Dizia-me um dia um professor que, para melhor compreendermos os outros, deveríamos tentar antes colocarmo-nos no lugar deles. Só assim seríamos capazes de entender melhor as motivações dos seus sentimentos e actos.
Anteontem foi mais um dia, talvez como um outro qualquer, em que muitas famílias se juntam em paz, harmonia e amor para celebrar a Páscoa, mas chamaram-lhe o Dia do Pai. Como sempre e já habitual, nos dias de algo, o sentido comercial prevalece e, vistas assim as coisas, quase perdem o sentido: - “Não fora um beijo da minha filha, uma mensagem via telemóvel do filho e o dia terminava normalmente!”
Mas, tocou-me a reportagem que uma televisão nos mostrou à noite, na qual um alto responsável policial da zona norte relatava, com um sentimento de profunda tristeza, o registo de vários casos de agressões físicas de filhos a pais, resultado de um estudo realizado na zona de Viana do Castelo, de Janeiro a Fevereiro deste ano.
Impressionaram-me não os números que ele forneceu ao jornalista, mas a atitude profundamente sentida, mais como filho do que como polícia – um homem ligado a uma vida dura dada a poucos sentimentalismos que fez também um sincero apelo a todos os filhos para que estimassem e respeitassem os pais. Pelo menos, enquanto eles se mantivessem entre nós. Fazia-o falando com saudade do seu pai que já tinha partido do mundo dos vivos. Quase a chorar, pedia que tais sistuações de violência de filhos para pais não acontecesssem.
Tentemos nós então viver cada uma destas situações, colocando-nos no lugar dos outros e num outro tempo. Hoje filhos, julgamos apressadamente e violentamos os nossos pais. E quando formos pais, como será?
Pois pensem bem, que a velha sabedoria popular ainda nos dá lições de vida – Filho és, pai serás!
Pensem nisto e uma Páscoa Feliz!
Rui Guerra
Anteontem foi mais um dia, talvez como um outro qualquer, em que muitas famílias se juntam em paz, harmonia e amor para celebrar a Páscoa, mas chamaram-lhe o Dia do Pai. Como sempre e já habitual, nos dias de algo, o sentido comercial prevalece e, vistas assim as coisas, quase perdem o sentido: - “Não fora um beijo da minha filha, uma mensagem via telemóvel do filho e o dia terminava normalmente!”
Mas, tocou-me a reportagem que uma televisão nos mostrou à noite, na qual um alto responsável policial da zona norte relatava, com um sentimento de profunda tristeza, o registo de vários casos de agressões físicas de filhos a pais, resultado de um estudo realizado na zona de Viana do Castelo, de Janeiro a Fevereiro deste ano.
Impressionaram-me não os números que ele forneceu ao jornalista, mas a atitude profundamente sentida, mais como filho do que como polícia – um homem ligado a uma vida dura dada a poucos sentimentalismos que fez também um sincero apelo a todos os filhos para que estimassem e respeitassem os pais. Pelo menos, enquanto eles se mantivessem entre nós. Fazia-o falando com saudade do seu pai que já tinha partido do mundo dos vivos. Quase a chorar, pedia que tais sistuações de violência de filhos para pais não acontecesssem.
Tentemos nós então viver cada uma destas situações, colocando-nos no lugar dos outros e num outro tempo. Hoje filhos, julgamos apressadamente e violentamos os nossos pais. E quando formos pais, como será?
Pois pensem bem, que a velha sabedoria popular ainda nos dá lições de vida – Filho és, pai serás!
Pensem nisto e uma Páscoa Feliz!
Rui Guerra
(Do programa Tribuna Livre, emitido semanalmente na Rádio Ansiães)