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domingo, 4 de novembro de 2018

Heteranthemis viscidehirta Schott (Asteraceae = Compositae)

Encontrámos e fotografámos esta curiosa composta, muito pouco comum em Lu (https://flora-on.pt//index.php?q=Heteranthemis): Heteranthemis viscidehirta Schott (Asteraceae = Compositae), em Vila Real de Santo António, num pinhal perto do porto, em 30.V.2018, em conjunto com plantas como os arbustos Retama monosperma (L.) Boiss. e Retama sphaerocarpa (L.) Boiss. (Leguminosae), ou as plantas herbáceas Pycnocomon rutifolium (Vahl) Hoffmanns. & Link (Dipsacaceae), Linaria spartea (L.) Chaz. (Plantaginaceae, Antirrhineae) ou Vulpia Alopecurus (Schousb.) Dumort. (Gramineae), para dar alguns exemplos. Trata-se de um endemismo da Região Mediterrânica Ocidental:
Greuter, W. (2006+): Compositae (pro parte majore). – In: Greuter, W. & Raab-Straube, E. von (ed.): Compositae. Euro+Med Plantbase - the information resource for Euro-Mediterranean plant diversity. 
(http://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameCache=Heteranthemis%20viscidehirta&PTRefFk=7000000)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Succisa pinnatifida (Dipsacaceae)


foto de Carlos Silva

A Succisa pinnatifida é tal como o Ranunculus bupleroides, um quase endemismo português. As únicas populações que ocorrem em Espanha estão situadas no sul da Galiza. Para Sul só se estende até à inicio da Beira litoral e para Este só ocorre até à vertente ocidental do Marão. Cresce apenas em solos xistosos, e mesmo assim só aparece em alguns tipos de xistos. Os xistos variam muito dependendo da orientação das suas lâminas e das características das rochas que estiveram na origem da sua metamorfização. Estranhamente, muitos do dos endemismos do quadrante Noroeste de Portugal estão associados aos solos xistosos. Ranunculus bupleuroides, Anarrhinum longipedicellatum, Teucrium salviastrum e Murbeckiella sousae crescem quase sempre ou mesmo em exclusividade neste tipo de litologia. Em épocas remotas, quando os afloramentos rochosos eram raros nas menores altitudes e a floresta dominava em pleno a vegetação, as vertentes xistosas eram”ilhas” que permitiam a especiação destas plantas. Os afloramentos granitos nas menores altitude deviam ser pouco abundantes devido á facilidade com que formam solo profundo. A sua abundância nos tempos que correm é consequência da promoção da erosão devido à acção do Homem. Algumas vertentes xistosas são tão secas que podemos encontrar azinheiras em serras como o Marão e a Lousã. Quando o eucalipto começou a ser plantado extensivamente, todas as serras com litologia xistosa do Noroeste português foram flageladas e de repente a Succisa pinnatifida passou a sofrer uma enorme ameaça. Em Valongo, passou de extremamente comum para pouco frequente no espaço de duas décadas. E como a Directiva Habitats passou ao lado deste endemismo de distribuição muito restrita, quase ninguém se preocupa com o estado da Succisa pinnatifida em Portugal.