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sábado, 29 de setembro de 2012

Heterocentron elegans (Schlecht.) Kuntze (Melastomataceae)


Depois de termos aqui apresentado uma Melastomatácea, nada como postar uma segunda, desta vez sem quaisquer dúvidas acerca da identidade da planta, que foi fotografada no Jardim Botânico de Berlim, em 6.VI.2004:
Heterocentron elegans (Schlecht.) Kuntze, Revis. Gen. Pl. 1: 247. 1891 [5 Nov 1891]
= Heeria elegans Schltdl. (basiónimo)
Trata-se de uma planta subarbustiva neotropical, originária do México.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Tibouchina urvilleana (DC.) Cogn. (Melastomataceae)






Para comemorar a chegada do Outono, deixamos aqui algumas imagens de uma bela planta ornamental fotografada ontem (26.IX.2012), a qual presumimos tratar-se de uma espécie arbustiva cultivada de rododendro, que não será, contudo, talvez das mais habituais entre nós.

 Trata-se afinal da belíssima espécie arbustiva sul-americana (brasileira) conhecida por "planta princesa":

Tibouchina urvilleana (DC.) Cogn., Fl. Bras. (Martius) 14(3): 358. 
= Lasiandra urvilleana DC., Prodr. [A. P. de Candolle] 3: 130. 1828 [mid Mar 1828] (basiónimo) (http://www.ipni.org/ipni/idPlantNameSearch.do?id=569376-1)
O género Tibouchina Aublet inclui cerca de 350 espécies de plantas neotropicais , pertencentes à grande família Melastomataceae ou, alternativamente, Melastomaceae (http://en.wikipedia.org/wiki/Tibouchina).

Algum dos ilustres frequentadores dest blog poderá, sem dúvida, trazer mais alguma luz à questão de saber qual a verdadeira identidade deste belo arbusto de porte elevado (mais de 2 metros).

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Mandevilla splendens (Hook. f.) Woodson (Apocynaceae)





 Mais uma excelente beldade ornamental de origem neotropical sul-americana:
 Mandevilla splendens (Hook.f.) Woodson, Ann. Missouri Bot. Gard. 20: 707. 1933 




uma liana (fanerófito escandente) indígena ou endémica do Brasil, fotografada à noite, numa varanda, numa noite de Verão (10.IX.2012).


domingo, 9 de setembro de 2012

Passiflora "Coral Glow" (Passifloraceae)


Estamos em Setembro - o Verão quente de 2012 prossegue - e não tem havido por aqui muitos posts, por isso mostramos hoje duas fotos nocturnas de uma bela planta ornamental - uma passiflora, flor da paixão ou maracujá, da família exótica predominantemente tropical das Passifloráceas - cuja espécie desconhecemos...

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Oxalis latifolia Kunth (Oxalidaceae)



Trazemos hoje aqui três fotos de uma bela Oxalis (Oxalidaceae) exótica ornamental subespontânea em Portugal, cuja identificação específica não sabemos precisar de momento... Foi fotografada em 28.VIII.2012 e trata-se, evidentemente, de uma planta ruderal, que encontrámos nas fendas de uma calçada citadina de natureza predominantemente calcária, ao que supomos.

domingo, 27 de novembro de 2011

Aristolochia gigantea (Aristolochiaceae)

Ao ler um dos últimos posts do ZG lembrei-me de uma outra curiosa e sugestiva trepadeira do género Aristolochia, de origem brasileira, que em tempos fotografei no Jardim Botânico do Funchal.
Aqui está ela:

Aristolochia gigantea

O brasileiros chamam-lhe papo-de-perú; faz sentido. Como muitas outras Aristolochia é polinizada por moscas e liberta, por isso, um odor desagradável.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Verbena bonariensis (Verbenaceae) e Oenothera stricta (Onagraceae)


















Numa recente excursão açórica, encontrámos algumas belas plantas plantas exóticas, das quais vamos aqui postar duas espécies predominantemente ruderais, pertencentes a duas famílias diferentes:
Verbena bonariensis L., Sp. Pl. 1: 20. 1753 [1 May 1753] (Verbenaceae), que é originária das regiões quentes da América do Sul:
IPNI Plant Name Query Results
Verbena bonariensis - Wikipedia, the free encyclopedia

e Oenothera stricta Link, Enumeratio plantarum horti regii berolinensis altera 1 1821 (Onagraceae)
IPNI Plant Name Query Results
Oenothera - Wikipedia, the free encyclopedia

Como acompanhamento musical, vamos hoje sugerir a belíssima "Echo Beach", de Martha and the Muffins:
YouTube - Martha & The Muffins - Echo Beach

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ochna multiflora (Ochnaceae)















Ainda não tinha surgido aqui nenhuma ocnácea, por isso pensámos em suprir essa falta: aqui fica a belíssima Ochna multiflora DC. in Ann. Mus. Par. xvii. (1811) 412 (IPNI Plant Name Query Results)
Esta planta tão ornamental tem origem africana, podendo encontrar-se no Centro e Sul do dito continente. Dentro da família Ochnaceae, pertence à subfamília Ochnoideae e à tribo Ochneae, como aqui se pode confirmar: Ochna multiflora information from NPGS/GRIN.
A família Ochnaceae, predominantemente lenhosa, pertence à classe Magnoliopsida e à ordem Malpighiales, incluindo cerca de 30 géneros e 450 espécies, de distribuição maioritariamente tropical, com especial abundância no Brasil (Mabberley's Plant-Book, 2008: 594).

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Anacardium occidentale (Anacardiaceae) «cajueiro»

O Miguel Porto ofereceu-nos num comentário recente um extraordinário excerto do Sertões de Euclides da Cunha. Tamanha é a graça e a substância do texto que não resisto em transcrevê-lo, fazendo-o acompanhar de imagens do Anacardium occidentale, um parente chegado do dulcérrimo Anacardium humile, o cajuzinho-do-cerrado citado por Euclides da Cunha.

«Vêem-se numerosos aglomerados em capões ou salpintando, isolados, as macegas, arbúsculos de pouco mais de metro de alto, de largas folhas espessas e luzidias, exuberando floração ridente em meio da desolação geral. São os cajueiros anões, os típicos anacardia humilis das chapadas áridas, os cajuís dos indígenas. Estes vegetais estranhos, quando ablaqueados em roda, mostram raízes que se entranham a surpreendente profundura. Não há desenraizá-los. O eixo descendente aumenta-lhes maior à medida que se escava. Por fim se nota que ele vai repartindo-se em divisões dicotômicas. Progride pela terra dentro até a um caule único e vigoroso, embaixo.
Não são raízes, são galhos. E os pequeninos arbúsculos, esparsos, ou repontando em tufos, abrangendo às vezes largas áreas, uma árvore única e enorme, inteiramente soterrada.
Espancado pelas canículas, fustigado dos sóis, roído dos enxurros, torturado pelos ventos, o vegetal parece derrear-se aos embates desses elementos antagônicos e abr
oquelar-se daquele modo, invisível, no solo sobre que alevanta apenas os mais altos renovos da fronde majestosa.»



Flores de Anacardium occidentale (Anacardiaceae) «cajueiro». O centro de origem desta espécie situa-se no NE Brasileiro; no Brasil o cajueiro além de ser cultivado para a produção de fruto, é muito frequente como árvore de arruamento

Frutos de Anacardium occidentale (Anacardiaceae) «cajueiro». N.b. no género Anacardium o pecíolo do fruto, a "maçã-do-caju", é carnudo e doce; o fruto (inc. semente) é reniforme e conhecido por castanha; o conteúdo da castanha em verde corrói a pele, não façam como eu que por ignorância trinquei uma e queimei metade do lábio inferior; a semente processada de A. occidentale é a apreciada castanha-de-caju; a tecnologia da castanha-de-caju envolve a extracção do pecíolo carnudo (muito usado em sumos), a secagem ao ar, a torrefacção ou cozedura sob pressão, e a descasca do fruto (reduzido a uma tona não comestível) [fotos CA]

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"Das plantas e das pessoas", primeiro aniversário

O "Das plantas e das pessoas" faz hoje um ano, e cento e setenta e cinco posts.
Para comemorar: girândolas de flores de Paepalanthus (Eriocaulaceae) ...


Paepalanthus sp. (Eriocaulaceae), um exemplo formidável de uma família de plantas com flor de óptimo tropical, não representada na flora indígena da Europa. N.b. a foto foi tirada na variante "campo-húmido" do Cerrado de Goiás, durante a estação seca; a planta é perene e mostra sinais de crescimento secundário, uma propriedade rara nas monocotiledóneas; na extremidade distal do caule (ao centro) identifica-se um ramo estéril do ano, que na próxima estação de crescimento dará origem a novos ramos rematados por umbelas de capítulos de flores [Parque Estadual da Serra dos Pireneus, Goiás, Brasil, foto CA]


Ainda há muita história natural para contar! Apareçam de vez em quando, e metam conversa.