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sexta-feira, 17 de abril de 2020

Coro do Orfeão de Leiria

Neste tempo de reclusão forçada e de afastamento compulsivo à conta do tal vírus, o Coro principal do Orfeão de Leiria gravou o vídeo da cantiga medieval - Tourdion - em modo de vídeo conferência, o que eu considero uma experiência quase impossível.  (Se bem que nos tempos atuais quase não haja impossíveis...)

E porque está um trabalho tão bem conseguido e porque alguns dos/das coristas são meus amigos e meus conhecidos, não pude deixar de o trazer aqui.

São só três minutos e é tão bonito! Se puderem, vejam, oiçam... É um brinde à Vida!




«Quand je bois du vin clairet
Amis tout tourne, tourne, tourne, tourne
Aussi désormais je bois
Anjou ou Arbois

Chantons et buvons
À ce flacon faisons la guerre
Chantons et buvons
Mes amis
Buvons donc

Hey, der gute, kühle Wein
Macht alles kunterkunterbunt sich drehen
Holt die Gläser schenket ein
Anjou und Arbois…»



quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Que fácil é criminalizar os pobres!


As notícias nos nossos telejornais (de todos os canais televisivos) são repetidas à exaustão. São dadas de manhã, repetidas à hora do almoço com as mesmas entrevistas e os mesmos comentários ipsis verbis, depois são-nos servidas requentadas e com sorrisinhos marotos e piscadelas de olho à hora do jantar. E se formos aos canais de notícias, temos de “levar com elas” de hora a hora. Nomeadamente as que pretendem denegrir o atual governo.

Foram os fogos, depois as boas das golas contra fumos (e não contrafogos, como eles quiseram muito fazer crer), seguidamente vieram as greves dos motoristas de matérias perigosas com o inefável Pardal e com os avisos supra alarmistas de que o país ia parar, que íamos ficar trancados em casa ou no Algarve, sem combustível para fazer andar os carros e, para cúmulo, a morrer de fome, porque iam faltar os alimentos nos supermercados.

Agora temos o triste caso das meninas gémeas de 10 anos que viviam e condições sub-humanas numa garagem, sem sequer terem ainda ido à escola. Horrível!

 Mas mau de mais é também estarem sempre a mostrar o local onde aquela família habita como mau de mais é também estarem sempre a repetir aquela miséria e a “entrevistarem” aqueles pobres pais.

Por esta altura, se houver alguém que leia este meu texto, já deve estar com vontade de me “pegar fogo” por estar a tratar aquelas pessoas por “pobres pais” sem os apodar de criminosos. Mas passo a explicar-me: quantas pessoas vivem no nosso país abaixo ou mesmo no limiar da pobreza? Que condições de vida têm? Que instrução/educação têm para se organizarem? Que grau de cidadania os assiste para saberem e conseguirem fazer as coisas direitinhas? Mas isso não interessa nada! O chamado ministério público já vai criminaliza-los, impede-os de contactarem as pobres crianças e pronto – ficamos todos com as nossas conscienciazinhas burguesas acalmadas…

Então e as meninas não tinham sido já sinalizadas em 2013 pela CPCJ? E de novo dois ou três anos depois? E os pais (pobres de dinheiro, de espírito, de educação, de apoio de toda a ordem) vão à escola matricular as crianças e são impedidos de o fazer porque não tinham mais nada senão a cédula de nascimento? Então e quem está à frente das escolas não tem o dever e a obrigação de denunciar esses casos abstrusos à polícia e aos tribunais a fim de serem regularizados?

Então e para que servem as CPCJ?! Faço-me esta pergunta há anos desde que, por inerência de funções, me vi forçada a participar nas reuniões multidisciplinares de um desses organismos! Ah, não temos pessoal! Ah não temos competências! Ah… não têm vontade, força nem sentido de cidadania! – gritei a alguns dos elementos que me contactavam na direção da “minha escola” quando tinham de tratar (ou não…) casos de alunos nossos.

E não se criminaliza aquela CPCJ que ignorou ou nada fez pelas miúdas?! Não! Criminalizam-se os pais que são pobres de tudo, de dinheiro, de comida, de instrução, de conhecimento e é mais fácil!

Que nojo!




domingo, 17 de março de 2019

Ils sont fous ces anglais...



Tradução livre.

Uma breve história da relação da Bretanha com a UE

Reino Unido: queremos mm desconto nas taxas-
UE: Ok.
Reino Unido: Não queremos pertencer ao Euro.
UE: Ok.
Reino Unido: Não queremos pertencer ao espaço Shengen.
UE: Ok.
Reino Unido: Queremos uma restrição dos benefícios até as pessoas trabalhem aqui durante algum tempo.
UE: Ok.
Reino Unido: Queremos deixar de pagar os benefícios às crianças que não estão no Reino Unido.
UE: Ok.
Reino Unido: Queremos expulsar as pessoas que vêm para cá e não querem trabalhar nem têm como se sustentar.
UE: Está bem; também podem.
Reino Unido: Queremos montes de tratamento especial que os outros países não conseguem.
UE: Bem… não podemos dar isso sem a concordância de todos os outros.
Reino Unido: Se não nos dão o que queremos, vamo-nos embora.
UE: Estão a exagerar, mas vocês é que sabem…
Reino Unido: Está bem, então saímos.
UE: Então adeus.
Reino Unido: Agora que estamos de saída queremos tudo o que tínhamos antes.
UE: Bem…. Isso não funciona assim…
Reino Unido: Se não nos dão o que queremos, vamos embora sem nada.
UE: (coçando a cabeça) Ok… er… er… pois…
Reino Unido: Estamos a falar a sério: vamo-nos embora sem nada para vos dar uma lição.
UE: Então adeus (outra vez).





sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Homens vs Mulheres

Como não tenho tempo nem grande disponibilidade mental para mais, deixo aqui mais uma imagem que, como (quase) todas as imagens, vale por mil palavras.



Bom fim de semana!

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

What now?

E agora, Mrs May, o que se segue?


domingo, 28 de outubro de 2018

Tristes imagens!


Vejo cada vez menos televisão – vá-se lá saber porquê…

Deixamo-la ligada a partir da hora do jantar, mas pouca atenção lhe vou dando.  Ontem, porém, duas imagens me impressionaram especialmente. 

Passo a expor: a primeira foi num relance que me apareceu a Judite de Sousa (a quem eu gosto de chamar por gozo “carochinha de sousa”) que se mandou para o Brasil a semana toda para fazer a cobertura das eleições – dizem eles. Apareceu-me então a senhora diretora de informação da tal estação de televisão sentada, muito bem produzida, muito bem pintada, muito bem penteada e com uns óculos enormes (a fazer lembrar uma professorinha) a entrevistar um senhor que não sei quem era. Nem interessa porque o que impressionou foi mesmo a figurinha da dita diretora de informação. Que me desculpem os mais austeros, mas por milésimos de segundos pareceu-me ver uma daquelas “acompanhantes brincalhonas” que se mascaram de certas profissões para mais facilmente divertirem e excitarem os companheiros. Na situação em questão, a senhora estaria travestida de professorinha divertida… E como sou mesmo mazinha, pensei que a senhora foi até ao Brasil, desta vez sem o ex apresentador Marcelo e sem o ex banqueiro Salgado, pensando que ia para o Carnaval ou para mais uma festa de passagem de ano…

A outra imagem que me impressionou – e esta bem mais do que a anterior – foi ver o inefável presidente dos Estados Unidos, com aquela inexpressão facial que lhe é característica, e uma esvoaçante gravata bem encarnada, afirmar que, no trágico caso do tiroteio numa sinagoga em Pittsburgh, melhor teria sido se houvesse dentro da sinagoga forma de se defenderem. Nem quero imaginar que o serviço dentro das sinagogas e das igrejas passe a ser feito naquele país com uma arma encostada ao altar…





sexta-feira, 26 de outubro de 2018

O voto

Do melhor que já vi sobre o voto.

Atenção Brasil! E Portugal. E o resto do mundo.

Atenção a todos nós!


(in Jornal de Letras)

domingo, 21 de outubro de 2018

Depois da paralisação dos táxis...

... espera-se nova paralisação em Lisboa...

E não são os professores do Mário Fenprof! Nem os enfermeiros da menina Cavaca....

São mesmo OS CARTEIROS!!!





sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Modernices...

Cuidado, meu povo, com as modernices que instalam lá em casa!

Prestem atenção e... riam à vontade (eu, pelo menos, ri-me a bandeiras despregadas...)



sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Sindicato? Que sindicato?

A jovem que me atendeu no balcão do pão foi a mesma que me atendeu na charcutaria. Tão mal-humorada! Não indelicada, mas de cara tão fechada (diria “com umas trombas!”, mas o respeito por ela não mo permite) um ar tão aborrecido! Entende-se – deve ser um daqueles trabalhos temporários que explodem para o ar no verão, especialmente no Algarve.

Sabemos como os jovens são explorados, violentamente explorados nos empregos e não apenas a nível da restauração ou dos supermercados, mas também os jovens engenheiros, os jovens escriturários, os jovens advogados, os jovens economistas, os jovens… Explorados de facto porque a procura é inferior à oferta, porque não há quem os defenda, mas especialmente os “nossos” empregadores são meros patrões(zecos), muito longe que estão, com raras exceções, de serem verdadeiros empresários.

Quando cheguei à caixa para pagar as compras, a joven(zinha) deitava lume pelos olhos e vociferava para a colega da caixa ao lado «adoro estas cenas! Quantas horas mais tens de dar? Das nove às sete não lhe chega…» etc. etc.

O cliente que estava atrás de mim entrou na conversa, que eram realmente muitas horas seguidas e “sempre a bombar”. Aí a joven(zinha) rebentou: «e não temos ordem de ir à casa de banho, nem de parar para beber água, só na casa de banho é que não temos câmaras de vigilância, o almoço é na cave no meio das mercadorias e a correr, não temos direito a receber horas extraordinárias,,, e interrompeu-se porque a senhora que estava a ser atendida já se tinha enganado no código do multibanco.

Quando começou a atender-me, eu apenas lhe disse: «Sindicato, minha querida, sindicato!» E ela, rápida: «Que sindicato?!»

De facto, que sindicato? Sindicatos, agora, só mesmo o das enfermeiras com aquela senhora bem escavacada que grita GREVE! GREVE! Enquanto aumenta o seu ordenadito lá no partido. Sindicatos só mesmo os dos médicos que vêm às televisões apregoar pelo SNS que, pela calada, ajudam a enterrar. Sindicatos só mesmo aquele, inefável, dos professores a gritar GREVE! GREVE! Vamos destituir o ministério como da outra vez…

E eu, tão tonta, de repente, a sentir-me no tempo em que ainda acreditava no Pai Natal e na Fenprof-pré-Mário. Eu a sentir-me orgulhosa por a minha mãe, anos 60, ser professora em colégios e ser sindicalizada… Tão parva! A falar à joven(zinha) em sindicatos…

De facto, agora, que sindicatos? Apenas os do setor público. Os do setor privado não podem, não têm força para regatearem nas televisões a queda de ministros, a queda de governos.

E os trabalhadores do privado, temporários, a recibos verdes, a prazo, se refilam e falam no sindicato, vão para a rua ou para onde os patrões(zinhos) os quiserem mandar…




terça-feira, 24 de julho de 2018

Pérolas

O inafável José Rodrigues dos Santos abriu hoje o telejornal da hora do jantar com uma  pérola  digna de um Trump, sei lá!!!

Enquanto este nega as alterações climáticas...


... o senhor Rodrigues dos Santos que recebe o seu ordenado na estação pública, mas que ataca com unhas e dentes (eu diria até com as orelhas, mas não fica bem...) todas as ações do governo, afirmou, sem pestanejar, nem se rir, que os incêndios que lavram na Grécia devem-se às alterações climáticas (aumento das temperaturas e ventos fortes) que se têm registado na zona do Mediterrâneo. 

Já os fogos que tragicamente assolaram o nosso país no ano passado tinham-se devido a mera negligência do governo, falta de meios e falta de medidas preventivas e sei lá quantas mais falhas do governo...

Outra pérola que se seguiu no mesmo telejornal foi o inatacável e super confiante chefe do maior partido da oposição que afirmou que o atual ministro das finanças se contradisse nas declarações que fez sobre o próximo orçamento de Estado. E acrescentou, cheio de sarcasmo e de sabedoria popular, que «mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo».

O engraçado é que não me lembro de alguma vez ter visto coxear o anterior PM ou outras altas individualidades do seu partido que mentiram ao povo desde o primeiro dia em que chegaram ao governo (eles até nem iam cortar os subsídios de Natal e de férias e depois foi o que se viu...) até ao ultiminho em que prometeram devolver-nos a sobretaxa do IRS...


Enfim!

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Telemóveis na escola?

Há dias foi transmitida a notícia de que em França iam proibir os telemóveis nas escolas. Do jornal para onde escrevo uns textos pediram-me, na qualidade de ex-professora e presidente de escola, um comentário sobre o assunto para um fórum que publicam todas as semanas.

O comentário que apresentei foi o seguinte:

«Parece-me uma ótima medida. Oxalá pudéssemos nós, no nosso país, aprender com esse bom exemplo. Durante as aulas, o processo de aprendizagem necessita de atenção, concentração e sossego para que se realize – talvez se poupasse muito dinheiro aos pais em explicações! Por outro lado, os intervalos servem para gastar energias acumuladas, descansar a mente e conversar de viva voz e não estar “enfronhado” nos aparelhos. Outra vantagem será o “desligar” dos pais, tornando as crianças e os adolescentes mais autónomos.»

Pois fiquem a saber, caros amigos, que o meu foi o único texto favorável à medida francesa. Senti-me autêntica «velha do Restelo»!

Os restantes participantes no fórum eram o Professor Daniel Sampaio, dois professores da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais aqui de Leiria, um diretor de agrupamento de escolas e o diretor de um centro de formação de professores. Todos liminarmente contra! com exceção do diretor de agrupamento, que ainda falou em mudança de metodologias na sala de aulas. Todos os restantes comentadores não são professores de adolescentes há anos e estão a ano-luz da realidade das escolas e do ensino que, de um modo geral, ainda se pratica nas salas de aulas.

Diz um: «Quando a escola diaboliza uma tecnologia perde a oportunidade de educar para ela. Ao diabolizar os telemóveis, perde também as múltiplas funcionalidades destes equipamentos para potenciar a renovação dos contextos de aprendizagem.»

Outro acrescenta: «Há mais vantagem no uso do telemóvel nas escolas do que na sua proibição para voltar ao uso do dicionário de milhares de páginas e à pesquisa em atlas ou enciclopédias tantas vezes desatualizadas.»

E ainda outro: «A proibição de levar o smartphone para a escola é, para mim, uma medida exagerada e que poderá revelar algum desconhecimento sobre estas matérias.»

O Professor Daniel Sampaio, por quem nutro a maior consideração, apresenta uma opinião um tanto naïf: «Não concordo porque o telemóvel faz parte da vida dos adolescentes e também dos seus professores. (…) Quer em família, quer na escola, é preciso criar regras de utilização, em que há períodos em que é possível utilizar o telemóvel, nos outros períodos não é.»

Todos eles falaram do uso do smartphone em termos de ferramenta de estudo e de pesquisa no âmbito da sala de aula, quando sabemos muito bem que a grande maioria das aulas – com honrosas exceções, naturalmente! – continuam a ser bastante expositivas, com base nos manuais adotados e pouco mais.

… … Mas como diziam os outros: don’t let me be misunderstood!  *  Nada tenho contrao uso das tecnologias! Eu própria tenho um I Phone e um I Pad e gosto. Os meus netos também têm os seus gadgets eue usam e gostam. Mas tudo tem o seu tempo e o seu espaço. Se os miúdos os tiverem ali à mão na escola, garanto-vos que – a não ser nas aulas de TIC ou nas bem programadas para o seu uso, que são poucas – eles não os usam senão para irem ao facebook ou ao Messenger, ou até com outras finalidades piores...


*



quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Para reír...






*Maurício Macri (!959) engenheiro civil, político, empresário, executivo e dirigente desportivo que se tornou presidente da Argentina em 10 de Dezembro de 2015.


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Se não digo, rebento!

Corro o risco de levar os meus queridos seguidores/visitantes a pensar que estou a tornar este espaço mais de registo e discussão dos aspetos negativos do dia-a-dia do que a tratar das maravilhas da vida, da arte, da escrita, das estações do ano, da poesia.

A questão é que, todos os dias os órgãos de comunicação social nos pretendem vender “gato por lebre” e eu não aguento.

Quando eu era tímida e trabalhava na escola, tinha, muitas vezes, de ir a reuniões alargadas com presidentes de outras escolas para discussão de problemas da vida escolar dos alunos. Muitas vezes, tinha opiniões muito diversas das do grupo e eu ouvia, ouvia, e quando “enchia”, pedia a palavra e dizia: «Desculpem, não concordo nada com isso e, se não digo, rebento…»

Assim estou agora: «Se não digo, rebento!»
Então andam mais de não sei quantos funcionários do Ministério Público (seja isso o que for) daqueles com formação (ou sem ela, sei lá!) a fazer inquirições (era o que fazia o Ofício dito Santo e a polícia política do ditador) por causa de dois convites para ir assistir a jogo de futebol e os outros restantes funcionários a inquirir dois antigos secretários de Estado de um governo de há anos porque utilizaram indevidamente o cartão de crédito – não, não foi para comprarem fatos Armani, nem para levarem a família a fazer viagens à Seicheles – para comprarem livros e revistas que levaram para casa quando terminaram o mandato.

 Quantos bilhetes de futebol e quantos livros e revistas se poderiam comprar com os milhões roubados no âmbito do crime financeiro do século no BPN, ou do BES?

Quantos bilhetes de futebol e quantos livros e revistas poderiam ser comprados com as luvas recebidas (e desaparecidas) com a compra dos Pandur e dos submarinos?

Querem fazer de nós parvos ou trata-se apenas de continuar e prolongar sine die o processo de difamação das governações de esquerda iniciado em 2004 com o obscuro e infame caso Freeport?

De nada mais se fala nesta torpe e infame comunicação social. Entretanto, o ex ministro Miguel de Macedo foi hoje ouvido em tribunal sobre o caso dos vistos gold – mas a comunicação social, caladinha. Ontem um dos arguidos da operação FIZZ afirmou em tribunal que tinha provas da manipulação da Procuradora Geral (desta) República e dados sobre quem a PGR tem andado a proteger – mas a comunicação social, caladinha, caladinha…

E querem vocês que eu me cale também? Não posso. Senão rebento!



Nota Final – li agora que o Partido Popular Europeu quer ver discutido o caso dos bilhetes de futebol no Parlamento Europeu!


Aonde vamos parar? 

domingo, 28 de janeiro de 2018

Desculpas frouxas

Volto ao tema do passado dia 25 Impunidade. É que se nesse dia me sentia furiosa, hoje não o fiquei menos com as notícias dos jornais: «MP não está preparado para lidar com casos de violência doméstica» - em grandes parangonas na primeira página.

E continuam: “Os funcionários do MP não têm formação nessa matéria, não lhes é dada por parte do Ministério da Justiça e não existe número de funcionários que permita um atendimento personalizado, nem pelos funcionários nem pelos magistrados.” – afirma o presidente do sindicato.

Para além da minha fúria crescente e incontida, duas observações acorreram, ato contínuo, ao meu pensamento:

             Uma, que tem a ver com a minha vasta experiência de professora enquanto presidente executiva: quando, perante novos projetos, novas tendências pedagógicas, reviravoltas nos programas, os colegas bradavam: “Não temos formação para isso! O ministério não nos deu formação para isso!” – Eu respondia-lhes muito simplesmente: “Há bibliografia sobre o assunto. Há aquilo a que se chama autoformação [já para não invocar o brio profissional!...] Se conseguimos tirar uma licenciatura [e ainda era daquelas de cinco anos…] também conseguimos fazer a nossa autoformação!”

                A outra, talvez mais violenta, é que me parece que o MP só tem formação para averiguar “delitos” de primeira grandeza como o pedido de dois bilhetes para ir ao futebol, ou umas viagens para ir ver o Europeu. “Delitos” que sempre implicam figuras da atual governação. Esta formação que o MP tem em barda esbate-se, esfuma-se, dissipa-se quando estão em causa delitos menores como o caso dos inexplicáveis roubos no BPN, o caso dos submarinos, dos Panama Papers, da Tecnoforma, o caso das adoções feitas a trouxe-mouxe pelos ditos bispos da IURD – só para referir os mais mediáticos.

E, lamentavelmente, tenho de concluir que somos um povo manso que mansamente aceita todas as desculpas frouxas que nos põem pela frente…





sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Assédio

O tema está na ordem do dia.Com todas as verdades e com todos os exageros. 

Veio de Hollywood e até a Catherine Deneuve se meteu ao barulho.

E hoje dei com este caso. Grave.




sábado, 30 de dezembro de 2017

Paradoxo

Chamo-lhe paradoxo porque não quero parecer mal educada. Mas na época de ser bom, parece que ainda custa mais saber disto:


Notícia 1

A filha do ex presidente de Angola é a primeira mulher bilionária africana (1000 milhões de dólares).

Notícia 2

A UNICEF precisa de 4 milhões de dólares para salvar as crianças angolanas subnutridas.




quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Bali Hai







A inesperada entrada em erupção do vulcão Agung na ilha de Bali trouxe-me à memória uma belíssima canção do filme musical daqueles muito românticos Ao Sul do Pacífico, de 1958, e que eu vi em inícios de 60. Nunca mais me esqueci da canção e são muitas as vezes que trauteio o refrão.

Bali Ha'i é o nome dado a uma ilha mítica que se avista no horizonte mas que é inalcançável. No filme tem uma conotação mágica, romântica. O filme passa-se no tempo da Segunda Guerra e a ilha encontra-se ocupada  pelas tropas americanas. A matriarca da ilha vende produtos aos soldados que lhe chama Bloody Mary.

Suponho que ninguém se lembrará, mas a canção é tão bonita e está tão bem cantada pela misteriosa Bloody Mary!  Ora vejam.




sábado, 11 de novembro de 2017

Foram umas em cima das outras!

Esta semana foi de mais!!

Primeiro foi a cena da interrupção dos velórios por agentes da PSP para levarem os corpos das vítimas da legionela para serem autopsiados. Não me apercebi ainda de qualquer pedido de desculpas formal às famílias destratadas.

Depois veio o presidente da República, na sua excessiva necessidade de se fazer notar, elogiar a ação social da mulher do anterior presidente, elevando-a à categoria de “madrinha” de todos os portugueses.

A seguir realizam o jantar de encerramento de um evento de índole económico-social e promocional no Panteão Nacional. (Parece que, na fúria de fazerem dinheiro, os governantes anteriores despacharam no sentido de se poderem alugar monumentos nacionais para realizar festividades…)

E, por último (mas provavelmente não em último!) o semanário Expresso – que já foi um jornal de referência, mas que, de há uns tempos para cá, se tem comportado como se de um tablóide do tipo Correio da Manhã se tratasse – abre a sua primeira página com este glorioso título:

«Orçamento de Estado – Costa dá €1200 milhões a PCP e Bloco»



Estarão todos a ficar afetados pelo clima, ou sou eu que estou a ver mal?