Mostrar mensagens com a etiqueta Caryophyllaceae. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Caryophyllaceae. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 9 de julho de 2025

Dianthus hyssopifolius L., Cent. Pl. I: 11. 1755 (Caryophyllaceae, Caryophyllales)

Dianthus hyssopifolius L., Cent. Pl. I: 11. 1755 (Caryophyllaceae, Caryophyllales) - Bragança (TM), in monte, ad marginem viae, inter Carrazedo et Rebordãos, alt. c. 1100 m s. m., 25.VII.2006.

domingo, 17 de março de 2024

Silene gallica Linnaeus (Caryophyllaceae, Caryophyllales)

Silene gallica Linnaeus (Caryophyllaceae, Caryophyllales) em floração em Coimbra (BL), alt. 100 m, 14.III.2024.

domingo, 14 de novembro de 2021

Silene conica L. (Caryophyllaceae)

Silene conica L. (Caryophyllaceae, Caryophyllales), fotografada na Albânia, pr. Korça, alt. acima dos 1000 m, sobre rochas ultrabásicas, em 11.VI.2017.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Velezia rigida L. (Caryophyllaceae)

Para começarmos bem o ano 2018, neste mês de Janeiro tão frio, trazemos aqui hoje uma planta que fotográfamos numa época bem mais quente: Velezia rigida L. (Caryophyllaceae), uma planta anual de distribuição eurasiática e mediterrânica (http://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameId=100867&PTRefFk=7200000), que fotografámos em TM: Bragança: Rebordãos, no castelo arruinado e serpentinoso de Rebordãos, onde predominam as rochas ultra-básicas, que em Portugal são tão características do NE transmontano. A foto é de 16.VI.2005, quase no Verão de um ano bem quente e seco. Podem ver-se também as aristas de uma gramínea (Bromus sp.??) da mesma cor avermelhada da nossa bela Velezia rigida.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Centunculus minimus L. (Primulaceae) e outras plantas anuais



Hoje trazemos aqui uma planta pouco comum e pouco observada em Portugal (http://flora-on.pt/#/1Centunculus+minimus): o pequeno morrião anual Centunculus minimus L. = Anagallis minima (L.) E.H.L. Krause (Primulaceae), que encontrámos no CW calc.: BL: Condeixa-a-Nova: Conímbriga, 29TNE4438, 9.IV.2017.
Também é possível observar outras plantas anuais interessantes de flor amarela como Cicendia filiformis (L.) Delarbre = Gentiana filiformis L. (Gentianaceae), Trifolium campestre Schreb. (Leguminosae = Fabaceae), e Sagina apetala Ard. (Caryophyllaceae), de flores amareladas-esverdeadas.
Centunculus minimus e Cicendia filiformis são duas plantas características da classe de vegetação Isoeto-Nanojuncetea, que inclui vegetação pioneira anual anã efémera de locais temporariamente inundados - na estação das chuvas, secando depois na estação seca (RIVAS-MARTÍNEZ, S., T.E. DÍAZ, F. FERNÁNDEZ-GONZÁLEZ, J. IZCO, J. LOIDI, M. LOUSÃ & A. PENAS. 2002. Vascular plant communities of Spain and Portugal. Addenda to the syntaxonomical checklist of 2001. Part II. Itinera Geobotanica 15 (2): 433-922).

No mesmo local encontrámos também outras plantas típicas da mesma classe Isoeto-Nanojuncetea, como: Chaetopogon fasciculatus (Link) Hayek (Gramineae = Poaceae), Hypericum humifusum L. (Hypericaceae), Juncus bufonius L. e Juncus capitatus Weigel (Juncaceae) e Radiola linoides Roth (Linaceae). Esperamos aqui voltar a postar em breve sobre esta vegetação tão característica.

Agradecemos a companhia e o transporte nestas excursões aos excelentes amigos J. Marques, M.G. Pereira e M.J. Pereira.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Crassula Tillaea (Crassulaceae), Sagina apetala (Caryophyllaceae), um trevo não identificado, etc.

Aqui fica o nosso post de Novembro, agora que o frio começa a aparecer...
Pensamos que esta foto pode corresponde à associação Crassulo tillaeae-Saginetum apetalae Rivas-Martínez 1975, com várias espécies interessantes como: Bryum alpinum Withering (Bryaceae), Crassula Tillaea Lest.-Garl. ou Tillaea muscosa L. (Crassulaceae), Sagina apetala Ard. (Caryophyllaceae) e ainda um trevo que não identificámos: Trifolium sp. (Leguminosae).
A foto é de 19.05.2013, e foi obtida num local granítico da Beira Alta, entre os paralelepípedos da calçada. Agradecemos à Doutora Cecília Sérgio a identificação do musgo avermelhado formador de tapete Bryum alpinum.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Um cogumelo (Polyporaceae) e algumas plantas

Agora que a Primavera se aproxima rapidamente, e em jeito de pré-comemoração, deixamos aqui um belo cogumelo (possivelmente o Lentinus strigosus Fr., da família Polyporaceae, de acordo com um ilustre especialista, a quem agradecemos!), no meio do qual surgem algumas pequenas ervas - pensamos poder reconhecer entre elas duas espécies anuais ruderais muito comuns: a famosa Poa annua L. (Gramineae) e o não tão conhecido mas também muito comum Polycarpon tetraphyllum (L.) L. (Caryophyllaceae).
A foto é muito recente, de 1 de Março de 2013.



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Sorbus aria (L.) Crantz (Rosaceae)



Pensamos que ainda aqui não tinha sido postada a bela árvore
Sorbus aria (L.) Crantz, Stirp. Austr. Fasc. 2:46. 1763
Este arbusto ou pequena árvore, foi por nós fotografado em 20.V.2004 num local granítico da Serra do Caramulo (concelho de Tondela, BA), muito próximo do ponto trigonométrico ou vértice geodésico "Cabeço da Neve", 985 m, num local bastante perturbado com numerosas coníferas exóticas assim como algumas plantas endémicas como Silene acutifolia, Silene marizii e Dianthus laricifolius (Caryophyllaceae), algumas gramíneas e alguns arbustos comuns como Erica arborea (Ericaceae) e Cytisus striatus (Leguminosae), etc.
Não sabemos se este pequeno bosquete será espontâneo ou terá sido plantado pelo homem, que tantas árvores (sobretudo coníferas exóticas) plantou nas suas vizinhanças.
Na foto das flores de Sorbus aria são visíveis duas abelhas polinizadoras e melíficas, pertencentes à vasta ordem Hymenoptera.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Silene foetida Link ex Spreng. (Caryophyllaceae), endemismo lusitano e estrelense

Para provarmos que este blog não se ausentou para férias, aqui fica mais uma beldade:

"Caryophyllaceae: Silene foetida Link ex Spreng., Syst. Veg. (ed. 16) [Sprengel] 2: 406. 1825 [Jan-May 1825]

Original Data: Notes: Lusitan"

(http://www.ipni.org/ipni/idPlantNameSearch.do?id=157363-1)

Esta curiosa planta, que fotografámos na Serra da Estrela, por entre as rochas de natureza granítica, em 24.VII.2012, com um pequeno insecto polinizador que do seu néctar se alimentava (Coleóptero?) tem sido considerada um endemismo exclusivamente lusitano e estrelense, pois consta que não se encontra fora da Serra da Estrela!

domingo, 24 de julho de 2011

Dianthus cintranus ssp. barbatus (Caryophyllaceae) e mais um insecto



















Parece-nos que esta planta maravilhosa, um endemismo exclusivamente português, que se pode encontrar sobretudo nas fendas das rochas do CW. calcário, ainda não tinha sido aqui postada:
Dianthus cintranus subsp. barbatus R. Fern. & Franco in Franco, Nova Fl. Portugal 1. 1971.
PESI portal - Dianthus cintranus subsp. barbatus R. Fern. & Franco
Dianthus cintranus subsp. barbatus information from NPGS/GRIN

Como acompanhamento zoológico deixamos também aqui um díptero (?), para eventual identificação por especialistas!

Como acompanhamento musical, vamos hoje sugerir esta pérola tropical de grande valor:
‪GANG 90 & ABSURDETTES - PERDIDOS NA SELVA‬‏ - YouTube

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Lacerta schreiberi (Lacertideae) e Funaria hygrometrica (Funariaceae)




















Trazemos hoje aqui um belíssimo lagarto, Lacerta schreiberi Bedriaga, 1878, também conhecido como "lagarto de água", um lacertídeo que parece gostar de sítios frescos e húmidos (com precipitações anuais superiores a 600 mm) e que se pode encontrar nalgumas das nossas montanhas como por exemplo as Serras da Freita e de Montemuro, sendo endémico da Península Ibérica (http://www.icn.pt/psrn2000/caracterizacao_valores_naturais/FAUNA/anfibios_repteis/Lacerta%20schreiberi.pdf).
Segundo o mesmo artigo acima citado, cerca de 45% da sua área de distribuição localiza-se em Portugal!

Como acompanhamento vegetal trazemos hoje aqui o belo musgo Funaria hygrometrica Hedw., cuja seta se assemelha a uma corda -do "Latin funis, rope, alluding to cord-like twisted seta"-, e que é relativamente comum em Portugal.
Funaria in Flora of North America @ efloras.org
Funaria hygrometrica in Flora of North America @ efloras.org
Funaria hygrometrica - Wikipedia, the free encyclopedia

Convém ainda notar a presença de um Rubus (Rosaceae), da Stellaria holostea (Caryophyllaceae) e de uma gramínea -quem sabe se será Holcus mollis (Poaceae)-, tão comuns na classe de vegetação florestal Querco-Fagetea e nas suas orlas (classe Trifolio-Geranietea).

Como acompanhamento musical, vamos sugerir mais uma vez o excelente Philippe Jaroussky, que vale sempre a pena ouvir:
YouTube - Philippe Jaroussky - Carestini

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sinapis arvensis (Brassicaceae)

No passado mês de Junho, num leito de cheias cascalhento de um pequeno rio transmontano, longe de tudo e de todos, herborizei esta planta:

«A linha de água está pouco perturbada e as encostas sobranceiras revestidas por abundantes azinhais climácicos. A planta deve ser rara!», pensei então. Entusiasmado, corri para o herbário; segui as chaves das Floras e observei ao pormenor os meus exemplares herbário de brassicáceas com frutos compridos (silíquas). O resultado era sempre o mesmo. «Não pode ser! O sítio é perfeito para plantas invulgares!». Recusei-me a aceitar. Enviei uma foto a um amigo botânico; o veredicto foi rápido e claro: Sinapis arvensis, a mais do que frequente mostarda-dos-campos. Que desilusão! Não tinha, afinal, encontrado uma espécie nova para Trás-os-Montes, e muito menos para Portugal.

Este relato pequenino pouco interesse tem; não chega sequer para um blogue descomprometido de divulgação botânica. Porém estimula a imaginação, oferece uma razão para recuperar, ainda brevemente, uma das especulações preferidas  da comunidade fitossociológica: na paisagem pristina, há mais de 5000 anos, qual era o habitat das espécies que hoje preenchem os nossos campos e matos? Por outras palavras: Onde estavas tu, planta daninha, arbusto enfadonho, antes do Neolítico?
Estas dúvidas não têm uma resposta simples e objectiva. Vai-se especulando, vai-se cambiando de ideias com novas observações, com pequenas epifanias. Cada planta é um caso, e um caso por natureza insolúvel.
De qualquer modo, a dita Sinapis arvensis (Brassicaceae), o Pinus pinaster (Pinaceae) «pinheiro-bravo» e o Cistus ladanifer (Cistaceae) «esteva» numa escapa, a Erica australis (Ericaceae) «urze-vermelha» encavalitada numa crista quartzítica, a Spergula arvensis (Caryophyllaceae) que germina às primeiras chuvas num mato recentemente ardido ou o Cynodon dactylon (Poaceae) «grama» a perfurar um exíguo mouchão de areias acumulado nas margens de um rio de montanha, estas e muitas outras plantas, fazem-me suspeitar da sua raridade, ou, pelo menos, infrequência nas paisagens pristinas.
O Neolítico, a agricultura, alterou a ordem das coisas: o que era raro volveu abundante e o comum incomum. Com muitas excepções, suponho.
A conservação da natureza, como muito bem dava a entender o Luís Moreira num comentário a este post, está impregnada pelos modelos de paisagem das sociedades orgânicas tradicionais, que sobreviviam, mal, muito mal, a malhar nos ecossistemas naturais, numa luta diária para recuperar ou colher o átomo de azoto e de fósforo e com ele fazer a seara e a horta, e compensar à justa a enorme despesa energética dos corpos retorcidos pela enxada e pela gadanha.
Este referencial em cima do qual raciocinamos a conservação da natureza, no fundo, esta ideologia, não parece lá muito lógica.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Uma quimera de Silene marizii (Caryophyllaceae)

Uma quimera de Silene marizii (Caryophyllaceae) que encontrei recentemente no vale do Rio Tua, na companhia de outro contribuinte deste blogue, o meu amigo Tiago Henriques:


Para evitar redundâncias, recomendo a leitura de um post do Paulo Araújo no blogue Dias com Árvores (ver aqui), onde se explica com a ajuda de um extraordinário exemplo o significado de quimera.

domingo, 25 de abril de 2010

Flora do lameiro do Poulão III: Bellis perennis, Moenchia erecta, Lepidium heterophyllum, Ranunculus peltatus

Trago hoje 4 plantas de flores bancas que por estes dias florescem no lameiro do Poulão.
Primeiro a Bellis perennis (Asteraceae), a conhecida margarida, em floração deste o início de Abril, e que persistirá até ser abafada pelas gramíneas. A B. perennis distingue-se facilmente de outras compostas arrosetadas (com folhas concentradas na superfície do solo) pelas suas lígulas brancas, muito estreitas, frequentemente tintas de vermelho.



Como choveu muito, este ano é invulgarmente frequente nas partes mais altas e secas dos lameiros a Moenchia erecta (Caryophyllaceae), uma pequena e frágil planta com uma marcada preferência por solos temporariamente encharcados. Ao contrário da grande maioria das cariofiláceas a M. erecta tem geralmente 4 sépalas e 4 pétalas. As sépalas debruadas de branco são também inconfundíveis.


Em breve tentarei explicar por que razão os lameiros não são uma comunidade, mas sim um intrincado complexo de vegetação pratense, frequentemente enriquecido com vários tipos de vegetação nitrófila, semiterrestre (= anfíbia) e aquática. A planta que se segue, o Lepidium heterophyllum (Brassicaceae), é um conhecido indicador das versões mais secas dos chamados lameiros de regadio, a comunidade vegetal mais produtiva destes complexos de vegetação. Esta pequena crucífera perene coloniza ainda com facilidade margens de caminhos e taludes algo húmidos.


Nas valas e canais iluminados pelo sol, com águas permanentes lentas mas não estancadas, está em flor o Ranunculus peltatus (Ranunculaceae):



A revisão do José Pizarro (ver aqui) tem desenhos e chaves dicotómicas muito úteis para identificar os Ranunculus aquáticos (Ranunculus subgénero Batrachium) portugueses.

domingo, 28 de março de 2010

A flora de Outono-Inverno das hortas transmontanas

Em função das datas de floração, de Março a Setembro sucedem-se três grupos de plantas nas hortas transmontanas: infestantes de Outono-Inverno, infestantes de Primavera-Verão e infestantes de estivais (de Verão). Os dois primeiros grupos são do conhecimento de qualquer agricultor que preze a sua horta. O terceiro grupo é menos evidente, e mais pobre em espécies.
Estamos no início da Primavera, vejamos mais de perto algumas das plantas de Outono-Inverno que infestam, neste momento, as nossas hortas:

Uma horta transmontana semeada com nabos (Brassica napus), já parcialmente arrancados. Na segunda foto observam-se Lamium amplexicaule (Lamiaceae), Poa annua (Poaceae), Veronica persica (Plantaginaceae) e Stellaria media (Caryophyllaceae) (vd. posts mais antigos aqui, aqui e aqui)

Stellaria media (Caryophyllaceae)

Lamium amplexicaule (Lamiaceae)

Estas plantas são todas anuais; germinam com as primeiras chuvas outonais, desenvolvem o seu corpo vegetativo no Outono-Inverno, e florescem e frutificam no final do Inverno-início da Primavera. Como exigem solos férteis são francamente menos abundantes nas terras de cereal; aí a flora é outra.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Stellaria media (Caryophyllaceae)

Mais uma planta comum de norte a sul de Portugal, que germina, cresce e floresce todo o santo ano:


Stellaria media (Caryophyllaceae) «morugem». Planta particularmente abundante como infestante de Outono-Inverno em hortas frescas, de fundo vale, onde chega a recobrir por completo o solo. N.b. cada flor tem apenas 5 pétalas, no entanto, parecem 10 porque estão fendidas quase até à base [Bragança, II-07; foto CA]

Embora seja comestível e conhecida por «morugem, a S. media não é a «morugem» mais apreciada em saladas, pelo menos aqui em Trás-os-Montes. Confuso? Os nomes vulgares têm, frequentemente, este enorme inconveniente: designam mais de uma espécie, têm, portanto, mais de um significado (polissemia): são confusos por natureza! A melhor das «morugens» para consumir em fresco é uma Portulacaceae, como a «beldroega» (Portulaca oleracea), e chama-se Montia fontana (tema para um post um dia destes).
Num país como o nosso, onde, por tradição, no campo ou na cidade, se conhecem mal as plantas, não é presunção usar nomes científicos: é uma necessidade.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Diplotaxis catholica (Brassicaceae) e Spergula arvensis (Caryophyllaceae)

O Outono adensa-se. Dois dias seguidos de chuva a sério, finalmente! O frio embora (muito) atrasado, não deve tardar. Entretanto, algumas das anuais que germinaram com as primeiras chuvas de Outubro, já produziram flores e frutos, e preparam-se para disseminar as primeiras sementes maduras.
Os dois campeões da precocidade no NE de Trás-os-Montes são ...

Fruto imaturo de Diplotaxis catholica (Brassicaceae). N.b. estilete e estigma na extremidade distal (oposta ao pedicelo) do fruto em formação; ovário a evoluir para fruto com sementes imaturas no seu interior; sementes dispostas em duas fiadas longitudinais, a principal característica do género Diplotaxis [Moncorvo, Vilariça]

Spergula arvensis (Caryophyllaceae) [Moncorvo, Vilariça]

Ao olhar para estas plantas recordei-me de uma das vantagens evolutivas das angiospérmicas geralmente citadas nos livros de evolução de plantas: rápida fecundação e formação de sementes (nas gimnospérmicas [e.g. pinheiros e ciprestes] a fecundação e a disseminação das sementes distam mais de um ano, enquanto uma angiospérmica [plantas com flor] pode florir e produzir sementes em poucos dias).
[fotos C. Aguiar]

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Silene marizii (Caryophyllaceae)

A Silene marizii é um quase-endemismo português (a maior parte das populações mundiais residem em Portugal) morfologicamente muito próximo da S. latifolia (vd. este post). Ambas as espécies são dióicas (pertencem à secção Elisanthe) e possuem uma estrutura floral muito semelhante. A A. marizii geralmente tem um hábito prostrado (cresce rente ao substrato). Por outro lado, as plantas de A. marizii são glandulosas ao tacto e têm os frutos mais pequenos do que os de S. latifolia.


Silene marizii [fotos C. Aguiar]

A S. latifolia tem por habitat primário orlas sombrias de bosques. A S. marizii é um comófito esciófilo, i.e. habita fendas ou plataformas terrosas de afloramento rochosos ou paredes graníticas arenizadas (granitos com feldspatos parcialmente transformados em caulinite pela acção da água), evitando uma exposição directa ao sol.

A S. marizii é frequente em afloramentos graníticos no NW de Portugal continental. Penetra em Trás-os-Montes pelo vale do Douro pelo menos até à foz do Rio Tua. 

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Silene latifolia (Caryophyllaceae)

A vegetação de margens de caminhos, i.e. as comunidades de plantas que habitam uma estreita faixa contígua à área pisoteada dos caminhos, é muito diversa. Os factores que têm maior influência na sua estrutura florística são a exposição à luz e a disponibilidade de água (na Primavera e princípios do Verão), a compactação do solo e a concentração em azoto assimilável no solo.

Nos caminhos mais sombrios, mas também nas orlas dos bosques, é muito frequente, um pouco por todo o país, a Silene latifolia (Caryophyllaceae).


Como é característico das espécies da secção Elisanthe do género Silene, a S. latifolia é uma planta dióica, i.e. as suas flores são unissexuais, co-existindo plantas masculinas e plantas femininas numa mesma populações. Enfim, como acontece com a nossa espécie, Homo sapiens.

Flor masculina de S. latifolia (extirpado 1/2 do cálice e retiradas 2 das pétalas para facilitar a observação do androceu). N.b. só tem estames.

Flor feminina de S. latifolia (extirpado 1/2 do cálice e retiradas 3 das pétalas para facilitar a observação do gineceu)N.b. estames ausentes e ovário súpero com 5 estigmas (um deles pouco visível na fotografia).

As flores das S. latifolia do NW são um pouco mais pequenas do que as flores das populações mediterrânicas da espécie. Está publicado um nome para elas: S. latifolia subsp. alba. Quem as quiser ver basta fazer a autoestrada Porto-Braga ou a Circunvalação e a Via-Norte na cidade do Porto e olhar para os separadores ou para os taludes que as marginam.