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sábado, 9 de maio de 2026
domingo, 2 de fevereiro de 2025
Quercus orocantabrica Rivas Mart., Penas, T.E.Díaz & Llamas (Fagaceae)
Quercus orocantabrica Rivas Mart., Penas, T.E.Díaz & Llamas (FagaceaeFagales, Magnoliopsida, Magnoliopsida) - BA: Castro Daire: Picão, Bogalhão, alt. c. 500 m s. m., 23.V.2003.
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sábado, 1 de fevereiro de 2025
Quercus pyrenaica Willd. (Fagaceae, Fagales, Magnoliopsida, Angiospermae)
Quercus pyrenaica Willd. (Fagaceae, Fagales, Magnoliopsida, Angiospermae) - BA: Castro Daire, Picão, alt. c. 800 m s. m., 23.V.2003.
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domingo, 22 de setembro de 2024
Acerca da "Floresta-Relíquia" do Bussaco
https://www.rtp.pt/play/p12458/e795854/hora-de-agir?fbclid=IwY2xjawFcXL9leHRuA2FlbQIxMQABHcC-3dKo4GCOhJJrE8AFsC7XgBt3qTkMykjHjnochzqWV-EkPeulK6n1Gw_aem_Qlh1nzM5EBrL7IOO8W6zvw
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Cuscuta sp. (Convolvulaceae, Solanales)
Cuscuta sp. (Convolvulaceae, Solanales), in CW calc., prope loco dicto "Porto de Mós", ad Quercum sp., 26.V.2011.
segunda-feira, 27 de novembro de 2023
domingo, 26 de novembro de 2023
Quercus rotundifolia Lamarck (Fagaceae, Fagales)
Parece ser Quercus rotundifolia Lamarck (Fagaceae, Fagales) - em Coimbra (BL), alt. 100 m, 25.XI.2023.
sexta-feira, 3 de julho de 2020
Digitalis purpurea Linnaeus (Plantaginaceae)
Digitalis purpurea Linnaeus "dedaleira" (Plantaginaceae, ex Scrophulariaceae), fotografada na Serra de Montemuro: TM: Lamego: "Ponte de Reconcos", perto do rio Balsemão, na margem da EN 2, 29TNF9442, alt. ca. 870 m, 18.VI.2020, acompanhada por numerosas outras espécies, entre as quais: Paradisea lusitanica (Asparagaceae), Echium lusitanicum, Lithodora prostrata e Omphalodes nitida (Boraginaceae), Campanula lusitanica e Jasione montana (Campanulaceae), Cistus psilosepalus, Halimium lasianthum subsp. alyssoides e Tuberaria guttata (Cistaceae), Carex sp. pl. (Cyperaceae), Achillea Millefolium, Andryala integrifolia, Anthemis arvensis, Cirsium palustre, Crepis capillaris, Hispidella hispanica, Senecio sylvaticus, etc. (Compositae), Erica arborea (Ericaceae), Quercus pyrenaica (Fagaceae), Arrhenatherum elatius ssp. bulbosum, Celtica gigantea, Holcus lanatus, Trisetaria ovata, etc. (Gramineae), Luzula sp. e Juncus sp. pl. (Juncaceae), Lavandula pedunculata, Prunella grandiflora, Teucrium Scorodonia (Labiatae), Cytisus multiflorus e C. striatus, Lotus corniculatus ssp. carpetanus e L. pedunculatus, Trifolium arvense, T. dubium, T. pratense, T. repens, etc. (Leguminosae), Dactylorhiza caramulensis (Orchidaceae), Anarrhinum bellidifolium, Linaria triornithophora, Plantago Coronopus, P. lanceolata e Veronica arvensis (Plantaginaceae), Aquilegia dichroa, Caltha palustris e Ranunculus bulbosus (Ranunculaceae)...
quarta-feira, 6 de julho de 2016
Orobanche gracilis Smith (Orobanchaceae)
No primeiro post deste Verão quente de 2016, trazemos aqui a belíssima Orobanche gracilis Smith (Orobanchaceae), que ainda não tinha sido postada neste blog. Esta foto foi obtida na orla de um pequeno bosque (antigo carvalhal de Arisaro-Quercetum fagineae) no Vale de Poios (BL: concelho de Soure), no CW. calc., 29TNE4027, alt. ca. 290 m.
Agradecemos ao ilustre botânico francês James Molina a identificação desta bela planta.
Agradecemos ao ilustre botânico francês James Molina a identificação desta bela planta.
sábado, 13 de junho de 2015
Um trio de plantas serranas
Trazemos hoje aqui um simpático trio de beldades serranas: Erica umbellata L., Ericaceae (no centro), Quercus pyrenaica Willd., Fagaceae (à direita) e a conhecida carqueja, com flores amarelas: Pterospartum tridentatum (L.) Willk. subsp. cantabricum (Spach) Talavera & P.E. Gibbs, Fabaceae = Leguminosae.
A foto é de 22.V.2015, algures na serra de Montemuro, talvez acima dos 1000 m de altitude.
A foto é de 22.V.2015, algures na serra de Montemuro, talvez acima dos 1000 m de altitude.
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
azevinhos e carvalhos
Azevinhal na serra da Peneda (foto: P. Alves).
Os azevinhais são das formações mais interessantes em Portugal, devido à raridade e carácter pontual com que aparecem na paisagem. A sua permanência parece ter origem na resiliência do azevinho face a perturbação recorrente pelos incêndios, mas não explica completamente o fenómeno. Os azevinhais aparecem no topo das serras em locais onde todos os carvalhos foram cortados há muito tempo. Os carvalhos são árvores com um grande sucesso de germinação e a grande quantidade de endosperma das bolota dá-lhes uma vantagem competitiva mesmo quando jovens plântulas. Mas essa vantagem é uma inconveniência quando falamos na dispersão das sementes. Se não existir um carvalho que forneça propágulos na proximidade, dificilmente teremos carvalhais na paisagem. Pelo contrário, o azevinho é um campeão nesse particular, especialmente quando falamos de dispersão zoocórica. As aves são os seus maiores aliados e uma semente de azevinho chega quase a todo o lado. E por essa razão vemos bosques de azevinho exuberantes na serrana da Peneda e não conseguimos descobrir nem um pequeno carvalho…
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segunda-feira, 12 de maio de 2014
Cephalanthera longifolia (L.) Fritsch (Orchidaceae)
Vamos hoje aqui postar uma orquídea muito bela e pouco comum em Lu:
Cephalanthera longifolia (L.) Fritsch, Oesterr. Bot. Z. 38: 81. 1888
= Serapias helleborine var. longifolia L. (Orchidaceae),
uma orquídea de vasta distribuição eurasiática e norte-africana, actualmente talvez já extinta na Holanda
Fotografámo-la
recentemente (2.V.2014) em TM:
Tabuaço: Granja do Tedo, pr. Ronção, no talude da margem da estrada para
Goujoim, num local fresco com castanheiros (Fagaceae), Omphalodes nitida (Boraginaceae), Doronicum
plantagineum (Compositae), Euphorbia dulcis (Euphorbiaceae), Linaria triornithophora (Plantaginaceae), Rubia peregrina (Rubiaceae), e
muitas outras plantas, 29TPF1647, alt. ca. 470 m acima do nível do mar.
domingo, 13 de outubro de 2013
Maus investimentos (Castanea sativa)
A primavera foi chuvosa e os castanheiros investiram em força na produção de flor. Não me lembro de um ano com tantos ouriços.
O castanheiro gosta de verões quentes com trovoadas abundantes em chuva lá para o final de Agosto, início de Setembro (trovoada no início de Agosto trás bicho). Desta vez o tempo de verão prolongou-se até à entrada do Outono e as trovoadas chegaram tarde, na última semana de Setembro. À espera da chuva as árvores ainda atrasaram o ciclo reprodutivo cerca de uma semana em relação ao ano passado.
Nas variedades mais tardias, por exemplo na 'Longal', pode ser que a coisa ainda se componha. Os ouriços das cultivares mais precoces estão cheios de castanhas abortadas (fulecras), rachadas ou de baixo calibre.
Os mecanismos de ajustamento da produção de semente (investimento reprodutivo) à variabilidade ambiental nem sempre funcionam: a seleção natural não dá conta de tudo. Este ano os investimentos do castanheiro correram mal. Acontece o mesmo a muitos outros seres vivos.
domingo, 3 de junho de 2012
Quercus robur L. subsp. broteroana O. Schwarz? (Fagaceae)
Nem todos os botânicos aceitam o táxon Quercus robur subsp. broteroana. Uma subespécie de carvalho-roble (ou carvalha, carvalheira), endémica da península ibérica, que se distribui pelo litoral da Galiza e de Portugal a norte do rio Tejo, entrando apenas ligeiramente para o interior. Quem o aceita, diz poder distingui-la da subespécie típica da seguinte forma:
1. Quercus robur subsp. robur:
Raminhos jovens glabrérrimos; folhas macias com a página superior mate e cedo caducas; cúpulas pequenas com menos de 16 mm, com escamas acinzentadas obtusas.
2. Quercus robur subsp. broteroana:
Raminhos jovens com alguns pelos simples; folhas algo coriáceas com a página superior lustrosa, caducas tardiamente e algumas marcescentes; cúpulas grandes com mais de 16 mm, com escamas castanho-escuras, pardacentas, agudas.
(Tradução livre de: Rivas-Martínez, S. & C. Sáenz Laín (1991). Enumeración de los Quercus de la Península Ibérica. Rivasgodaya 6: 101–110.)
Há já alguns anos que observo com atenção as carvalhas, com a intenção de tomar uma decisão mais informada sobre o assunto. Optei por aceitar o táxon nos estudos que realizei na bacia do rio Paiva porque:
1. As folhas de verão apresentam, frequentemente, consistência coriácea.
2. Parte das folhas ficam secas e presas nas árvores durante o outono/inverno (marcescência; não confundir com os ataques de Altica quercetorum que levam as folhas a secar logo no verão!). (Provavelmente por razões apenas climáticas algumas folhas chegam mesmo a ficar verdes durante o outono e inverno - semicaducifolia -, em especial em áreas mais abrigadas ou termotemperadas.)
3. Detetei, invariavelmente, na página inferior das folhas perfeitamente desenvolvidas, a presença abundante de pequeníssimos tricomas (circa 0.1 mm), transparentes, apenas bem visíveis a grande ampliação (30x a 40x) e com luz rasante. (De resto, a aparência da folha é glabra à vista desarmada ou a ampliações inferiores.)
4. Detetei, por vezes, na página superior, pelos simples de 0.2 a 0.3 mm, sobre a nervura central, próximo do pecíolo, das folhas imaturas (com menos de 1 cm de comprimento); normalmente poucos, 1 a 4, que rapidamente desaparecem, apenas a folha ultrapasse aquela medida.
Destes últimos, o terceiro pareceu-me particularmente relevante, até porque este caráter está presente nas populações do Paiva, mas também de Sintra e (vi esta Páscoa) de Pombal. Posteriormente, detetei ainda tricomas glandulosos, avermelhados, não só sobre a nervura central, mas mesmo no limbo das pequenas folhas imaturas (< 1 cm), na página superior. A presença muito rara de tricomas glandulosos em folhas de Quercus robur não é nova (vide Uzunova, Palamarev & Ehrendorfer (1997). Anatomical changes and evolutionary trends in the foliar epidermis of extant and fossil Euro-Mediterranean oaks (Fagaceae). Plant Systematics and Evolution 204(3): 141–159. doi:10.1007/BF00989202.)
Esta Páscoa dei com uma carvalha num terreno do meu pai em Pombal e decidi fotografar os tricomas da página superior e inferior, para colocar aqui no blogue.
1. Quercus robur subsp. robur:
Raminhos jovens glabrérrimos; folhas macias com a página superior mate e cedo caducas; cúpulas pequenas com menos de 16 mm, com escamas acinzentadas obtusas.
2. Quercus robur subsp. broteroana:
Raminhos jovens com alguns pelos simples; folhas algo coriáceas com a página superior lustrosa, caducas tardiamente e algumas marcescentes; cúpulas grandes com mais de 16 mm, com escamas castanho-escuras, pardacentas, agudas.
(Tradução livre de: Rivas-Martínez, S. & C. Sáenz Laín (1991). Enumeración de los Quercus de la Península Ibérica. Rivasgodaya 6: 101–110.)
Há já alguns anos que observo com atenção as carvalhas, com a intenção de tomar uma decisão mais informada sobre o assunto. Optei por aceitar o táxon nos estudos que realizei na bacia do rio Paiva porque:
1. As folhas de verão apresentam, frequentemente, consistência coriácea.
2. Parte das folhas ficam secas e presas nas árvores durante o outono/inverno (marcescência; não confundir com os ataques de Altica quercetorum que levam as folhas a secar logo no verão!). (Provavelmente por razões apenas climáticas algumas folhas chegam mesmo a ficar verdes durante o outono e inverno - semicaducifolia -, em especial em áreas mais abrigadas ou termotemperadas.)
3. Detetei, invariavelmente, na página inferior das folhas perfeitamente desenvolvidas, a presença abundante de pequeníssimos tricomas (circa 0.1 mm), transparentes, apenas bem visíveis a grande ampliação (30x a 40x) e com luz rasante. (De resto, a aparência da folha é glabra à vista desarmada ou a ampliações inferiores.)
4. Detetei, por vezes, na página superior, pelos simples de 0.2 a 0.3 mm, sobre a nervura central, próximo do pecíolo, das folhas imaturas (com menos de 1 cm de comprimento); normalmente poucos, 1 a 4, que rapidamente desaparecem, apenas a folha ultrapasse aquela medida.
Destes últimos, o terceiro pareceu-me particularmente relevante, até porque este caráter está presente nas populações do Paiva, mas também de Sintra e (vi esta Páscoa) de Pombal. Posteriormente, detetei ainda tricomas glandulosos, avermelhados, não só sobre a nervura central, mas mesmo no limbo das pequenas folhas imaturas (< 1 cm), na página superior. A presença muito rara de tricomas glandulosos em folhas de Quercus robur não é nova (vide Uzunova, Palamarev & Ehrendorfer (1997). Anatomical changes and evolutionary trends in the foliar epidermis of extant and fossil Euro-Mediterranean oaks (Fagaceae). Plant Systematics and Evolution 204(3): 141–159. doi:10.1007/BF00989202.)
Esta Páscoa dei com uma carvalha num terreno do meu pai em Pombal e decidi fotografar os tricomas da página superior e inferior, para colocar aqui no blogue.
Esta é uma fotografia (6 de abril de 2012, Pombal) tirada sobre a minha lupa de campo (20x). Foi a única foto, entre meia centena, em que consegui captar condignamente os tricomas glandulosos, avermelhados, da página superior de uma folha ainda muito pequena (acabada de brotar). Apesar de ter tentado (e muito!) captar os minúsculos tricomas transparentes da página inferior, não consegui. Porém, enquanto escrevia este artigo, tive uma ideia!
Fui aqui a um quintal, onde tenho umas carvalhas plantadas que trouxe da praia natural do Pego (rio Paiva); colhi umas folhinhas acabadas de brotar e coloquei-as na lupa binocular. Fotografei um dos óculos e eis o resultado:
Na primeira (2 de junho de 2012, Campo Benfeito) vêem-se os minúsculos tricomas transparentes da página inferior, abundantes entre igualmente minúsculas papilas. Esta foto foi feita há pouco na lupa binocular regulada para 40x. A segunda é apenas um recorte da primeira fotografia.
Nestas duas (2 de junho de 2012, Campo Benfeito) observam-se os tricomas glandulosos da página superior, também com a lupa binocular regulada para 40x. A segunda é também um recorte da primeira fotografia onde, no centro, se podem observar dois pelos simples sobre a nervura central.
Serão estes os carateres distintivos de Quercus robur subsp. broteroana?... Não sei ao certo. Nunca tive a oportunidade de observar detalhadamente espécimes de outros países da Europa... (embora, de todos os carateres, os pequenos tricomas da página inferior parecem-me muito fiéis aos exemplares portugueses e que, caso estivessem presentes na subespécie tipo, teriam grande probabilidade de ter já sido detetados).
Talvez algum leitor amigo do presente blogue queira e possa repetir a experiência com exemplares de outras proveniências...
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Um ano de que não há memória
Nunca vi as cerejeiras-bravas assim ...
... flores misturadas com folhas secas do ano anterior! Nos castanheiros, as sementes secaram nos ouriços ou foram atacadas pelo bichado. A má qualidade fez descer o preço da castanha, o produto agrícola mais rentável da Terra Fria transmontana, para 1 euro/kg, ou menos. Consequências do Verão seco e quente que se fez sentir no passado ano.
2012 pode ser ainda pior. Não há memória de um ano assim. Algumas décadas atrás e a fomes grassaria pela aldeias. Vale-nos a globalização.
As chuvas que caíram nos últimos dias animaram os prados e derreteram o adubo de cobertura no centeio e nas aveias. No entanto, tirando os quatro dedos travessos mais próximos da superfície, cuja água será rapidamente consumida pelas plantas herbáceas, o solo está tão seco como no final do Verão. Mesmo que a precipitação de Abril obedeça ao padrão, milhares de árvores estão em perigo porque não haverá água suficiente no solo para transpirar no Verão.
A situação do sobreiro e o castanheiro para fruto é particularmente preocupante. Estas espécies além de não suportarem variações excessivas da precipitação, estão num deplorável estado sanitário. Algo semelhante acontece nas plantações de cerejeira para madeira. Até a frugal oliveira está em risco. Muitas oliveiras poderão colapsar, quando chegar o Verão, em fisiografias convexas ou em solos muito delgados. As que sobreviverem têm a produção deste ano e do próximo comprometida. É que a oliveira diferencia as suas flores no ano anterior.
As árvores têm memória. Os efeitos de um ano extraordinário perduram por mais de um ano.
Vamos ver o que acontece mas a esperança é pouca.
A situação do sobreiro e o castanheiro para fruto é particularmente preocupante. Estas espécies além de não suportarem variações excessivas da precipitação, estão num deplorável estado sanitário. Algo semelhante acontece nas plantações de cerejeira para madeira. Até a frugal oliveira está em risco. Muitas oliveiras poderão colapsar, quando chegar o Verão, em fisiografias convexas ou em solos muito delgados. As que sobreviverem têm a produção deste ano e do próximo comprometida. É que a oliveira diferencia as suas flores no ano anterior.
As árvores têm memória. Os efeitos de um ano extraordinário perduram por mais de um ano.
Vamos ver o que acontece mas a esperança é pouca.
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domingo, 3 de abril de 2011
Um prado, algumas ovelhas e algumas árvores (Oleaceae, etc.)
Não têm surgido posts neste blog, recentemente, por isso ocorreu-nos deixar aqui algo, hoje um pouco diferente do habitual.
Assim, postamos aqui hoje um prado ovelhoso, com diversas ovelhas:
Sheep - Wikipedia, the free encyclopedia
Existem também algumas árvores, que talvez os ilustres frequentadores deste blog possam identificar. Para além dos habituais Eucalyptus globulus Labill. (Myrtaceae) e Olea europaea L. (Oleaceae) -a oliveira- existem mais alguns exemplares de árvores que, embora fotografados a cerca de 1 km de distância, talvez sejam identificáveis!
Presumimos que também serão visiveis espécie de Quercus (género que inclui carvalhos, azinheiras e sobreiros) e Salix sp. (os salgueiros), para além de grandes gramíneas como Arundo sp.
Convém notar que as duas fotos aqui apresentadas foram obtidas em diversas épocas do ano: a de cima em Abril (Primavera) e a de baixo em Novembro (Outono).
Como sugestão musical, deixamos hoje a excelente Christina Pluhar e sua orquestra - e quem é que não aprecia uma verdadeira alma italiana?:
YouTube - Christina Pluhar, une âme italienne.
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010
A marcescência das folhas em Quercus faginea (Fagaceae)
Exemplar de carvalho-alvarinho semi-caducifólico em S. Pedro de Moel.
Num excelente post anterior do meu amigo Carlos Aguiar, falou-se no conceito de marcescência e semi-caducifolia e deu-se como exemplo Quercus faginea e Quercus pyrenaica. É complicado referir que uma determinada espécie do género Quercus é marcescente ou semi-caducifólica porque se trata de género com multi-espécies que hibridam nas zonas de contacto e portanto podem partilhar haplótipos facilmente. A semi-caducifolia é típica das zonas temperadas húmidas na costa Este dos continentes e nas zonas subtropicais enquanto a marcescência ocorre em zonas montanhosas interiores em clima mediterrânico. O carvalho-cerquinho (Quercus faginea) é uma espécie típica das zonas mais continentais da Península Ibérica (Quercus faginea subsp. faginea). A sua presença no quadrante Sudeste da Península Ibérica (Quercus faginea subsp. broteroi), em zonas litorais parece ser uma contradição da ecologia desta espécie. Contudo a sua capacidade para absorver mais nutrientes durante o Outono, uma característica típica da marcescência, permitiu-lhe colonizar os solos pobres calcários do maciço estremenho, ocupando um nicho ecológico vago, já que sobreiro é incapaz de ocupar solos básicos. O centro Oeste do litoral Ibérico possui algumas áreas com um andar bioclimático e ombroclima (mesomediterrânico inferior húmido) com algumas semelhanças com as zonas temperadas húmidas, e que permitem o aparecimento dos louriçais mais exuberantes da nossa laurissilva incipiente. Neste contexto climático alguns exemplares de Quercus faginea e Quercus robur são claramente semi-caducifólicos, deixando parte das folhas verdes durante todo o ano. O facto de nesta região o carvalho-alvarinho e o carvalho cerquinho partilharem alguns haplótipos (especialmente na zona compreendida entre a Serra da Boa Viagem e Valongo), juntamente com as enormes populações de Quercus x coutinhoi (híbrido entre as duas espécies) da zona da Serra de Sicó, parecem indicar que estas estratégias evolutivas não são características intrínsecas das espécies mas sim o resultado de uma extensa troca de genes seguida de uma selecção positiva.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Mais uma planta não identificada (Brassicaceae)
Trazemos hoje aqui uma crucífera não identificada, fotografada no Jardim Botânico de Berlim já há vários anos. Não sabemos se será uma planta particularmente comum, mas parece-nos dar-se bem em sítios frescos e sombrios, apresentando uns curiosos bulbilhos globosos anegrados, algo semelhantes às amoras das silvas.
Pode ser que algum dos ilustres leitores deste blog nos possa esclarecer acerca da identidade desta crucífera...
A Fagus sylvatica L. (Fagaceae) e a Hedera helix L. (Araliaceae) também são bem visíveis nestas duas fotos, e, possivelmente, ainda outras espécies umbrófilas.
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