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quinta-feira, 10 de julho de 2025
Eryngium campestre L., Sp. Pl.: 233. 1753 (Umbelliferae = Apiaceae, Apiales)
Eryngium campestre L., Sp. Pl.: 233. 1753 (Umbelliferae = Apiaceae, Apiales) - Coimbra, prope Eiras, in monte, alt. c. 80 m s. m., 10.VII.2025.
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quarta-feira, 9 de julho de 2025
Oenanthe crocata L., Sp. Pl.: 254. 1753 (Umbelliferae = Apiaceae, Apiales)
Oenanthe crocata L., Sp. Pl.: 254. 1753 (Umbelliferae = Apiaceae, Apiales) - in Coimbra (BL), prope Souselas, ad marginem viae, 21.V.2025.
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Vegetação ripícola
segunda-feira, 6 de maio de 2024
Várias plantas, no Caramulo (BA, conc. Tondela), 1.VII.2001
Caramulo (BA, conc. Tondela), lameiro pr. Pedrógão, local húmido, 1.VII.2001, com Osmunda regalis L. (Osmundaceae), Oenanthe crocata L. (Umbelliferae), Frangula Alnus Miller (Rhamnaceae), Rubus sp. (Rosaceae) & al.
sexta-feira, 6 de outubro de 2023
Foeniculum sanguineum Triano & A. Pujadas (Umbelliferae = Apiaceae)
Parece ser Foeniculum sanguineum Triano & A. Pujadas (Umbelliferae = Apiaceae, Apiales, Angiospermae), em Coimbra (BL): Relvinha, CW. calc., arrelvado, 29TNE4754, alt. c. 60 m, 7.VIII.2013 (cf. https://flora-on.pt/#1Foeniculum+sanguineum).
Trata-se de um endemismo ibero-magrebino (Espanha, Portugal e Marrocos), recentemente descrito (PUJADAS SALVÀ, A.J., E. TRIANO MUÑOZ, J. ANAYA, M. GRANDE, C. RAPOSO, P. TORRES & P. HERNANDEZ. 2015. Foeniculum sanguineum Triano & A. Pujadas (Apiaceae) new species from the South-Western Mediterranean Region. Acta Botanica Malacitana 40: 71-88), de floração predominantemente estival.
Tinha sido recentemente encontrada na Estremadura e no Ribatejo (RAMOS, G., M. PORTO & J.D. ALMEIDA. 2023. Foeniculum sanguineum Triano & A. Pujadas – Mapa de distribuição. Flora-On: Flora de Portugal Interactiva, Sociedade Portuguesa de Botânica. http://www.flora-on.pt/#wFoeniculum+sanguineum. Consulta realizada em 6/10/2023), sendo uma planta hemocriptofítica própria de «Prados e pousios, em solos com origem em rochas calcárias e outras rochas básicas.Também em bermas de caminhos. Em regiões próximas do litoral.» (FLORA-ON, 2023: https://flora-on.pt/#/1Foeniculum+sanguineum).
quarta-feira, 19 de abril de 2023
Ferulago capillaris (Link ex Sprengel) Coutinho = Ferula capillaris Link ex Sprengel (Umbelliferae, Apiales)
Ferulago capillaris (Link ex Sprengel) Coutinho, Fl. Portugal: 452. 1913 = Ferula capillaris Link ex Sprengel (Umbelliferae = Apiaceae, Apiales), um endemismo exclusivamente ibérico (https://flora-on.pt/#1Ferulago+capillaris), com Graphosoma italicum (Müller, 1766) (Pentatomidae, Hemiptera), pr. Serra da Estrela, pr. Guarda (BA), alt. ca. 800 m, em 24.VII.2012 (numa das últimas excursões botânicas para o Index Seminum do Jardim Botânico de Coimbra - excursão com o ilustre colector A.C. Matos).
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sábado, 2 de julho de 2022
Bupleurum rigidum L. (Umbelliferae = Apiaceae)
Pensamos que esta umbelífera poderá ser Bupleurum rigidum L. (fotografado em Coimbra, 21.VI.2022), um endemismo da Região Mediterrânica ocidental (https://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameCache=Bupleurum%20rigidum&PTRefFk=7500000).
É uma planta própria de "Matos abertos, clareiras de matos e relvados perenes, geralmente em solos calcários, frequentemente pedregosos." (https://flora-on.pt/#/1Bupleurum+rigidum).
terça-feira, 7 de março de 2017
Eryngium dilatatum Lamarck (Umbelliferae = Apiaceae) e Brachypodium phoenicoides (L.) Roemer & Schultes (Gramineae = Poaceae)
Vamos hoje postar aqui uma bela umbelífera que fotografámos em floração no Verão passado (13.VII.2016), em pleno CW. calc., perto do castelo de Germanelo, 29TNE4831, alt. ca. 300 m, pr. Rabaçal (BL: conc. de Penela): Eryngium dilatatum Lamarck (Umbelliferae = Apiaceae), um endemismo ibero-marroquino (http://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameCache=Eryngium%20dilatatum&PTRefFk=7500000; http://euromed.luomus.fi/euromed_map.php?taxon=344136&size=medium), bastante comum no Centro-Oeste calcário e na metade ocidental do Sul de Portugal (http://flora-on.pt/#/1Eryngium+dilatatum). A gramínea Brachypodium phoenicoides (L.) Roemer & Schultes (Gramineae = Poaceae), muito comum nos locais calcários e não só do Centro e Sul de Portugal (http://flora-on.pt/#/1Brachypodium+phoenicoides, também está bem visível nesta foto, em posição perpendicular à das inflorescências do Eryngium dilatatum.
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segunda-feira, 14 de julho de 2014
Foeniculum vulgare Miller (Apiaceae)
Ainda aqui não tínhamos
postado esta bela umbelífera mediterrânica, o funcho:
Foeniculum vulgare Miller, Gard. Dict., ed.
8: no. 1. 1768
actualmente em floração, e que
terá dado o nome à formosa cidade do Funchal, capital da (também mediterrânica)
Ilha da Madeira, e é muito comum em todo Portugal continental.
(F.Clamote, M.Porto, P.V.Araújo,
J.D.Almeida, J.Lourenço, A.Carapeto, R.Caraça, A.J.Pereira, et al. (2014).
Foeniculum vulgare L. - mapa de distribuição. Flora-On: Flora de Portugal
Interactiva, Sociedade Portuguesa de Botânica. http://www.flora-on.pt/#wFoeniculum+vulgare.
Consulta realizada em 14/07/2014)
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Ferulago capillaris (Link ex Sprengel) Coutinho (Umbelliferae), com o pentatomídeo Graphosoma lineatum (Linnaeus, 1753)
Mais um endemismo ibérico, fotografado na BA: Guarda: Cavadoude, junto à estrada, local granítico seco, 29TPE447945, alt. c. 530 m, 24.VII.2012, Ferulago capillaris (Link ex Sprengel) Coutinho = Ferula capillaris Link ex Sprengel (Umbelliferae), com o belo hemíptero pentatomídeo Graphosoma lineatum (Linnaeus, 1753).
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Angelica major Lag., Elench. Pl. [13] (1816) (Umbelliferae) e um hemíptero
Trazemos aqui hoje o belo endemismo ibérico Angelica major Lag., Elench. Pl. [13] (1816) (Umbelliferae) e um hemíptero, bem engraçado, cuja identicação desconhecemos.
As fotos são provenientes da encosta virada para Manteigas da nossa montanha mais elevada, a Serra da Estrela, alt. ca. 1600 m, 15.VII.2010.
As fotos são provenientes da encosta virada para Manteigas da nossa montanha mais elevada, a Serra da Estrela, alt. ca. 1600 m, 15.VII.2010.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Angelica major Lag. (Umbelliferae) & Senecio pyrenaicus L. subsp. caespitosus (Brot.) Franco (Compositae)
Aqui fica mais uma bela planta da Estrela, local granítico na margem da estrada de Manteigas para o topo, ao longo do vale glaciário do rio Zêzere, 24.VII.2012, com uma composta, talvez Senecio pyrenaicus L.
ex
Loefl., Iter Hispan.
61, 304. 1758 [Dec 1758] Original Data: Notes: Hispan
(http://www.ipni.org/ipni/idPlantNameSearch.do?id=837689-1)
Tratando-se desta espécie, convém esclarecer que a composta visível na foto será
Obviamente, a planta em destaque na foto é uma umbelífera:
Apiaceae: Angelica major Lag., Gen. Sp. Pl. [Lagasca] 13. 1816 Original Data: Notes: Hispan http://www.ipni.org/ipni/idPlantNameSearch.do?id=837689-1,
Um endemismo exclusivo da Península Ibérica.
Para ilustrar melhor o post, vamos juntar mais duas fotos do belíssimo endemismo lusitano pertencente à família das compostas ou asteráceas, obtidas no mesmo local onde encontrámos a bela umbelífera ou apiácea:
(http://www.ipni.org/ipni/idPlantNameSearch.do?id=837689-1)
Tratando-se desta espécie, convém esclarecer que a composta visível na foto será
Senecio pyrenaicus L. subsp. caespitosus (Brot.) Franco, um endemismo considerado exclusivamente lusitano.
Obviamente, a planta em destaque na foto é uma umbelífera:
Apiaceae: Angelica major Lag., Gen. Sp. Pl. [Lagasca] 13. 1816 Original Data: Notes: Hispan http://www.ipni.org/ipni/idPlantNameSearch.do?id=837689-1,
Um endemismo exclusivo da Península Ibérica.
Para ilustrar melhor o post, vamos juntar mais duas fotos do belíssimo endemismo lusitano pertencente à família das compostas ou asteráceas, obtidas no mesmo local onde encontrámos a bela umbelífera ou apiácea:
Asteraceae
Senecio pyrenaicus L. ex Loefl. subsp. caespitosus (Brot.) Franco
-- Nova Fl. Portugal 2: 426, 570 (1984) basionym:Asteraceae Senecio caespitosus Brot.
Fl. Lusit. 1: 390. 1804
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Conopodium majus subsp. marizianum (Apiaceae)
Aqui fica mais um dos nossos preciosos endemismos: Conopodium majus (Gouan) Loret subsp. marizianum (Samp.) López Udias & Mateo, Anales Jard. Bot. Madrid 57(2): 473. 2000 [1999 publ. Jan 2000] IPNI Plant Name Query Results
= Conopodium marizianum Samp., Ann. Sci. Nat. Porto x. 77 (1906) IPNI Plant Name Query Results, um endemismo ibérico conhecido pela curiosa designação vernácula «castanha-subterrânea-menor», como se pode verificar na excelente Flora iberica, vol. X: http://www.floraiberica.es/floraiberica/texto/pdfs/10_129_31%20Conopodium.pdf.
Para acompanhamento musical desta bela umbelífera endémica, escolhemos a excelente abertura do Meistersinger von Nürnberg:
YouTube - Wagner Die Meistersinger von Nürnberg; Prelude to Act I; Solti
Dos mestres cantores de Nuremberg, o mais famoso terá sido possivelmente Hans Sachs: Hans Sachs - Wikipedia, the free encyclopedia
domingo, 31 de outubro de 2010
Cemitério de cardos
Na passada quinta-feira, numa das muitas linhas de água que sulcam Trás-os-Montes, deparei-me com este viçoso cemitério de cardos:
Os cardais são dominados por asteráceas (= compostas) espinhosas anuais de grande biomassa, que por vezes se comportam como bienais. Alguns exemplos:
São também frequentes hemicriptófitos espinhosos [plantas bienais ou perenes que passam a estação desfavorável sob a forma de uma roseta foliar, rentes ao solo], muitas delas também pertencentes à família das asteráceas. Três exemplos fotografados no dito cardal:
Os cardais são dominados por asteráceas (= compostas) espinhosas anuais de grande biomassa, que por vezes se comportam como bienais. Alguns exemplos:
Centaurea calcitrapa (Asteraceae) e Carthamus lanatus (Asteraceae)
Onopordum acanthium (Asteraceae)
São também frequentes hemicriptófitos espinhosos [plantas bienais ou perenes que passam a estação desfavorável sob a forma de uma roseta foliar, rentes ao solo], muitas delas também pertencentes à família das asteráceas. Três exemplos fotografados no dito cardal:
Verbascum thapsus (Scrophulariaceae) e Eryngium campestre (Apiaceae)
Dipsacus fullonum (Dipsacaceae)
Dipsacus fullonum (Dipsacaceae)
Num post com quase um ano discuti brevemente a ecologia dos cardais (vd. aqui).
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sábado, 31 de outubro de 2009
Eryngium maritimum e E. pandanifolium (Apiaceae)
Chega de Eryngium! Encerro esta série de posts com o conhecido E. maritimum, espécie comum em dunas embrionárias, primárias e secundárias, de norte a sul do país:
Eryngium maritimum (Apiaceae) «cardo-marítimo» [Lourinhã, Praia da Areia Branca]
... e com o E. pandanifolium, uma infestante alóctone dos nossos arrozais (e.g. vales do Mondego, Sado e Tejo), indígena do Brasil e Argentina:
Eryngium pandanifolium (Apiaceae). N.b. cada uma das "bolinhas" da inflorescência é, na realidade, um capítulo de flores; o E. pandanifolium é um helófito (= planta anfíbia), i.e. embora viva em zonas húmidas, a maior parte dos seus orgãos aéreos (folhas, caules e flores) emergem acima da água [Paris, Jardin des Plantes]
Impressiona como um género moderadamente diverso (ca. 250 espécies) inclui plantas de ecologia tão diversa (e.g. águas livres pouco profundas, solos temporariamente encharcados, margens secas de caminhos, comunidades efémeras de plantas anuais não nitrófilas e dunas)!
[fotos C. Aguiar]
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Convergência evolutiva: Eryngium (Apiaceae), Daucus (Apiaceae) e Carlina (Asteraceae)
Costumo, logo na primeira aula teórica da disciplina de botânica que lecciono na minha escola, mostrar três desenhos, de três espécies indígenas de Portugal, extraídos da maravilhosa "Flore Complète Illustrée de France, Suisse et Belgique", de Gaston Bonnier:
Daucus carota (Apiaceae)
Eryngium campestre (Apiaceae)
Carlina vulgaris (Asteraceae)
Depois pergunto: qual a espécie evolutivamente mais próxima de Eryngium campestre? Geralmente, o srs. alunos defendem que Eryngium é um parente mais próximo de Carlina, do que de Daucus, porque ambas as espécies são espinhosas. Diz o o inverso - que Eryngium é evolutivamente mais próximo de Daucus - algum repetente, ou o aluno mais avisado que percebe que a pergunta se destina a explorar os conceitos de analogia e homologia .
Os livros escolares do 3º ciclo, ou do secundário, bem podiam divulgar exemplos de convergência evolutiva (ver conceito aqui) no reino das Plantas. É tempo de substituir o eterno exemplo das asas do morcego e da ave.
domingo, 25 de outubro de 2009
Eryngium corniculatum (Apiaceae)
Nas charcas temporárias com água livre até à entrada do Verão é frequente um outro Eryngium, o E. corniculatum.
Eryngium corniculatum (Apiaceae) [Miranda do Douro, Fonte da Aldeia]. N.b. ao fundo, no canto superior esquerdo, Mentha cervina (Lamiaceae), outra planta característica de charcas com águas livres até ao estio; próximo do canto inferior direito observa-se uma inflorescência de Polypogon maritimus (Poaceae)
Eryngium corniculatum (Apiaceae) [Miranda do Douro, Fonte da Aldeia]. As flores de Eryngium estão organizadas em inflorescências tipo capítulo, ao contrário da grande maioria das Apiaceae que possuem umbelas compostas.
O E. corniculatum é um excelente bioindicador do habitat prioritário Rede Natura 2000, "3170 Charcos temporários mediterrânicos".
Página de rosto da ficha do habitat "3170 Charcos temporários mediterrânicos" realizada pela ALFA-Associação Lusitana de Fitossociologia para o Plano Sectorial Rede Natura 2000 (clicar aqui para obter a ficha completa).
[fotos C. Aguiar]
sábado, 24 de outubro de 2009
Eryngium viviparum (Apiaceae)
Todos os anos visito uma certa charca na Serra de Nogueira para rever o Eryngium viviparum. Este ano foi terrível para as plantas anuais adaptadas a solos temporariamente encharcados. Mesmo assim o E. viviparum conseguiu cumprir o seu ciclo biológico, e produzir sementes.
Eryngium viviparum (Apiaceae) [foto C. Aguiar]
O E. vivaparum é um endemismo, de distribuição muito pontual nas fachadas atlânticas de Portugal, Espanha e França. Em Portugal estava há muito citado para três localidades nos arredores do Porto (e.g. Sr. da Pedra, Vila Nova de Gaia). Os terrenos localizados a norte de Leça da Palmeira (Matosinhos), hoje ocupados pela refinaria de petróleos do Cabo do Mundo, deveriam ser particularmente favoráveis a esta espécie. Muito botânicos percorreram nos últimos 15 anos, sem sucesso, os arredores do Porto em busca do E. viviparum. As populações douro-litorais foram certamente extirpadas pela enorme pressão urbanística e industrial a que os arredores do Porto estão submetidos.
Deambulava eu um dia, solitariamente, pela Serra de Nogueira quando dei de caras com uma pequena depressão húmida em rochas básicas, provavelmente construída pelos serviços florestais, ao longe assinalada por pequenos tufos de Juncus effusus. Amarrei-me, como se diz em Trás-os-Montes, e detectei, por entre as plantas de Mentha pulegium (Lamiaceae), as pequeninas e características folhas e inflorescências espinhosas de um grácil Eryngium anual. Como tive a sorte de observar, pela mão da Prof. Dalila do Espírito-Santo, o E. galioides no Algarve, a identificação foi imediata: E. viviparum.
Depois de uns pulos de alegria, de umas fotos e da cuidadosa colheita de 2 exemplares, estendi-me num tapete de Agrostis x fouilladei (Poaceae) com uma palhinha nos dentes a usufruir o sol ameno do início de Verão na montanha , e questionei-me. Como aparece o E. viviparum em Trás-os-Montes? Ainda por cima numa charca artificial? É possível que tenha viajado, de charca em charca, deste tempos imemoriais por esta Serra. A ser verdade os biólogos dirão que o E. vivaparum tem uma dinâmica metapopulacional na Serra de Nogueira. Porém, nunca vi outra população de E. viviparum por estas bandas! O mais provável é que uma ou mais sementes tenham sido acidentalmente transportadas por uma ave, a partir das populações do vizinho Lago de Sanábria. O mais sério candidato para este serviço de dispersão será o pato-real (Anas platyrhynchus). Desde que não seja pertubada esta espécie nidifica facilmente em pequenos charcos, ainda que secos no Verão.
Agora todos os cuidados são poucos. É essencial que os serviços oficiais tomem conhecimento da localização da única localidade portuguesa de E. viviparum, e que se preocupem com a sua conservação. É fácil. Basta deixar estar como está, e não estragar.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Apiáceas litorais: Daucus carota subsp. halophilus
Um endemismo da Costa Vicentina e do Barlavento Algarvio, o Daucus carota subsp. halophilus:
Esta apiácia pode ser localizada, sem grande esforço, nas escarpas litorais, geralmente em ressaltos húmidos e protegidos do sol.
A subsp. halophilus é bem distinta das restantes (quatro) subespécies de Daucus carota presentes em Portugal continental. Não sei que chegue de Daucus para ter uma opinião informada, mas o estatuto de espécie fazia sentido nesta planta.
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Apiáceas litorais: Distichoselinum tenuifolium e Cachrys libanotis
Raramente tenho oportunidade de explorar a flora e a vegetação litorais na Primavera porque vivo a 200 km do mar. Chegam o Verão, as férias e a praia ... e a maior parte das plantas do litoral já floriu e frutificou. Não vejo Armeria, Thymus, Stauracanthus ou Linaria anuais em flor. Em contrapartida, colho e fotografo bons "cadáveres" de apiáceas. Sobra-me esta consolação porque para identificar apiáceas (= umbelíferas) são necessários frutos maduros de preferência colhidos em indivíduos senescentes (a grande maioria das umbelíferas portuguesas é anual ou se perene renova anualmente a parte aérea na Primavera).
Aqui vão duas curiosas e infrequentes umbelíferas litorais:
Distichoselinum tenuifolium. O género Distichoselinum é endémico da Península Ibérica e monoespecífico (detem uma única espécie). O D. tenuifolium distribui-se desde a Comunidade Valenciana (Espanha) até ao Algarve. Fotografei esta planta nas arribas sobranceiras à praia do Burgau (Algarve).
Cachrys libanotis. Esta espécie dunar tem uma área de distribuição mais lata (W da Região Mediterrânica) embora em Portugal se restrinja ao Algarve e à costa do SW. Sem grande esforço podem-na encontrar nas dunas secundárias de algumas das praias mais famosas da Costa Vicentina.
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