Caiu na rede... não é peixe
É poesia que eu quero fazer
É pescar o mundo com as mãos
No livro voar ao ler
É ter o aconchego na rede
No balanço frenético do amor
Acalentando sonho,
nuvens, árvores, estrelas
tudo ali bem perto do coração.
Caiu na rede... é poesia
é ler aninhando
no vai-vém de uma canção
na rima, no som, nos trocadilhos das palavras
brincar ao ler com emoção
Vestir-se de poesia
o corpo todo na rede rendido
cheio de poesia que embala
que dá a infância o sentido
Ler na rede
No chão
debaixo da árvore,
sentado, deitado, pulando
de poesia em poesia
na rede pescando!
Paula Belmino
Aproveitei para inaugurar lá essa ação literária: Caiu na rede ... é poesia aproveitando todo o contexto dos conteúdos trabalhados, no caso, a cultura indígena, levei alguns livros que falavam sobre índios como: Poeminhas da Terra de Márcia Leite , pela editora parceira Pulo do Gato
Cobra Norato de Eloí Bocheco
e Pitulú de Bê e Léo Maciel pela Aletria
As crianças depois puderam ler os livros da biblioteca que chegaram pelo projeto RoMaria de Livros e e se esbaldaram.
Vejam só:
Em comemoração ao dia do índio, falamos sobre a importância do povo indígena e a contribuição na língua, comida, artesanato. Li o poema Cadê o índio que tava aqui? De minha autoria, as crianças fizeram a reescrita do poema e surpreenderam na produção. Aliamos o conteúdo ao livro didático sobre a cultura indígena e o trabalho dia a dia, materiais e extrativismo.
Aprendizagem significativa, lúdica e reflexiva.
Assistam: