Mostrar mensagens com a etiqueta Jardins botânicos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jardins botânicos. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 11 de setembro de 2024
terça-feira, 15 de março de 2016
Muscari neglectum Ten. (Asparagaceae)
Faltam apenas 5 dias para o Equinócio de Primavera! - para comemorar a vinda da nossa prima favorita, aqui fica uma beldade que encontrámos em flor num canteiro do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, 29TNE4950, alt. ca. 75 m, no muro calcário que separa o Quadrado Central da Alameda Central, em 5.III.2016: Muscari neglectum Ten. (Asparagaceae).
Etiquetas:
Asparagaceae,
Jardins botânicos,
Plantas cultivadas,
Plantas ornamentais
domingo, 19 de julho de 2009
DOIS JARDINS
Figura 1. Frontispício do horto botânico de Carolus Clusius em Leiden, na Holanda (J. Capelo, 2009).
Figura 3. Placa explicativa mostrando a posição das plantas na árvore filogenética APGII (J. Capelo, 2009)
O Jardim Botânico de Leiden, nos Países Baixos, para além de numerosas colecções de plantas e da actividade de investigação que suporta, tem duas secções que representam dois extremos, certamente significativos, na história da Sistemática das plantas superiores. Um deles é uma reconstituição in situ do horto botânico de Charles de l'Écluse (1526-1609), ou Carolus Clusius na forma de epítome latino. Terá sido, com intenções conscientemente científicas, um dos primeiros, senão o primeiro jardim botânico do Mundo (figura 1).
Sobre a grande importância deste botânico flamengo quinhentista não direi mais, pois justificaria mais que um simples post. Podem os leitores do blogue ver aqui um resumo biográfico. Diga-se apenas, que uma das obras que lhe grangeou fama foi Aromatum et simplicium aliquot medicamentorum apud indos nascentium historia de 1566. Trata-se, nada menos, que uma tradução para latim dos 'Colóquios' (*) de Garcia de Orta, publicado em Goa em 1563, um dos primeiros tratados científicos de botânica acerca de flora não-europeia.
No outro extremo, está a secção do jardim dedicada à Evolução através de um conjunto de canteiros organizado de acordo com o APGII (Angiosperm Phylogeny Group), que como se sabe, constitui a mais consensual e actualizada categorização filogenética das famílias de angiospérmicas. O sistema de classificação APG II representa a síntese do maior número de dados taxonómicos, incluindo marcadores moleculares, alguma vez conseguida (figura2). O artigo do APG II System está aqui, para os leitores mais interessados.
O mais interessante, é que os canteiros representando as ordens estão devidamente acompanhados por paineis explicativos onde a posição na árvore filogenética global é salientada e os aspectos gerais do grupo são resumidos (figura 3).
Ainda procurei a Amborella trichopoda, tida como a angiospérmica viva mais primitiva: aquela mais próxima da 'raiz' da árvore filogenética... mas não estava lá.
(*) Cujo nome completo é: Colóquios dos simples e drogas he cousas medicinais da Índia e assi dalgũas frutas achadas nella onde se tratam algũas cousas tocantes a medicina, pratica, e outras cousas boas pera saber.
Subscrever:
Mensagens (Atom)