capilli-veneris é dominado pelo feto Adiantum capillus-veneris «avenca». Acompanha este feto um leque variado de espécies onde se destacam, entre outras, o Samolus valerandi e o Isolepis setacea(= Scirpus setaceus).
Samolus valerandi (Theophrastaceae). Planta recentemente transferida para a família Theophrastaceae, comum nos solos temporariamente encharcados do litoral centro e sul.
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Isolepis setacea (Cyperaceae). Uma das plantas mais frequentes nas comunidades de solos temporariamente encharcados um pouco por todo o Portugal Continental
Nas comunidades de escarpas ressumantes litorais do SW Alentejano é comum um Plantago coronopus perene, de folhas crassas (gordas) dentadas no ápice que o Prof. João do Amaral Franco designou por P. coronopus subsp. occidentalis. Este táxone é dificilmente sustentável porque são frequentes morfologias intermédias entre ele e as formas continentais de P. coronopus. Vi plantas semelhantes a estas nas arribas litorais da Ilha de S. Miguel.
Ecótipo litoral de Plantago coronopus (Plantaginaceae).
[Fotos C. Aguiar]
terça-feira, 21 de julho de 2009
Plantas primitivas
Figura2. Psilotum nudum (foto: J.Capelo, 2009 no Jardim Botânico de Leiden, Holanda)
Esta planta fui-a encontrando de vez em quando. Vi a primeira numa exposição permanente do Museu, Laboratório e Jardim Botânico de Lisboa, num pavilhão que reconstroi o ambiente vegetal do Secundário, de forma agradavelmente ingénua e com objectivos didácticos (bem haja a quem montou a exposição, certamente já há vários anos e lá pôs o Psilotum nudum!). Talvez ainda lá esteja, com os seus dinossaurios pintados na parede...
Depois, no campo, vi-a em Moçambique numas rochas riolíticas junto á conhecida cascata da Namacha, assim que pús os pés fora do carro (houve uma telenovela que tinha muitas cenas nesta cascata). O encontro mais curioso foi num vaso no campus da Universidade da Madeira e ninguém fazia a mínima ideia de como lá foi parar.
Depois fui-a vendo em jardins botânicos, não é assim tão difícil de encontrar. A figura 2 é uma foto tirada no Jardim Botânico de Leiden, há 15 dias.
Gosto tanto desta planta.
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