domingo, 22 de setembro de 2024
Acerca da "Floresta-Relíquia" do Bussaco
segunda-feira, 27 de novembro de 2023
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Notas de uma viagem a Portugal através de França e Espanha
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
O fogo e a paisagem
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
As montanhas e o fogo
sábado, 7 de novembro de 2009
Três notas sobre o castanheiro (Castanea sativa, Fagaceae) III
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Serra de Montesinho vrs. Serra de Nogueira III
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Serra de Montesinho vrs. Serra de Nogueira II
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Serra de Montesinho vrs. Serra de Nogueira I
terça-feira, 2 de junho de 2009
Vinhas do Sabor
domingo, 31 de maio de 2009
Paisagem vegetal transmontana no início do séc. XIX
A primeira fonte objectiva de informação sobre a paisagem sobre a paisagem vegetal de Trás-os-Montes é o “Voyage en Portugal, par le Conte de Hoffmansegg” escrito por J. Link e publicado em 1805. Este livro descreve a viagem realizada em Trás-os-Montes pelo botânico prussiano conde de Hoffmansegg no ano de 1800.
Transcrevo, apenas, duas referências a Mirandela (traduzidas do francês) que revelam uma paisagem mais intensivamente "utilizada" do que a de hoje:
"[no limite norte da Cova de Mirandela] todos os lados das montanhas são cultivados até ao cume”;
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Paisagem vegetal transmontana no séc. XVI
O Doutor João de Barros, um erudito quinhentista pioneiro da história e da gramática portuguesa, visitou Trás-os-Montes em 1547. Na sua “Geographia d’entre Douro e Minho e Tras-os-Montes”, provavelmente datado de 1549, oferece-nos uma das primeiras descrições da paisagem transmontana. Transcrevo três passagens daquele texto que corroboram a hipótese de uma desflorestação do interior de Portugal continental francamente mais precoce do que é geralmente admitido.
“Estendese esta comarca de Traslosmontes des Galiza athe o Douro e he muito montuosa e monte e terras àsperas”.
”Os monte dali [terras de Mirandela e Lamas] são muito suaves, cheios de alecrim, rosmaninho, ruda, macella, manjerona, dormideiras e outras eruas cheirosas, e muito pouco tempo ha que ali se plantàrão as primeiras oliveiras e agora ha muito azeite na terra."
“Esta terra [Vale da Vilariça] tem mais pombas e pombais que entre Douro e Minho, e a causa he porque as muitas aruores dantre Douro e Minho as segigão em ellas os Gauioens, Açores e outras aves de rapina lhe fasem muito dano, o que não fazem tanto em Traslosmontes, que ha menos aruores.”