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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

A Super Lua

Então hoje foi dia de observarmos uma Super Lua! 

Desde 1948 (foi no ano em que nasci e não me lembro nada...) que não se via uma Lua assim e só voltaremos a vê-la lá para 2034 (oh no! not me...)

Como não tenho máquinas com capacidade para captar uma Super Lua desta dimensão, socorri-me das mais belas fotos que encontrei no facebook.

(foto do site da CM de Lisboa)

(foto do as-nunes)

(foto da manu)

(foto do Rui Pascoal)

(foto do António Sequeira)
E porque a Lua está intimamente ligada à poesia, deixo aqui dois poemas muito diferentes de poetas lusos - também eles muito diferentes.


À Luz da Lua!
Iamos sós pela floresta amiga,
Onde em perfumes o luar se evola,
Olhando os céus, modesta rapariga!
Como as crianças ao sair da escola.

Em teus olhos dormentes de fadiga,
Meio cerrados como o olhar da rola,
Eu ia lendo essa ballada antiga
D'uns noivos mortos ao cingir da estola...

A Lua-a-Branca, que é tua avozinha,
Cobria com os seus os teus cabellos
E dava-te um aspeto de velhinha!

Que linda eras, o luar que o diga!
E eu compondo estes versos, tu a lel-os,
E ambos scismando na floresta amiga...

António Nobre, in 'Só'



Noite Luarenta

Noite luarenta
Noite a luarar
Noite tão sangrenta
Noite a dar a dar

Na chaminé da planície
a solidão a cismar
na chaminé da planície
noite luarenta a dar a dar

Noite luarenta
noite de mistério
noite tão sangrenta
solidão cemitério

Na chaminé da planície
o Alentejo a solidar
noite luarenta que o visse
noite luarenta a dar a dar

Noite luarenta
noite luarol
na chaminé da planície
o temor e o tremor
O cavalo a luarar
a lua a fazer meiguice
noite luarenta a luarar
noite luarenta a luarice.

António Gancho, in 'O Ar da Manhã'

Que esta Super Lua nos traga Sorte! 

sexta-feira, 8 de abril de 2016

O Enterro do Bacalhau

É uma tradição do Soutocico, um sítio daqui do concelho de Leiria, a caminho das Cortes, onde nasce o rio Lis: o Enterro do Bacalhau.

Uma festa pagã que se realiza de quatro em quatro anos em que a população representa uma peça teatral que remonta a 1938 e que conta com cerca de 300 figurantes. Estes fazem-se passar por padres, freiras, bispo, sacristão, pescadores, varinas e músicos, num cortejo que inclui paragens em que são declamados sermões com textos satíricos. 

Trata-se de um protesto contra a proibição do consumo total de carne durante a Quaresma mas que abria uma excepção a todos os que comprassem a bula, um indulto apenas ao alcance dos mais abastados, pelo que o povo se socorria do bacalhau por ser mais barato.

O “Enterro do Bacalhau” chegou a ser proibido pelo regime de Salazar, mas foi reatado após a revolução de Abril de 1974.

Este ano houve "Enterro do Bacalhau". Realizou-se no passado sábado, dia 2, e foi assim.




















As fotografias são do meu genro Francisco Mendes que ganhou o concurso de fotografia lançado pelo Jornal de Leiria  para cobrir o evento.


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Curiosidades

A propósito das imagens que ontem aqui deixei, o meu amigo Irlando do discretíssimo blog photosdeportugal enviou-me por mail uma fotografia que não posso nem quero deixar de copiar para aqui.

Trata-se de uma fotografia a branco e preto das Portas do Ródão tirada em 1967, antes da construção da barragem do Fratel cuja albufeira inundou as gravuras neolíticas nas rochas da margem direita do rio.



Imagem de uma das gravuras mais conhecidas do vale do Tejo.




(Para saber mais consultar: http://tejo-rupestre.com/ )

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Gosta de selfies?

Eu, por acaso, não gosto de selfies. Nunca tirei nenhuma, apesar de estar super-na-moda!

Só que as selfies não são de agora. Senão vejam.




E até antes já se faziam...



E os amigos gostam de selfies?

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Uma fotografia

Pelo facebook ficamos a saber de tudo! Acreditam que conheço uma colega/amiga professora vai para uns trinta anos, dou-me muito bem com ela e só hoje fiquei a saber que o seu dia de aniversário é hoje? Abençoado facebook...

Também me (re)lembrou que hoje é celebrado o dia da fotografia. Por isso deixo aqui uma bela fotografia do meu amigo blogger Irlando Tavares.


São capazes de descobrir onde foi tirada?



quinta-feira, 18 de junho de 2015

Atenção, fotógrafos!

É que recebi este aviso por mail e logo pensei nos meus amigos que gostam e praticam a fotografia. Por isso apressei-me a deixar aqui o aviso para que todos o possam ter em conta!

Ora reparem como um inocente e inócuo sapato pode arruinar uma bela foto...



quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Homens!



Nem é preciso dizer mais nada, pois não?!...

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Fotografias

Para celebrar o dia mundial da fotografia, deixo aqui as melhores fotografias - e desculpe-se-me a "vaidosice" - dos meus meninos...


A "estrela"...

Beijinhos para todos!

Olha a bolinha de Berlim!
(Até parece um grande comilão!...)

O "Perigoso"


Ainda com os caracolinhos...

... e já sem os caracóis.
(mas com cara de maroto!)



domingo, 23 de junho de 2013

Exposição do Mundo Português

Li nas efemérides do jornal que foi a 23 de Junho que se inaugurou a grandiosa Exposição do Mundo Português em 1940, evento que Salazar quis levar a cabo com a nacionalista finalidade de celebrar o aniversário da fundação de Portugal (1140) e o aniversário da Restauração da Nacionalidade (1640). Seria uma magnificente exposição ao jeito das Exposições Mundiais que, desde a segunda metade do século XIX, se realizavam nas grandes cidades civilizadas – a primeira realizou-se em Londres, em 1851 – mas que à época não chegavam às cidades portuguesas. Curiosamente, uma dessas exposições mundiais, a quarta, aconteceu na cidade do Porto, no ano de 1865, no tempo do Rei D. Luís, voltando a calhar em Portugal apenas no ano de 1998, com a Expo’98. 

Primeiro Palácio de Cristal construído para a Exposição


Mas o que Salazar quis foi mostrar ao mundo “as malhas que o Império” teceu e como a sua governação era florescente e então resolveu pôr o saber, a garra e a imaginação do Engº. Duarte Pacheco em ação que meteu ombros à obra. (Se puderem e gostarem, leiam o romance “A Cova do Lagarto” de Filomena Marona Beja sobre o tempo e a vida de Duarte Pacheco. É muito bom.)

Não era nascida nem sequer estava pensada quando esta Exposição se realizou, mas lembro-me muito bem de ouvir a minha mãe falar sobre o acontecimento. Não admira: a viver em Algés havia muitos anos, adolescente irreverente com um padrasto querido que lhe fazia as vontades todas e com um irmão mais velho que a acompanhava para todo o lado, assistiu de muito perto quer à construção, quer à continuidade da dita exposição já que esta teve lugar na zona ribeirinha de Belém. O evento lá deve tê-la marcado, não posso dizer a que nível, porque sempre falava desse acontecimento com emoção, especialmente por três motivos: primeiro pelo que por lá se divertiu (imagino os namoricos…); depois pela grandiosidade do empreendimento; e por fim pela pena que sentiu dos nativos e dos animais que vieram de todas as colónias para mostrar a diversidade e a vastidão do Império porque passaram muito frio e muita falta de condições de toda a ordem.

Daí o fascínio que esse acontecimento a que não assisti e que conhecia apenas de ouvir falar sempre exerceu sobre mim. Por isso, assim que soube da mostra fotográfica da Exposição do Mundo Português no Padrão dos Descobrimentos nos primeiros meses deste ano, aí fui eu ver. 

Deixo aqui algumas fotografias das fotografias pedindo desde já desculpa pela pouca qualidade das mesmas por não ser fácil fotografar fotografias que estavam pregadas muito alto e mais ainda pela falta de habilidade da fotógrafa…

Para um melhor visionamento das fotos da Exposição sugiro uma visita ao blog Restos de Colecção







  





















 O homem era ou não era megalómano?



sábado, 18 de maio de 2013

Museu da Cerâmica

O último museu que visitei foi o Museu da Cerâmica instalado na área da antiga Fábrica de Loiça de Sacavém. 

Tinha uma bela exposição de azulejos Art Noveau e uma pequena exposição/homenagem ao fotógrafo  Eduardo Gageiro que começou, muito novo, a trabalhar nos escritórios da antiga Fábrica.

Painel da entrada

 Forno da antiga fábrica

















Da exposição/homenagem a Eduardo Gageiro (pouca coisa porque é sempre difícil tirar fotografias a fotografias emolduradas com vidro e sem poder usar o flash)




(O escultor seu amigo Armando Mesquita era o pai da nossa amiga Clotilde Fava)

















Para quando nova mudança de retrato?!