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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Pinus Pinea L. - Moura, 23.V.2019

Pinus Pinea L. - Moura, 23.V.2019.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Pinus Pinaster Aiton (Pinaceae, Pinales, Pinopsida)

Pinus Pinaster Aiton (Pinaceae, Pinales, Pinopsida) - in Caramulo (BA), alt. c. 800 m s. m., 10.VI.2000.

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Pinus Pinaster Aiton (Pinaceae, Pinales, Pinopsida)

Pinus Pinaster Aiton (Pinaceae, Pinales, Pinopsida, Pinophyta), in Coimbra, Eiras, 29TNE4855, alt. ca. 55 m, 16.X.2024.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Scleroderma citrinum (Sclerodermataceae) e outras plantas
















Com os nossos votos de um santo Natal de 2011 e um próspero Ano 2012, para todos os nossos leitores e camaradas blogueiros, trazemos aqui o belíssimo cogumelo Scleroderma citrinum Pers., Syn. meth. fung. (Göttingen) 1: 153 (1801) (Sclerodermataceae, Boletales, Agaricomycetidae, Agaricomycetes, Basidiomycota, Fungi)
(http://www.speciesfungorum.org/Names/GSDSpecies.asp?RecordID=181865),
que encontrámos em 22 de Maio de 2003, num pinhal bravo de Pinus Pinaster (Pinaceae) com vegetação arbustiva baixa acidófila da classe Calluno-Ulicetea, incluindo Agrostis Curtisii (Gramineae), Calluna vulgaris (Ericaceae), Halimium alyssoides (Cistaceae), Monotropa Hypopitys (Ericaceae), Ulex minor (Leguminosae) ... no conc. de Moimenta da Beira, pr. de Alva.


E como Vénus traz a Paz e Júpiter traz a Alegria, e ambos brilham intensamente no céu, nesta noite de Natal, aqui ficam:
http://www.youtube.com/watch?v=oKvG0RU4_fI
http://www.youtube.com/watch?v=Nz0b4STz1lo
http://en.wikipedia.org/wiki/The_Planets

sábado, 15 de janeiro de 2011

Cedrus libani e mais alguns amigos (Pinaceae)



















Trazemos aqui hoje a grande e bela árvore Cedrus libani A.Rich. = Abies cedrus (L.) Poir. = Pinus cedrus L. = Larix cedrus (L.) Mill. = Peuce cedrus (L.) Rich. = Cedrus libanotica Link, que possui muitos nomes, como aqui se pode consultar:
Cedrus libani A.Rich. — The Plant List.
Mais misteriosa é a identidade dos pequenos amiguinhos fotografados no mesmo local, uma bela floresta de cedros (cedral) situada no sul da grande península (ou microcontinente) que é a Anatólia.
Se algum dos ilustres leitores deste blog os puder identificar, antecipadamente, aqui ficam os nossos humildes agradecimentos.
Também existem excelentes bosques de cedros noutros locais: nas montanhas de Marrocos, com Cedrus atlantica (Endl.) Manetti ex Carrière = Pinus atlantica Endl. = Cedrus libani subsp. atlantica (Endl.) Batt. & Trab. = Abies atlantica (Endl.) Lindl. & Gordon
Cedrus atlantica (Endl.) Manetti ex Carrière — The Plant List;
assim como na região dos Himalaias: Cedrus deodara (Roxb. ex Lamb.) G.Don = Abies deodara (Roxb. ex Lamb.) Lindl. = Larix deodara (Roxb. ex Lamb.) K.Koch = Cedrus indica Chambray, entre outras designações, como aqui se pode confirmar: Cedrus deodara (Roxb. ex Lamb.) G.Don — The Plant List.

Como acompanhamento musical para estas beldades, vamos sugerir uma gravação verdadeiramente histórica do prelúdio do III acto de Lohengrin, de Richard Wagner, dirigida pelo grande maestro Arturo Toscanini:
YouTube - Lohengrin: Prelude Act III -- Arturo Toscanini/NBC Symph

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sinapis arvensis (Brassicaceae)

No passado mês de Junho, num leito de cheias cascalhento de um pequeno rio transmontano, longe de tudo e de todos, herborizei esta planta:

«A linha de água está pouco perturbada e as encostas sobranceiras revestidas por abundantes azinhais climácicos. A planta deve ser rara!», pensei então. Entusiasmado, corri para o herbário; segui as chaves das Floras e observei ao pormenor os meus exemplares herbário de brassicáceas com frutos compridos (silíquas). O resultado era sempre o mesmo. «Não pode ser! O sítio é perfeito para plantas invulgares!». Recusei-me a aceitar. Enviei uma foto a um amigo botânico; o veredicto foi rápido e claro: Sinapis arvensis, a mais do que frequente mostarda-dos-campos. Que desilusão! Não tinha, afinal, encontrado uma espécie nova para Trás-os-Montes, e muito menos para Portugal.

Este relato pequenino pouco interesse tem; não chega sequer para um blogue descomprometido de divulgação botânica. Porém estimula a imaginação, oferece uma razão para recuperar, ainda brevemente, uma das especulações preferidas  da comunidade fitossociológica: na paisagem pristina, há mais de 5000 anos, qual era o habitat das espécies que hoje preenchem os nossos campos e matos? Por outras palavras: Onde estavas tu, planta daninha, arbusto enfadonho, antes do Neolítico?
Estas dúvidas não têm uma resposta simples e objectiva. Vai-se especulando, vai-se cambiando de ideias com novas observações, com pequenas epifanias. Cada planta é um caso, e um caso por natureza insolúvel.
De qualquer modo, a dita Sinapis arvensis (Brassicaceae), o Pinus pinaster (Pinaceae) «pinheiro-bravo» e o Cistus ladanifer (Cistaceae) «esteva» numa escapa, a Erica australis (Ericaceae) «urze-vermelha» encavalitada numa crista quartzítica, a Spergula arvensis (Caryophyllaceae) que germina às primeiras chuvas num mato recentemente ardido ou o Cynodon dactylon (Poaceae) «grama» a perfurar um exíguo mouchão de areias acumulado nas margens de um rio de montanha, estas e muitas outras plantas, fazem-me suspeitar da sua raridade, ou, pelo menos, infrequência nas paisagens pristinas.
O Neolítico, a agricultura, alterou a ordem das coisas: o que era raro volveu abundante e o comum incomum. Com muitas excepções, suponho.
A conservação da natureza, como muito bem dava a entender o Luís Moreira num comentário a este post, está impregnada pelos modelos de paisagem das sociedades orgânicas tradicionais, que sobreviviam, mal, muito mal, a malhar nos ecossistemas naturais, numa luta diária para recuperar ou colher o átomo de azoto e de fósforo e com ele fazer a seara e a horta, e compensar à justa a enorme despesa energética dos corpos retorcidos pela enxada e pela gadanha.
Este referencial em cima do qual raciocinamos a conservação da natureza, no fundo, esta ideologia, não parece lá muito lógica.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Pteridium aquilinum (Dennstaedtiaceae)






















Vamos hoje mostrar aqui uma das plantas mais comuns do Mundo: o belo feto Pteridium aquilinum (Linnaeus) Kuhn in Decken, Reisen Ost-Afrika. 3(3): 11. 1879 = Pteris aquilina Linnaeus, Sp. Pl. 2: 1075. 1753 (basiónimo)
Pteridium aquilinum in Flora of North America @ efloras.org,
também conhecido por "Adlerfarne" "Bracken", "fougère-aigle commune" ou "feto comum", entre muitas outras designações.
Numa das fotos, este feto tão comum aparece com dois exemplares da belíssima borboleta Zygaena trifolii Esper, 1783, da família Zygaenidae (Ordem Lepidoptera) Zygaena trifolii - Wikipedia, the free encyclopedia;
noutra das fotos surge acompanhado por uma Luzula (possivelmente a Luzula sylvatica (Huds.) Gaudin, Agrost. Helv. 2: 240 (1811) = Juncus sylvaticus Huds. Fl. Angl. (Hudson) 132. 1762 (basiónimo), monocotiledónea que pertence à família das Juncáceas e que se pode encontrar aqui: IPNI Plant Name Query Results e aqui: http://www.floraiberica.es/floraiberica/texto/pdfs/17_172_02_Luzula.pdf);
na outra foto, surge sob a cobertura de um pinhal de Pinus pinaster Aiton, Hort. Kew. 3: 367. 1789, árvore bem conhecida que se pode encontrar por exemplo aqui: Pinus pinaster in Flora of China @ efloras.org e aqui: Maritime Pine - Wikipedia, the free encyclopedia.
Este feto extraordinário, que se encontra sobretudo no Hemisfério Norte, forma clones que podem viver 1400 anos e produz toxinas que podem afectar as plantas vizinhas (Mabberley's Plant-Book, 2008: 714).
Sobrevive bem aos incêndios que tantas vezes destroem as outras espécies e desenvolve-se particularmente bem em locais frescos e chuvosos como as montanhas e os bosques.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Distinguir Pinus (Pinaceae)

Os pinheiros mais frequentes em Portugal são fáceis de distinguir. Normalmente servimo-nos de caracteres simples para uma identificação positiva. O Pinus pinaster «pinheiro-bravo» tem pinhas grandes de escudo mucronado [com um pico]; o P. sylvestris «pinheiro-silvestre» apresenta um ritidoma [casca] alaranjado; o P. nigra subsp. laricio «pinheiro-larício» tem agulhas e pinhas mais pequenas que as do pinheiro-bravo, e ritidoma cinzento; a copa do P. pinea «pinheiro-manso» é arredondada, assemelhando-se a um guarda-chuva; as pinhas de P. halepensis «pinheiro-de-halepo» são marcescentes [ficam retidas na copa por muitos anos].

P. pinea e P. nigra subsp. laricio. O primeiro é indígena de Portugal, o segundo habita originalmente a Córsega, a Sicília e a Calábria.

A características dos gomos apicais durante o período de repouso vegetativo são uma forma alternativa e muito útil de os distinguir. Três exemplos:

Gomos de P. pinaster «pinheiro-bravo», P. pinea «pinheiro-manso» e P. nigra subsp. laricio «pinheiro-larício». No P. pinaster os catáfilos são revolutos [revirados para baixo], ao contrário dos de P. pinea e P. nigra subsp. laricio. Os gomos de P. nigra subsp. laricio são resinosos.

sábado, 16 de outubro de 2010

Abies nordmanniana (Pinaceae) e Pinus pinaster (Pinaceae)

Como referi no post anterior (vd. aqui), muitos géneros de pináceas apenas têm macroblastos, i.e. ramos longos de crescimento indeterminado. Um exemplo:
Abies nordmanniana (Pinaceae), um abeto de extraordinário efeito ornamental proveniente do Cáucaso. N.b. que no ramo fotografado se identificam três segmentos, da direita para esquerda, respectivamente, com 3, 2 e 1 anos.

Outros, como o Cedrus representado no post anterior, juntam macro e braquiblastos.

Os Pinus também possuem macroblastos [ramos normais] e braquiblastos [raminhos curtos, aliás muito curtos]. Nos braquiblastos inserem-se fascículos de folhas aciculares [agulhas] verdes, envolvidas, na base, por um número variável de catáfilos [folhas escamiformes, curtas e rijas, com função de protecção].

 Braquiblasto de Pinus pinaster com duas folhas aciculares (como os demais Pinus indígenas de Portugal)

Os braquiblastos, por sua vez, inserem-se na axila de folhas escamiformes sem clorofila (um braquiblasto por folha escamiforme). A queda dos braquiblastos deixa uma pequena cicatriz na superfície dos macroblastos.
A B
 Macroblastos de Pinus pinaster (Pinaceae). N.b. em A braquiblastos inseridos na axila de uma folha escamiforme sem clorofila e em B folhas escamiformes após a queda dos braquiblastos.

A morfologia dos Pinus é fantástica!

domingo, 10 de outubro de 2010

Cedrus atlantica (Pinaceae)

Duas fotos outonais de Cedrus atlantica (Pinaceae):

Estróbilos [estruturas reprodutivas; cones] masculinos. Cada uma das escamas que constituem os cones masculinos tem dois sacos polínicos.

 Estróbilos femininos maduros [pinhas]. Estes estróbilos foram polinizados no ano anterior: nas gimnospérmicas a polinização, a fecundação e a libertação das sementes são muito espaçadas no tempo, podem demorar até dois anos.


O Cedrus atlantica é uma árvore monumental de origem norte-africana [Montes Atlas], certamente conhecida de muitos dos leitores deste blogue. O valor ornamental destas variedades de folhas glaucas [azuladas] é inegável.
Reparem em dois aspectos morfológicos característicos do género Cedrus: pinhas erectas [viradas para cima], que se desfazem na árvore quando maduras; folhas organizadas em braquiblastos [ramos curtos de crescimento determinado, semelhantes a pequenos penachos]. Saber reconhecer a presença de braquiblastos é essencial para distinguir os géneros de pináceas. Cedrus, Pinus e Larix têm braquiblastos; Pseudotsuga, Picea e Abies, não. Como se distinguem os braquiblastos e os macroblastos em Pinus será o tema do próximo post.