Então hoje foi dia de observarmos uma Super Lua!
Desde 1948 (foi no ano em que nasci e não me lembro nada...) que não se via uma Lua assim e só voltaremos a vê-la lá para 2034 (oh no! not me...)
Como não tenho máquinas com capacidade para captar uma Super Lua desta dimensão, socorri-me das mais belas fotos que encontrei no facebook.
| (foto do site da CM de Lisboa) |
| (foto do as-nunes) |
| (foto da manu) |
| (foto do Rui Pascoal) |
| (foto do António Sequeira) |
E porque a Lua está intimamente ligada à poesia, deixo aqui dois poemas muito diferentes de poetas lusos - também eles muito diferentes.
À Luz da Lua!
Iamos sós pela floresta amiga,
Onde em perfumes o luar se evola,
Olhando os céus, modesta rapariga!
Como as crianças ao sair da escola.
Em teus olhos dormentes de fadiga,
Meio cerrados como o olhar da rola,
Eu ia lendo essa ballada antiga
D'uns noivos mortos ao cingir da estola...
A Lua-a-Branca, que é tua avozinha,
Cobria com os seus os teus cabellos
E dava-te um aspeto de velhinha!
Que linda eras, o luar que o diga!
E eu compondo estes versos, tu a lel-os,
E ambos scismando na floresta amiga...
António Nobre, in 'Só'
Noite Luarenta
Noite luarenta
Noite a luarar
Noite tão sangrenta
Noite a dar a dar
Na chaminé da planície
a solidão a cismar
na chaminé da planície
noite luarenta a dar a dar
Noite luarenta
noite de mistério
noite tão sangrenta
solidão cemitério
Na chaminé da planície
o Alentejo a solidar
noite luarenta que o visse
noite luarenta a dar a dar
Noite luarenta
noite luarol
na chaminé da planície
o temor e o tremor
O cavalo a luarar
a lua a fazer meiguice
noite luarenta a luarar
noite luarenta a luarice.
António Gancho, in 'O Ar da Manhã'
Que esta Super Lua nos traga Sorte!