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a casa

A Casa era imensa. Sem estilo algum espalhava pelo terreno os seus braços, numa desordem estática; por vezes o terreno subia acima do piso da casa, como se, com o decorrer dos anos, esta se fosse afundando. Esse pormenor dava-lhe o aspecto de um navio encalhado.

Era bem um navio encalhado, aquela casa, onde a solidão vivia na alma dos seus habitantes.


Graça Pina de Morais, A Origem

a família

Cresciam e nada acontecia naquela casa. Se se pode chamar Vida a uma sequência de acontecimentos, aquelas raparigas não a tiveram; mas a vida não é isso e, nos seres solitários, o vazio exterior vai criando, pelo contrário, uma densidade existencial funda, apurada e transcendente.

Era verdade que os filhos de Leonardo metiam as pessoas no coração. Tinham o dom da amabilidade, da simpatia; não por hipocrisia, mas por delicadeza natural e até porque, sobretudo Leonardo e Constança, gostavam realmente dos homens. Também era verdade que, de uma forma superficial, «não se interessavam por eles», isto é, não conviviam e tinham nascido solitários. Todos ficavam encantados quando os conheciam, depois, sentiam uma espécie de barreira por eles levantada inconscientemente e levavam à conta de hipocrisia a maneira encantadora e afável que usavam no escasso convivio que podiam dar. A grande maioria acabava por dizer mal deles.


Graça Pina de Morais, A Origem

leonardo

Leonardo amava cada tronco, cada folha, cada bago de uva. Alguns anos atrás, num dia de temporal, já perto do Verão, em que um granizo impiedoso destruíra toda a novidade, Leonardo saiu de casa correndo, desnorteado. Não pensava na perda material e no ano de privações que iriam passar. Chegado à primeira videira, despiu com impetuosidade o casaco e cobriu com ele a cepa e os grandes cachos já dourados. Ficou em mangas de camisa, encostado aos bardos, sob as grossas pedras de granizo que se iam espalhando na grande barba negra. Depois do temporal tudo ficou destruído e só se salvou a videira de Leonardo.


Graça Pina de Morais, A Origem

maria da anunciação

A sua voz era a de um ser esmagado. Maria da Anunciação não sabia o que a oprimia assim. O que a esmagava? Era o fanatismo pelos da sua raça, próprio daquela gente; a sua angústia era a do animal ao descobrir que há muitos anos vive com escassez de ar; a ansiedade dela era a da sua personalidade trágica, transplantada para um meio violento, que luta desesperadamente, sem ter onde segurar as suas débeis raízes.


Graça Pina de Morais, A Origem

constança

Quando Constança ria, espalhava-se em redor dela uma onda de alegria; não de uma alegria frenética mas calma, funda e apaziguante.
As gargalhadas da rapariga soavam, de vez em quando, em casa, no quintal, no jardim e eram inconfundíveis. O seu sorriso era real e autêntico. Os seres humanos surpreendidos de encontrarem a verdadeira alegria, na sua forma primitiva, entravam por instantes dentro do seu âmbito, repousando todos os pesares.


Graça Pina de Morais, A Origem

maria da soledade

Maria da Soledade tinha dezassete anos. Ao olhar para ela, a primeira impressão que se sentia era a de espanto, pela sua beleza invulgar, mas atentando melhor, descobria-se na fisionomia da menina uma expressão vaga, muito pueril, quase idiota. No entanto nunca a sua cara daria a sensação de imbecilidade porque possuía algo de comovente que fazia sofrer.


Graça Pina de Morais, A Origem

maria clara

Em todas as recordações da adolescência de João domina a figura da tia Maria Clara, estendida na sua cadeira na varanda sobre o vale: não tem ar de uma mulher doente ou sequer preguiçosa; completa a harmonia da paisagem, a harmonia da vida na velha casa.


Graça Pina de Morais, A Origem

moisés

Moisés, numa dessas noites silenciosas e rescendentes, teve uma crise violenta de saudades de Maria Clara. Estava só, sentado num banco, o cotovelo apoiado sobre a mesa de pau da cozinha da sua sórdida habitação. Levantou-se, espreguiçou-se um momento estendendo os braços, depois foi até ao canto da cozinha, pegou na arma caçadeira, encostou o cano da espingarda a uma das têmporas e comprimiu o gatilho. Antes de disparar limitou-se a pedir a Deus que fizesse feliz a irmã. Não pensou em si, não teve nenhuma visão tumultuosa da sua existência (visão tão frequente em quase todo o ser humano quando sente o fim aproximar-se), não viu, no futuro, as consequências da sua morte, nem se deleitou a imaginar os que amava, chorando, cheios de amor, o seu desaparecimento.


Graça Pina de Morais, A Origem

andorinha

Como era a Andorinha? Dir-se-ia que não tinha alma e que nunca viria a tê-la: era uma criatura que Deus enviara à terra para a alegria dos olhos de quem a fixasse. Todos os gestos dela pareciam impensados e sem significado; não se poderia imaginar Andorinha imóvel, reflectindo. O movimento fazia parte dela, andava, ou melhor, corria quase constantemente. Tinha o raciocínio vivo, rápido e profundo - mas só repentinamente; depois deixava de pensar. Entusiasmava-se com tudo o que tivesse beleza.
Era fútil e sincera. A futilidade da Andorinha foi a única admitida e apreciada até ali, na casa.


Graça Pina de Morais, A Origem

joão

Como é que João, fechado dentro das paredes da casa, nascido numa longínqua povoação entre montanhas, surgira assim diferente com todos os estigmas da geração actual? Era como se no rodar cíclico da vida da humanidade, todo o homem, por mais escondido e livre de influências que estivesse, trouxesse a marca, a alma de uma época. João trazia consigo a alma do seu tempo.

A futilidade de Andorinha, o sentido estético agudo da pequena saltimbanca, com a sua atracção irresistível pela beleza e a repulsa pela fealdade, também existiam em João. Andorinha vivera como uma força da natureza, transportando em si uma desumanidade sem culpa e deixara ao filho esse mesmo elemento desumano, contra o qual João havia de lutar durante toda a vida.
Mas a herança de Leonardo também o atingira; um fogo sombrio, misterioso e forte, ardia nos olhos escuros e profundos da criança.

Sobre João caiu todo o generoso amor que aquelas mulheres tinham necessidade de dar, mas, por mais generoso que esse amor fosse, uma atmosfera sufocante rodeava a criança.

A criança tinha tudo quanto queria; era alegre e simultaneamente infeliz porque os dois estados de alma não são contraditórios. Era infeliz porque assim nascera e estava destinada a subir um inútil calvário.

Quando João procura recordar-se da sua infância, nada encontra, a não ser um grande dia sereno, onde o tempo não existia.

Em todas as casas, em todas as terras, teve sempre a sensação de estar de passagem, de ser um viajante que de um momento para o outro vai partir.

As suas feições, porém, saltaricavam de uns para os outros: tomado de uma amizade excessiva por um colega qualquer, nem ele sabia porquê, envolvia o objecto do seu afecto numa simpatia esfuziante. Depois cansava-se e mudava de afeição. Encontrava dentro de si uma enorme dificuldade em manter qualquer convivência: nas amizades só apreciava o entusiasmo inicial.

Aborrecia-se nos jogos turbulentos dos recreios e raramente se associava a essas brincadeiras, não porque se sentisse de uma classe superior à dos colegas - dentro do seu coração sempre existira o sentimento de que os homens eram iguais - mas porque já nessa idade a solidão começava a querer apertar imperceptivelmente o seu círculo intransponível à volta da alma da criança.

O menino «sabia-se» demais, «sentia-se» demais; invejava a despreocupação, a simplicidade convicta com que os outros brincavam.

Um tédio de homem adulto devastava a alma da criança, e o tédio não depende da vida que o homem leva, é uma sina, uma desgraça, a pior doença que pode acometer a alma humana. João perdera a naturalidade. Atrás de si, atento e perscrutador, um duplo de si mesmo observava-o, e esse duplo terrível tornava inútil cada conversa, cada frase, cada reacção. O seu ser palpitava, enjaulado, dentro da apertada armadura terrena que é concedida a cada homem.

Conservava vivos na sua alma todos aquele que amara, mas não tinha necessidade deles: deixava-os para trás.

Durante dias e dias tristezas terríveis e sem motivo espalhavam-se nos traços do menino. Não valia a pena mexer-se, nada valia a pena: não queria viver mas também não queria morrer. Sentia-se paralisado como um rato numa armadilha.

Quando fez quinze anos, chorou. «Estava velho, já não tinha mais nada a fazer no mundo.»

Pensava tanto em si que esquecera a vida da Casa. Inerte, inclinado sobre si mesmo, tudo o que era exterior se tornara absurdo e irreal e essa sensação de estranheza fazia-o sofrer.

Fumava. Lera em alguns livros que a mais terrível realidade é sempre melhor do que o clima trágico, idealizado por uma imaginação angustiada. Talvez fosse verdade. Não sentia absolutamente nada. É estranho: o que mais o afligia e espantava, era a ausência total de sofrimento. Talvez ele fosse um monstro.

Sentia-se ausente de si mesmo e isso dava-lhe uma tranquilidade espantosa.


Graça Pina de Morais, A Origem

catarina

O corpo de Catarina possuía a perfeição e a pureza da adolescência e havia nele uma espécie de espiritualidade comovente, que chegava a angustiar, por se sentir quanto era transitória.

Acontecera a Catarina o que acontece a um grande número de mulheres honestas, sensuais e sem imaginação: apaixonara-se pelo primeiro rapaz que a beijara. Pouco se importava que João a entendesse ou não, mas ela é que não o compreendia, e senti-lo longe fazia-a sofrer. Exasperava-se contra o mundo turbilhonante e desconhecido que existia na cabeça dele. Não era só por sensualidade que desejava os abraços, os beijos, os longos silêncios inquietantes em que os olhos perturbados de ambos se encontravam: era porque só assim ele estava perto.

Quando à noite, sozinha no quarto, relembrava o rapaz, eram precisamente as enfadonhas tardes de leitura que recordava com mais ternura, como uma mãe que se enternece sobretudo com os disparates de um filho querido. Esta maneira de pensar é terrivelmente feminina: assim como uma mulher superior, apaixonada por um homem vulgar, acha graça e encanto às idiotices e vulgaridades desse homem, também Catarina, apaixonada por aquele adolescente semicaótico e desconhecido, descobria prazer nas longas horas em que, constrangida, ouvia falar de assuntos que para ela não tinham realidade.


Graça Pina de Morais, A Origem

ana joaquina

Ana Joaquina era magra, pequena e pálida; nos seus olhos cinzentos, miúdos e sem pestanas, luzia, invariavelmente, um brilho frio e duro. Tinha, contudo, qualidades. Era um objecto de casa, estava presa àquelas paredes, gastava toda a energia em servir aqueles que amava, porque se o seu ódio era apaixonado e terrível, também o amor tinha nela um carácter exagerado e fervoroso. Fora dos filhos da casa não gostava de mais ninguém.


Graça Pina de Morais, A Origem

o dr. eduardo

O Dr. Eduardo vinha todos os dias, não porque os seus serviços pudessem ser úteis, mas porque um estranho sentimento o prendia à bela agonizante, um sentimento doentio que parecia despropositado no homem que João classificara de vulgar. Era com uma mistura de medo e espanto assombrado que assistia à destruição de uma tão maravilhosa obra do Criador. Cedia à atracção ancestral e atávica que todo o ser humano sente por aquilo que é impossível e que vai acabar.

Por isso, também, vinha todos os dias até ao Outeiro porque lá, sob a ameaça da morte, a vida palpitava com uma intensidade lancinante.

Mas, aos poucos, o ambiente apaixonado que rodeava a moribunda foi-se infiltrando no espírito do Dr. Eduardo e este, esquecido do papel que tinha de desempenhar, começou a sentir os mesmos sobressaltos, o mesmo desvario da gente da Casa.


Graça Pina de Morais, A Origem

o padre josé

Na tarde em que o Padre José foi à Casa, João levou-o até ao quarto da tia. Maria Clara tinha adormecido. O Padre José transpôs a porta do quarto com a sua expressão tímida, os seus gestos desajeitados, e disse baixinho a João:
   - Não a acorde, por favor. Posso vê-la dormir durante um bocadinho?

Quanto tempo estiveram assim em silêncio, ouvindo apenas a respiração da doente, ligados por um sentimento comum e indefinível!?... Uma espécie de paz transitória suspendera-se sobre o medo e a dor. De onde vinha essa paz? Da mulher adormecida? Da tarde rosada que morria? Daquele homem que afinal era um desconhecido e chorava com os olhos abertos e ingénuos?


Graça Pina de Morais, A Origem

poemário daqui

A. M. Pires Cabral Abel Neves Adolfo Casais Monteiro Adília Lopes Agustina Bessa-Luís Al Berto Albano Martins Alberto Pimenta Alexandra Malheiro Alexandre Nave Alexandre O'Neill Alice Turvo Alice Vieira Almada Negreiros Américo António Lindeza Diogo Ana Bessa Carvalho Ana C. Ana Caeiro Ana Cristina César Ana Duarte Ana Hatherly Ana Luísa Amaral Ana Marques Gastão Ana Martins Marques Ana Paula Inácio Ana Salomé Ana Tecedeiro Ana Teresa Pereira Ana Tinoco Andreia C. Faria André Tomé Angélica Freitas António Amaral Tavares António Botto António Dacosta António Franco Alexandre António Gancho António Gedeão António Gregório António José Forte António Manuel Pires Cabral António Maria Lisboa António Mega Ferreira António Osório António Pedro António Quadros Ferro António Ramos Pereira António Ramos Rosa António Rebordão Navarro António Reis António S. Ribeiro Aníbal Fernandes Armando Baptista-Bastos Armando Silva Carvalho Artur do Cruzeiro Seixas Bruno Béu Bruno Sousa Villar Bénédicte Houart Camilo Castelo Branco Camilo Pessanha Carlos Alberto Machado Carlos Bessa Carlos Eurico da Costa Carlos Mota de Oliveira Carlos Poças Falcão Carlos Soares Carlos de Oliveira Casimiro de Brito Catarina Nunes de Almeida Cesário Verde Cláudia R. Sampaio Cruzeiro Seixas Daniel Faria Daniel Filipe David Mourão-Ferreira David Teles Pereira Delfim Lopes Dulce Maria Cardoso Eastwood da Silva Eduarda Chiote Egito Gonçalves Ernesto Sampaio Eugénio Lisboa Eugénio de Andrade Fernando Assis Pacheco Fernando Esteves Pinto Fernando Lemos Fernando Pessoa Fernando Pinto do Amaral Fiama Hasse Pais Brandão Filipa Leal Filipe Homem Fonseca Florbela Espanca Frederico Pedreira Golgona Anghel Gonçalo M. Tavares Helder Moura Pereira Helena Carvalho Helga Moreira Henrique Manuel Bento Fialho Henrique Risques Pereira Herberto Hélder Hélia Correia Inês Dias Inês Fonseca Santos Inês Lourenço Isabel Meyrelles Joana Morais Varela Joana Serrado Joaquim Manuel Magalhães Joaquim Pessoa Jorge Carrera Andrade Jorge Gomes Miranda Jorge Melícias Jorge Roque Jorge Sousa Braga Jorge de Sena José Agostinho Baptista José Alberto Oliveira José Amaro Dionísio José António Franco José Cardoso Pires José Carlos Barros José Carlos Soares José Efe José Gomes Ferreira José Manuel de Vasconcelos José Miguel Silva José Mário Silva José Pascoal José Ricardo Nunes José Rui Teixeira José Saramago José Sebag José Tolentino Mendonça João Almeida João Bénard da Costa João Cabral de Melo Neto João Camilo João Damasceno João Ferreira Oliveira João Habitualmente João Luís Barreto Guimarães João Maia João Manuel Ribeiro João Miguel Henriques João Pacheco João Pereira Coutinho João Rodrigues João Vasco Coelho Judith Teixeira Leitão de Barros Leonor Castro Nunes Luiza Neto Jorge Luís Miguel Nava Luís Quintais Madalena de Castro Campos Mafalda Gomes Manuel A. Domingos Manuel António Pina Manuel Cintra Manuel Fúria Manuel Gusmão Manuel da Silva Ramos Manuel de Castro Manuel de Freitas Marcelino Vespeira Margarida Vale de Gato Maria Azenha Maria Gabriela Llansol Maria João Lopes Fernandes Maria Judite de Carvalho Maria Keil Maria Mergulhão Maria Sousa Maria Teresa Horta Maria Velho da Costa Maria do Rosário Pedreira Maria Ângela Alvim Marta Chaves Matilde Campilho Mendes de Carvalho Miguel Cardoso Miguel Martins Miguel Sousa Tavares Miguel Torga Miguel-Manso Mário Cesariny Mário Contumélias Mário Dionísio Mário Quintana Mário Rui de Oliveira Mário de Sá-Carneiro Mário-Henrique Leiria Nuno Araújo Nuno Bragança Nuno Júdice Nuno Moura Nuno Ramos Nuno Travanca Patrícia Baltazar Paulo José Miranda Pedro Jordão Pedro Loureiro Pedro Mexia Pedro Oom Pedro Santo Tirso Pedro Sena-Lino Pedro Tamen Pedro Tiago Piedade Araujo Sol Raquel Nobre Guerra Raquel Serejo Martins Raul Malaquias Marques Raul de Carvalho Regina Guimarães Reinaldo Ferreira Renata Correia Botelho Ricardo Adolfo Rosa Alice Branco Rosa Maria Martelo Rui Almeida Rui Baião Rui Caeiro Rui Costa Rui Cóias Rui Knopfli Rui Lage Rui Manuel Amaral Rui Nunes Rui Pedro Gonçalves Rui Pires Cabral Rute Mota Ruy Belo Ruy Cinatti Ruy Ventura Samuel Úria Sandra Andrade Sandra Costa Sebastião Alba Soares de Passos Sofia Crespo Sofia Leal Sophia de Mello Breyner Andresen Sílvio Mendes Tatiana Faia Teixeira de Pascoaes Teresa Balté Teresa M. G. Jardim Tiago Araújo Tiago Gomes Vasco Gato Vasco Graça Moura Vítor Nogueira Yvette K. Centeno gil t. sousa valter hugo mãe Ângelo de Lima

poemário dali

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