Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Contemplação



Sombras escuras
Cercam a alma,
Invadem e aprisionam.
São sombras do  medo
Fantasmagórico,
A impelir, a causar pânico,
A escurecer a visão.
Nessa fumaça de incertezas
Ninguém sabe do futuro
Escapa-se num instante frágil 
Beijado ao hálito da morte, 
Tão próximo, e corriqueiro
deixando a humanidade refém.
Só resta uma delicada esperança,
Uma breve  fé,
Impulsionando o cuidado,
de si e do outro.
Ao observar-se além do véu da escuridão
 que se assola sobre o mundo
pode-se enxergar a esperança.
Ela tem asas transparentes e finas, 
Feito uma libélula a voa e se esvair.
E a fé é como um cristal fino e delicado
a qualquer ruído se despedaça.
As duas: esperança e fé
Fogem ante as sombras do medo
e para resgatá-las,
Deve-se olhar com firmeza o céu
que nunca sentiu medo algum,
jamais temeu nenhuma tempestade,
E sempre renova-se num novo olhar,
Mais claro e mais azul.


Paula Belmino


Um poema para participar da Blogagem coletiva do Coisinhas da Chica

domingo, 3 de maio de 2020

Maio, mês do amor




Trago flores de amor pra você
A flor mais querida,
A oração vertida,
O cuidado de um coração.
Em Maio,
Quando se derramam as mãos
Em trabalho árduo,
No ser mãe,
Exala-se o sonho alcançado,
Guiado por anjos o desejo consentido.
Em Maio, na data festiva, confirmo:
És sonho em meu peito!
É verdade o teu cheiro!
É meu consolo, meu abraço de paz!
Em Maio, quando todos se preparam
A comemorar o mês das mães
Eu todos os dias declaro:
És a flor mais bonita no jardim do meu ser!
Em Maio, todas as flores se abrem
Só para te receber.

Paula Belmino


Fotografia Naline Joele

sábado, 25 de abril de 2020

Madeixas






Ela pediu à mãe para pentear-lhe os cabelos. Menina moça que era, há tempos já se cuidava sozinha, mas como a alma insistisse em voltar a ser criança, entregou à mãe a escova e a cabeleira cacheada de um perfume fresco de cabelos molhados para que a mãe desatasse o emaranhado de nós.
A filha sentou-se no colo da mãe, próximo ao seu corpo, deixando-se ser cuidada, como quem nunca tivesse crescido. Enquanto a escova deslizava, as mãos da mãe acariciavam além da cabeça crespa da filha, acariciava o ego, sua alma. Sua criança estava ali, de volta à infância, como se nunca o tempo tivesse passado, a filha ainda pequena ali pertinho, a um fio de cabelo de distância, e, em suas madeixas a mãe percebia a força e o vigor a se confundir com o próprio cabelo, agora já branco e frágil.
Cada nó desmanchado era um desatar de tensões em seu coração, tragicamente enrolado em sentimentos e saudades de quando cada cacho da pequena era embalado em maria-chiquinhas coloridas a lhe convidar para brincar.
Os fios negros do cabelo da criança lembravam-lhe as noites em que ela sonhara ser mãe de uma menina, um anjo barroco , com cabelinhos de molas, um sonho agora real, bem ali entre escovas, cremes, cuidados e cafunés.
Ao lembrar do sonho, agora tão vivo e concreto, a mãe afagou com amor a cabeça da menina moça, cheirou, beijou, alisou bem os cabelos. E, a cada escovada, massageava o seu próprio coração. Afetuoso afago de uma mãe no cabelo de sua menina moça entregue ali, entre suas pernas, como se a cada instante um novo parto a trouxesse novamente para bem junto dela, para dentro de si.
Paula Belmino


domingo, 29 de março de 2020

Ínfima esperança






Há ainda um sonho,
Para a branca flor
Imóvel, aberta à espera
De um anjo de asas
cândidas e translúcidas
a suscitar vida.

Este anjo borboleta
sobeja serenidade
se achega,
E pousa esmorecida.

Suas asas semeiam paciência
E num breve momento
Sóbrio e de paz
Acontece a florescência.

Ínfima esperança
no êxtase de um beijo
a mudar o tempo
a suscitar vida.

Anjo borboleta
Carrega a luz
na pequena asa florida.

E a mórbida flor
de cor esmaecida,
Cura-se de toda dor
Sara suas feridas

Para quem sabe, ser
noutro tempo,
uma flor colorida.


Paula Belmino

Nunca deixemos morrer a pequena esperança dentro de nós, que com um sopro de vida, virá nos transformar , um tempo melhor, um novo ar.
Um anjo venha nos visitar!!




quarta-feira, 25 de março de 2020

Aproveite cada tempo





Cada tempo dedicado
a gente mesmo
Deve ser aproveitado para
autoconhecer-se
e experimentar a paciência,
exercitar a força interior e
a capacidade de reiventar-se.
Da fragilidade se faz a força,
Da prisão nasce a liberdade,
Do mal se faz o bem.
Só há Vitória com luta.
Aproveita o tempo a sós
para te conhecer melhor

e viver as boas lembranças dos que, 
por hora não estão ao teu redor.
E na construção de um ser e um mundo melhor
Sê tu criativo, responsável e mais humano,
 tendo a empatia de afastar-se para depois com muita alegria
 estar em multidão.
Resguarda-te por este tempo,
para que em breve,
 possas abraçar os que estão distantes
 e recriar uma nova história,
um novo tempo!
Por agora, segue confiante,
transformando a solidão em fé,
A ausência em cuidado.
Deixa nascer dentro de ti ,
um ser melhor e mais vivo do que nunca
para ser feliz
acima de tudo, feliz!


Foto da Alice, Hadassa e a vovó Cicera Simões!
Esta é mina participação na Blogagem Coletiva do blog Filosofando na Vida

Escolhi esta imagem


Um coração abraçado que representa a nossa vida, a quem amamos. Que possamos cada um passar por essa pandemia com força e saúde, e que Deus guarde cada família no mundo.

Deixo também um vídeo de uma canção que canto e a Alice grava



segunda-feira, 2 de março de 2020

Chuva de Poesia



A chuva chega por aqui
chuva de amor
de poesia
banha a alma
e faz dançar
mergulhar na fantasia.
A chuva vem para regar sementes
de muita felicidade
poesia a brincar com a gente
fortalecendo elos de amizade.

Paula Belmino

Participando da 2ª edição do Poetizando e Encantando do blog Filosofando na Vida
Escolhi a imagem abaixo de um guarda-chuva soltando corações, para mostrar algumas participações de meu livro que remete á chuva com muito amor, e encantamento, levando escolas e seus leitores a brincarem de tomar banho de chuva



Na Escola Municipal Arnaldo Monteiro em Natal


Escola Antônio Basílio em Parnamirim


CMEECampo




A Menina Que Sabe Chover tem feito chover poesia por muitos lugares e corações.

Abaixo a participação das crianças da Escola Delmo em Pirangi




Para adquirir meu livro A Menina Que Sabe Chover pelo site
https://www.editorainverso.com.br/pagina-de-produto/a-menina-que-sabe-chover

ou pelo e-mail belmino.paula@gmail.com

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

A Menina e a Planta







Iniciamos o ano letivo.
As crianças estavam eufóricas pela volta às aulas.

Para falarmos de emoções, de sentimentos como ansiedade lemos o livro:
A Menina e a Planta de 
🖍🖍 @marciapaganini 
🖌🖌ilustrações de @andreiavieira_ilustradora 

pela 📕 @editoramadreperola


Neste livro a personagem Mari sente uma coceirinha no pé, e ela percebe que não está se sentindo bem na escola, mas mesmo assim vai. Sem contar nada a ninguém percebe que a coceira está virando um brotinho. Uma plantinha que começa a nascer e tomar conta da menina a ponto de sufocá-la.
Assim como Mari, as crianças chegam na escola com ansiedade, medo, expectativas, as emoções à flor da pele , como a coceira que não passa, como uma planta que sufoca. 




Após leitura mediada indaguei as crianças sobre o que sentiam ao chegar este ano na escola.
Respiramos, deixamos o corpo se movimentar e ao pensar no que os afligia, e eles escreveram essas palavras que são sentimentos muitas vezes que os impedem de florescer.


Escreveram num papel e todas as palavras foram queimadas num sentido simbólico de purificação.
A boa lição para se refletir é que é preciso saber gerir as emoções, administrar os sentimentos e deixar que aquilo que nos sufoca ganhe espaço para florir coisas boas. 

domingo, 1 de dezembro de 2019

A Menina Que sabe Chover no III Congresso de Conselheiros Escolares



Aconteceu no mês de Novembro em Parnamirim o III Congresso de Conselheiros Escolares com objetivo de debater assuntos que permeiam o conselho como gestão democrática, e afins.
Houve palestras, oficinas temáticas e apresentação de releitura de obras literárias, entre elas o meu livro A Menina Que sabe Chover , pela Editora Inverso


A escola Municipal Costa e Silva levou ao palco seus alunos fazendo a leitura e a releitura de forma teatral com minha poesia.


Maria é consciente, reutiliza a água e rega com esperança a vida.


Planta sabendo que árvore é vida, enquanto afaga a chuva no coração.



Bendita Maria menina. 
É força e esperança no sertão.
Espera a chuva
cuida da terra
e da pouca água que resta.
Ao viajar nos livros da escola,
vê nascer rios de esperança.


Lá vai Maria
chovendo pelo caminho
a água da cacimba
do açude quase seco.
Anda pelo deserto
pingando água.
Busca longe a água 
para banhar-se.


 Maria é consciente,
é dona do mundo,
cheia de bondade,
alma de poesia molhada.


Leva a lata d'água na cabeça e,
de flor adornada,
de pingo em pingo,
junta água
para saciar a sede
sem reclamar de nada.



Sapos em cantoria
Quando é inverno no sertão
os sapos fazem reunião,
tocam tambores,
cantam e celebram a chuva
e com suas cantigas antigas
trazem alegria e vida.

Paula Belmino


A professora mediadora Marizalba Silva junto com o professor de Arte Everson de Oliveira fizeram um excelente trabalho e eu agradeço imensamente, pelo privilégio d elevar essa mensagem de consciência de cuidados com o meio ambiente e com os recursos hídricos de forma poética e lúdica, arte pura.

* Os poemas acima citados, são trechos de poemas do meu livro A Menina Que sabe Chover com ilustrações de Francisco Dam, publicado pela Editora Inverso

Adquira o seu clicando na imagem abaixo:






domingo, 10 de novembro de 2019

Antologia Poetizando e Encantando





"Meus dias são feitos de poesia constante. "

Paula Belmino




Recebi da amiga Lourdes Duarte uma Antologia linda que ela teve o cuidado e o amor de preparar e presentear os autores dos poemas e outros textos na Blogagem coletiva Poetizando e Encantando do blog Filosofando na Vida que se deu durante todo o ano com a participação de muitos escritores e amigos .
A literatura fomenta nossa vida, nos traz alento e motivos para sermos mais sensíveis, mais humanos nos aproximando das pessoas, nos transformando
Sou grata pela amizade e poder contar com a ajuda e a interação dos amigos blogueiros que nos ajuda a crescer, a refletir, a viver a poesia da vida por meio do olhar e da escrita!

Obrigada Lourdes, o livro chegou nesta sexta-feira, mas como não pude postar antes. Agradeço aqui

Muito Obrigada!!!

sábado, 2 de novembro de 2019

Miragem







O olhar atravessa a paisagem
espinhos ferem a visão.
De espinhos,
também são feitos os dias.
Mas há uma miragem,
se faz ouvir além, os sinos
e o som das flores desabrochando
entre os espinhos.
O sagrado muda a visão,
os dias.
Há sempre um milagre
por trás do olhar atravessando a gente,
moldando a visão
e as manhãs.


Paula Belmino

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Ecoam Flores os Sinos





Seu olhar altivo
para o vistoso ipê
fez-lhe também belo
um Ipê-de-jardim
feito buquê.
Delicado e terno
ao toque da mão
sinos flores em botão.
Amarelou a paisagem
e floriu de quem viu
o coração.
Ecoam dos sinos amarelos
a bela primavera
numa doce canção.


Paula Belmino

Este é o ipê-de-jardim (Tecoma stans)

Bignoniaceae

Árvore de pequeno porte com flores tubulares amarelas muito vistosas semelhantes às do ipê. Espécie comumente encontrada em áreas urbanas. Está na frente da casa da vizinha de minha mãe.

E para deixar nosso dia mais florido um vídoe da Alice lendo poemas Leilão de Jardim e A flor amarela de Cecília Meireles no livro Ou isto ou Aquilo pela Global Editora


domingo, 6 de outubro de 2019

13 Primaveras





Dizem ser o número 13,
um número de azar.
É nada.
É sorte,
é Deus
é vida,
a tua primavera preferida.
Treze margaridas na
aquarela de meu jardim.
Treze trevos de sorte
me tornando forte,
Treze vezes trezentos e cinquenta e seis 
dias de colo
de amor e afeto.
Treze vezes  os trezentos dias de cada beijo
que trago nos lábios para te dar.
Esta tua décima terceira primavera
é trezemente infinita
de flores que em meu coração brotam
para te ofertar.

Paula Belmino

E ontem minha pequena fez 13 anos de vida e comemorou com muita alegra, no parque com as amigas, tomando sorvete, recebendo carinho e presentes da avó e da prima, lendo, brincando com a nova mascote da vovó, a cadelinha Estrela sendo eterna criança